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sábado, 11 de junho de 2011

Ônibus em 11/06/2011 - Bairro dos Lavras

     Há alguns dias, foi sugerido por um amigo que eu fizesse um vídeo em algum Busscar Urbanuss ou Busscar Urbanuss Pluss da Viação Transdutra, ambos OF-1721. Após excluir as linhas 167PR1 (↕ Armênia – Parque Residencial Bambi) e 525TRO (↕ Armênia – Jardim Santa Paula), devido a seus “baixíssimos” intervalos de duas horas aos finais de semana, restaram-me as linhas 167TRO (↕ Armênia – Vila Carmela) e 354TRO (↕ Armênia – Bairro dos Lavras). Optei pela última, já que meu amigo disse que ela possui mais OF-1721 do que as outras. Ela possui uma irmã, que tem seu ponto inicial no mesmo local que ela (Rua Ibitiba): a 408TRO, de mesma denominação. A diferença é que a primeira — 354TRO — passa por Bonsucesso, enquanto a restante vai até o Metrô Armênia passando pela região de Cumbica. Devo, também, dizer que a Viação Transdutra possui outras linhas além das supramencionadas, mas coloquei em pauta apenas as suas linhas que saem de Guarulhos, pois se por lá já é cansativo — levei uma hora e vinte minutos até o Bairro dos Lavras —, não quero nem imaginar como é ir até Itaquaquecetuba ou Arujá (de qualquer forma, algum dia irei, porque quero conhecer essas cidades longínquas com linhas partindo do Metrô Armênia).
O destino!
(Créditos a Adrianno Sakamoto.)
(http://fotolog.terra.com.br/desbravandoarmsp:415.)

Irmãos do Busscar Urbanuss Pluss utilizado.
(http://fotolog.terra.com.br/busmaniaco3:165.)
(Créditos a Cosme Oliveira — busManíaCo.)
   
        Hoje, fui à luta, em mais um passeio. Às 14h10, estava preparado para pegar esta linha na Estação Armênia. Segundo o site da EMTU, haveria uma partida 14h00 e outra 14h30, mas o que vi ao chegar foi uma fila gigante e, logo depois, um Urbanuss Pluss OF-1722M de prefixo 32.517, pela linha 354TRO. Seria ele o das 14h, atrasado? Não há como saber ao certo (será que o site da EMTU é confiável no quesito informações de horários?), mas a lógica diz que sim, devido ao tamanho da fila que se estendia, e devido à volta ter sido vazia (se teve vinte pessoas já era demais para minhas contas, ao passo que a ida contou com umas oitenta dentro do Pluss). Desisti de fazer o vídeo na ida, e o joguei para a volta, pois as condições do ônibus não permitiriam. Passei a catraca e me confortei num assento pouco atrás do cobrador.
    Para ser sincero, o ônibus não saiu tão cheio como esperado da Estação Armênia, mas após sair da Marginal Tietê, estando na Dutra, começou a se ver numa situação de emergência. Fui atingido por cerca de três bolsas durante o trajeto, que se apoiavam em cima de minha cabeça pelas pessoas, que às vezes, nem tinham culpa disso, de tão lotado que o ônibus ficou. Aceitei as desculpas, tranquilamente. Na região de Cumbica, o ônibus já quase atingira sua capacidade máxima. Foi necessário que o cobrador mandasse as pessoas darem um passinho para trás, para que algumas outras conseguissem embarcar. Sei que esta frase é comum nas lotações de São Paulo, talvez seja nas de Guarulhos, com a ânsia dos operadores para conseguir mais passageiros (ou conseguir mais lucro). Contudo, nunca pensei que ouviria num ônibus de uma empresa, que não precisa disso — ter mais passageiros… Vai ver era só motorista/cobrador querendo ser bondoso mesmo.
       Em meio a um calor humano, era possível notar diversas situações do cotidiano de um ônibus lotado: pessoas esbarrando umas na outras, pequenas confusões, pessoas falando ao celular ao mesmo tempo que irritavam outras com o fazer, pessoas que riram com a frase do "passinho para trás", pessoas não conseguindo descer em seus pontos (o que gerou a ideia de entrar por trás e descer pela frente, a qual o motorista deixou rolar). Embora sentado, posso me considerar uma vítima, pois como eu disse lá para cima, fui atingido três vezes por bolsas aleatórias. Além disso, duas pessoas colocaram suas sacolas em meus joelhos acidentalmente, visto que se nem para pessoas havia espaço, que privilégio teriam sacolas nesse ônibus?
    Abarrotadamente, o ônibus seguia seu rumo. Poucos conseguiam embarcar, e os que conseguiam, entravam pela porta traseira, de tão lotado que realmente estava. Os que desciam, optavam pela porta dianteira, caso estivessem próximo a ela. Na BR-116, na região de Pimentas, o motorista cortou os pontos onde ninguém desceria, pois não era possível fazer nada para que mais alguém conseguisse entrar no ônibus.
    Somente depois do trevo de Bonsucesso os passageiros começaram a desembarcar, tornando o ar menos escasso. Foram deixados, a maioria, na Avenida José Rangel Filho, Jardim Ponte Alta, mas ao chegar no ponto inicial da linha, no Bairro dos Lavras, ainda havia umas quinze pessoas no ônibus. Fato quase inédito, pois quase sempre sobra apenas eu indo ao ponto inicial, que geralmente é deserto em linhas alheias.
    No ponto inicial, no famigerado e guarulhense Bairro dos Lavras, além do recém-chegado 32.517, havia já, apreciando os ventos do norte, um outro Urbanuss Pluss OF-1722M: 32.518. Apesar disso, foi o 32.517 quem saiu primeiro: fui ao Lavras e estava voltando a São Paulo no mesmo carro, com a mesma dupla. Não obstante, embora quinze pessoas tenham desembarcado no ponto inicial, apenas eu mais três esperavam a partida da linha sentido Armênia. Essas três sumiram de vez, quando uma (maldita) lotação, ou van, que ia à Estação Armênia, oriunda de não sei onde (por já conter passageiros) os chamou. Eles, de modo não inteligente, aceitaram. A única coisa que pude fazer de coerente foi agradecer à situação, pois, devido a isso, apenas eu subi no Urbanuss Pluss 32.517 rumo a São Paulo, três minutos depois, às 15h40. Isso tornou o vídeo mais tranquilo. O cobrador espantou-se ao ver eu entrando no ônibus novamente. O motorista, nem tanto, pois nem reparou minha entrada há horas, na Praça Armênia. Porém, enquanto eu gravava, ele pediu para que eu tirasse uma foto dele… Bem, foto não pude tirar, mas espero que se contente com um vídeo, se é que irá vê-lo algum dia…
     Coisa curiosa que ocorreu na volta foi o motorista comentando a estressante ida, chamando os passageiros de folgados: “Se você corria, era louco. Se você andava lentamente, era ruim. Se você parava para alguém subir com o ônibus lotado, você era retardado. Mas se é a tal da pessoa que reclama querendo subir? Xinga o motora à vontade”, desabafava o motorista (como pode ser visto no vídeo), não exatamente com estas palavras. Concordo plenamente com ele, pois a maioria dos passageiros nunca está satisfeito, mesmo que as coisas estejam perfeitamente normais.
     Feito o vídeo, apenas observava o movimento da linha, que era fraco. Cerca de um décimo do total de passageiros da ida encontrava-se na volta. É verdade, é por aí mesmo: se havia uns oitenta passageiros na ida, e a volta contava com apenas uns oito por vez (e vinte no total?)! Apenas observava… Até chegar na Marginal Tietê, na altura do Metrô Tietê, onde desembarquei e fui para casa num Apache S21 OF-1721 da linha 1702/10 (Tietê – Jova Rural) — o 2 5093 —, que ficou com os assentos razoavelmente ocupados durante o trajeto.

domingo, 15 de maio de 2011

Ônibus em 15/05/2011 - Pequena ida a Guarulhos



    15/05/2011: um dia que eu não recomendaria para pegar ônibus, pois estava frio, choveu (no meio do trajeto), e era um domingo. Nada que me incomodasse, no entanto. Na verdade, no que se refere ao último item (ser domingo), pessoalmente, não me importo de esperar ônibus aos finais de semana, mas o pensamento da maioria das pessoas é o seguinte: "Busão de domingo é f***...". Só os problemas "bons mesmo", ou seja, muito incomodantes, conseguem fazer com que eu ache andar de ônibus muito chato, e bons exemplos destes problemas são: superlotação, trânsito, adolescentes fazendo baderna, indivíduos sem fone de ouvido ouvindo lixos musicais (funk e outros) pelo ônibus, motorista extremamente lerdo/forçando lentidão etc. Na verdade, talvez nem estes conseguem me abater!
    De qualquer forma, não era um dia onde iria pegar ônibus. Para falar a verdade, eu achava que ficaria em casa sem história para contar por aqui hoje, mas fui convidado a ir à casa da minha vó de ônibus visitar parentes, e é lógico que não hesitei em aceitar. Em 90% das vezes em que vou até lá, o trajeto é feito de carro, a oportunidade de ir de ônibus surgiu repentinamente, e eu a adorei. 
    A casa de minha avó é servida por duas linhas de ônibus: 111TRO (Metrô Tucuruvi – Jardim Leda) e 249TRO (Metrô Penha – Jardim Paulista), bem próximas, mas sendo a 249 inviável por dar muitas voltas antes de passar pelo Parque Santo Antônio, onde reside minha avó. As linhas 003TRO (Metrô Tucuruvi – Taboão) e 110TRO (Metrô Tucuruvi – Jardim Bela Vista) também servem, porém mais longinquamente, descendo num lugar que fica a 15 minutos à pé. Sendo assim, meu plano era ir até o Metrô Tucuruvi, onde eu teria três opções (mas me focaria em somente uma, 111, por passar mais perto).
    Para ir de onde moro, em Santana, ao Metrô Tucuruvi, bastaria simplesmente pegar um “metrôzin” na estação Santana, mas se você acha que vou trocar uma viagem de ônibus por uma de metrô, está completamente enganado. Por melhor que o metrô seja para todas as pessoas que não gostam de ônibus, eu só o pego quando realmente não há outra opção ou quando preciso chegar rapidamente a um lugar. Restam-me então as cinco linhas de ônibus da Rua Duarte de Azevedo que passam pela estação Tucuruvi ou próximas a ela: 1702/10 (Tietê – Jova Rural), 1732/10 (Metrô Santa Cecília - Vila Sabrina) 174M/10 (Museu do Ipiranga – Jardim Brasil), 179X/10 (Metrô Barra Funda – Jardim Fontális), 172T/10 (Metrô Brás - Vila Nova Galvão) e 107T/10 (Cidade Universitária – Metrô Tucuruvi). Também tem a 1701 (Metrô Santana - Jova Rural), mas essa não pego nem ferrando, pois é da Transcooper, nisso nem minha mãe me obriga a entrar, havendo tantas opções melhores. Listei as seis linhas da pior para a melhor no quesito “lotação”. A 107T/10 é, indubitavelmente, a melhor de todas, pois humilha completamente as outras cinco: é mais vazia, conta com seus Millennium’s (traseiros sempre são ótimos) mesmo aos finais de semana, e não menos importante, tem seu TP (ponto inicial) exatamente no Metrô Tucuruvi, pouco atrás das linhas intermunicipais guarulhenses, enquanto as outras linhas servem-no apenas com paradas onde eu ainda teria que fazer uma caminhada de 5 minutos (174M/10 e 172T/10) ou 10 minutos (179X/10, 1732/10 e 1702/10) até a estação. Infelizmente, contrariava-me um duro "inimigo" da busologia: minha mãe, que comigo estava. Ela basicamente está atrapalhando meus planos, porque não suporta nem um pouco ficar esperando qualquer ônibus, e certamente pegaria o primeiro que passasse, não o que eu queria (107T/10).
    Tentei fazer uma macumba aqui, outra ali, para que fosse abençoado com a vinda de um ônibus da 107T/10, mas não deu outra: o esperado aconteceu (eram três linhas contra a 107T/10), e o que eu não queria veio. Segundos após a nossa chegada ao último ponto da Rua Duarte de Azevedo, apareceu ao fundo um Apache Vip de pintura “local” (aquela onde o azul da área 2 na frente do ônibus fica apenas pela metade, dividido com o branco), isso significa que era um Apache Vip da Fênix. Em outras palavras, meu destino seria pegar 179X/10 ou 1702/10... Felizmente, o azar não quis mais fazer gracinhas comigo e me deu até um pouquinho de sorte: o Apache Vip, de prefixo 2 5038, era da 179X/10 (melhor do que a 1702/10), e ainda era um OF-1721, melhor chassi dianteiro que já existiu, sem sombra de dúvidas, e vale ressaltar também que a 179X/10 é a melhor depois da 107T/10 (em minha opinião), pois a 172T/10, segunda colocada naquela lista, quase nunca passa... Mas não é só isso, agora vêm os dois melhores benefícios dessa história: o ônibus não estava lotado e achamos assentos disponíveis, e o motorista era um velhinho magro com cara de 60 anos. Esses velhos no volante são sempre 8 ou 80, ou sempre tomam cuidado demais na direção ou são uns verdadeiros malucos do trânsito, mas não vejo problema nisso! É assim que deixo explícito o segundo benefício: este motorista velhinho dirigiu esse Apache Vip de um jeito que me fez esquecer totalmente da 107T/10, adorei ver o som de um OF-1721 correndo loucamente pela Avenida Luiz Dumont Villares e ruas da Parada Inglesa/Tucuruvi (referindo-me às ruas Paulo de Avelar e Cruz-de-malta).     
Foto do 2 5038 na 179X/10 em 2007. Ele é fixo nela, por se tratar de uma cooperativa, a Fênix. (Créditos a Rafael de http://only-buses.4shared.com)

    Chegamos em poucos minutos ao último ponto da Avenida General Ataliba Leonel, o mais próximo do Metrô Tucuruvi (pelo menos para nós). Caminhamos então, até o Metrô Tucuruvi, e sua estreita calçada (que deve ser um problema daqueles no horário de pico), passando pelo TP de várias linhas, até chegar aonde queríamos, na cobertura do ponto existente para a 111TRO, que era bem localizado para nós, que poderíamos observar se havia algum carro da linha 003TRO e 110TRO, que também serviam, mas não do jeito que eu queria (mais uma vez minha mãe ataca com sua impaciência, na hora achei que ela pegaria o primeiro que passar). Como de praxe, não havia ônibus algum parado lá, essa linha tem intervalos irregulares mesmo aos dias de semana, imagine então num sábado, o que eu mais temia era a chegada das 003TRO e 110TRO, que também não contavam com nenhum carro em seus pontos.
    Esperava eu então, vendo coisas aleatórias, ônibus da área 2, ônibus da E.O. Vila Galvão, empresa que opera na área 3 da EMTU (engloba as cidades de Guarulhos, Arujá, Mairiporã e Santa Isabel), inclusive um Apache Vip II dela que me desejava “boa noite” no letreiro (não eram nem 16h00 ainda), mas tudo isso foi em apenas cinco minutos. Depois que eles passaram, recebi uma triste notícia de meus olhos: eles viram um Apache Vip vindo, e nele havia o número 003. Isso me desapontou fortemente, mas logo fui consolado: após pedir a minha mãe que esperasse, ela estranhamente aceitou, apesar da chuva que caía. Mais cinco minutos e outra desgraça aconteceu: um recente Comil Svelto (foi recebido há meses) da linha 110TRO chegou. Agora sim era o suficiente para minha mãe dizer: vamos nesse! Para falar a verdade, eu pensei: não é tão ruim, pelo menos vou matar a curiosidade de como são esses Sveltos, os quais nunca tive a chance de experimentar. Quando nos preparávamos para ir ao ponto da linha 110TRO, chegou do outro lado da Avenida Dr. Antônio Maria de Laet um Apache Vip da 111TRO, fui salvo pelo gongo...

Um dos Comil Svelto novos que não peguei, inclusive nesta foto está na 110TRO. (Créditos a Wellington Everton em http://fotolog.terra.com.br/regione:182.)
   Embarquei neste Apache Vip, de prefixo 30.725, e não tenho o conhecimento necessário para determinar seu chassi, mas pelo barulho parecia ser um OF-1418. Antes de embarcar vi seu motorista com um maço, tive então certeza de que caso ele cometesse algum erro, eu poderia tranquilamente falar: “Esse daí fumou antes de dirigir”. Isso me lembra a vez em que fui até o TP (ponto inicial) da linha 1721/10 (Metrô Carandiru – Vila Ede) e vi o motorista do Pluss OF-1721 que peguei (2 2256) bebendo uma cerveja tranquilamente perto da cabine de fiscais. Fora isso, não houve nenhuma ocorrência fora do normal: alguns jovens não fazendo baderna, mas gritando, falando alto, pessoas quietas ouvindo suas músicas, etc. O ônibus recebeu um bom número de pessoas no Metrô Tucuruvi, mas ainda sobrou um número considerável de assentos, os quais foram aproveitados por pessoas que subiram na Rua Benjamin Pereira e “em” Jaçanã. Depois, foi começando o desce-desce por variados pontos por onde a linha passa em Guarulhos. Desembarcamos na Rua Central, no Parque Santo Antônio, quando havia ainda um número considerável de pessoas ainda dentro do ônibus rumando aos seus destinos. Infelizmente, a volta para casa foi de carro, por mim seria de ônibus, na verdade deveria ser, mas minha mãe fez força para que não fosse, pois ela alega que a 111TRO tem intervalos horríveis sentido Tucuruvi à noite.

Apache Vip OF-1418 da E.O. Guarulhos operando na linha 011TRO (Metrô Armênia - Pq. Continental II), semelhante ao da E.O. Vila Galvão no qual andei. (Créditos a Peterson Fernandes em http://fotolog.terra.com.br/regione:118.)