Tive que mudar de casa, e, para chegar a meu novo lar, restaram apenas duas linhas: 179X/10 (↨ Barra Funda – Jardim Fontális) e 172T/10 (↨ Brás – Vila Nova Galvão). A 172T tem carros melhores e é praticamente a linha mais vazia da avenida, o que me levaria a escolhê-la. Mas não é isso que ocorre, pois a 172T também ostenta o título de mais demorada da avenida. Quarta-feira, um dia antes, esperei quase cinquenta minutos pela linha. Passaram todas as linhas possíveis até que ela viesse (passou até mesmo um 179X com o letreiro “Metrô Barra Funda, no sentido bairro). A péssima situação pela qual passa a linha me faz migrar para a 179X, que geralmente anda lotada neste horário onde muitos estudantes saem de seus esconderijos, a não ser que haja dois ou três carros um atrás do outro. Outra vantagem da 172T é que ela também para mais perto de minha casa (não é muita diferença, mas já é alguma coisa).
Nos meus primeiros dois dias tendo apenas estas linhas como opção, não fui completamente bem sucedido. Tive um grande azar nos dois dias (e só uma sortezinha no final).
Quinta-feira, 01/09 (ontem), eu estava no ponto pela primeira vez. Estava quase convicto de que pegaria uma 179X logo de cara, uma vez que a 172T se faz de rara. Três Apaches Vips pararam (um da linha 971V/10, outro da 1301/10 e outro da 1772/51). De repente, vejo um Marcopolo Viale de prefixo 2 2996 passando voando atrás destes três carros com a seguinte placa em sua traseira: “172T”. É uma situação que me deixa extremamente entristecido, para não dizer outra coisa, e não é a primeira vez que esse maldito motorista faz isso: já o denunciei duas vezes na central de atendimento do site da SPTrans (espero que isso sirva para algo). Eu já fui desrespeitado dessa forma dezenas de vezes, então não liguei tanto para mais uma. Continuando a história: já que a linha demora muito, eu, obrigatoriamente, precisei esperar pela 179X, pois sabe-se lá quando o próximo carro da 172T passará…
Logo mais, veio o Apache Vip 2 5106 pela 179X. Ele é bem antigo: possui bancos Urban 90, o ronco de seu motor é estranho para um OF-1721 e ele está sujo/destruído por dentro. Talvez seja o pior carro da linha, mas, adiante, apresentarei outro. Para piorar a situação, ele foi lotando pelo caminho. Como sou azarado, poucos pontos antes de eu descer, fomos ultrapassados pelo Vip 2 5067, da mesma linha, que estava com apenas umas cinco pessoas dentro. Aqui acaba um dia de azar.
Hoje, dia 02/09, além de voltar de ônibus, também fui. Para ir, tenho as mesmas linhas como opção, mas a 172T vira prioridade, pois, apesar da triste situação dos intervalos, ela é vazia, mesmo nos horários de pico (enquanto a 179X entope de gente, dependendo da ocasião). Fui ao ponto e, temendo chegar atrasado, por ter sido o primeiro a passar, embarquei num Apache Vip da 179X: o 2 5061. Assim como o 2 5106, possui bancos Urban 90, está ruinzinho de motor (é OF-1417), mas tem uma IMPORTANTÍSSIMA diferença: por incrível que pareça, não estava lotado! Tinha só uma pessoa de pé, e alguns assentos livres! Sentei num deles feliz da vida. Entretanto, felicidade de pobre dura pouco: além de enfrentar um chato trânsito, ao chegar no Metrô Santana, aconteceram duas tragédias: o ônibus lotou de pessoas provavelmente querendo ir ao Bom Retiro, e, ainda por cima, foi ultrapassado pelo 2 2216 da 172T. E pensar que mais poucos minutos a mais e eu poderia estar dentro dele…
Ainda não acabou: na hora de voltar para casa, dois ônibus parados no ponto e um desgraçado carro descarregando um passageiro folgado (ponto de ônibus não é lugar para fazer isso!). Sabe o que isso ocasionou? O 2 2216 PASSANDO RETO E ÀS ESCONDIDAS PELO PONTO! Sim, o carro da 172T que passa nesse horário sentido bairro é o mesmo do horário da manhã sentido centro. Enfim… fui atacado pela mesma droga de ontem! Mas que malditos motoristas sem paciência…! Eu até já tive a oportunidade de usar o 2 2216 e seu operador não parecia ser malvado. Eu teria que me submeter à 179X de novo… O que há de errado comigo para receber isso dois dias consecutivos? Esperei uns quinze minutos e nada. Isso praticamente significava algum Vip aleatório da 179X lotado.
Para salvar um dia, e finalmente algo bom acontecer, eis que aparece o 2 2536 pela 172T, um Busscar Urbanuss Pluss OF-1722M com elevador, contra todas as minhas expectativas. Foi uma coisa bem randômica, pois o carro que vem depois do 2 2216 não deveria aparecer nesse horário. Inclusive, estava só com uma pessoa dentro (e as outras três, contando comigo, que entraram no ônibus). Aí sim consegui ir para casa tranquilamente.
01/06/2011: dia frio rotineiro. Finalmente vi algo diferente pela manhã. Ainda assim, não foi algo tão surpreendente, era só um Millennium II piso baixo central na linha 1771/10 (↨ Santana – Vila Zilda) que, diferente de sua irmã 1726/10, de mesma denominação, não costuma recebê-los frequentemente. Um dia, se eu tiver sorte, ou não, pegarei um Millennium numa linha de bairro, para observar seu desempenho no trajeto da região do Tremembé (um péssimo viário, o qual também existe em outros lugares da zona norte e da cidade).
Para voltar a minha casa, contei com uma mísera diferença: sair quinze minutos antes do normal. Devido a isso, havia a chance de eu me submeter a novas experiências nos ônibus, ou em outras palavras, pegar uma linha qualquer com um motorista que não costumo ver. Não obstante, coexistia também a chance de eu esperar o tempo passar até o meu horário normal, enquanto observava a movimentação do ponto, simplesmente.
Ao chegar nele no anormal horário, a primeira coisa a ser notada é a presença de apenas cinco pessoas. Multiplicando isso por cinco, ainda não chegaríamos ao número de pessoas que havia nela ontem, creio, perto deste horário (talvez ainda houvesse muitas pessoas a chegar ali). Depois dessa insignificante observação, fui surpreendido: atrás de um Apache S21 da linha 1702/10 (Tietê – Jova Rural), aparecia um Apache Vip I OF-1722 da linha 172T/10 (↨ Brás – Vila Nova Galvão). Era o 2 2689, conduzido por um motorista que geralmente aparecia no meu horário normal na linha 172T (hoje, apareceu quinze minutos antes). Isso é só uma pequena prova do quão irregular são os intervalos dessa linha (é sempre ele que passa neste horário, mas já o vi 12h20, 12h30 e 12h40, sendo que hoje 12h15). Tenho quase certeza de que não é nenhuma troca de horários com outros motoristas da linha, embora tenha visto um diferente motorista passando lá para as 12h40 há alguns dias (com o 2 2773). Por curiosidade, eu sempre tinha o azar de pegar uma linha lotada (não importando se boa ou ruim) e logo após descer no meu ponto, ver esse motorista pilotando, com um olhar risonho, algum ônibus da 172T com três pessoas dentro (geralmente era algo próximo disso). Além disso, geralmente era um Marcopolo Torino (atualmente aposentados), mas também já o vi em outro OF-1722 (2 2676), e até no Marcopolo Viale reencarroçado 2 2996, o qual é fixo na linha 172T (poucas vezes sai dela).
2 2689 na linha 148P/10 (Lapa - Jd. Pery).
Fixou-se recentemente na linha 172T,
devido à aposentadoria de outros carros.
(Créditos a Rafael Trevizan, aqui.)
É um motorista bom e ele possui uma característica mais ou menos interessante — para mim. Ele, no abrir das portas, seja de embarque, seja de desembarque, fá-lo muito antes de parar o ônibus. Já é possível abri-las quando o ônibus começa a frear, mas hoje vi algo mais ou menos diferente quando desci: ele parou de acelerar o Vip e logo abriu as suas portas, porém não freou o ônibus, e só o fez quando realmente estava perto do ponto. Isso significa que o aviso “este ônibus não trafega com as portas abertas” (ou parecido) pode ser, desta forma, ignorado durante certo intervalo de tempo, afinal, o ônibus pode trafegar com a porta aberta, desde que não esteja acelerando (mas sim reduzindo a velocidade). De qualquer maneira, eu não me preocupo com isso, pois não sou mais tão burro ao ponto de descer do ônibus enquanto ele ainda se movimenta. Isso equivale a se jogar do coletivo (e, não sei ao certo, mas em algumas cidades deve existir motoristas impacientes que não param o ônibus totalmente para o passageiro descer). Enfim… basta esperar o ônibus parar, pois em São Paulo esse tipo de incidente, ou acidente nos casos mais graves, é raro e dificilmente acontece, eu acho (li uma vez sobre um garoto que morreu depois de cair de um Apache Vip da Viação Campo Belo, da área 7 de São Paulo, mas foi só), e de qualquer forma, o motorista do 2 2689 não é nenhum doido de pedra.
Outros dois fatos a serem mencionados são: em primeiro lugar, o 2 2689 fazia um barulho chatíssimo de “ar” ao acelerar. Os OF-1722s acabam de me persuadir de que são mesmo ruins quando apresentam algum problema. Em segundo lugar, a 172T exibiu sua característica mais agradável: sua falta de passageiros. Neste quesito, 172T é o antônimo da linha 172N/10 (↨ Belém - Center Norte), porque ao passo que uma lota, a outra esvazia. Hoje, quando entrei no ônibus junto a outras três pessoas, ele só tinha duas pessoas na parte da frente, e duas na parte de trás. Após a Estação Santana, restou no ônibus apenas eu e as duas pessoas da parte frontal... Ultimando esta história: desci normalmente do ônibus (com ou sem portas abrindo antes da hora, não importa). A única desvantagem que tenho ao sair quinze minutos mais cedo é um intenso fluxo de estudantes de uma escola próxima ao ponto onde desço... Fico abismado ao ver o ponto desço com umas trinta pessoas, sendo que, quinze minutos depois, ele apresenta não mais do que cinco! Eles não interferem em nada no ônibus que pego, porém, uma vez um até encheu o meu saco, mesmo nunca tenho o visto na vida... Hoje em dia, existem certos estudantes levianos, espalhados por todo o Brasil.
27/05/2011: dia extremamente normal. De manhã, a única coisa que não vejo todos os dias a ver foi o Marcopolo Viale OF-1721 mais famoso da empresa, perdendo apenas para o reencarroçado 2 2996 (queimado)... Falo do 2 1250! O único motivo para designá-lo como especial é o fato de ele ser um presente da Marcopolo para o Sr. Belarmino, dono da Sambaíba (e das empresas do grupo), após uma massiva compra de ônibus da Marcopolo. O que ele traz de diferente consigo é o seu imponente ar-condicionado, além de um diferenciado letreiro eletrônico (a maioria dos Viales possui o obsoleto letreiro de lona). Não identifiquei a linha em que o cigano (seu apelido carinhoso) estava. Linha é o que ele bem conhece, fez desde a 1778/10 (↨ Santana – Jaçanã) até 107P/10 (Pinheiros – Mandaqui), entretanto as citei aleatoriamente. Em outras palavras, já fez dezenas de linhas, de todas as garagens da empresa. Dá grande impressão de ser um carro reserva (caso não seja), mas não sei... O único fato é que você pode vê-lo até entrando em sua casa algum dia, pois ele não tem lugar para ficar.
Continuando o meu cotidiano, hoje me atrasei por cinco minutos, devido a fatores insignificantes. Eu estava, pois, desfalcado de alguns bons carros de linhas que pego usualmente, ou pelo menos deveria estar... Fui ao ponto enquanto passava pelos improvisados “TS’s” (pontos finais) das linhas 1721/10 (↨ Carandiru – Vila Ede) e 1728/10 (↨ Carandiru – Jardim Brasil), onde o que mais vejo é, sem dúvidas, o 2 2561 (Busscar Urbanuss Pluss OF-1722M adaptado para cadeirantes) na 1728, junto ao 2 2257 (Busscar Urbanuss Pluss OF-1721), este na 1721. Ultimamente também foi possível ver malditas lotações coexistindo com os ônibus, pelo menos na linha 1721, neste horário.
2 2038: não sei se ele já era fixo
na 271C quando esta foto foi tirada.
(Créditos a Rafael http://only-buses.4shared.com)
Eu, como de praxe, esperei pouco pelo ônibus. Qualquer coisa me deixaria satisfeito, com exceção de ônibus lotados. Veio um Apache Vip OF-1417, o 2 2038, que estava em sua linha de sempre: 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria). O estranho é vê-lo, geralmente, entre 12h15 e 12h20, ou seja: ele não deveria ter aparecido nesse horário, vinte minutos depois de seu habitual. Desconsiderando tudo isso, peguei-o.
O motorista era o mesmo do dia 20/05/2011, última sexta-feira. Naquela ocasião ele dirigia um Pluss OF-1721 (2 2905), de um modo bem lento. Hoje foi bem mais rápido, certamente suplantando semana passada. Sua velocidade na Rua Duarte de Azevedo fez com que lataria e bancos batessem incessantemente, provocando um barulho irritante e legal ao mesmo tempo. O incomum mesmo foi a porta do Vip ter sido aberta manualmente por uma fresta por causa disso (como se estivesse solta).
Quanto ao número de pessoas no ônibus: decreto, quase oficialmente, que os Vips da 271C não lotam mais, como antigamente faziam. Hoje havia só umas dez pessoas dentro do ônibus, algumas desceram no Metrô Santana, e no mesmo lugar só entraram mais duas. A 271C é uma de minhas melhores opções, principalmente no quesito lotação, mas não pode ser considerada perfeita (se é que alguma linha pode), pois tem intervalos ruins, embora eu esteja a pegando constantemente nos últimos dias e tempos. Nada muito especial ocorreu hoje. Para postagens como essa são necessários assuntos adicionais a serem tratados (como o 2 1250...).
Depois, desembarquei normalmente no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo. Ainda assim, antes de findar essa história, conto algo invulgar: quando eu me aproximava do ponto para pegar o ônibus, vi o Apache Vip OF-1722M na 172T/10 (↨ Brás – Vila Nova Galvão) 2 2772. Não liguei muito para isso, é algo costumeiro ver um carro da 172T, principalmente o 2 2689. O legal foi o seguinte: após ver o 2 2772, fui ultrapassado pelo 2 2689, Vip OF-1722, na 172T, enquanto estava dentro do 2 2038. Isso já é uma coisa bem unusual, dois 172T's vagando por aí... Mas enquanto andava para casa, vi ainda o 2 2612, um Urbanuss Pluss OF-1721 de letreiro eletrônico, na linha... Três é demais (entre um e outro já demora um belo tempo)! Boa sorte a quem necessitou da linha depois disso. (Será que já conseguiram pegar a linha, uma hora e minutos depois do acontecimento?)
22/05/2011: um dia após o suposto Juízo Final de 21/05/2011, considerado por alguns como fim do mundo, estou eu aqui, “vivinho da silva”, pronto para contar-lhes outra história. Parece que foi apenas mais uma teoria falha, e já tenho o meu ingresso para 2012...
Hoje meu plano era fazer um passeio curto até a Vila Nova Galvão, a fim de conhecê-la melhor, pegando a linha 172T/10 (↕ Brás – Vila Nova Galvão), indo até o final, e depois voltando de lá com a 1782/10 (↕ Santana – Vila Nova Galvão via Av. Nova Cantareira) ou com a 1782/31 (↕ Santana – Vila Nova Galvão via Av. Guapira), ou até mesmo com a 172T/10 dependendo das circunstâncias. As três têm ponto inicial no mesmo local, este. Parece ser algo fácil, mas há uma grande barreira no caminho: a demora da linha 172T. Caso ela demorasse demais a passar, eu voltaria para casa, pois não posso perder meu dia com estas viagens.
Prontifiquei-me no último ponto da Rua Duarte de Azevedo 15h45, o qual contava comigo e com mais uma pessoa, e era lá que esperaria a passagem da linha. Nada vinha ao fundo, dando a impressão de que haveria uma longa espera. Vi vários ônibus randômicos pasasrem, e após vinte minutos de espera, fui surpreendido (sim, surpreendido, vinte minutos é pouco para uma 172T) por um Apache Vip I da 172T, para o qual obviamente sinalizei (ainda bem que não havia outro ônibus já parado no ponto, senão eu correria o risco de ver este Vip o cortando, já que não é um ponto tão utilizado). Era o 2 2126, um Apache Vip I OF-1722M, que estava na 172T apenas "de boa", "aleatoriamente colocado", pois não é nem um pouco fixo da linha (aos finais de semana as escalas da maioria das linhas ficam bizarras).
Apache Vip OF-1722M 2 2127,
"irmão" do 2 2126, na linha 107T
(Cidade Universitária - ↕ Tucuruvi).
O ônibus estava com umas vinte pessoas dentro e era dirigido por um senhor de óculos, com o qual já peguei apenas uma vez, num curto trajeto de minha casa até a Avenida Cruzeiro do Sul. Naquela ocasião, ele conduzia lentamente um Urbanuss Pluss OF-1721 com um prefixo do qual não me lembro. Dessa vez ele foi bem mais rápido com o Vip. Houve um imaginável sobe-e-desce por todo o trajeto, até a Avenida Coronel Sezefredo Fagundes. A partir daí, ninguém mais entrou, pessoas apenas desceram do ônibus na Rua Imbiras, Rua Maria Amália Lopes de Azevedo e na Vila Nova Galvão. Um fato curioso é que quando o motorista chegou ao final da Rua Maria Amália Lopes de Azevedo, perguntou se alguém desceria na Jova Rural. Sendo “não” a resposta dos passageiros do ônibus, ele cortou caminho por uma rua sombria e estreira, para sair quase no final da Rua Gabriel Ribeiro, já na Vila Nova Galvão, perto de um córrego. Apertei sem querer o botão de parada solicitada quase no ponto inicial (TP) da linha, e tive que explicar que não desceria no ponto... Fiz um vídeo deste ônibus, do Metrô Parada Inglesa até a Rua Imbiras:
Ao chegar no ponto final, estavam lá quatro Apaches Vip’s: 2 2126 (que eu peguei), 2 2128 da 172T, 2 1167 da 1782/10, e um que não consegui identificar, que havia saído pela linha 1782/31 (o que é trágico, pois eu pretendia pegá-la, mas como não posso ficar esperando, agora teria que pegar a 1782/10, a não ser que aparecesse do nada um da 1782/31). Também havia um micro-ônibus Marcopolo Senior, 2 2313, que estava com placas da linha 1726/10 (Metrô Santana – Vila Zilda). Não me pergunte o que ele fazia lá, só sei que depois de alguns minutos saiu sem nenhum passageiro com o letreiro “1726 VILA ZILDA”.
A Vila Nova Galvão não é o melhor dos lugares para esperar a saída de um ônibus, e isso não é preconceito (também há boas pessoas lá, como sabem...), isso é fato! Ela também não está sozinha numa história dessas, pois assim como vários outros bairros periféricos de todos os cantos de São Paulo, aparenta ser perigoso, mas adianto que não me importo muito com isso, pois se me importasse, não estaria nele hoje, estaria na minha casa tremendo de medo só de ouvir tal nome. Há pessoas más, com certeza, mas não é por causa delas que devem ser ocultadas as pessoas de boa índole. Tirei algumas fotos do local sem ser incomodado por ninguém (apenas um cara olhou, mas vai saber se ela não olhou por curiosidade apenas...).
2 1167 na 1782/10, com Vila
Nova Galvão ao fundo...
Mais vinte minutos de espera, assim como na Rua Duarte de Azevedo, e ordenou o motorista do 2 1167 às 17h04: “Pode subir gente!”. Obedecendo-lhe, assentei-me na parte da frente do Apache Vip em perfeitas condições para gravar outro vídeo (sem temer o lugar, e novamente ninguém me incomodou). Notei que já vi o motorista do 167 numa foto de Orkut, no álbum de um motorista da linha 172T, intitulado de “Galera da Nova Galvão”. Depois conversarei com o motorista para ver se ele o conhece (apenas por curiosidade)...
No TP da linha subiram apenas eu e mais duas pessoas, e mais umas vinte pela Vila Nova Galvão. O que me surpreendeu foi que várias pessoas desceram ainda na Vila Nova Galvão e Jova Rural... Pensei que as pessoas fossem apenas até o Metrô Santana ou até, no máximo, a Rua Maria Amália Lopes de Azevedo, isso mostra que essas linhas também têm um sobe-e-desce. Pessoas também subiram pela Rua Maria Amália Lopes de Azevedo e Costa Brito, o ônibus chegou a ficar com pessoas em pé em certo momento. Por último, uma última coisa que me surpreendeu: havia um piso baixo central na linha 1782/10 (2 2715) e outro na linha 1782/31 (2 2350), se um já é raro, dois é... Indescritível. Após um trajeto de aproximadamente quarenta minutos, desci na Rua Ezequiel Freire, em Santana, e apenas caminhei até minha casa. Eram 17h55.
Este é o primeiro passeio que relato (de muitos, espero). Aproveito logo para dizer que esta postagem é, digamos, grande. Passeios são giros (literalmente, se preferir são triângulos, quadrados, etc.) que faço pela cidade de São Paulo ou talvez por outras (mas voltando para São Paulo depois), geralmente usando três linhas de ônibus (às vezes uso quatro sendo um para curta distância, ou também uso dois para ir e voltar a um lugar quando quero passeios simples, curtos e rápidos), partindo de um lugar e voltando para o mesmo lugar. Existem também alguns extremos os quais raramente faço, quando por exemplo, fui até a Ilha do Bororé, deslocando-me de Santana até o extremo da Zona Sul (já na zona ambiental), o que me roubou sete horas de vida. Ao fazê-los, desejo conhecer a demanda das linhas, seu trajeto, seu ponto final e inicial (TP's e TS's), talvez, bem como relatar fatos curiosos.
14/05/2011: um sábado com sol e frio simultaneamente, na minha visão, e um sábado nublado de temperaturas amenas, na visão do site da SMT, que aleatoriamente consultei, mas nada capaz de impedir um “rolê” por São Paulo. Este passeio estava planejado há um tempo e tinha como principal objetivo pegar a linha 172T/10 (Metrô Brás – Vila Nova Galvão) até seu TS (ponto final) no Brás, apenas com a finalidade de conhecer, já que fiquei por várias vezes lá dando com os burros n’água, graças aos seus longos intervalos e irregularidades por parte de alguns motoristas. Depois, eu pensaria no que fazer para voltar para casa usando linhas diferentes. Uma das opções era ir até Guarulhos, mas é algo que se tornou inviável graças aos longos intervalos das linhas guarulhenses no Metrô Brás. Decidi, então, achar uma opção para sair de lá que não fosse 172T/10 e 5630/10 (Metrô Brás – Terminal Grajaú), que são as únicas com ponto final no Metrô Brás, pois já peguei as duas recentemente (não que esse seja o motivo, mas eu não quero voltar de 172T e nem enfrentar a superlotação/trajeto demorado da 5630/10 de novo). A alternativa que achei foi: caminhar do Terminal do Metrô Brás até a Avenida Rangel Pestana, pois é aqui que entra a segunda missão que surgiu depois do planejamento deste passeio (ainda bem, senão eu perderia a chance): andar nos novos Millennium’s O-500U que estão em peso na linha 175P/10 (Metrô Ana Rosa – Pq. Edu Chaves). Uni o útil ao agradável, visto que a Avenida Rangel Pestana era minha única opção próxima e lá eu poderia pegar a linha 2175/10 (Praça da Sé – Jardim Guançã), que tem seu TP (ponto inicial) ao lado das linhas 175P/10 e 1721/10 (Metrô Carandiru – Vila Ede)! Em último caso, poderia ainda pegar as linhas 2161/10 (Praça do Correio – Pq. Edu Chaves), 2127/10 (Metrô Liberdade – Jd. Brasil) e 2182/10 (Praça do Correio - Jd. Brasil), para depois pegar a 175P/10 no meio de seu itinerário. Foi então formado: 172T/10 -> 2175/10 -> 175P/10.
Esse é só um de meus vários passeios, é demonstrada então a grande variedade que tenho partindo de Santana... São linhas que não acabam, e ainda tem metrô pra conhecer linhas de outras áreas! Agora, sem mais delongas, vamos ao que ocorreu hoje...
1º passo: pegar a 172T/10.
Pegar a 172T/10 é um grande desafio. Um problema são os longos e irregulares intervalos tanto nos dias de semana como nos finais de semana, além de adversidades que podem ocorrer como por exemplo: imagine um motorista passando reto pelo ponto, devido a um ou outro ônibus parado, depois de uns... 25 minutos de espera? Seria chato...
Muitíssimo felizmente, não ocorreu problema algum! Dirigi-me ao ponto 15:11 , e cerca de 5 minutos depois, apareceu com seu diferenciado letreiro, onde lia-se facilmente “1 7 2 T ↕ B R Á S”, o Caio Apache Vip 2 2994, um OF-1417 queimado há uns anos por vândalos do PCC, que foi reencarroçado pela Sambaíba. A primeira coisa que percebi ao entrar no ônibus foi que, por muita coincidência, o motorista do ônibus era um cara que eu havia visto no Orkut, na comunidade da empresa (Sambaíba), e que se apresentou como motorista da linha (172T/10) em um tópico e inclusive me ajudado quando perguntei onde ficava o TS dela! Fiquei boquiaberto na minha mente com esta situação. Quando entrei no ônibus, ele estava razoavelmente vazio, com lugares na parte da frente inclusive, portanto aproveitei para gravar (e colocar no Youtube). Tudo correu normalmente. Quando eu terminara de gravar, o ônibus começou a lotar perto da Avenida Carlos de Campos (não de idosos, então pude ficar sentado), mas estou comentando isso, porque nunca imaginei que a 172T/10 fosse uma linha capaz de lotar um ônibus do jeito que vi. Como imaginei, quase todos os passageiros desceram no Largo da Concórdia, restando apenas umas poucas almas que seguiram para o vazio e vazio terminal do Metrô Brás.
Foto recente do 2 2994 operando a linha 1782/31. (Créditos a Victor Vieira do ÔnibusBrasil.)
Agora vem o fim da história 172T/10: cheguei ao Metrô Brás normalmente 16:00 (aproximadamente), e o que achei do ônibus? Nada de mais. Foi rápido até para um OF-1417, o que atrasou a viagem foi o constante sobe-e-desce durante o trajeto que presenciei, em quase todos os pontos subia ou descia alguém (e geralmente só uma pessoa). Como eu disse, gravei, e aí está para quem desejar:
2º passo: pegar a 2175/10.
Após uma caminhada de 5 minutos do Terminal da Estação Brás até a “Parada Piratininga” da Avenida Rangel Pestana, eu estava pronto para apanhar a 2175/10, na parada número 1 (ali existem três paradas, sendo que todas as linhas da área 2 utilizam a número 1, com exceção da 172T/10 que utiliza a número 2). Na verdade achei que seria de certa forma entediante, pois já conhecia o trajeto desta linha (usei-a num passeio há dois meses), e na verdade só preciso pegar ela para chegar até o TP da linha 175P/10, mas andar de ônibus é andar de ônibus. No tempo em que fiquei ali, o que mais passava, obviamente, eram ônibus da área 3 e 4, nos quais não prestei muita atenção, a não ser em um motorista de um Apache S21 da linha 4120/10 que parecia mais um “cantor” de funk, com seu boné virado, agasalho mal vestido e “cara de mau” (nunca vi um motorista de ônibus assim, que eu saiba todos devem usar uniforme, e mesmo os que usam camisas comuns são aceitáveis e têm de monte em qualquer empresa, mas esse estava bizarramente trajado).
Então, depois de 15 minutos de mais ônibus, da área 2 inclusive, atendeu-me o Busscar Urbanuss Pluss OF-1418 de prefixo 2 2730 da 2175/10, no qual embarquei umas 16h15. Caramba... Notei outra coisa quanto ao motorista: há uns dois meses, no passeio em que peguei essa linha, utilizei o Caio Millennium II PBC 2 2474, onde o motorista era um careca e o cobrador um cara moreno que aparentava ser jovem. E hoje, o que vi? Não, não foi um cobrador moreno e um motorista careca, foi ao contrário! E tenho quase certeza de que eram os mesmos, mas com posições trocadas... Achei estranho, mas deixa pra lá já que não tenho total certeza. Eu já achava que seria entediante e as forças para isso aumentaram após saber que eu andaria num Pluss OF-1418, mas o motorista foi bem! Esse OF-1418 parecia até um OF-1722M com o barulho que fazia na troca de marchas, e o giro era alto. Cheguei ao TP da linha na Vila Sabrina em um instante! Não houve muita coisa a ser notada no trajeto, no máximo os gritos de torcedor santista que dava o motorista “é o peixe, é o peixe amanhã, etc.”, o sobe-e-desce na Avenida Guilherme Cotching, entre outros.
Foto antiga do 2 2730, operando na linha 177C/10. (Créditos a Rafael do site http://only-buses.4shared.com.)
3º passo: pegar a 175P/10.
Meu objetivo: andar num dos novos millennium's. O 2 1767 foi meu alvo. (Créditos a Eduardo Sambaíba.)
Estava lançado mais um desafio relacionado à minha missão (andar de Millennium novo). Desta vez o problema não era com a linha, mas sim com a sorte: será que eu conseguiria encontrar um dos novos Caio Millenium’s da Sambaíba parado no TP? Apesar de ser uma linha queridinha, ainda recebe ônibus de motor dianteiro (famosos cabritos) e também outros traseiros que não são novos (mas que não deixam de ser bons carros).
Indo direto ao ponto, notei ainda dentro do Pluss da 2175/10 a presença de um Millennium O-500U novíssimo (2 1767), e também um outro O-500U antigo, de 2008 (2 1323) parados no TP, na Vila Sabrina. Eu pretendia seguir viagem na linha até o seu ponto final, porém há uma coisa a ser dita: ela passa por seu ponto inicial dá voltas pelo Jardim Guançã, e finalmente regressa ao ponto inicial. Como eu disse, eu apenas pretendia fazer isso, pois ao ver o Millennium parado lá, desci da 2175/10 num ponto na Av. João Simão de Castro poucos metros depois, ao invés de ir até o ponto final, e fui andando até o TP com o seguinte pensamento: vou pegar um dos cobiçados Millennium's novos, yea! Tais palavras trouxeram felicidade por curto tempo, felicidade que foi abaixo quando vi tal Millennium novo partindo, quando eu ainda estava distante o suficiente para não poder tomar nenhuma atitude. Parecia que tudo estava arruinado para minha segunda missão, mas num momento de glória, lembrei-me de que a 175P/10 faz uma pequena volta para sair no começo da Avenida João Simão de Castro, ou seja, passaria ali de novo... Isso me fez voltar rapidamente para o mesmo ponto de onde desembarquei da 2175/10, e três minutos depois consegui completar minha segunda missão, com a chegada do brilhante e novo millennium, para o qual com certeza não hesitei em sinalizar cerca de 16h55.
No 2 1767 tudo brilhava, até o retrovisor, o carro tinha cheiro de carro novo, e um dos mais bonitos sons de motor: o do O-500U. Outra coisa interessante a ser reparada é que as portas, tanto de embarque como de desembarque, abriam normalmente “em movimento”, não em movimento de 40km/h por exemplo do nada, é claro, mas abriam quando o motorista ainda estava encostando no ponto e não havia freado totalmente, diferente dos novos Millennium’s O-500M, que param totalmente antes de abrir suas portas (talvez seja ordem da empresa), graças ao Anjo da Guarda, presente em toda a frota (na verdade uma vez vi um Marcopolo Torino circulando normalmente com a porta aberta, sei não esses carros antigos de 1999, 2001...), é um aparelho que tem como função bloqueia certas atitudes no ônibus, como por exemplo, acelerar com a porta aberta. Aproveitei para gravar também, são poucos os que têm a oportunidade de fazer isso (mas muitos os que podem). Até agora, são escassos até mesmo vídeos de Millennium’s O-500M, dos novos O-500U então não deve ter, certamente, portanto acho que serei o primeiro a divulgar um no Youtube. Aí está o vídeo:
Tirando uma mulher que ficou me encarando por eu a ter filmado na hora em que desceria (enquanto eu a ignorava), a viagem correu normalmente, e meu plano era descer em Santana. Porém deu-me uma vontade de chegar mais rapidamente e evitar a volta pela Avenida Nova Cantareira e o sobe-e-desce de passageiros que há na 175P/10. Já que a integração do bilhete único ainda estava em jogo, desci na Avenida Guapira, após o Parque Vitória, onde eu tinha três opções que iriam pela Avenida Luiz Dumont Villares (onde eu desceria em seu último ponto): 1782/31 (Metrô Santana – Vila Nova Galvão), 1703/10 (Shopping Center Norte – Jardim Fontális) e 1701/10 (Metrô Santana – Jova Rural). Eu disse três, porque citaria três, mas na verdade só esperaria por duas mesmo. Excluo a 1701/10, pois odeio as lotações da Transcooper.
Foto mal tirada do 2 2635.
Quando os relógios marcavam umas 17h25, veio o Urbanuss Pluss OF-1721 de prefixo 2 2635, com seu belo letreiro eletrônico branco, sendo um dos únicos Pluss de 2001 contendo um, na linha 1782/31. Foi assim que cheguei em casa hoje, tranquilamente (já que dentro do ônibus só havia umas 5 pessoas), 17h55, após curto um curto andar da Avenida "nova" à minha já citada casa, pronto para redigir esta história...