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sábado, 25 de junho de 2011

Passeio surpreendentemente alterado [1/2]

        Esse feriado de Corpus Christi foi surpreendente, posso dizer. No dia 23/06/2011, eu realizaria mais um de meus passeios, no qual pegaria a linha 107T/10 (Cidade Universitária – Tucuruvi), e, após descer na Avenida Cidade Jardim e caminhar alguns minutos até o TP da linha 106A/10 (Itaim Bibi - Santana), voltaria rapidamente para casa com a linha que acabei de citar. Eu imaginava que seria bem tranquilo, já que, aos feriados, o movimento das linhas de ônibus cai bruscamente (pelo menos por aqui). Fazer um vídeo seria a coisa mais fácil do mundo. Contudo, ainda haveria um pequeno prejuízo: eu não encontraria nenhum articulado na linha 106A, que os recebe apenas de segunda a sábado (ou seja, não os recebe aos domingos e feriados). Ainda assim, eu aspiraria a algum Caio Millennium que encontraria pelas linhas 107T e 106A, seja ele algum O500M PBC (piso baixo central) que pode ser encontrado nas duas, ou um O-500U, que eu só conseguiria encontrar, provavelmente, na 106A. Apesar de tudo que eu acabei de falar neste parágrafo, nada saiu exatamente como planejado. Tudo desmoronou depois que peguei a 107T, mas isso não significa que o passeio foi ruim… Abaixo, meu relato:
       
1º passo: pegar a 107T

        Ao chegar no ponto, já esperava uma demora, característica típica da linha 107T, ainda mais num feriado. No entanto, fui surpreendido, pois apenas dois minutos foram necessários para que viesse o PBC 2 2706, que estava na linha nesse dia e que exibia grande velocidade. Tinha apenas cinco pessoas, e como os cincos lugares ao fundo do ônibus estavam vagos, lá me assentei e lá fiz o vídeo. Gostaria de agradecer ao motorista: não faço a mínima ideia de quem seja, mas correu demais! Com isso, fez o vídeo ficar bom e receber elogios, principalmente devido ao barulho do motor, que ostentava um grande giro e um barulho magnífico na correia.
        No final da Avenida Cruzeiro do Sul, o motorista não virou à direita na Rua Luís Pacheco, parte do itinerário. Obviamente, estranhei. Mas depois vi ônibus de linhas como 179X/10 ( Barra Funda – Jardim Fontális) e 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria) fazendo isso também, o que me fez acreditar que era uma alteração decorrente de algum evento. Acertei na mosca. Abaixo, segue um trecho retirado da notícia referente à alteração, no site da SPTrans, a qual vi após chegar em casa:


107T/10 Metrô Tucuruvi – Cid. Universitária
Ida:
Normal até Av. Cruzeiro do Sul, Ponte Cruzeiro do Sul, Av. Cruzeiro do Sul, Rua da Cantareira, Av. Senador Queiroz, Praça Alfredo Issa, prosseguindo normal.
Volta: sem alteração.”
   
         Essa alteração não trouxe nenhuma consequência anormal. Entretanto, vi uma coisa que eu não esperava: passageiros descendo na Rua da Cantareira. Será que eles sabiam da alteração? Uma mulher, quando estávamos na Avenida Senador Queirós, perguntou onde ela iria descer, depois de saber que o ônibus não passaria na Estação da Luz (como faz de praxe, em seu trajeto normal).
         Eu seguia meu rumo, enquanto via todos descendo do ônibus pelo centro e pela Rua Augusta, principalmente. Depois de um ponto da Avenida Europa, já perto da Cidade Jardim, restou no ônibus apenas eu e um homem. Levantei-me para descer, no final desta, quando, de repente, aconteceu o fato que mudou minha rota.
         O motorista entrou à direita na Rua Gumercindo Saraiva. O certo seria continuar reto, no cruzamento das Avenidas Cidade Jardim e Brigadeiro Faria Lima. Eu desceria num ponto localizado após esse cruzamento, onde são utilizadas as portas à esquerda (assim como na Avenida Ipiranga, no centro, nesta linha). Depois disso, o caminho ficou mais bizarro ainda: depois da Rua Gumercindo Saraiva, acessamos a Av. Brigadeiro Faria Lima, Rua Diogo Moreira, Avenida Eusébio Matoso, Rua Gerivatiba, Rua Des. Armando Fairbanks e Avenida Valdemar Ferreira. Finalmente, a linha havia retornado a uma via por onde passa em seu itinerário rotineiro. Não entendi bulhufas. Procurei, no site da SPTrans qualquer notícia que falasse sobre isso e encontrei uma notícia falando sobre uma alteração de itinerário em virtude da Maratona Internacional de São Paulo, com o seguinte trecho:

107T Metrô Tucuruvi – Cidade Universitária
Sentido Único:
Normal até a Av. Cidade Jardim, Rua Gumercindo Saraiva, Av. Brig. Faria Lima, Rua Cristóvão Gonçalves, Rua Sumidoro, Av. Brig. Faria Lima, Rua Cardeal Arcoverde, Av. Euzébio Matoso, Pte. Euzébio Matoso, Av. Dr. Vital Brasil, Rua Catequese, Rua Pirajussara, Av. Dr. Vital Brasil, Pça. Jorge de Lima, Ponte Bernardo Goldfarb, Rua Butantã, Rua Teodoro Sampaio, Av. Brig. Faria Lima, Pça. Luiz Carlos Paraná, Av. Brig. Faria Lima, Rua Gumercindo Saraiva, Av. Europa, prosseguindo normal.

Obs.: Durante a realização do evento a linha deverá operar em sistema circular.”

         Eu resolvi não descer na Avenida Brigadeiro Faria Lima e regredir para o TP da 106A, pois eu quis ver aonde o insano itinerário da 107T me levaria. Eu não fazia a mínima ideia do que acontecia e só vi a notícia quando cheguei a minha casa, que nem na outra alteração. Enfim: levou-me até a portaria do campus da USP, e foi lá mesmo que desci, junto com o homem que também continuou no ônibus até o final. É possível, facilmente, notar que o itinerário feito pelo motorista e o itinerário proposto na notícia não coincidem. Onde será que está o erro? Na notícia do site? No motorista? Será que a empresa não repassou a informação a seus motoristas corretamente? Outra coisa: a notícia dizia que a maratona ocorreria nos dias 18 e 19, então por que diabos esse itinerário foi executado dia 23? Um fato que me chocou foi a informação (da notícia) de que a 107T estava operando em sistema circular. Imagino como seria isso num dia de trânsito daqueles, com o motorista passando umas cinco horas seguidas ao volante… Agradeça ele por ser um feriado e também por ele mesmo ser veloz. Isso é loucura da SPTrans. E, falando em loucuras da SPTrans, você pode ver a mais bizarra delas, no post seguinte, onde falo sobre o caminho que a linha 179X fez (as consequências do caminho realizado por ela foram absurdas).
         Sem pensar duas vezes, estava eu solitariamente caminhando pela Rua Alvarenga, a caminho de um ponto localizado na Avenida Vital Brasil, sem saber o que faria depois, porém. Na verdade, havia muitas opções, eu não saberia exatamente em qual linha embarcar, essa é a causa de minha dúvida. O fim dessa história está no post que vem a seguir (parte 2). Abaixo, o vídeo do Caio Millennium II que peguei na 107T:


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ônibus em 02/06/2011 - 107T-10

02/06/2011: hoje, o dia era completamente diferente — mas frio, como sempre tem sido. Hoje, eu precisaria ir às imediações da Rua Augusta, sem nenhum propósito jocoso. Iria e voltaria de ônibus. Essa é uma coisa que já difere o dia dos demais, porém não é a única. Normalmente, eu teria oito opções de linhas de ônibus, mas hoje esse número cai drasticamente para apenas uma linha: 107T/10 (Cidade Universitária - Tucuruvi). Junto comigo, aventuravam-se mais dois amigos. Outra coisa diferente deste dia é a greve no transporte público. Falar “greve no transporte público” é uma generalização, mas nota-se o caos que se instalou na região metropolitana de São Paulo — principalmente no “ABCD... paulista” — graças à greve da CPTM (linhas de trens completamente paralisadas) e também à greve dos motoristas de ônibus no ABC. Metrô e ônibus ficam mais lotados do que o normal por causa disso. Talvez isso me afetasse, mas eu esperava ônibus lotado, com ou sem greve, pois eu iria num horário de pico (7h30).
      Indo à luta, dirigi-me ao TP (terminal primário/ponto inicial) da 107T, nas estreitas calçadas da Estação Tucuruvi. Fiz isso, porque tal ato garantiria um lugar para sentar no ônibus, o que é indispensável. Havia dois Millennium II pisos baixos centrais (2 2703 e outro do qual não me lembro) parados por lá. Para minha surpresa, de um deles havia descido uma cobradora. Era uma que me disse — há uma semana — “Apareceu, hein?”. Muitas coincidências aconteceram comigo ultimamente, e isso certamente não é uma exceção. Ela conversou com um de meus amigos, dizendo que estou “acostumado” a pegar ônibus, e que sou um “freguês” da linha...
2 2703 em uma linha da USP: 177H/10 (Butantã USP - ↨ Santana). É
comum que alguns carros alternem entre as linhas da USP da Sambaíba.
Provavelmente o 2 2719 e o 2 2703 não são um deles, pois a 107T só
os recebeu recentemente (assim como recebeu outros PBCs).
(Créditos a Fábio Evangelista, aqui.)
    Quando eu estava chegando a Tucuruvi, vi um Apache Vip de prefixo inidentificável na 107T. Por isso, precisei esperar cerca de dez minutos até que o Millennium em que embarquei (2 2703) saísse, às 07h40. Isso foi até bom, pois se em Millennium já não é tão bom andar num ônibus lotado, pior ainda seria num Apache Vip. Eu esperava que o trajeto tivesse duração de uma hora: eu estava totalmente enganado.
     O ônibus saiu do Metrô Tucuruvi com uns vinte assentos ocupados. Vazio, mas após passar pelas Avenidas Nova Cantareira e Leôncio de Magalhães, ficou com cerca de três pessoas em pé (isso, porque algumas também desceram). A linha contem um sobe-e-desce durante todo o trajeto. De qualquer forma, melhor do que eu imaginava como poderia ser. Ao chegar no Metrô Santana, poucas pessoas desceram, o que para mim é novidade. Muitas subiram, e a viagem seguiu com o ônibus contendo umas dez pessoas em pé. A partir daí, achei que apenas teria de esperar a chegada à Rua Augusta pelo trânsito de São Paulo, sem me preocupar com absolutamente mais nada. Porém, ao chegar no centro, lugar onde achei que o ônibus esvaziaria, o meu pouco conhecimento foi desmentido. Assustei-me com o número de pessoas que entrou no ônibus, o qual lotou de vez. Resolvemos levantar dos assentos na Praça da República, para que nos preveníssemos, ficando próximos à porta. O único fato interessante a ser notado foi um homem, sentado ao meu lado, que, sempre que falávamos algo, ele comentava. Exemplo: quando um de meus amigos perguntou se a linha passava perto do Túnel Papa João Paulo II, no Anhangabaú, quando eu me preparava para responder “não”, o homem rapidamente fez isso por mim, e ainda por cima, perguntou aonde queríamos ir, achando que estávamos perdidos... Desembarquei normalmente na Rua Augusta, às 09h20 (graças ao intenso congestionamento) junto a um mar de pessoas — parecia ser um ponto demandado — com a ajuda de pessoas que desciam do ônibus para abrir passagem e que depois voltavam para dentro dele. Não foi uma viagem cansativa, já que fiquei sentado durante ela, mas deu-me uma amostra do que realmente é um ônibus no horário de pico (não tive muitas oportunidades para experimentar um). Outra coisa: se levei uma hora e quarenta minutos do TP da linha até a Rua Augusta, será que chega a três horas o trajeto até a Cidade Universitária, com o trânsito que há em São Paulo? Imagino que sim… Só não sei se na Cidade Jardim há tanto trânsito como há no centro e na zona norte de São Paulo. Durante o trajeto, uma coisa me surpreendeu: vi o 2 1773, da linha 701A/10 ( Vila Madalena - Parque Edu Chaves) quebrado. É um dos novíssimos Millennium O-500U que a Sambaíba recentemente adquiriu.
     Pulando tudo que fiz, e indo direto à volta para casa: foi-se um amigo e outro restou. Com ele, caminhei até um ponto da Rua Caio Prado, no cruzamento com a Rua Frei Caneca, às 11h50. No local, além da linha 107T, havia também a linha 107P/10 (Pinheiros – Mandaqui), das que serviam à zona norte (Santana), porém meu amigo, que poderia usar qualquer uma das duas — ao passo que eu apenas a “Tucuruvi” — preferiu a 107T, porque ela passa no Metrô Tietê (e lá ele pode pegar uma linha que utiliza antes que ela lote, no Metrô Santana). Uma cena decepcionante aconteceu enquanto caminhávamos até o ponto: vimos o 2 2341, um Millennium PBC da 107T, parado no semáforo. Nenhum de nós dois gostamos de pegar ônibus fora do ponto, apesar de o semáforo ser pouquíssimos metros depois do ponto, então resolvemos deixá-lo ir embora. Notei que seu motorista é o mesmo que, há semanas, 12h30, embarcou um cadeirante no Metrô Santana. Presenciei isso e postei por aqui.
    O ponto no qual estávamos na Rua Caio Prado era daqueles com lugar para sentar, mas com uma cobertura precária (assim considerada pelas pessoas). O interessante é que esse ponto está sempre presente em locais desertos (como a Rua Caio Prado, pois só havia uma mulher nesse ponto), enquanto em locais com uma demanda muito maior as pessoas ficam em pé (na verdade, esse ponto com míseros quatro lugares não resolveria em nada a situação). A conclusão disso é que os pontos — pelo menos a maioria — não são definidos pela demanda do local, mas sim, geralmente, pelo bairro onde o ponto está localizado. É muito fácil achar exemplares de pontos com lugares para sentar em bairros paulistanos de luxo que ficam às moscas.
     Todas as opções passaram, um carro da linha 7181/10 (Cidade Universitária – Terminal Princesa Isabel), dois da linha 7701/10 (Terminal Amaral Gurgel – Jardim Guaraú), um da linha 107P e também dois carros seletivos da linha 179TRO (Engenho Velho [EMBU] – Anhangabaú [SÃO PAULO]) da Miracatiba. O curioso é que um não tinha ninguém dentro, e o outro tinha somente duas pessoas dentro. Tudo isso levou vinte minutos. O mesmo tempo foi levado para que curvasse da Rua Frei Caneca um ônibus da 107T. Era o 2 2719, outro piso baixo central (eles facilmente dominam a linha, e aquele Apache Vip era uma exceção, sempre tem unzinho na linha).
2 2719 em outra linha da USP:
177P/10 (Butantã USP - ↨ Santana).
(177P passa pela Rua Cardoso de Almeida.
177H passa pela Avenida Angélica.)
(Créditos a Thiago Russo, aqui.)
    Como esperado, estava vazio. Nunca vi o motorista, tampouco o cobrador. 12h10 já é um horário bem mais tranquilo para qualquer linha de ônibus, logo arrumamos dois assentos livres na rica parte traseira do ônibus. Daí em diante, nada de especial ocorreu. Apenas observei a movimentação pelas ruas do centro da cidade e pelo ônibus ocasionado pelos passageiros, visto que o sobe-e-desce é algo constante na 107T. A diferença é que o movimento de manhã é muito maior, enquanto no horário de vale, é sempre uma pessoa, apenas uma, querendo descer num ponto ou querendo subir para o ônibus. Não sei se isso é alguma maldição. Mas sei que eu estava em casa às 13h10, tranquilamente. O PBC contava com apenas cinco pessoas após minha descida.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ônibus em 25/05/2011

    25/05/2011: São Paulo, como sempre fria. Ruas sem trânsito, mas sem fazer diferença alguma, pois iria a pé. Continuo não vendo nada de especial, hoje vi, no máximo, outro Millennium O500U piso baixo na linha 271A/10 ( Santana – Terminal Penha). Ontem vi o 2 1326, já hoje me deparei com o 2 1327.
   Em horário normal, fui normalmente ao ponto. Hoje vi, assim como na última Sexta-feira, dia 20/05/2011, outra “lotação clandestina”, um Busscar Micruss, parado no TS (ponto final) da linha 1721/10 ( Carandiru – Vila Ede), que na verdade é circular mas tem sim um TS, apenas esperando um ônibus da linha chegar para sair. O interessante é o “Carandiru” escrito na placa lateral do micro-ônibus estar grafado em laranja, como se fosse da área 8, e ali perto também a presença do logotipo de um consórcio do qual nunca ouvi falar. Também, o letreiro indicar apenas “Vila Ede”, nada mais (em outras palavras, onde está o número da linha?).
   Depois de um breve e insignificante momento de raiva, andei até o ponto. Logo que cheguei a ele, vi o Millennium O500M piso alto 2 1638, um dos mais recentes. Estava na linha 177C/10 (Vila Madalena – Jardim Brasil) e era dirigido por um motorista com o qual já peguei muitas vezes, inclusive ano passado, mas em tais ocasiões ele conduzia o Busscar Urbanuss Pluss OF-1722M de prefixo 2 2536. Não quis pegar, por não gostar desses novos Millennium’s (um dia tomo coragem), porém não sei se eu deveria mesmo ter o evitado, visto que o motorista era “confiável” ou “conhecido”. Só sai mesmo do ponto quando, após um mar de vazio na Avenida Cruzeiro do Sul, veio a mim um outro Millennium O500M novo de piso alto, mas desta vez um mês mais antigo do que o 2 1638, e mais conhecido, com certeza: o 2 1591 pela 172N/10 (Belém – Center Norte), com seu motorista de sempre.
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2 1591 - 172N.
(Créditos a Eduardo Sambaíba.)
   Ontem, dia 24/05/2011, vi passando pela 172N, enquanto me dirigia ao ponto, o Millennium 2 1630. Estava no lugar do 2 1591 (não consegui visualizar se com o mesmo motorista de sempre). Segundo um post que vi no Orkut, o 2 1591 estava na linha 175P/10 (Ana Rosa – Parque Edu Chaves), o que é uma coisa justa, mas, infelizmente, rara. A 175P sempre foi a linha queridinha, recebendo os melhores ônibus da empresa, apenas por um motivo interesseiro: passar na Avenida Paulista. Malditos empresários... Espero que algum dia a linha 175P seja padronizada por ônibus com portas somente à direita, e que algum dia os Millennium’s O500U com portas à esquerda sejam escalados onde merecem ser (a 175P sequer usa portas à esquerda... Antigamente recebia até os Torinos de 1999!). A linha 178L/10 (Hospital das Clínicas – Lauzane Paulista) é um exemplo, ela tem alguns e merece ter. Mas para que os Millennium’s fossem colocados nela, constantes reclamações no Blog do Ônibus foram necessárias. Ainda assim, muitos carros de motor dianteiro aparecem na linha, principalmente aos finais de semana (isso começou depois que as reclamações foram “esquecidas”). Isso mostra o quão ruim é a vontade da empresa em espalhar direito os bons ônibus.
   Quanto à viagem de hoje, decidi comentar tudo isso acima, porque nada de especial aconteceu. Peguei a 172N, mesmo motorista, mesmo 2 1591. Todos os Millennium’s O500m piso alto recentes, pelo menos os que vi até agora, correm bem, desci normalmente etc. A coisa mais anormal que vi, mas não tão anormal assim, visto que vi ocorrer com frequência, é que enquanto a “manada” de pessoas que sobe em Santana passava pela catraca, alguém apertou sem querer o botão de parada solicitada. Vi essa cena três vezes nos últimos seis dias, é uma boa média. Além dessas três vezes, no dia 22/05/2011, estava eu num passeio pela linha 172T ( Brás – Vila Nova Galvão), quando o botão disparou sozinho (e ninguém desceu).

terça-feira, 17 de maio de 2011

Ônibus em 17/05/2011

    17/05/2011: novamente deparo-me com o mesmo dia que vi ontem: chuva e frio, além do inevitável trânsito nos horários de pico. Nada de especial foi notado de manhã, fora um Apache Vip I OF-1417 (2 2145) que estava na linha 271C/10 (Praça da República - Parque Vila Maria), pois depois eu veria meio-dia outro Apache Vip nessa linha, em horários (7h30 e 12h30) onde costumo ver os S21’s “2 2252” e “2 2021”, o que me leva a crer que os Apaches S21 estão dando adeus com a chegada dos novos Millennium’s. Agora, abaixo a história:
    Andava tranquilamente até o ponto, pois estava no horário certo (12h29), e de longe vi que acabara de perder um Apache Vip OF-1722M (2 2801) da linha 172T/10 (Metrô Brás - Vila Nova Galvão), porém não me importei nem um pouco, pois odeio estes Vips (que por sinal estão dominando a linha, após a saída dos Torinos de 99, infelizmente). Esperei, esperei, esperei, e nada vi. Passou-se dez minutos desde a minha chegada ao ponto e a única coisa interessante que vi foi o Urbanuss Pluss OF-1418 (2 1462) da linha 1745/10 (Center Norte – Vila Nova Cachoeirinha), parece que o motorista se esqueceu de mudar o letreiro, pois ele ainda marcava “Center Norte”, e ali a linha passa sentido bairro. Em dez minutos de espera, das oito opções que tenho, a única que apareceu foi um lotado Apache Vip I OF-1417 (2 5098) da linha 1702/10 (Tietê – Jova Rural), o qual ignorei sem hesitar. Estando atrasado, não tive outra escolha: pegaria o primeiro ônibus que passasse a partir daquele momento. Felizmente, não veio nada muito pesado... Dos confins da Avenida Cruzeiro do Sul, aproximava-se o Millennium Piso Baixo Central (2 2715), na linha 107T/10 (Cidade Universitária – Metrô Tucuruvi), que chegou ao ponto de portas abertas pronto para me receber, atendendo à minha sinalização.
    Fui o único a embarcar, o que não é de se assustar, já que a demanda da linha é composta principalmente por pessoas que a pegam principalmente antes da Ponte Cidade Jardim, na Avenida Cidade Jardim, na Avenida Europa, na Rua Colômbia, na Rua Augusta e no centro, para desembarcar principalmente em Santana. Graças a isso, é comum ver ônibus da linha vazios em minha rua, 7 da manhã, antes da Estação Santana. Repetindo, não veio algo muito pesado, mesmo assim, não me agrada andar de 107T, pois sua frota é composta principalmente de PBC’s (piso baixo central), e eu, louco que sou, não gosto de ficar pertíssimo do chão na hora de descer do ônibus, considerando que suas portas abrirão ainda em velocidade considerável.
    Nada de interessante ocorreu, apenas aproveitei um assento livre logo após a “cratera” no meio do ônibus e lá fiquei até o Metrô Santana, onde o ônibus esvaziou razoavelmente. Tudo caminhava para uma ida normal até o ponto onde desço, mas então, percebi o motorista, que era um senhor de óculos escuros, que havia os retirado de seus olhos, manobrando o ônibus para trás e para os lados, fiquei com uma cara de “what the f*** is that?”, e para reforçar tal expressão facial, o cobrador ainda ficou dizendo: “Eu é que não vou botar minha mão nisso, se vira aí!”. O motorista desceu e subiu no ônibus duas vezes, eu continuava a não entender nada, pensei até na hipótese do ônibus ter quebrado, foi então que numa terceira vez o mistério foi esclarecido: havia um cadeirante querendo embarcar no ônibus! Então, a única coisa que consegui raciocinar foi: ele estava alinhando o ônibus com o cadeirante. Antes dele embarcar, foi necessário que o senhor que conduzia o Millennium pedisse licença a mim, pois eu, naquele momento, estava em pé em frente à porta, e um de meus pés estava em cima da rampa que é utilizada para “conectar” ônibus com calçada, o que facilita o embarque de um cadeirante, sendo muito mais rápido do que um elevador, comum nos ônibus de piso alto. Dada tal licença, foi posta sobre a calçada a rampa, pela qual o cadeirante subiu no ônibus. Provavelmente tinha alguma deficicência mental, pois tentava falar algo ao motorista que não era possível entender, a única coisa que ficou clara é que queria ir à Avenida Nova Cantareira (pelo menos pela reação do motorista).
    E então, após toda esta embolação, a viagem seguiu, com apenas um porém: se entrei neste ônibus, de certa forma, atrasado (para chegar a minha casa), imagine como eu horrorosamente atrasado estava depois do tempo que foi gasto alinhando o ônibus naquela movimentada parada que o Metrô Santana possui, para que o cadeirante subisse... Desembarquei normalmente no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo, segurando-me com força em um dos poucos balaustres que possuem os PBC’s, pois naquele buraco no meio do ônibus havia três estudantes “atrapalhando” o meu desembarque e “roubando” espaço, o qual é escasso por ali. As portas abriram-se no número 686 da Rua Duarte de Azevedo e apenas fui para casa pensando: caramba... Todo dia um fato curioso acontece comigo, e hoje foi um exclusivo! É a primeira vez que vejo um deficiente físico entrando num ônibus ao vivo! Foi interessante, mas sobretudo: inédito e exclusivo...

Exemplo de cadeirante embarcando num ônibus piso baixo (total, central ou dianteiro) por meio da rampa.


2 2715 fazendo a linha 701U/10 (Butantã USP - Jaçanã). Mudanças operacionais relacionadas a chegada de novos ônibus na empresa fizeram com que os Millennium's piso baixo centrais da linha 701U fossem remanejados para a linha 107T recentemente.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ônibus em 16/05/2011


    16/05/2011: um dos dias mais frios do ano em São Paulo, mas por questão de lógica não deixei de ir à escola por causa dele. Além do frio, contribuía para a desgraça também uma chata chuva, que junto com um caminhão tombado, foram responsáveis pelo insuportável trânsito que encontro na minha rua na metade dos dias em que saio de casa.
    De qualquer forma, pulemos logo para 12h30, a parte da história onde volto para casa de ônibus. Para falar a verdade, hoje saí tive a oportunidade de sair três minutos mais cedo, não que isso fizesse alguma diferença, mas às vezes perco bons ônibus (de motoristas que conheço/com os quais já peguei) por questão de segundos (vejo-os quando ainda estou chegando ao ponto). Dirigi-me, pois, ao ponto onde não encontrei nada de novo. Deixei ir embora o Apache Vip OF-1721 (2 2218) da 174M/10 (Museu do Ipiranga – Jd. Brasil) por ainda ter tempo e por estar lotado, e também deixei passar um Millennium recente (de abril de 2011)., do qual não me recordo o prefixo, na 177C/10 (Vila Madalena – Jd. Brasil). Então, pouquíssimos minutos depois, veio o conhecido (apenas por mim, por enquanto) 2 1591 na 172N/10 (Metrô Belém – Center Norte), também um dos novos Caio Millennium O-500M. Ele e o 2 1581 são dois Millennium’s que conheço bem, que já peguei muitas vezes voltando da escola, e conheço seus operadores. Estão fixos na 172N/10 e substituem os antigos fixos Urbanuss Pluss OF-1721 da linha (2 2911 e 2 2612) que estavam no lugar deles até março desse ano (antes da chegada desses novos Millennium’s), isso é fácil de ser percebido, porque o motorista do 2 2911, por exemplo, agora dirige o 2 1591. Com a chegada dos novos Millennium’s, esses dois Urbanuss Pluss e outros carros foram transferidos para a garagem da empresa situada na Rua Maria Amália Lopes de Azevedo (antiga garagem central), para suprir a aposentadoria de alguns ônibus de lá, e os que substituiriam eles seriam os novos Millennium’s, que chegaram para a garagem “Fernão Dias” (onde eles estavam), localizada na Av. João Simão de Castro ao pé da rodovia Fernão Dias).
    Indo direto ao que aconteceu no ônibus: nada especial. Pegar a 172N/10 nunca me traz nada de novo, é algo monótono, mas muito bom pela garantia de que vou parar no meu ponto normalmente, por exemplo, já que o motorista deve até saber que quando entro no ônibus, “alguém” vai descer no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo (o último ponto da rua é mais perto de minha casa, mas é cheio de estudantes baderneiros às 12h30, e ainda por cima, caso algum motorista não pare no segundo, seja por desatenção, ou sacanagem, ou qualquer motivo, ele poderá parar no terceiro, terá tempo de perceber que “alguém” quer descer). O motorista foi rápido, parece que pegou o jeito com o Caio Millennium, e também notei que agora não é necessário parar totalmente para abrir as portas, como ocorria, o novo Millennium deu seu primeiro passo para deixar de ser um carro “novinho”, agora abre as portas um segundo antes de parar totalmente!
    Existe uma coisa que é regra na 172N: no ponto do metrô Santana, sempre sobem, no mínimo, umas vinte pessoas (lembre-se de que eu disse “no mínimo”), raramente fiquei sentado após esse ponto, quase sempre levanto prevendo o inevitável (raramente não enche). É a parada mais importante da 172N, geralmente muita gente sobe lá pra descer na Vila Maria (e o resto sobe antes, no Metrô Carandiru, Center Norte, etc.). Hoje já havia poucos assentos disponíveis no ônibus, portanto, para uma pessoa experiente em voltar da escola de “ Belém”, era fácil imaginar que o ônibus ficaria lotado, com o número de pessoas que já havia dentro juntado com o número de pessoas que entraria na parada seguinte. Experiente que sou, levantei-me e fiquem em frente à porta, para evitar transtornos na hora de desembarcar (eu desceria dois pontos depois, oras).
    Parado defronte à porta, e preso num pequeno espaço graças à quantidade de pessoas do ônibus, minha missão agora era apenas esperar o meu ponto, mas notei uma coisa curiosa: no primeiro ponto da Rua Duarte de Azevedo, um antes do meu, desceu uma moça que entrara no Metrô Santana. Ou é muito preguiçosa ou pegou o ônibus errado (o mais provável), pois a distância de um ponto pro outro é pouco mais do que um minuto a pé. Então finalmente pude apertar o “P” para indicar que queria descer, e assim foi meu dia, não tão monótono como geralmente é a 172N (pegar um Millennium vazio e ver ele lotando no Metrô Santana), graças a um acontecimento ali ou aqui. Para terminar esta postagem: vi o Apache Vip 2 2993 na linha 1788/10 (Metrô Santana – Jd. Fontális), após descer do ônibus, e o letreiro dele mostrava tranquilamente “1788 JD FONTALIS”, mas piscava rapidamente e mostrava algo como “PARTIDA: 10:05”, mas num intervalo de tempo que não durava nem um segundo! Achei isso bem estranho..


Foto do 2 1591 na 172N/10 entrando na Rua Duarte de Azevedo (TIRADA HOJE!), inclusive com o motorista com o qual sempre pego na 172N (dá para ver na foto que é ele). Se essa foto foi tirada pelo Eduardo Sambaíba 12h40, significa que estou dentro do ônibus da foto. Interessante, não? Um busólogo fotografando o ônibus em que eu estava... Ultimamente tenho me deparado com muitas coincidências. Mas de qualquer forma, existe ainda a chance de a foto ter sido tirada em outro horário em que o motorista trabalhava. É uma foto que retrata perfeitamente o post de hoje. (Créditos a Eduardo Sambaíba.)


2 1581 na 172N/10. (Créditos a Eduardo Sambaíba.)