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sábado, 25 de junho de 2011

Passeio surpreendentemente alterado [1/2]

        Esse feriado de Corpus Christi foi surpreendente, posso dizer. No dia 23/06/2011, eu realizaria mais um de meus passeios, no qual pegaria a linha 107T/10 (Cidade Universitária – Tucuruvi), e, após descer na Avenida Cidade Jardim e caminhar alguns minutos até o TP da linha 106A/10 (Itaim Bibi - Santana), voltaria rapidamente para casa com a linha que acabei de citar. Eu imaginava que seria bem tranquilo, já que, aos feriados, o movimento das linhas de ônibus cai bruscamente (pelo menos por aqui). Fazer um vídeo seria a coisa mais fácil do mundo. Contudo, ainda haveria um pequeno prejuízo: eu não encontraria nenhum articulado na linha 106A, que os recebe apenas de segunda a sábado (ou seja, não os recebe aos domingos e feriados). Ainda assim, eu aspiraria a algum Caio Millennium que encontraria pelas linhas 107T e 106A, seja ele algum O500M PBC (piso baixo central) que pode ser encontrado nas duas, ou um O-500U, que eu só conseguiria encontrar, provavelmente, na 106A. Apesar de tudo que eu acabei de falar neste parágrafo, nada saiu exatamente como planejado. Tudo desmoronou depois que peguei a 107T, mas isso não significa que o passeio foi ruim… Abaixo, meu relato:
       
1º passo: pegar a 107T

        Ao chegar no ponto, já esperava uma demora, característica típica da linha 107T, ainda mais num feriado. No entanto, fui surpreendido, pois apenas dois minutos foram necessários para que viesse o PBC 2 2706, que estava na linha nesse dia e que exibia grande velocidade. Tinha apenas cinco pessoas, e como os cincos lugares ao fundo do ônibus estavam vagos, lá me assentei e lá fiz o vídeo. Gostaria de agradecer ao motorista: não faço a mínima ideia de quem seja, mas correu demais! Com isso, fez o vídeo ficar bom e receber elogios, principalmente devido ao barulho do motor, que ostentava um grande giro e um barulho magnífico na correia.
        No final da Avenida Cruzeiro do Sul, o motorista não virou à direita na Rua Luís Pacheco, parte do itinerário. Obviamente, estranhei. Mas depois vi ônibus de linhas como 179X/10 ( Barra Funda – Jardim Fontális) e 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria) fazendo isso também, o que me fez acreditar que era uma alteração decorrente de algum evento. Acertei na mosca. Abaixo, segue um trecho retirado da notícia referente à alteração, no site da SPTrans, a qual vi após chegar em casa:


107T/10 Metrô Tucuruvi – Cid. Universitária
Ida:
Normal até Av. Cruzeiro do Sul, Ponte Cruzeiro do Sul, Av. Cruzeiro do Sul, Rua da Cantareira, Av. Senador Queiroz, Praça Alfredo Issa, prosseguindo normal.
Volta: sem alteração.”
   
         Essa alteração não trouxe nenhuma consequência anormal. Entretanto, vi uma coisa que eu não esperava: passageiros descendo na Rua da Cantareira. Será que eles sabiam da alteração? Uma mulher, quando estávamos na Avenida Senador Queirós, perguntou onde ela iria descer, depois de saber que o ônibus não passaria na Estação da Luz (como faz de praxe, em seu trajeto normal).
         Eu seguia meu rumo, enquanto via todos descendo do ônibus pelo centro e pela Rua Augusta, principalmente. Depois de um ponto da Avenida Europa, já perto da Cidade Jardim, restou no ônibus apenas eu e um homem. Levantei-me para descer, no final desta, quando, de repente, aconteceu o fato que mudou minha rota.
         O motorista entrou à direita na Rua Gumercindo Saraiva. O certo seria continuar reto, no cruzamento das Avenidas Cidade Jardim e Brigadeiro Faria Lima. Eu desceria num ponto localizado após esse cruzamento, onde são utilizadas as portas à esquerda (assim como na Avenida Ipiranga, no centro, nesta linha). Depois disso, o caminho ficou mais bizarro ainda: depois da Rua Gumercindo Saraiva, acessamos a Av. Brigadeiro Faria Lima, Rua Diogo Moreira, Avenida Eusébio Matoso, Rua Gerivatiba, Rua Des. Armando Fairbanks e Avenida Valdemar Ferreira. Finalmente, a linha havia retornado a uma via por onde passa em seu itinerário rotineiro. Não entendi bulhufas. Procurei, no site da SPTrans qualquer notícia que falasse sobre isso e encontrei uma notícia falando sobre uma alteração de itinerário em virtude da Maratona Internacional de São Paulo, com o seguinte trecho:

107T Metrô Tucuruvi – Cidade Universitária
Sentido Único:
Normal até a Av. Cidade Jardim, Rua Gumercindo Saraiva, Av. Brig. Faria Lima, Rua Cristóvão Gonçalves, Rua Sumidoro, Av. Brig. Faria Lima, Rua Cardeal Arcoverde, Av. Euzébio Matoso, Pte. Euzébio Matoso, Av. Dr. Vital Brasil, Rua Catequese, Rua Pirajussara, Av. Dr. Vital Brasil, Pça. Jorge de Lima, Ponte Bernardo Goldfarb, Rua Butantã, Rua Teodoro Sampaio, Av. Brig. Faria Lima, Pça. Luiz Carlos Paraná, Av. Brig. Faria Lima, Rua Gumercindo Saraiva, Av. Europa, prosseguindo normal.

Obs.: Durante a realização do evento a linha deverá operar em sistema circular.”

         Eu resolvi não descer na Avenida Brigadeiro Faria Lima e regredir para o TP da 106A, pois eu quis ver aonde o insano itinerário da 107T me levaria. Eu não fazia a mínima ideia do que acontecia e só vi a notícia quando cheguei a minha casa, que nem na outra alteração. Enfim: levou-me até a portaria do campus da USP, e foi lá mesmo que desci, junto com o homem que também continuou no ônibus até o final. É possível, facilmente, notar que o itinerário feito pelo motorista e o itinerário proposto na notícia não coincidem. Onde será que está o erro? Na notícia do site? No motorista? Será que a empresa não repassou a informação a seus motoristas corretamente? Outra coisa: a notícia dizia que a maratona ocorreria nos dias 18 e 19, então por que diabos esse itinerário foi executado dia 23? Um fato que me chocou foi a informação (da notícia) de que a 107T estava operando em sistema circular. Imagino como seria isso num dia de trânsito daqueles, com o motorista passando umas cinco horas seguidas ao volante… Agradeça ele por ser um feriado e também por ele mesmo ser veloz. Isso é loucura da SPTrans. E, falando em loucuras da SPTrans, você pode ver a mais bizarra delas, no post seguinte, onde falo sobre o caminho que a linha 179X fez (as consequências do caminho realizado por ela foram absurdas).
         Sem pensar duas vezes, estava eu solitariamente caminhando pela Rua Alvarenga, a caminho de um ponto localizado na Avenida Vital Brasil, sem saber o que faria depois, porém. Na verdade, havia muitas opções, eu não saberia exatamente em qual linha embarcar, essa é a causa de minha dúvida. O fim dessa história está no post que vem a seguir (parte 2). Abaixo, o vídeo do Caio Millennium II que peguei na 107T:


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ônibus em 10/06/2011 - 107T de novo


Hoje, vi algumas coisas que não são típicas a mim. Era necessário fazer uma coisa que não faz parte de meu cotidiano: ir à Avenida Paulista, perto da estação Trianon-Masp do Metrô de São Paulo (a Rua Augusta fica próxima à estação Consolação). Como você pôde notar na frase anterior, há uma linha de metrô cortando um dos mais badalados points paulistanos, mas, sem me importar muito com isso, não hesitei em utilizar uma linha de ônibus que bem conheço para chegar até lá: 107T/10 (Cidade Universitária – Tucuruvi). Impressiono-me com como tanto utilizo essa linha para vários fins… Ela não trafega pela Avenida Paulista, mas bastou cruzá-la — na Rua Augusta — para chamar minha atenção, que é facilmente iludida por um ônibus. Para falar a verdade, eu não havia “estudado” a região: eu não havia visto o ponto de ônibus onde eu iria descer, eu não chequei o Google Street View, o qual sempre vejo antes de andar a ônibus em locais desconhecidos ou incomuns. Eu apenas seguiria o fluxo de pessoas, imaginando que grande quantidade descesse no cruzamento já mencionado.
       Vou pular a parte onde vou ao local citado. Sendo sucinto: peguei o 2 2472, um Caio Millennium II PBC (piso baixo central), montado sobre chassi O-500M. Ele, apesar de demorar trinta minutos, pouco acima do previsto, estava com alguns lugares disponíveis, para me acomodar. Após cinquenta minutos, cheguei tranquilamente ao destino.
       A história mais atípica ocorreu na volta… Eram, aproximadamente, 16h00, quando estava pronto para voltar a minha casa, num ponto no cruzamento da Rua Augusta com a Avenida Paulista. Sinceramente, eu esperava uma viagem tranquila, mas isso foi rapidamente oculto. Com quase dez minutos de espera, atendeu-me um PBC de prefixo 2 2707, na linha 107T.
       Uma coisa muito interessante ocorreu, pelo menos a meu ver. Enquanto estávamos parados no demorado farol do cruzamento, pouco depois de deixar o ponto, todas as pessoas aguardavam antes da catraca. O primeiro da fila (primeiro a entrar) não passava e estava parado como se nada estivesse acontecendo — cerca de dez pessoas querendo passar, sem entender o porquê de estar travado. Após um grupo de curiosos perguntar, uma informação que, provavelmente, já era sabida pelo primeiro integrante da fila foi divulgada a todos que desejavam passar: não era possível no momento. O motivo, felizmente, não era nenhuma falha no validador. O que impedia a passagem das pessoas era uma torre presente na Avenida Paulista. O cobrador disse que ela alterava o comportamento do validador diante de um bilhete único… mas também confirmou que tudo voltaria ao normal após cruzar a avenida mais importante da cidade. Não sei, ao certo, que interferência e que tipo de relação negativa ocorria entre o validador e a falada torre, que desconheço (não sou mor nisto). Como eu já disse, foi interessante para mim, porque vi pela primeira vez. No entanto, se ocorre sempre, os cobradores de todas as linhas que passam por ali devem estar acostumados com isso — e os novatos ou indevidamente escalados em linhas que não conhecem devem tratar o fato com espanto.
        Enquanto eu estava em pé no meio do ônibus, outra coisa interessante resolveu atacar. Dois pontos depois da Avenida Paulista, um deficiente físico embarcou no ônibus. O cobrador, muito legal, o ajudou, mesmo aos dizeres do cadeirante: “Pode ser no próximo, se o senhor quiser”. Não sei o porquê de ele dizer isso, mas que deva ser algo relacionado ao fato de o motorista ter tardiamente avisado que havia um querendo subir. Acomodou-se no local reservado, após subir a rampa, presente em todos os ônibus de piso baixo, depois de passar pelas pessoas, que foram obrigadas a ceder um espaço que estava se tornando escasso. Também foi avisado que o moço desceria apenas em Santana (creio que os cadeirantes sempre avisam antecipadamente onde vão descer, com a ajuda do cobrador).
        A cada dia que passa, vejo como realmente é a vida de alguém que precisa pegar ônibus todos os dias no horário de pico da manhã e da tarde, ao invés de apenas ler, ver e imaginar sobre. Lugares? Certamente não seriam cedidos com o tempo. Minha única alternativa era ficar em pé até meu destino. E fiquei. Fiquei uma hora e quinze minutos em pé, com sono (poucas horas dormidas), das 16h10 às 17h25, segundo o validador da catraca e imagino que existam situações piores do que essa, a qual já beira o caos. De tão lotado que estava, o ônibus era estranhamente conduzido. O motorista trocava de marcha de um modo mais “devagar” e colocava, às vezes, um giro alto. O PBC não parava de apitar e balançar. Não costumo ver isso em ônibus vazios, ora, mas é claro que não achei perigoso — porque não é —, foi até divertido, apesar de cansativo…
        O ápice do horário de pico ainda nem havia sido atingido (considerando 16h00 como horário de partida), e as coisas já andavam desse modo! Outro problema que me assombrava era o trânsito, existente em todas as ruas do itinerário possíveis. Todas mesmo, embora ainda não fosse o pior horário. Se não houvesse trânsito, eu provavelmente chegaria pelas 17h00.
        Pessoas não paravam de subir e entrar, subir e entrar… subir e entrar! Assim foi a viagem, que creio ser estressante aos motoristas da linha. Rua Augusta, Rua da Consolação, Praça Ramos de Azevedo, Largo do Paissandu, Praça Pedro Lessa/Praça do Correio, Avenida Prestes Maia, Avenida Tiradentes, Avenida Cruzeiro do Sul e finalmente a tranquilidade foi, inutilmente, alcançada. De que adianta ter um ônibus vazio se o meu objetivo era descer dois pontos depois? Agora Inês já era morta. Sem nenhum imprevisto, aqui termina minha cansativa aventura de hoje.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ônibus em 02/06/2011 - 107T-10

02/06/2011: hoje, o dia era completamente diferente — mas frio, como sempre tem sido. Hoje, eu precisaria ir às imediações da Rua Augusta, sem nenhum propósito jocoso. Iria e voltaria de ônibus. Essa é uma coisa que já difere o dia dos demais, porém não é a única. Normalmente, eu teria oito opções de linhas de ônibus, mas hoje esse número cai drasticamente para apenas uma linha: 107T/10 (Cidade Universitária - Tucuruvi). Junto comigo, aventuravam-se mais dois amigos. Outra coisa diferente deste dia é a greve no transporte público. Falar “greve no transporte público” é uma generalização, mas nota-se o caos que se instalou na região metropolitana de São Paulo — principalmente no “ABCD... paulista” — graças à greve da CPTM (linhas de trens completamente paralisadas) e também à greve dos motoristas de ônibus no ABC. Metrô e ônibus ficam mais lotados do que o normal por causa disso. Talvez isso me afetasse, mas eu esperava ônibus lotado, com ou sem greve, pois eu iria num horário de pico (7h30).
      Indo à luta, dirigi-me ao TP (terminal primário/ponto inicial) da 107T, nas estreitas calçadas da Estação Tucuruvi. Fiz isso, porque tal ato garantiria um lugar para sentar no ônibus, o que é indispensável. Havia dois Millennium II pisos baixos centrais (2 2703 e outro do qual não me lembro) parados por lá. Para minha surpresa, de um deles havia descido uma cobradora. Era uma que me disse — há uma semana — “Apareceu, hein?”. Muitas coincidências aconteceram comigo ultimamente, e isso certamente não é uma exceção. Ela conversou com um de meus amigos, dizendo que estou “acostumado” a pegar ônibus, e que sou um “freguês” da linha...
2 2703 em uma linha da USP: 177H/10 (Butantã USP - ↨ Santana). É
comum que alguns carros alternem entre as linhas da USP da Sambaíba.
Provavelmente o 2 2719 e o 2 2703 não são um deles, pois a 107T só
os recebeu recentemente (assim como recebeu outros PBCs).
(Créditos a Fábio Evangelista, aqui.)
    Quando eu estava chegando a Tucuruvi, vi um Apache Vip de prefixo inidentificável na 107T. Por isso, precisei esperar cerca de dez minutos até que o Millennium em que embarquei (2 2703) saísse, às 07h40. Isso foi até bom, pois se em Millennium já não é tão bom andar num ônibus lotado, pior ainda seria num Apache Vip. Eu esperava que o trajeto tivesse duração de uma hora: eu estava totalmente enganado.
     O ônibus saiu do Metrô Tucuruvi com uns vinte assentos ocupados. Vazio, mas após passar pelas Avenidas Nova Cantareira e Leôncio de Magalhães, ficou com cerca de três pessoas em pé (isso, porque algumas também desceram). A linha contem um sobe-e-desce durante todo o trajeto. De qualquer forma, melhor do que eu imaginava como poderia ser. Ao chegar no Metrô Santana, poucas pessoas desceram, o que para mim é novidade. Muitas subiram, e a viagem seguiu com o ônibus contendo umas dez pessoas em pé. A partir daí, achei que apenas teria de esperar a chegada à Rua Augusta pelo trânsito de São Paulo, sem me preocupar com absolutamente mais nada. Porém, ao chegar no centro, lugar onde achei que o ônibus esvaziaria, o meu pouco conhecimento foi desmentido. Assustei-me com o número de pessoas que entrou no ônibus, o qual lotou de vez. Resolvemos levantar dos assentos na Praça da República, para que nos preveníssemos, ficando próximos à porta. O único fato interessante a ser notado foi um homem, sentado ao meu lado, que, sempre que falávamos algo, ele comentava. Exemplo: quando um de meus amigos perguntou se a linha passava perto do Túnel Papa João Paulo II, no Anhangabaú, quando eu me preparava para responder “não”, o homem rapidamente fez isso por mim, e ainda por cima, perguntou aonde queríamos ir, achando que estávamos perdidos... Desembarquei normalmente na Rua Augusta, às 09h20 (graças ao intenso congestionamento) junto a um mar de pessoas — parecia ser um ponto demandado — com a ajuda de pessoas que desciam do ônibus para abrir passagem e que depois voltavam para dentro dele. Não foi uma viagem cansativa, já que fiquei sentado durante ela, mas deu-me uma amostra do que realmente é um ônibus no horário de pico (não tive muitas oportunidades para experimentar um). Outra coisa: se levei uma hora e quarenta minutos do TP da linha até a Rua Augusta, será que chega a três horas o trajeto até a Cidade Universitária, com o trânsito que há em São Paulo? Imagino que sim… Só não sei se na Cidade Jardim há tanto trânsito como há no centro e na zona norte de São Paulo. Durante o trajeto, uma coisa me surpreendeu: vi o 2 1773, da linha 701A/10 ( Vila Madalena - Parque Edu Chaves) quebrado. É um dos novíssimos Millennium O-500U que a Sambaíba recentemente adquiriu.
     Pulando tudo que fiz, e indo direto à volta para casa: foi-se um amigo e outro restou. Com ele, caminhei até um ponto da Rua Caio Prado, no cruzamento com a Rua Frei Caneca, às 11h50. No local, além da linha 107T, havia também a linha 107P/10 (Pinheiros – Mandaqui), das que serviam à zona norte (Santana), porém meu amigo, que poderia usar qualquer uma das duas — ao passo que eu apenas a “Tucuruvi” — preferiu a 107T, porque ela passa no Metrô Tietê (e lá ele pode pegar uma linha que utiliza antes que ela lote, no Metrô Santana). Uma cena decepcionante aconteceu enquanto caminhávamos até o ponto: vimos o 2 2341, um Millennium PBC da 107T, parado no semáforo. Nenhum de nós dois gostamos de pegar ônibus fora do ponto, apesar de o semáforo ser pouquíssimos metros depois do ponto, então resolvemos deixá-lo ir embora. Notei que seu motorista é o mesmo que, há semanas, 12h30, embarcou um cadeirante no Metrô Santana. Presenciei isso e postei por aqui.
    O ponto no qual estávamos na Rua Caio Prado era daqueles com lugar para sentar, mas com uma cobertura precária (assim considerada pelas pessoas). O interessante é que esse ponto está sempre presente em locais desertos (como a Rua Caio Prado, pois só havia uma mulher nesse ponto), enquanto em locais com uma demanda muito maior as pessoas ficam em pé (na verdade, esse ponto com míseros quatro lugares não resolveria em nada a situação). A conclusão disso é que os pontos — pelo menos a maioria — não são definidos pela demanda do local, mas sim, geralmente, pelo bairro onde o ponto está localizado. É muito fácil achar exemplares de pontos com lugares para sentar em bairros paulistanos de luxo que ficam às moscas.
     Todas as opções passaram, um carro da linha 7181/10 (Cidade Universitária – Terminal Princesa Isabel), dois da linha 7701/10 (Terminal Amaral Gurgel – Jardim Guaraú), um da linha 107P e também dois carros seletivos da linha 179TRO (Engenho Velho [EMBU] – Anhangabaú [SÃO PAULO]) da Miracatiba. O curioso é que um não tinha ninguém dentro, e o outro tinha somente duas pessoas dentro. Tudo isso levou vinte minutos. O mesmo tempo foi levado para que curvasse da Rua Frei Caneca um ônibus da 107T. Era o 2 2719, outro piso baixo central (eles facilmente dominam a linha, e aquele Apache Vip era uma exceção, sempre tem unzinho na linha).
2 2719 em outra linha da USP:
177P/10 (Butantã USP - ↨ Santana).
(177P passa pela Rua Cardoso de Almeida.
177H passa pela Avenida Angélica.)
(Créditos a Thiago Russo, aqui.)
    Como esperado, estava vazio. Nunca vi o motorista, tampouco o cobrador. 12h10 já é um horário bem mais tranquilo para qualquer linha de ônibus, logo arrumamos dois assentos livres na rica parte traseira do ônibus. Daí em diante, nada de especial ocorreu. Apenas observei a movimentação pelas ruas do centro da cidade e pelo ônibus ocasionado pelos passageiros, visto que o sobe-e-desce é algo constante na 107T. A diferença é que o movimento de manhã é muito maior, enquanto no horário de vale, é sempre uma pessoa, apenas uma, querendo descer num ponto ou querendo subir para o ônibus. Não sei se isso é alguma maldição. Mas sei que eu estava em casa às 13h10, tranquilamente. O PBC contava com apenas cinco pessoas após minha descida.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ônibus em 26/05/2011 - Pequena greve de manhã

    26/05/2011: tudo caminhava para um mais um dia frio e normal em São Paulo, mas no final das contas ele foi movimentado (inclusive, isso gerou dois posts, algo inédito no blog, até agora). De manhã, notei algo que, certamente, é atípico. Refiro-me a uma fila de ônibus vermelhos, ou seja, da área 4, com prefixos iniciando em 4 1xxx (da E.T.C. Novo Horizonte?), passando pela Avenida Cruzeiro do Sul, em Santana. Entre eles: Millennium’s, Torinos e Apaches Vips. Vi um dos Torinos de frente, mas ao mesmo tempo de longe. Seu letreiro registrava o conhecido “Reservado”, ao passo que no vidro dianteiro estava escrito em um papel “alguma coisa Santana”. Afinal, se um ônibus de outra área já é algo que não é visto todos os dias por aqui, o que dizer de uma fila de vários? Ainda assim, por enquanto, não havia como eu saber com exatidão o que era aquilo, mas não imaginei nada de especial na hora. Isso só veio à tona depois, quando soube o que havia acontecido (os únicos métodos de eu saber eram: alguém me contar, eu ver alguma notícia sobre isso num telejornal de manhã, ou eu observar mais detalhadamente qualquer um dos ônibus que participaram do Paese, para perceber que eles faziam alguma linha da área 2, coisa que não fiz com o Torino, por estar longe dele).
    No decorrer do dia, fiquei sabendo que um de meus amigos teve de usar um ônibus da Santa Brígida (área 1), quando ele comentou sobre um "ônibus verde-claro" na linha 118C/10 (Santa Cecília – Jardim Pery Alto). A partir disso, foi possível concluir que houve (havia) uma greve. Também deduzi que a paralisação foi feita apenas na Garagem 1 da Sambaíba, Garagem Jardim Pery, pois eu vira ônibus de linhas, como o Vip 2 2647 na 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria), passando normalmente pela minha rua, além de várias outras linhas operando no Terminal Santana (na verdade, lá há um bom número de linhas afetadas, mas isso foi ofuscado graças a grande quantidade de ônibus presentes ali das linhas das outras três garagens da empresa). 

Operação PAESE na linha 118C.  Na foto, um Busscar Urbanuss da  Santa Brígida faz a linha. Na época  A garagem 1 também estava em greve!  (Créditos a Felipe Paixão em  http://fotolog.terra.com.br/lip1723:119.)
    No momento, já identifiquei algumas informações sobre a greve... Em primeiro lugar, às 8h00 quase tudo estava normalizado: restavam nas ruas da zona norte, quanto aos carros de outras áreas, apenas os que estavam terminando de fazer certas linhas ou voltando para suas respectivas garagens. Participaram da operação PAESE (plano de apoio entre empresas em situações de emergência), além dos já citados ônibus da área 1 (1 1xxx) e 4 (4 1xxx e 4 4xxx), também ônibus da área 3 e 6, da VIP Transportes Urbano (3 1xxx, 3 2xxx e 3 3xxx) e da Viação Metropolitana (6 3xxx), além de ônibus da própria área 2, oriundos da CooperFênix (2 5xxx) e também das outras garagens da Sambaíba (que não estavam em greve). O motivo desta greve foi uma paralisação por parte dos motoristas e cobradores, graças às multas que eles vem recebendo por parte da SPTrans, considerada por eles como injustas.
    Esta paralisação é o assunto mais importante deste post, com certeza, mas não é por causa dela que deixarei de contar as historinhas de sempre. Fui ao ponto 12h31, sem pensar muito na greve, pois ela não mudaria nada nas linhas que utilizo, mesmo que ainda estivesse em vigor. Pouco tempo de espera, e veio o Caio Millennium II PBC 2 2471, na linha 107T/10 (Cidade Universitária - Tucuruvi), o qual peguei, com certa dificuldade, e com certa sorte também. Isso, primeiramente, porque seu letreiro estava horrível, e graças a isso, demorei a sinalizar. Em segundo lugar, apenas eu entrei no ônibus, e ninguém mais iria descer. Isso significa que se houvesse dois, ou até mesmo apenas um ônibus já parados no ponto, as chances de este PBC cortar o ponto (passar reto por ele, passar por fora) seriam altíssimas, mas não uma certeza (isso não é exclusividade dessa linha, mas é um ato mau praticado por muitos motoristas).
     Millennium O500M é Millennium O500M. Seu motor traseiro não deixa dúvidas de que ele é veloz, apesar de sua limitação de 50 km/h. O 2 2471 pertencia à Garagem Fernão Dias (GFD) da empresa, mas com a chegada dos novos Millenniums O500M e O500U, exclusivos de lá por possuirem etanol, muitos carros foram transferidos de lá para outras garagens, e o 2 2471 foi um deles, pois atualmente encontra-se na Garagem Maria Amália (antiga garagem central da empresa), fazendo linhas como a 107T, e outras recheadas de traseiros (talvez apareça, em raras ocasiões, em alguma linha mais esquecida).
2 2471 fazendo a linha 701A/10
( Vila Madalena - Parque Edu Chaves),
linha que é da GFD (hoje o 2 2471 não está mais lá).
(Créditos a Rafael, de http://only-buses.4shared.com)
     Não me lembrava da cara do motorista desse PBC, mas muito provavelmente já peguei com ele, pois a cobradora eu já havia visto algumas vezes ano passado, e ela era inconfundível. Aconteceu algo surpreendente (para mim) quando entrei no ônibus, ou melhor, quando já estava dentro dele perto de passar pela catraca: a cobradora, inesperadamente, soltou para mim o seguinte dizer: "Apareceu, hein?". Provavelmente disse isso, porque fazia tempo que eu não pegava um ônibus da 107T com ela (peguei outros no mesmo horário e não foram com ela). Eu não esperava nem um pouco por isso, pois nem peguei a 107T tantas vezes ano passado, aliás, já peguei mais vezes ainda com outros cobradores de outras linhas e eles não falam nada. Então, além de se lembrar de mim, por que ela falaria isso para eu, que nunca falei com ela? Bem, ignorando toda essa minha "reflexão", a qual obviamente não fiz naquela hora, respondi positivamente. 
    Depois, tudo ia como esperado. No Metrô Santana o ônibus esvaziou, descendo do ônibus um número de pessoas que era o quintúplo do número de passageiros que entrou. Na hora de descer do ônibus, achei que teria minha primeira ocorrência do ano no que se refere a "passar do ponto onde desço". Isso, pois o motorista parou no meio da rua, alguns metros depois de onde realmente é o ponto, algo que também foi acompanhado de uma freada brusca com as portas abrindo quase que "do nada". Tenho agora a curiosidade de pegar novamente a 107T, para ver se a cobradora diz algo... Ou não.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Ônibus em 17/05/2011

    17/05/2011: novamente deparo-me com o mesmo dia que vi ontem: chuva e frio, além do inevitável trânsito nos horários de pico. Nada de especial foi notado de manhã, fora um Apache Vip I OF-1417 (2 2145) que estava na linha 271C/10 (Praça da República - Parque Vila Maria), pois depois eu veria meio-dia outro Apache Vip nessa linha, em horários (7h30 e 12h30) onde costumo ver os S21’s “2 2252” e “2 2021”, o que me leva a crer que os Apaches S21 estão dando adeus com a chegada dos novos Millennium’s. Agora, abaixo a história:
    Andava tranquilamente até o ponto, pois estava no horário certo (12h29), e de longe vi que acabara de perder um Apache Vip OF-1722M (2 2801) da linha 172T/10 (Metrô Brás - Vila Nova Galvão), porém não me importei nem um pouco, pois odeio estes Vips (que por sinal estão dominando a linha, após a saída dos Torinos de 99, infelizmente). Esperei, esperei, esperei, e nada vi. Passou-se dez minutos desde a minha chegada ao ponto e a única coisa interessante que vi foi o Urbanuss Pluss OF-1418 (2 1462) da linha 1745/10 (Center Norte – Vila Nova Cachoeirinha), parece que o motorista se esqueceu de mudar o letreiro, pois ele ainda marcava “Center Norte”, e ali a linha passa sentido bairro. Em dez minutos de espera, das oito opções que tenho, a única que apareceu foi um lotado Apache Vip I OF-1417 (2 5098) da linha 1702/10 (Tietê – Jova Rural), o qual ignorei sem hesitar. Estando atrasado, não tive outra escolha: pegaria o primeiro ônibus que passasse a partir daquele momento. Felizmente, não veio nada muito pesado... Dos confins da Avenida Cruzeiro do Sul, aproximava-se o Millennium Piso Baixo Central (2 2715), na linha 107T/10 (Cidade Universitária – Metrô Tucuruvi), que chegou ao ponto de portas abertas pronto para me receber, atendendo à minha sinalização.
    Fui o único a embarcar, o que não é de se assustar, já que a demanda da linha é composta principalmente por pessoas que a pegam principalmente antes da Ponte Cidade Jardim, na Avenida Cidade Jardim, na Avenida Europa, na Rua Colômbia, na Rua Augusta e no centro, para desembarcar principalmente em Santana. Graças a isso, é comum ver ônibus da linha vazios em minha rua, 7 da manhã, antes da Estação Santana. Repetindo, não veio algo muito pesado, mesmo assim, não me agrada andar de 107T, pois sua frota é composta principalmente de PBC’s (piso baixo central), e eu, louco que sou, não gosto de ficar pertíssimo do chão na hora de descer do ônibus, considerando que suas portas abrirão ainda em velocidade considerável.
    Nada de interessante ocorreu, apenas aproveitei um assento livre logo após a “cratera” no meio do ônibus e lá fiquei até o Metrô Santana, onde o ônibus esvaziou razoavelmente. Tudo caminhava para uma ida normal até o ponto onde desço, mas então, percebi o motorista, que era um senhor de óculos escuros, que havia os retirado de seus olhos, manobrando o ônibus para trás e para os lados, fiquei com uma cara de “what the f*** is that?”, e para reforçar tal expressão facial, o cobrador ainda ficou dizendo: “Eu é que não vou botar minha mão nisso, se vira aí!”. O motorista desceu e subiu no ônibus duas vezes, eu continuava a não entender nada, pensei até na hipótese do ônibus ter quebrado, foi então que numa terceira vez o mistério foi esclarecido: havia um cadeirante querendo embarcar no ônibus! Então, a única coisa que consegui raciocinar foi: ele estava alinhando o ônibus com o cadeirante. Antes dele embarcar, foi necessário que o senhor que conduzia o Millennium pedisse licença a mim, pois eu, naquele momento, estava em pé em frente à porta, e um de meus pés estava em cima da rampa que é utilizada para “conectar” ônibus com calçada, o que facilita o embarque de um cadeirante, sendo muito mais rápido do que um elevador, comum nos ônibus de piso alto. Dada tal licença, foi posta sobre a calçada a rampa, pela qual o cadeirante subiu no ônibus. Provavelmente tinha alguma deficicência mental, pois tentava falar algo ao motorista que não era possível entender, a única coisa que ficou clara é que queria ir à Avenida Nova Cantareira (pelo menos pela reação do motorista).
    E então, após toda esta embolação, a viagem seguiu, com apenas um porém: se entrei neste ônibus, de certa forma, atrasado (para chegar a minha casa), imagine como eu horrorosamente atrasado estava depois do tempo que foi gasto alinhando o ônibus naquela movimentada parada que o Metrô Santana possui, para que o cadeirante subisse... Desembarquei normalmente no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo, segurando-me com força em um dos poucos balaustres que possuem os PBC’s, pois naquele buraco no meio do ônibus havia três estudantes “atrapalhando” o meu desembarque e “roubando” espaço, o qual é escasso por ali. As portas abriram-se no número 686 da Rua Duarte de Azevedo e apenas fui para casa pensando: caramba... Todo dia um fato curioso acontece comigo, e hoje foi um exclusivo! É a primeira vez que vejo um deficiente físico entrando num ônibus ao vivo! Foi interessante, mas sobretudo: inédito e exclusivo...

Exemplo de cadeirante embarcando num ônibus piso baixo (total, central ou dianteiro) por meio da rampa.


2 2715 fazendo a linha 701U/10 (Butantã USP - Jaçanã). Mudanças operacionais relacionadas a chegada de novos ônibus na empresa fizeram com que os Millennium's piso baixo centrais da linha 701U fossem remanejados para a linha 107T recentemente.