Prontamente num ponto da Avenida Vital Brasil, eu me localizava, pensando mais na situação que eu vivera há pouco tempo na 107T, meio que atordoado. Estar naquele ponto me remeteu do meu primeiro passeio de todos, quando peguei a 107T e fui até o ponto final (TS) da linha, na portaria da USP, visto que, pelo menos aos domingos, a linha não entra no campus. Retornaria para casa com qualquer uma das linhas da área 2 que passam na Rua Alvarenga. São elas: 177P/10 (Butantã USP – ↕ Santana | via Rua Cardoso de Almeida), 177H/10 (Butantã USP – ↕ Santana | via Avenida Angélica e Parque Peruche) e 701U/10 (Butantã USP – Jaçanã). A primeira coisa que percebi foi que nenhum motorista respeita um ponto localizado na Rua Alvarenga, um totem que quase não existe, literalmente. Eles sempre trafegam nas faixas da esquerda, impossibilitando qualquer sinal. Devido a isso, nesse dia, perdi um Caio Millennium II da linha 701U e fui em outro, da linha 177P, quando já estava no ponto da Vital Brasil. Fui prejudicado, pois minha espera aumentou de quinze para cerca de trinta minutos. Era um domingo.
Voltando à história atual, quando finalmente me dei conta da situação, quando parei de delirar e cair em indecisão, resolvi que o melhor seria pegar qualquer uma das linhas da área 2 que ali poderiam me atender. Todas passam na Rua Alvarenga, mas lá há um ponto que não é respeitado pelos motoristas, como expliquei acima. Depois de alguns minutos, encostou ao ponto um Millennium da Viação Gato Preto, na linha 702U/10 (Terminal Parque Dom Pedro II – Butantã USP), devido ao sinal de uma das pessoas do ponto (eram poucas no ponto, apenas a nível de informação). Quando o vi, pensei comigo mesmo: “Poxa, ainda não tenho nenhum vídeo de Volks traseiro, acho que vou entrar nesse mesmo!”. E o fiz. Fui motivado pelo fato de uma vez ter andado num Urbanuss Pluss Volksbus 17-260EOT da mesma Viação Gato Preto, na linha 875H/10 (↕ Vila Mariana – Terminal Lapa), que andava hiper bem, além de proporcionar um bonito som. O curioso da história é que eu não sabia se esse Millennium era mesmo Volks, apenas sabia que a Gato Preto tinha uns, mas desconheço informações mais precisas sobre a empresa (por exemplo, se ela tem algum Millennium que não seja 17-260EOT). De modo qualquer: era.
O motorista não foi tão bom quanto o da 107T, mas deu pro gasto. Nada de interessante aconteceu, nada mesmo. O ônibus não ficou lotado, apenas alguns assentos foram ocupados. Fiz o vídeo normalmente. Meu plano era ir ao centro e, por lá, usar alguma estação do Metrô, a fim de voltar para Santana. Porém, com a integração do Bilhete Único estando ainda ativa, resolvi alterar novamente minha rota: desembarquei na Rua da Consolação.
No corredor da Rua da Consolação, há três linhas da área 2: a já citada 701U, que passa também na Avenida Vital Brasil, 178L/10 (Hospital das Clínicas – Lauzane Paulista) e 701A/10 (↕ Vila Madalena – Parque Edu Chaves). A 701A não me serve de modo algum, citei-a apenas por curiosidade.
Uma coisa me deixou indignado: o feriado me prejudicou novamente. As linhas 701U e 178L contam com vários Millenniums (entre eles, vários O-500U), sendo que a 701U tem até mesmo articulados, mas elas os perdem aos finais de semana e feriados. Os carros de motor traseiro são substituídos por Apaches Vips ou Marcopolos Viales (mais raramente), os únicos dianteiros da empresa que possuem portas à esquerda. Sabe por que isso acontece? Quanto à 178L, não sei ao certo, creio que seus traseiros descansem aos finais de semana ou façam linhas que, para eles, são atípicas, mas quanto à 701U: seus traseiros são deslocados para as linhas que perdem os articulados aos finais de semana, como a 106A aos domingos, por exemplo.
No painel da parada em frente a Avenida Paulista, via-se a informação de que um carro da 178L viria em dois minutos. Não era mentira: veio o Apache Vip OF-1722M de prefixo 2 1431, um minuto depois. Peguei-o, pois não poderia esperar mais. Sentei-me na frente e fiz um vídeo, pois o ônibus estava vazio naquele momento. O que me chateia é que, além de ser um carro de motor dianteiro, o motorista ainda forçava para que a viagem fosse mais chata do que já estava: falava demais e era lerdo. Depois, passei para trás, e o ônibus lotou na Avenida Braz Leme, o que característica comum da linha, que é realmente demandada.
Assim termina mais um passeio. Não sei se ainda farei um tão estranho quanto esse, alterado abruptamente pelo itinerário da 107T. Falando em alterações de itinerário, comento o que a linha 179X sofreu: com as alterações determinadas, ela simplesmente trafegou pela Avenida Rudge e pela Avenida Rio Branco, que contêm um corredor de ônibus, mesmo contendo vários carros com portas apenas à direita! Pode isso? Esse é o planejamento estapafúrdio da SPTrans! É, acabou sendo um dia pitoresco, mas essa história não ficou completa, portanto daqui a 1 semana pegarei a linha 106A, num sábado, para ter certeza de que desfrutarei de um articulado.
Esse feriado de Corpus Christi foi surpreendente, posso dizer. No dia 23/06/2011, eu realizaria mais um de meus passeios, no qual pegaria a linha 107T/10 (Cidade Universitária – ↕ Tucuruvi), e, após descer na Avenida Cidade Jardim e caminhar alguns minutos até o TP da linha 106A/10 (Itaim Bibi - ↕ Santana), voltaria rapidamente para casa com a linha que acabei de citar. Eu imaginava que seria bem tranquilo, já que, aos feriados, o movimento das linhas de ônibus cai bruscamente (pelo menos por aqui). Fazer um vídeo seria a coisa mais fácil do mundo. Contudo, ainda haveria um pequeno prejuízo: eu não encontraria nenhum articulado na linha 106A, que os recebe apenas de segunda a sábado (ou seja, não os recebe aos domingos e feriados). Ainda assim, eu aspiraria a algum Caio Millennium que encontraria pelas linhas 107T e 106A, seja ele algum O500M PBC (piso baixo central) que pode ser encontrado nas duas, ou um O-500U, que eu só conseguiria encontrar, provavelmente, na 106A. Apesar de tudo que eu acabei de falar neste parágrafo, nada saiu exatamente como planejado. Tudo desmoronou depois que peguei a 107T, mas isso não significa que o passeio foi ruim… Abaixo, meu relato:
1º passo: pegar a 107T
Ao chegar no ponto, já esperava uma demora, característica típica da linha 107T, ainda mais num feriado. No entanto, fui surpreendido, pois apenas dois minutos foram necessários para que viesse o PBC 2 2706, que estava na linha nesse dia e que exibia grande velocidade. Tinha apenas cinco pessoas, e como os cincos lugares ao fundo do ônibus estavam vagos, lá me assentei e lá fiz o vídeo. Gostaria de agradecer ao motorista: não faço a mínima ideia de quem seja, mas correu demais! Com isso, fez o vídeo ficar bom e receber elogios, principalmente devido ao barulho do motor, que ostentava um grande giro e um barulho magnífico na correia.
No final da Avenida Cruzeiro do Sul, o motorista não virou à direita na Rua Luís Pacheco, parte do itinerário. Obviamente, estranhei. Mas depois vi ônibus de linhas como 179X/10 (↕ Barra Funda – Jardim Fontális) e 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria) fazendo isso também, o que me fez acreditar que era uma alteração decorrente de algum evento. Acertei na mosca. Abaixo, segue um trecho retirado da notícia referente à alteração, no site da SPTrans, a qual vi após chegar em casa:
“107T/10 Metrô Tucuruvi – Cid. Universitária Ida: Normal até Av. Cruzeiro do Sul, Ponte Cruzeiro do Sul, Av. Cruzeiro do Sul, Rua da Cantareira, Av. Senador Queiroz, Praça Alfredo Issa, prosseguindo normal. Volta: sem alteração.”
Essa alteração não trouxe nenhuma consequência anormal. Entretanto, vi uma coisa que eu não esperava: passageiros descendo na Rua da Cantareira. Será que eles sabiam da alteração? Uma mulher, quando estávamos na Avenida Senador Queirós, perguntou onde ela iria descer, depois de saber que o ônibus não passaria na Estação da Luz (como faz de praxe, em seu trajeto normal).
Eu seguia meu rumo, enquanto via todos descendo do ônibus pelo centro e pela Rua Augusta, principalmente. Depois de um ponto da Avenida Europa, já perto da Cidade Jardim, restou no ônibus apenas eu e um homem. Levantei-me para descer, no final desta, quando, de repente, aconteceu o fato que mudou minha rota.
O motorista entrou à direita na Rua Gumercindo Saraiva. O certo seria continuar reto, no cruzamento das Avenidas Cidade Jardim e Brigadeiro Faria Lima. Eu desceria num ponto localizado após esse cruzamento, onde são utilizadas as portas à esquerda (assim como na Avenida Ipiranga, no centro, nesta linha). Depois disso, o caminho ficou mais bizarro ainda: depois da Rua Gumercindo Saraiva, acessamos a Av. Brigadeiro Faria Lima, Rua Diogo Moreira, Avenida Eusébio Matoso, Rua Gerivatiba, Rua Des. Armando Fairbanks e Avenida Valdemar Ferreira. Finalmente, a linha havia retornado a uma via por onde passa em seu itinerário rotineiro. Não entendi bulhufas. Procurei, no site da SPTrans qualquer notícia que falasse sobre isso e encontrei uma notícia falando sobre uma alteração de itinerário em virtude da Maratona Internacional de São Paulo, com o seguinte trecho:
“107T Metrô Tucuruvi – Cidade Universitária Sentido Único: Normal até a Av. Cidade Jardim, Rua Gumercindo Saraiva, Av. Brig. Faria Lima, Rua Cristóvão Gonçalves, Rua Sumidoro, Av. Brig. Faria Lima, Rua Cardeal Arcoverde, Av. Euzébio Matoso, Pte. Euzébio Matoso, Av. Dr. Vital Brasil, Rua Catequese, Rua Pirajussara, Av. Dr. Vital Brasil, Pça. Jorge de Lima, Ponte Bernardo Goldfarb, Rua Butantã, Rua Teodoro Sampaio, Av. Brig. Faria Lima, Pça. Luiz Carlos Paraná, Av. Brig. Faria Lima, Rua Gumercindo Saraiva, Av. Europa, prosseguindo normal. Obs.: Durante a realização do evento a linha deverá operar em sistema circular.”
Eu resolvi não descer na Avenida Brigadeiro Faria Lima e regredir para o TP da 106A, pois eu quis ver aonde o insano itinerário da 107T me levaria. Eu não fazia a mínima ideia do que acontecia e só vi a notícia quando cheguei a minha casa, que nem na outra alteração. Enfim: levou-me até a portaria do campus da USP, e foi lá mesmo que desci, junto com o homem que também continuou no ônibus até o final. É possível, facilmente, notar que o itinerário feito pelo motorista e o itinerário proposto na notícia não coincidem. Onde será que está o erro? Na notícia do site? No motorista? Será que a empresa não repassou a informação a seus motoristas corretamente? Outra coisa: a notícia dizia que a maratona ocorreria nos dias 18 e 19, então por que diabos esse itinerário foi executado dia 23? Um fato que me chocou foi a informação (da notícia) de que a 107T estava operando em sistema circular. Imagino como seria isso num dia de trânsito daqueles, com o motorista passando umas cinco horas seguidas ao volante… Agradeça ele por ser um feriado e também por ele mesmo ser veloz. Isso é loucura da SPTrans. E, falando em loucuras da SPTrans, você pode ver a mais bizarra delas, no post seguinte, onde falo sobre o caminho que a linha 179X fez (as consequências do caminho realizado por ela foram absurdas).
Sem pensar duas vezes, estava eu solitariamente caminhando pela Rua Alvarenga, a caminho de um ponto localizado na Avenida Vital Brasil, sem saber o que faria depois, porém. Na verdade, havia muitas opções, eu não saberia exatamente em qual linha embarcar, essa é a causa de minha dúvida. O fim dessa história está no post que vem a seguir (parte 2). Abaixo, o vídeo do Caio Millennium II que peguei na 107T:
Hoje, vi algumas coisas que não são típicas a mim. Era necessário fazer uma coisa que não faz parte de meu cotidiano: ir à Avenida Paulista, perto da estação Trianon-Masp do Metrô de São Paulo (a Rua Augusta fica próxima à estação Consolação). Como você pôde notar na frase anterior, há uma linha de metrô cortando um dos mais badalados points paulistanos, mas, sem me importar muito com isso, não hesitei em utilizar uma linha de ônibus que bem conheço para chegar até lá: 107T/10 (Cidade Universitária – ↕ Tucuruvi). Impressiono-me com como tanto utilizo essa linha para vários fins… Elanão trafega pela Avenida Paulista, mas bastou cruzá-la — na Rua Augusta — para chamar minha atenção, que é facilmente iludida por um ônibus. Para falar a verdade, eu não havia “estudado” a região: eu não havia visto o ponto de ônibus onde eu iria descer, eu não chequei o Google Street View, o qual sempre vejo antes de andar a ônibus em locais desconhecidos ou incomuns. Eu apenas seguiria o fluxo de pessoas, imaginando que grande quantidade descesse no cruzamento já mencionado.
Vou pular a parte onde vou ao local citado. Sendo sucinto: peguei o 2 2472, um Caio Millennium II PBC (piso baixo central), montado sobre chassi O-500M. Ele, apesar de demorar trinta minutos, pouco acima do previsto, estava com alguns lugares disponíveis, para me acomodar. Após cinquenta minutos, cheguei tranquilamente ao destino.
A história mais atípica ocorreu na volta… Eram, aproximadamente, 16h00, quando estava pronto para voltar a minha casa, num ponto no cruzamento da Rua Augusta com a Avenida Paulista. Sinceramente, eu esperava uma viagem tranquila, mas isso foi rapidamente oculto. Com quase dez minutos de espera, atendeu-me um PBC de prefixo 2 2707, na linha 107T.
Uma coisa muito interessante ocorreu, pelo menos a meu ver. Enquanto estávamos parados no demorado farol do cruzamento, pouco depois de deixar o ponto, todas as pessoas aguardavam antes da catraca. O primeiro da fila (primeiro a entrar) não passava e estava parado como se nada estivesse acontecendo — cerca de dez pessoas querendo passar, sem entender o porquê de estar travado. Após um grupo de curiosos perguntar, uma informação que, provavelmente, já era sabida pelo primeiro integrante da fila foi divulgada a todos que desejavam passar: não era possível no momento. O motivo, felizmente, não era nenhuma falha no validador. O que impedia a passagem das pessoas era uma torre presente na Avenida Paulista. O cobrador disse que ela alterava o comportamento do validador diante de um bilhete único… mas também confirmou que tudo voltaria ao normal após cruzar a avenida mais importante da cidade. Não sei, ao certo, que interferência e que tipo de relação negativa ocorria entre o validador e a falada torre, que desconheço (não sou mornisto). Como eu já disse, foi interessante para mim, porque vi pela primeira vez. No entanto, se ocorre sempre, os cobradores de todas as linhas que passam por ali devem estar acostumados com isso — e os novatos ou indevidamente escalados em linhas que não conhecem devem tratar o fato com espanto.
Enquanto eu estava em pé no meio do ônibus, outra coisa interessante resolveu atacar. Dois pontos depois da Avenida Paulista, um deficiente físico embarcou no ônibus. O cobrador, muito legal, o ajudou, mesmo aos dizeres do cadeirante: “Pode ser no próximo, se o senhor quiser”. Não sei o porquê de ele dizer isso, mas que deva ser algo relacionado ao fato de o motorista ter tardiamente avisado que havia um querendo subir. Acomodou-se no local reservado, após subir a rampa, presente em todos os ônibus de piso baixo, depois de passar pelas pessoas, que foram obrigadas a ceder um espaço que estava se tornando escasso. Também foi avisado que o moço desceria apenas em Santana (creio que os cadeirantes sempre avisam antecipadamente onde vão descer, com a ajuda do cobrador).
A cada dia que passa, vejo como realmente é a vida de alguém que precisa pegar ônibus todos os dias no horário de pico da manhã e da tarde, ao invés de apenas ler, ver e imaginar sobre. Lugares? Certamente não seriam cedidos com o tempo. Minha única alternativa era ficar em pé até meu destino. E fiquei. Fiquei uma hora e quinze minutos em pé, com sono (poucas horas dormidas), das 16h10 às 17h25, segundo o validador da catraca e imagino que existam situações piores do que essa, a qual já beira o caos. De tão lotado que estava, o ônibus era estranhamente conduzido. O motorista trocava de marcha de um modo mais “devagar” e colocava, às vezes, um giro alto. O PBC não parava de apitar e balançar. Não costumo ver isso em ônibus vazios, ora, mas é claro que não achei perigoso — porque não é —, foi até divertido, apesar de cansativo…
O ápice do horário de pico ainda nem havia sido atingido (considerando 16h00 como horário de partida), e as coisas já andavam desse modo! Outro problema que me assombrava era o trânsito, existente em todas as ruas do itinerário possíveis. Todas mesmo, embora ainda não fosse o pior horário. Se não houvesse trânsito, eu provavelmente chegaria pelas 17h00.
Pessoas não paravam de subir e entrar, subir e entrar… subir e entrar! Assim foi a viagem, que creio ser estressante aos motoristas da linha. Rua Augusta, Rua da Consolação, Praça Ramos de Azevedo, Largo do Paissandu, Praça Pedro Lessa/Praça do Correio, Avenida Prestes Maia, Avenida Tiradentes, Avenida Cruzeiro do Sul e finalmente a tranquilidade foi, inutilmente, alcançada. De que adianta ter um ônibus vazio se o meu objetivo era descer dois pontos depois? Agora Inês já era morta. Sem nenhum imprevisto, aqui termina minha cansativa aventura de hoje.
A partir de hoje, abordarei temas mais específicos, não diariamente. Relatos diários deixarão de existir e só serão feitos em ocasiões especiais: rolês e acontecimentos extremamente inusitados.
2 1628: um dos Millennium que apareceram na 1721-10.
Obviamente, precisou sair de sua antiga linha (não sei se era a 172N).
(Créditos a Emil Junior E-218, Revista Portal do Ônibus.)
03/06/2011: um dia que estava preestabelecido como normal. Pela manhã, uma coisa diferente apareceu: Millennium II. Na verdade, Millennium II na linha 1721/10 (↨ Carandiru – Vila Ede), por isso diferenciado é. Além disso, havia tanto dos “antigos novos” Millennium (do 2 1558 ao 2 1628) quanto dos “novos novos” Millennium (do 2 1629 ao 2 1686 — estimado — e do 2 1732 ao 2 1755). Havia também um 2 2822, esse surpreendente, pois ninguém imaginava que haveria um Millennium O-500M perdido no lote 22 da Sambaíba. Voltando à linha 1721: sempre foi, constantemente, dominada por vários Urbanuss Pluss OF-1721, principalmente os iniciados em 2 22xx. Ocasionalmente, um Apache Vip ou S21 aparecia para desfazer a cara da linha, além do adaptado para cadeirantes da linha, um Pluss OF-1722M de prefixo, para mim, incognoscível. O adaptado tem uma característica exclusiva: exibe um “Até Vila Sabrina” em seu letreiro, quando escalado na 1721. A linha passa pela Vila Medeiros, Vila Ede e termina na Vila Sabrina, porém apenas este Pluss exibe isso em seu letreiro. Seria uma prova de que a população acostuma-se facilmente com esse tipo de coisa? Bem, o que importa é que a linha sofreu brusca mudança, pois, tratando-se de qualquer Millennium da Sambaíba, seja piso baixo dianteiro, sejam piso baixo centrais, muito raramente deu as caras nessa linha (ou nunca deu, pois eu nunca vi, mas não tenho a “experiência necessária” para dizer que nunca apareceu em quatro anos, pois só acompanho há dois). Não sei se a causa é alguma impossibilidade de itinerário. Valetas são o que não faltam na zona norte… Infelizmente, muitas empresas utilizam este tipo de desculpa para renegar à vontade certas linhas que merecem carros de melhor porte. A 1721/10 foi uma das últimas a receber novos carros, restando agora apenas a sua irmã: 1728/10 (↨ Carandiru – Jardim Brasil), que será a última a recebê-los. Seus fixos Apaches Vips (2 26xx) serão espalhados por outras linhas ou transferidos para outra garagem da empresa.
Para voltar a casa: fui ao ponto vinte minutos mais cedo, por uns motivos inúteis. Vi, no ponto, uma outra coisa que me deixa veemente: um caminhão… um maldito caminhão parado no ponto com uma profunda caradura, causando um enorme desarranjo a quem precisava pegar ônibus. Não consigo contar nos dedos a quantidade de ônibus que, simplesmente, cortaram o ponto por causa do caminhão, ignorando os passageiros como se nada estivesse acontecendo — talvez, o pensamento de alguns se baseava em estar feliz por causa do caminhão: assim seria mais fácil não pegar passageiro algum. Para falar a verdade, por mais que o motorista tivesse uma boa vontade, as pessoas não conseguiam enxergar de modo algum o ônibus que vinha ao fundo, perdendo-o. Uma cena caótica instalou-se por alguns momentos, pois alguns ônibus que precisavam desembarcar passageiros paravam muito a frente do ponto, isso fazia com que a pessoa que quisesse pegá-lo tivesse que correr. Ademais, se já havia um parado, era necessário para um possível que vinha atrás parar no meio da Avenida Cruzeiro do Sul, travando um trânsito que deveria ser tranquilo nesse horário. Uma confusão: uma hora era embarque e desembarque no meio da avenida, outrora era num ponto de táxi lá na frente…
Outra foto do 2 2038: desta vez
ele estava dando uma fugida na
linha 271A/51 (Santana - Cangaíba).
(Créditos a Tadeu Ricardo, aqui.)
Por felicidade, embarquei, correndo para o meio da rua, no Apache Vip 2 2038, um OF-1417. Estava em sua linha rotineira: 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria). Outrossim, seu motorista também era o mesmo de sempre, bem como o cobrador, que ajudou uma mulher com sua filha que acabara de voltar da escola. É a terceira vez que o vejo dando em cima de mulheres (sinceramente, se fosse um homem, ele ajudaria fazendo cara feia), mas como nada tenho a ver com isso, desejo-lhe boa sorte. Foi uma viagem medíocre, sem nada de incomum. É difícil fazer um OF-1417 andar, não posso culpar o motorista… O ônibus estava vazio na medida do possível: uns 20 de 30 assentos ocupados, o que se tornou comum ao extremo na 271C, que ano passado ficava lotada até o Metrô Santana — e lá esvaziava — ao passo que hoje é fácil vê-la vazia meio-dia e até sem ninguém dentro num horário como 10h00. Desci normalmente em meu ponto da Rua Duarte de Azevedo e assim termino meu post…
26/05/2011: tudo caminhava para um mais um dia frio e normal em São Paulo, mas no final das contas ele foi movimentado (inclusive, isso gerou dois posts, algo inédito no blog, até agora). De manhã, notei algo que, certamente, é atípico. Refiro-me a uma fila de ônibus vermelhos, ou seja, da área 4, com prefixos iniciando em 4 1xxx (da E.T.C. Novo Horizonte?), passando pela Avenida Cruzeiro do Sul, em Santana. Entre eles: Millennium’s, Torinos e Apaches Vips. Vi um dos Torinos de frente, mas ao mesmo tempo de longe. Seu letreiro registrava o conhecido “Reservado”, ao passo que no vidro dianteiro estava escrito em um papel “alguma coisa Santana”. Afinal, se um ônibus de outra área já é algo que não é visto todos os dias por aqui, o que dizer de uma fila de vários? Ainda assim, por enquanto, não havia como eu saber com exatidão o que era aquilo, mas não imaginei nada de especial na hora. Isso só veio à tona depois, quando soube o que havia acontecido (os únicos métodos de eu saber eram: alguém me contar, eu ver alguma notícia sobre isso num telejornal de manhã, ou eu observar mais detalhadamente qualquer um dos ônibus que participaram do Paese, para perceber que eles faziam alguma linha da área 2, coisa que não fiz com o Torino, por estar longe dele).
No decorrer do dia, fiquei sabendo que um de meus amigos teve de usar um ônibus da Santa Brígida (área 1), quando ele comentou sobre um "ônibus verde-claro" na linha 118C/10 (↨ Santa Cecília – Jardim Pery Alto). A partir disso, foi possível concluir que houve (havia) uma greve. Também deduzi que a paralisação foi feita apenas na Garagem 1 da Sambaíba, Garagem Jardim Pery, pois eu vira ônibus de linhas, como o Vip 2 2647 na 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria), passando normalmente pela minha rua, além de várias outras linhas operando no Terminal Santana (na verdade, lá há um bom número de linhas afetadas, mas isso foi ofuscado graças a grande quantidade de ônibus presentes ali das linhas das outras três garagens da empresa).
Operação PAESE na linha 118C. Na foto, um Busscar Urbanuss da Santa Brígida faz a linha. Na época A garagem 1 também estava em greve! (Créditos a Felipe Paixão em http://fotolog.terra.com.br/lip1723:119.)
No momento, já identifiquei algumas informações sobre a greve... Em primeiro lugar, às 8h00 quase tudo estava normalizado: restavam nas ruas da zona norte, quanto aos carros de outras áreas, apenas os que estavam terminando de fazer certas linhas ou voltando para suas respectivas garagens. Participaram da operação PAESE (plano de apoio entre empresas em situações de emergência), além dos já citados ônibus da área 1 (1 1xxx) e 4 (4 1xxx e 4 4xxx), também ônibus da área 3 e 6, da VIP Transportes Urbano (3 1xxx, 3 2xxx e 3 3xxx) e da Viação Metropolitana (6 3xxx), além de ônibus da própria área 2, oriundos da CooperFênix (2 5xxx) e também das outras garagens da Sambaíba (que não estavam em greve). O motivo desta greve foi uma paralisação por parte dos motoristas e cobradores, graças às multas que eles vem recebendo por parte da SPTrans, considerada por eles como injustas. Esta paralisação é o assunto mais importante deste post, com certeza, mas não é por causa dela que deixarei de contar as historinhas de sempre. Fui ao ponto 12h31, sem pensar muito na greve, pois ela não mudaria nada nas linhas que utilizo, mesmo que ainda estivesse em vigor. Pouco tempo de espera, e veio o Caio Millennium II PBC 2 2471, na linha 107T/10 (Cidade Universitária - ↨ Tucuruvi), o qual peguei, com certa dificuldade, e com certa sorte também. Isso, primeiramente, porque seu letreiro estava horrível, e graças a isso, demorei a sinalizar. Em segundo lugar, apenas eu entrei no ônibus, e ninguém mais iria descer. Isso significa que se houvesse dois, ou até mesmo apenas um ônibus já parados no ponto, as chances de este PBC cortar o ponto (passar reto por ele, passar por fora) seriam altíssimas, mas não uma certeza (isso não é exclusividade dessa linha, mas é um ato mau praticado por muitos motoristas). Millennium O500M é Millennium O500M. Seu motor traseiro não deixa dúvidas de que ele é veloz, apesar de sua limitação de 50 km/h. O 2 2471 pertencia à Garagem Fernão Dias (GFD) da empresa, mas com a chegada dos novos Millenniums O500M e O500U, exclusivos de lá por possuirem etanol, muitos carros foram transferidos de lá para outras garagens, e o 2 2471 foi um deles, pois atualmente encontra-se na Garagem Maria Amália (antiga garagem central da empresa), fazendo linhas como a 107T, e outras recheadas de traseiros (talvez apareça, em raras ocasiões, em alguma linha mais esquecida).
2 2471 fazendo a linha 701A/10
(↨ Vila Madalena - Parque Edu Chaves),
linha que é da GFD (hoje o 2 2471 não está mais lá).
(Créditos a Rafael, de http://only-buses.4shared.com)
Não me lembrava da cara do motorista desse PBC, mas muito provavelmente já peguei com ele, pois a cobradora eu já havia visto algumas vezes ano passado, e ela era inconfundível. Aconteceu algo surpreendente (para mim) quando entrei no ônibus, ou melhor, quando já estava dentro dele perto de passar pela catraca: a cobradora, inesperadamente, soltou para mim o seguinte dizer: "Apareceu, hein?". Provavelmente disse isso, porque fazia tempo que eu não pegava um ônibus da 107T com ela (peguei outros no mesmo horário e não foram com ela). Eu não esperava nem um pouco por isso, pois nem peguei a 107T tantas vezes ano passado, aliás, já peguei mais vezes ainda com outros cobradores de outras linhas e eles não falam nada. Então, além de se lembrar de mim, por que ela falaria isso para eu, que nunca falei com ela? Bem, ignorando toda essa minha "reflexão", a qual obviamente não fiz naquela hora, respondi positivamente. Depois, tudo ia como esperado. No Metrô Santana o ônibus esvaziou, descendo do ônibus um número de pessoas que era o quintúplo do número de passageiros que entrou. Na hora de descer do ônibus, achei que teria minha primeira ocorrência do ano no que se refere a "passar do ponto onde desço". Isso, pois o motorista parou no meio da rua, alguns metros depois de onde realmente é o ponto, algo que também foi acompanhado de uma freada brusca com as portas abrindo quase que "do nada". Tenho agora a curiosidade de pegar novamente a 107T, para ver se a cobradora diz algo... Ou não.
25/05/2011: São Paulo, como sempre fria. Ruas sem trânsito, mas sem fazer diferença alguma, pois iria a pé. Continuo não vendo nada de especial, hoje vi, no máximo, outro Millennium O500U piso baixo na linha 271A/10 (↕ Santana – Terminal Penha). Ontem vi o 2 1326, já hoje me deparei com o 2 1327.
Em horário normal, fui normalmente ao ponto. Hoje vi, assim como na última Sexta-feira, dia 20/05/2011, outra “lotação clandestina”, um Busscar Micruss, parado no TS (ponto final) da linha 1721/10 (↕ Carandiru – Vila Ede), que na verdade é circular mas tem sim um TS, apenas esperando um ônibus da linha chegar para sair. O interessante é o “Carandiru” escrito na placa lateral do micro-ônibus estar grafado em laranja, como se fosse da área 8, e ali perto também a presença do logotipo de um consórcio do qual nunca ouvi falar. Também, o letreiro indicar apenas “Vila Ede”, nada mais (em outras palavras, onde está o número da linha?).
Depois de um breve e insignificante momento de raiva, andei até o ponto. Logo que cheguei a ele, vi o Millennium O500M piso alto 2 1638, um dos mais recentes. Estava na linha 177C/10 (Vila Madalena – Jardim Brasil) e era dirigido por um motorista com o qual já peguei muitas vezes, inclusive ano passado, mas em tais ocasiões ele conduzia o Busscar Urbanuss Pluss OF-1722M de prefixo 2 2536. Não quis pegar, por não gostar desses novos Millennium’s (um dia tomo coragem), porém não sei se eu deveria mesmo ter o evitado, visto que o motorista era “confiável” ou “conhecido”. Só sai mesmo do ponto quando, após um mar de vazio na Avenida Cruzeiro do Sul, veio a mim um outro Millennium O500M novo de piso alto, mas desta vez um mês mais antigo do que o 2 1638, e mais conhecido, com certeza: o 2 1591 pela 172N/10 (↕ Belém – Center Norte), com seu motorista de sempre.
Ontem, dia 24/05/2011, vi passando pela 172N, enquanto me dirigia ao ponto, o Millennium 2 1630. Estava no lugar do 2 1591 (não consegui visualizar se com o mesmo motorista de sempre). Segundo um post que vi no Orkut, o 2 1591 estava na linha 175P/10 (↕ Ana Rosa – Parque Edu Chaves), o que é uma coisa justa, mas, infelizmente, rara. A 175P sempre foi a linha queridinha, recebendo os melhores ônibus da empresa, apenas por um motivo interesseiro: passar na Avenida Paulista. Malditos empresários... Espero que algum dia a linha 175P seja padronizada por ônibus com portas somente à direita, e que algum dia os Millennium’s O500U com portas à esquerda sejam escalados onde merecem ser (a 175P sequer usa portas à esquerda... Antigamente recebia até os Torinos de 1999!). A linha 178L/10 (Hospital das Clínicas – Lauzane Paulista) é um exemplo, ela tem alguns e merece ter. Mas para que os Millennium’s fossem colocados nela, constantes reclamações no Blog do Ônibus foram necessárias. Ainda assim, muitos carros de motor dianteiro aparecem na linha, principalmente aos finais de semana (isso começou depois que as reclamações foram “esquecidas”). Isso mostra o quão ruim é a vontade da empresa em espalhar direito os bons ônibus.
Quanto à viagem de hoje, decidi comentar tudo isso acima, porque nada de especial aconteceu. Peguei a 172N, mesmo motorista, mesmo 2 1591. Todos os Millennium’s O500m piso alto recentes, pelo menos os que vi até agora, correm bem, desci normalmente etc. A coisa mais anormal que vi, mas não tão anormal assim, visto que vi ocorrer com frequência, é que enquanto a “manada” de pessoas que sobe em Santana passava pela catraca, alguém apertou sem querer o botão de parada solicitada. Vi essa cena três vezes nos últimos seis dias, é uma boa média. Além dessas três vezes, no dia 22/05/2011, estava eu num passeio pela linha 172T (↕ Brás – Vila Nova Galvão), quando o botão disparou sozinho (e ninguém desceu).
17/05/2011: novamente deparo-me com o mesmo dia que vi ontem: chuva e frio, além do inevitável trânsito nos horários de pico. Nada de especial foi notado de manhã, fora um Apache Vip I OF-1417 (2 2145) que estava na linha 271C/10 (Praça da República - Parque Vila Maria), pois depois eu veria meio-dia outro Apache Vip nessa linha, em horários (7h30 e 12h30) onde costumo ver os S21’s “2 2252” e “2 2021”, o que me leva a crer que os Apaches S21 estão dando adeus com a chegada dos novos Millennium’s. Agora, abaixo a história:
Andava tranquilamente até o ponto, pois estava no horário certo (12h29), e de longe vi que acabara de perder um Apache Vip OF-1722M (2 2801) da linha 172T/10 (Metrô Brás - Vila Nova Galvão), porém não me importei nem um pouco, pois odeio estes Vips (que por sinal estão dominando a linha, após a saída dos Torinos de 99, infelizmente). Esperei, esperei, esperei, e nada vi. Passou-se dez minutos desde a minha chegada ao ponto e a única coisa interessante que vi foi o Urbanuss Pluss OF-1418 (2 1462) da linha 1745/10 (Center Norte – Vila Nova Cachoeirinha), parece que o motorista se esqueceu de mudar o letreiro, pois ele ainda marcava “Center Norte”, e ali a linha passa sentido bairro. Em dez minutos de espera, das oito opções que tenho, a única que apareceu foi um lotado Apache Vip I OF-1417 (2 5098) da linha 1702/10 (Tietê – Jova Rural), o qual ignorei sem hesitar. Estando atrasado, não tive outra escolha: pegaria o primeiro ônibus que passasse a partir daquele momento. Felizmente, não veio nada muito pesado... Dos confins da Avenida Cruzeiro do Sul, aproximava-se o Millennium Piso Baixo Central (2 2715), na linha 107T/10 (Cidade Universitária – Metrô Tucuruvi), que chegou ao ponto de portas abertas pronto para me receber, atendendo à minha sinalização.
Fui o único a embarcar, o que não é de se assustar, já que a demanda da linha é composta principalmente por pessoas que a pegam principalmente antes da Ponte Cidade Jardim, na Avenida Cidade Jardim, na Avenida Europa, na Rua Colômbia, na Rua Augusta e no centro, para desembarcar principalmente em Santana. Graças a isso, é comum ver ônibus da linha vazios em minha rua, 7 da manhã, antes da Estação Santana. Repetindo, não veio algo muito pesado, mesmo assim, não me agrada andar de 107T, pois sua frota é composta principalmente de PBC’s (piso baixo central), e eu, louco que sou, não gosto de ficar pertíssimo do chão na hora de descer do ônibus, considerando que suas portas abrirão ainda em velocidade considerável.
Nada de interessante ocorreu, apenas aproveitei um assento livre logo após a “cratera” no meio do ônibus e lá fiquei até o Metrô Santana, onde o ônibus esvaziou razoavelmente. Tudo caminhava para uma ida normal até o ponto onde desço, mas então, percebi o motorista, que era um senhor de óculos escuros, que havia os retirado de seus olhos, manobrando o ônibus para trás e para os lados, fiquei com uma cara de “what the f*** is that?”, e para reforçar tal expressão facial, o cobrador ainda ficou dizendo: “Eu é que não vou botar minha mão nisso, se vira aí!”. O motorista desceu e subiu no ônibus duas vezes, eu continuava a não entender nada, pensei até na hipótese do ônibus ter quebrado, foi então que numa terceira vez o mistério foi esclarecido: havia um cadeirante querendo embarcar no ônibus! Então, a única coisa que consegui raciocinar foi: ele estava alinhando o ônibus com o cadeirante. Antes dele embarcar, foi necessário que o senhor que conduzia o Millennium pedisse licença a mim, pois eu, naquele momento, estava em pé em frente à porta, e um de meus pés estava em cima da rampa que é utilizada para “conectar” ônibus com calçada, o que facilita o embarque de um cadeirante, sendo muito mais rápido do que um elevador, comum nos ônibus de piso alto. Dada tal licença, foi posta sobre a calçada a rampa, pela qual o cadeirante subiu no ônibus. Provavelmente tinha alguma deficicência mental, pois tentava falar algo ao motorista que não era possível entender, a única coisa que ficou clara é que queria ir à Avenida Nova Cantareira (pelo menos pela reação do motorista).
E então, após toda esta embolação, a viagem seguiu, com apenas um porém: se entrei neste ônibus, de certa forma, atrasado (para chegar a minha casa), imagine como eu horrorosamente atrasado estava depois do tempo que foi gasto alinhando o ônibus naquela movimentada parada que o Metrô Santana possui, para que o cadeirante subisse... Desembarquei normalmente no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo, segurando-me com força em um dos poucos balaustres que possuem os PBC’s, pois naquele buraco no meio do ônibus havia três estudantes “atrapalhando” o meu desembarque e “roubando” espaço, o qual é escasso por ali. As portas abriram-se no número 686 da Rua Duarte de Azevedo e apenas fui para casa pensando: caramba... Todo dia um fato curioso acontece comigo, e hoje foi um exclusivo! É a primeira vez que vejo um deficiente físico entrando num ônibus ao vivo! Foi interessante, mas sobretudo: inédito e exclusivo...
Exemplo de cadeirante embarcando num ônibus piso baixo (total, central ou dianteiro) por meio da rampa.
2 2715 fazendo a linha 701U/10 (Butantã USP - Jaçanã). Mudanças operacionais relacionadas a chegada de novos ônibus na empresa fizeram com que os Millennium's piso baixo centrais da linha 701U fossem remanejados para a linha 107T recentemente.
16/05/2011: um dos dias mais frios do ano em São Paulo, mas por questão de lógica não deixei de ir à escola por causa dele. Além do frio, contribuía para a desgraça também uma chata chuva, que junto com um caminhão tombado, foram responsáveis pelo insuportável trânsito que encontro na minha rua na metade dos dias em que saio de casa.
De qualquer forma, pulemos logo para 12h30, a parte da história onde volto para casa de ônibus. Para falar a verdade, hoje saí tive a oportunidade de sair três minutos mais cedo, não que isso fizesse alguma diferença, mas às vezes perco bons ônibus (de motoristas que conheço/com os quais já peguei) por questão de segundos (vejo-os quando ainda estou chegando ao ponto). Dirigi-me, pois, ao ponto onde não encontrei nada de novo. Deixei ir embora o Apache Vip OF-1721 (2 2218) da 174M/10 (Museu do Ipiranga – Jd. Brasil) por ainda ter tempo e por estar lotado, e também deixei passar um Millennium recente (de abril de 2011)., do qual não me recordo o prefixo, na 177C/10 (Vila Madalena – Jd. Brasil). Então, pouquíssimos minutos depois, veio o conhecido (apenas por mim, por enquanto) 2 1591 na 172N/10 (Metrô Belém – Center Norte), também um dos novos Caio Millennium O-500M. Ele e o 2 1581 são dois Millennium’s que conheço bem, que já peguei muitas vezes voltando da escola, e conheço seus operadores. Estão fixos na 172N/10 e substituem os antigos fixos Urbanuss Pluss OF-1721 da linha (2 2911 e 2 2612) que estavam no lugar deles até março desse ano (antes da chegada desses novos Millennium’s), isso é fácil de ser percebido, porque o motorista do 2 2911, por exemplo, agora dirige o 2 1591. Com a chegada dos novos Millennium’s, esses dois Urbanuss Pluss e outros carros foram transferidos para a garagem da empresa situada na Rua Maria Amália Lopes de Azevedo (antiga garagem central), para suprir a aposentadoria de alguns ônibus de lá, e os que substituiriam eles seriam os novos Millennium’s, que chegaram para a garagem “Fernão Dias” (onde eles estavam), localizada na Av. João Simão de Castro ao pé da rodovia Fernão Dias).
Indo direto ao que aconteceu no ônibus: nada especial. Pegar a 172N/10 nunca me traz nada de novo, é algo monótono, mas muito bom pela garantia de que vou parar no meu ponto normalmente, por exemplo, já que o motorista deve até saber que quando entro no ônibus, “alguém” vai descer no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo (o último ponto da rua é mais perto de minha casa, mas é cheio de estudantes baderneiros às 12h30, e ainda por cima, caso algum motorista não pare no segundo, seja por desatenção, ou sacanagem, ou qualquer motivo, ele poderá parar no terceiro, terá tempo de perceber que “alguém” quer descer). O motorista foi rápido, parece que pegou o jeito com o Caio Millennium, e também notei que agora não é necessário parar totalmente para abrir as portas, como ocorria, o novo Millennium deu seu primeiro passo para deixar de ser um carro “novinho”, agora abre as portas um segundo antes de parar totalmente!
Existe uma coisa que é regra na 172N: no ponto do metrô Santana, sempre sobem, no mínimo, umas vinte pessoas (lembre-se de que eu disse “no mínimo”), raramente fiquei sentado após esse ponto, quase sempre levanto prevendo o inevitável (raramente não enche). É a parada mais importante da 172N, geralmente muita gente sobe lá pra descer na Vila Maria (e o resto sobe antes, no Metrô Carandiru, Center Norte, etc.). Hoje já havia poucos assentos disponíveis no ônibus, portanto, para uma pessoa experiente em voltar da escola de “↨ Belém”, era fácil imaginar que o ônibus ficaria lotado, com o número de pessoas que já havia dentro juntado com o número de pessoas que entraria na parada seguinte. Experiente que sou, levantei-me e fiquem em frente à porta, para evitar transtornos na hora de desembarcar (eu desceria dois pontos depois, oras).
Parado defronte à porta, e preso num pequeno espaço graças à quantidade de pessoas do ônibus, minha missão agora era apenas esperar o meu ponto, mas notei uma coisa curiosa: no primeiro ponto da Rua Duarte de Azevedo, um antes do meu, desceu uma moça que entrara no Metrô Santana. Ou é muito preguiçosa ou pegou o ônibus errado (o mais provável), pois a distância de um ponto pro outro é pouco mais do que um minuto a pé. Então finalmente pude apertar o “P” para indicar que queria descer, e assim foi meu dia, não tão monótono como geralmente é a 172N (pegar um Millennium vazio e ver ele lotando no Metrô Santana), graças a um acontecimento ali ou aqui. Para terminar esta postagem: vi o Apache Vip 2 2993 na linha 1788/10 (Metrô Santana – Jd. Fontális), após descer do ônibus, e o letreiro dele mostrava tranquilamente “1788 JD FONTALIS”, mas piscava rapidamente e mostrava algo como “PARTIDA: 10:05”, mas num intervalo de tempo que não durava nem um segundo! Achei isso bem estranho..
Foto do 2 1591 na 172N/10 entrando na Rua Duarte de Azevedo (TIRADA HOJE!), inclusive com o motorista com o qual sempre pego na 172N (dá para ver na foto que é ele). Se essa foto foi tirada pelo Eduardo Sambaíba 12h40, significa que estou dentro do ônibus da foto. Interessante, não? Um busólogo fotografando o ônibus em que eu estava... Ultimamente tenho me deparado com muitas coincidências. Mas de qualquer forma, existe ainda a chance de a foto ter sido tirada em outro horário em que o motorista trabalhava. É uma foto que retrata perfeitamente o post de hoje. (Créditos a Eduardo Sambaíba.)
Este é o primeiro passeio que relato (de muitos, espero). Aproveito logo para dizer que esta postagem é, digamos, grande. Passeios são giros (literalmente, se preferir são triângulos, quadrados, etc.) que faço pela cidade de São Paulo ou talvez por outras (mas voltando para São Paulo depois), geralmente usando três linhas de ônibus (às vezes uso quatro sendo um para curta distância, ou também uso dois para ir e voltar a um lugar quando quero passeios simples, curtos e rápidos), partindo de um lugar e voltando para o mesmo lugar. Existem também alguns extremos os quais raramente faço, quando por exemplo, fui até a Ilha do Bororé, deslocando-me de Santana até o extremo da Zona Sul (já na zona ambiental), o que me roubou sete horas de vida. Ao fazê-los, desejo conhecer a demanda das linhas, seu trajeto, seu ponto final e inicial (TP's e TS's), talvez, bem como relatar fatos curiosos.
14/05/2011: um sábado com sol e frio simultaneamente, na minha visão, e um sábado nublado de temperaturas amenas, na visão do site da SMT, que aleatoriamente consultei, mas nada capaz de impedir um “rolê” por São Paulo. Este passeio estava planejado há um tempo e tinha como principal objetivo pegar a linha 172T/10 (Metrô Brás – Vila Nova Galvão) até seu TS (ponto final) no Brás, apenas com a finalidade de conhecer, já que fiquei por várias vezes lá dando com os burros n’água, graças aos seus longos intervalos e irregularidades por parte de alguns motoristas. Depois, eu pensaria no que fazer para voltar para casa usando linhas diferentes. Uma das opções era ir até Guarulhos, mas é algo que se tornou inviável graças aos longos intervalos das linhas guarulhenses no Metrô Brás. Decidi, então, achar uma opção para sair de lá que não fosse 172T/10 e 5630/10 (Metrô Brás – Terminal Grajaú), que são as únicas com ponto final no Metrô Brás, pois já peguei as duas recentemente (não que esse seja o motivo, mas eu não quero voltar de 172T e nem enfrentar a superlotação/trajeto demorado da 5630/10 de novo). A alternativa que achei foi: caminhar do Terminal do Metrô Brás até a Avenida Rangel Pestana, pois é aqui que entra a segunda missão que surgiu depois do planejamento deste passeio (ainda bem, senão eu perderia a chance): andar nos novos Millennium’s O-500U que estão em peso na linha 175P/10 (Metrô Ana Rosa – Pq. Edu Chaves). Uni o útil ao agradável, visto que a Avenida Rangel Pestana era minha única opção próxima e lá eu poderia pegar a linha 2175/10 (Praça da Sé – Jardim Guançã), que tem seu TP (ponto inicial) ao lado das linhas 175P/10 e 1721/10 (Metrô Carandiru – Vila Ede)! Em último caso, poderia ainda pegar as linhas 2161/10 (Praça do Correio – Pq. Edu Chaves), 2127/10 (Metrô Liberdade – Jd. Brasil) e 2182/10 (Praça do Correio - Jd. Brasil), para depois pegar a 175P/10 no meio de seu itinerário. Foi então formado: 172T/10 -> 2175/10 -> 175P/10.
Esse é só um de meus vários passeios, é demonstrada então a grande variedade que tenho partindo de Santana... São linhas que não acabam, e ainda tem metrô pra conhecer linhas de outras áreas! Agora, sem mais delongas, vamos ao que ocorreu hoje...
1º passo: pegar a 172T/10.
Pegar a 172T/10 é um grande desafio. Um problema são os longos e irregulares intervalos tanto nos dias de semana como nos finais de semana, além de adversidades que podem ocorrer como por exemplo: imagine um motorista passando reto pelo ponto, devido a um ou outro ônibus parado, depois de uns... 25 minutos de espera? Seria chato...
Muitíssimo felizmente, não ocorreu problema algum! Dirigi-me ao ponto 15:11 , e cerca de 5 minutos depois, apareceu com seu diferenciado letreiro, onde lia-se facilmente “1 7 2 T ↕ B R Á S”, o Caio Apache Vip 2 2994, um OF-1417 queimado há uns anos por vândalos do PCC, que foi reencarroçado pela Sambaíba. A primeira coisa que percebi ao entrar no ônibus foi que, por muita coincidência, o motorista do ônibus era um cara que eu havia visto no Orkut, na comunidade da empresa (Sambaíba), e que se apresentou como motorista da linha (172T/10) em um tópico e inclusive me ajudado quando perguntei onde ficava o TS dela! Fiquei boquiaberto na minha mente com esta situação. Quando entrei no ônibus, ele estava razoavelmente vazio, com lugares na parte da frente inclusive, portanto aproveitei para gravar (e colocar no Youtube). Tudo correu normalmente. Quando eu terminara de gravar, o ônibus começou a lotar perto da Avenida Carlos de Campos (não de idosos, então pude ficar sentado), mas estou comentando isso, porque nunca imaginei que a 172T/10 fosse uma linha capaz de lotar um ônibus do jeito que vi. Como imaginei, quase todos os passageiros desceram no Largo da Concórdia, restando apenas umas poucas almas que seguiram para o vazio e vazio terminal do Metrô Brás.
Foto recente do 2 2994 operando a linha 1782/31. (Créditos a Victor Vieira do ÔnibusBrasil.)
Agora vem o fim da história 172T/10: cheguei ao Metrô Brás normalmente 16:00 (aproximadamente), e o que achei do ônibus? Nada de mais. Foi rápido até para um OF-1417, o que atrasou a viagem foi o constante sobe-e-desce durante o trajeto que presenciei, em quase todos os pontos subia ou descia alguém (e geralmente só uma pessoa). Como eu disse, gravei, e aí está para quem desejar:
2º passo: pegar a 2175/10.
Após uma caminhada de 5 minutos do Terminal da Estação Brás até a “Parada Piratininga” da Avenida Rangel Pestana, eu estava pronto para apanhar a 2175/10, na parada número 1 (ali existem três paradas, sendo que todas as linhas da área 2 utilizam a número 1, com exceção da 172T/10 que utiliza a número 2). Na verdade achei que seria de certa forma entediante, pois já conhecia o trajeto desta linha (usei-a num passeio há dois meses), e na verdade só preciso pegar ela para chegar até o TP da linha 175P/10, mas andar de ônibus é andar de ônibus. No tempo em que fiquei ali, o que mais passava, obviamente, eram ônibus da área 3 e 4, nos quais não prestei muita atenção, a não ser em um motorista de um Apache S21 da linha 4120/10 que parecia mais um “cantor” de funk, com seu boné virado, agasalho mal vestido e “cara de mau” (nunca vi um motorista de ônibus assim, que eu saiba todos devem usar uniforme, e mesmo os que usam camisas comuns são aceitáveis e têm de monte em qualquer empresa, mas esse estava bizarramente trajado).
Então, depois de 15 minutos de mais ônibus, da área 2 inclusive, atendeu-me o Busscar Urbanuss Pluss OF-1418 de prefixo 2 2730 da 2175/10, no qual embarquei umas 16h15. Caramba... Notei outra coisa quanto ao motorista: há uns dois meses, no passeio em que peguei essa linha, utilizei o Caio Millennium II PBC 2 2474, onde o motorista era um careca e o cobrador um cara moreno que aparentava ser jovem. E hoje, o que vi? Não, não foi um cobrador moreno e um motorista careca, foi ao contrário! E tenho quase certeza de que eram os mesmos, mas com posições trocadas... Achei estranho, mas deixa pra lá já que não tenho total certeza. Eu já achava que seria entediante e as forças para isso aumentaram após saber que eu andaria num Pluss OF-1418, mas o motorista foi bem! Esse OF-1418 parecia até um OF-1722M com o barulho que fazia na troca de marchas, e o giro era alto. Cheguei ao TP da linha na Vila Sabrina em um instante! Não houve muita coisa a ser notada no trajeto, no máximo os gritos de torcedor santista que dava o motorista “é o peixe, é o peixe amanhã, etc.”, o sobe-e-desce na Avenida Guilherme Cotching, entre outros.
Foto antiga do 2 2730, operando na linha 177C/10. (Créditos a Rafael do site http://only-buses.4shared.com.)
3º passo: pegar a 175P/10.
Meu objetivo: andar num dos novos millennium's. O 2 1767 foi meu alvo. (Créditos a Eduardo Sambaíba.)
Estava lançado mais um desafio relacionado à minha missão (andar de Millennium novo). Desta vez o problema não era com a linha, mas sim com a sorte: será que eu conseguiria encontrar um dos novos Caio Millenium’s da Sambaíba parado no TP? Apesar de ser uma linha queridinha, ainda recebe ônibus de motor dianteiro (famosos cabritos) e também outros traseiros que não são novos (mas que não deixam de ser bons carros).
Indo direto ao ponto, notei ainda dentro do Pluss da 2175/10 a presença de um Millennium O-500U novíssimo (2 1767), e também um outro O-500U antigo, de 2008 (2 1323) parados no TP, na Vila Sabrina. Eu pretendia seguir viagem na linha até o seu ponto final, porém há uma coisa a ser dita: ela passa por seu ponto inicial dá voltas pelo Jardim Guançã, e finalmente regressa ao ponto inicial. Como eu disse, eu apenas pretendia fazer isso, pois ao ver o Millennium parado lá, desci da 2175/10 num ponto na Av. João Simão de Castro poucos metros depois, ao invés de ir até o ponto final, e fui andando até o TP com o seguinte pensamento: vou pegar um dos cobiçados Millennium's novos, yea! Tais palavras trouxeram felicidade por curto tempo, felicidade que foi abaixo quando vi tal Millennium novo partindo, quando eu ainda estava distante o suficiente para não poder tomar nenhuma atitude. Parecia que tudo estava arruinado para minha segunda missão, mas num momento de glória, lembrei-me de que a 175P/10 faz uma pequena volta para sair no começo da Avenida João Simão de Castro, ou seja, passaria ali de novo... Isso me fez voltar rapidamente para o mesmo ponto de onde desembarquei da 2175/10, e três minutos depois consegui completar minha segunda missão, com a chegada do brilhante e novo millennium, para o qual com certeza não hesitei em sinalizar cerca de 16h55.
No 2 1767 tudo brilhava, até o retrovisor, o carro tinha cheiro de carro novo, e um dos mais bonitos sons de motor: o do O-500U. Outra coisa interessante a ser reparada é que as portas, tanto de embarque como de desembarque, abriam normalmente “em movimento”, não em movimento de 40km/h por exemplo do nada, é claro, mas abriam quando o motorista ainda estava encostando no ponto e não havia freado totalmente, diferente dos novos Millennium’s O-500M, que param totalmente antes de abrir suas portas (talvez seja ordem da empresa), graças ao Anjo da Guarda, presente em toda a frota (na verdade uma vez vi um Marcopolo Torino circulando normalmente com a porta aberta, sei não esses carros antigos de 1999, 2001...), é um aparelho que tem como função bloqueia certas atitudes no ônibus, como por exemplo, acelerar com a porta aberta. Aproveitei para gravar também, são poucos os que têm a oportunidade de fazer isso (mas muitos os que podem). Até agora, são escassos até mesmo vídeos de Millennium’s O-500M, dos novos O-500U então não deve ter, certamente, portanto acho que serei o primeiro a divulgar um no Youtube. Aí está o vídeo:
Tirando uma mulher que ficou me encarando por eu a ter filmado na hora em que desceria (enquanto eu a ignorava), a viagem correu normalmente, e meu plano era descer em Santana. Porém deu-me uma vontade de chegar mais rapidamente e evitar a volta pela Avenida Nova Cantareira e o sobe-e-desce de passageiros que há na 175P/10. Já que a integração do bilhete único ainda estava em jogo, desci na Avenida Guapira, após o Parque Vitória, onde eu tinha três opções que iriam pela Avenida Luiz Dumont Villares (onde eu desceria em seu último ponto): 1782/31 (Metrô Santana – Vila Nova Galvão), 1703/10 (Shopping Center Norte – Jardim Fontális) e 1701/10 (Metrô Santana – Jova Rural). Eu disse três, porque citaria três, mas na verdade só esperaria por duas mesmo. Excluo a 1701/10, pois odeio as lotações da Transcooper.
Foto mal tirada do 2 2635.
Quando os relógios marcavam umas 17h25, veio o Urbanuss Pluss OF-1721 de prefixo 2 2635, com seu belo letreiro eletrônico branco, sendo um dos únicos Pluss de 2001 contendo um, na linha 1782/31. Foi assim que cheguei em casa hoje, tranquilamente (já que dentro do ônibus só havia umas 5 pessoas), 17h55, após curto um curto andar da Avenida "nova" à minha já citada casa, pronto para redigir esta história...