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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ônibus em 01/06/2011

    01/06/2011: dia frio rotineiro. Finalmente vi algo diferente pela manhã. Ainda assim, não foi algo tão surpreendente, era só um Millennium II piso baixo central na linha 1771/10 ( Santana – Vila Zilda) que, diferente de sua irmã 1726/10, de mesma denominação, não costuma recebê-los frequentemente. Um dia, se eu tiver sorte, ou não, pegarei um Millennium numa linha de bairro, para observar seu desempenho no trajeto da região do Tremembé (um péssimo viário, o qual também existe em outros lugares da zona norte e da cidade).
    Para voltar a minha casa, contei com uma mísera diferença: sair quinze minutos antes do normal. Devido a isso, havia a chance de eu me submeter a novas experiências nos ônibus, ou em outras palavras, pegar uma linha qualquer com um motorista que não costumo ver. Não obstante, coexistia também a chance de eu esperar o tempo passar até o meu horário normal, enquanto observava a movimentação do ponto, simplesmente.
    Ao chegar nele no anormal horário, a primeira coisa a ser notada é a presença de apenas cinco pessoas. Multiplicando isso por cinco, ainda não chegaríamos ao número de pessoas que havia nela ontem, creio, perto deste horário (talvez ainda houvesse muitas pessoas a chegar ali). Depois dessa insignificante observação, fui surpreendido: atrás de um Apache S21 da linha 1702/10 (Tietê – Jova Rural), aparecia um Apache Vip I OF-1722 da linha 172T/10 ( Brás – Vila Nova Galvão). Era o 2 2689, conduzido por um motorista que geralmente aparecia no meu horário normal na linha 172T (hoje, apareceu quinze minutos antes). Isso é só uma pequena prova do quão irregular são os intervalos dessa linha (é sempre ele que passa neste horário, mas já o vi 12h20, 12h30 e 12h40, sendo que hoje 12h15). Tenho quase certeza de que não é nenhuma troca de horários com outros motoristas da linha, embora tenha visto um diferente motorista passando lá para as 12h40 há alguns dias (com o 2 2773). Por curiosidade, eu sempre tinha o azar de pegar uma linha lotada (não importando se boa ou ruim) e logo após descer no meu ponto, ver esse motorista pilotando, com um olhar risonho, algum ônibus da 172T com três pessoas dentro (geralmente era algo próximo disso). Além disso, geralmente era um Marcopolo Torino (atualmente aposentados), mas também já o vi em outro OF-1722 (2 2676), e até no Marcopolo Viale reencarroçado 2 2996, o qual é fixo na linha 172T (poucas vezes sai dela).
    
2 2689 na linha 148P/10 (Lapa - Jd. Pery).
Fixou-se recentemente na linha 172T,
devido à aposentadoria de outros carros.
(Créditos a Rafael Trevizan, aqui.)
É um motorista bom e ele possui uma característica mais ou menos interessante — para mim. Ele, no abrir das portas, seja de embarque, seja de desembarque, fá-lo muito antes de parar o ônibus. Já é possível abri-las quando o ônibus começa a frear, mas hoje vi algo mais ou menos diferente quando desci: ele parou de acelerar o Vip e logo abriu as suas portas, porém não freou o ônibus, e só o fez quando realmente estava perto do ponto. Isso significa que o aviso “este ônibus não trafega com as portas abertas” (ou parecido) pode ser, desta forma, ignorado durante certo intervalo de tempo, afinal, o ônibus pode trafegar com a porta aberta, desde que não esteja acelerando (mas sim reduzindo a velocidade). De qualquer maneira, eu não me preocupo com isso, pois não sou mais tão burro ao ponto de descer do ônibus enquanto ele ainda se movimenta. Isso equivale a se jogar do coletivo (e, não sei ao certo, mas em algumas cidades deve existir motoristas impacientes que não param o ônibus totalmente para o passageiro descer). Enfim… basta esperar o ônibus parar, pois em São Paulo esse tipo de incidente, ou acidente nos casos mais graves, é raro e dificilmente acontece, eu acho (li uma vez sobre um garoto que morreu depois de cair de um Apache Vip da Viação Campo Belo, da área 7 de São Paulo, mas foi só), e de qualquer forma, o motorista do 2 2689 não é nenhum doido de pedra.
    Outros dois fatos a serem mencionados são: em primeiro lugar, o 2 2689 fazia um barulho chatíssimo de “ar” ao acelerar. Os OF-1722s acabam de me persuadir de que são mesmo ruins quando apresentam algum problema. Em segundo lugar, a 172T exibiu sua característica mais agradável: sua falta de passageiros. Neste quesito, 172T é o antônimo da linha 172N/10 ( Belém - Center Norte), porque ao passo que uma lota, a outra esvazia. Hoje, quando entrei no ônibus junto a outras três pessoas, ele só tinha duas pessoas na parte da frente, e duas na parte de trás. Após a Estação Santana, restou no ônibus apenas eu e as duas pessoas da parte frontal... Ultimando esta história: desci normalmente do ônibus (com ou sem portas abrindo antes da hora, não importa). A única desvantagem que tenho ao sair quinze minutos mais cedo é um intenso fluxo de estudantes de uma escola próxima ao ponto onde desço... Fico abismado ao ver o ponto desço com umas trinta pessoas, sendo que, quinze minutos depois, ele apresenta não mais do que cinco! Eles não interferem em nada no ônibus que pego, porém, uma vez um até encheu o meu saco, mesmo nunca tenho o visto na vida... Hoje em dia, existem certos estudantes levianos, espalhados por todo o Brasil.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ônibus em 31/05/2011

 31/05/2011: outro dia frio para a cidade de São Paulo, como de praxe. Hoje, apenas uma coisa não era rotineira: sair de casa uma hora antes do normal, o que me livrava do trânsito que reina pela região de Santana.
     Estava pronto para voltar para casa às 12h30. Vi, na caminhada até o ponto de ônibus, uma cena já relatada aqui algumas vezes: o micro-ônibus da linha 1721/10 ( Carandiru – Vila Ede), um destemido Busscar Micruss. Não sei ao certo se são da ABRACOV ou da ASSESP, na verdade nem sei o que significam estas siglas. Estão com liminar para continuar sua operação até que a SPTrans tome alguma atitude (vamos ver quantos séculos isso há de levar). O poder de persuasão nisso não é um pouco grande, se a decisão estivesse em minhas mãos, esses micro-ônibus aleatórios, que nem número da linha têm, já estáriam extinguidos.
     Chegando ao ponto num horário normal e não esperando nada de absurdo, apenas arranjei meu lugar, visto que, em certas ocasiões, aquele ponto é bem lotado. Precaução é sempre importante, por mais que o ponto esvazie quando qualquer linha que não seja fantasma encosta-se a ele, e sempre sobre um lugar próximo à rua, mas ainda na calçada (às vezes ficar no meio da rua é uma opção, a faixa da direita é utilizada, praticamente, apenas pelos ônibus, mas de qualquer forma, não é opção tão segura quanto parece ou não parece). Nada de especial vi, e apenas entrei num Apache Vip I OF-1417 da linha 177C/21 (Center Norte – Parque Edu Chaves), cujo prefixo era 2 2142. Caso eu não esteja enganado, ele era fixo na linha 177C/10 (Vila Madalena – Jardim Brasil), antes da chegada de novos Millennium’s.
    
2 2142 na linha 177H/10 da época (Butantã USP - Horto Florestal) .
Hoje, essa linha sai do Metrô Santana para a USP (foi encurtada) e
é recheada de Millennium's II. O 2 2142 saiu dela (há muito tempo),
e posteriormente foi à Garagem Fernão Dias, fazer linhas como a
 177C/10 (depois da 177H), ou a 177C/21 (recentemente).
(Créditos a Rafael, em http://only-buses.4shared.com.)
     O Vip encontrava-se vazio (uma pessoa dentro), e mais três, incluindo eu, entraram. Tive a impressão de já ter visto seu motorista, principalmente por causa da certeza de já ter visto o cobrador, um senhor moreno de bigode (duplas de motoristas e cobradores não costumam ser alteradas, mas já vi casos onde foram). Era um carro bem lento, característica quase que inevitável de um OF-1417 (alguns motoristas conseguem fazê-lo correr), mas para amenizar a situação entediante, vi algo que não vejo todos os dias.
    
    

    Saía de seu TS (terminal secundário ou ponto final) o carro 2 2561, um Busscar Urbanuss Pluss OF-1722M, pela linha 1728/10 ( Carandiru – Jardim Brasil). Quando o mesmo parou num semáforo ao nosso lado, o cobrador do 2 2142 (onde eu estava) começou a “gritar” para o motorista do 2 2561 (não lembro exatamente o quê). Talvez, auxiliando o fazer do cobrador, o motorista não hesitou em abrir a porta para também conversar com o velho que dirigia o Pluss. Depois, houve separação entre os dois, visto que, para cumprir itinerário, o 2 2561 precisava curvar à direita na Avenida General Ataliba Leonel, ao passo que seguiríamos reto pela Avenida Cruzeiro do Sul. Não obstante, uma conversa de pequenos gritos entre o motorista e o cobrador ainda continuou, sobre assuntos internos (vá lá saber se motoristas de 1728 e 177C não possuem amizade entre si? ambas passam pelo Jardim Brasil, ora), e, se ouvi direito, também falaram sobre tal de “Camila Sambaíba”. Não faço a mínima ideia de quem seja, obviamente, mas é fácil deduzir que, provavelmente, é uma funcionária da empresa.
     No principal ponto de Santana, a querida estação do sistema metroviário, duas pessoas desceram do Vip, deixando-o mais vazio ainda, mas isso pouco importa, visto que uma quantidade de pessoas que chegava perto de trinta entrou no Apache, acabando com o vazio dos assentos. Agitado que estava, o cobrador continuava a falar coisas aleatórias. No fundo do ônibus, uma passageira dizia ao celular: "Já estou na cento e setenta e sete". São vários os nomes que os passageiros arrumam para as linhas de ônibus…
     Levantei-me e me preparei para descer do ônibus. Quando ele estava no último semáforo existente antes do ponto onde desço (tive o privilégio de levantar apenas nas proximidades de meu ponto, e sempre tenho tal privilégio quando o ônibus não possui pessoas em pé). Foi quando notei que, atrás do 2 2142, apareceu o 2 2095, que estava na linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria). Dei uma olhada para seu motorista, com o qual já peguei muitas vezes no Apache S21 2 2021 e pela última vez no Apache Vip OF-1722M 2 2798 (o 2 2021, pelo jeito, deixou a linha 271C de vez e até agora não foi substituído por algum carro em definitivo, pois sempre aparecem diferentes na linha), e ele retribuiu, afinal, se uma pessoa x olha para uma pessoa y, é inevitável que a resposta da pessoa y seja um olhar para a pessoa x. Graças a isso, espero pegar a 271C com ele nos próximos dias, pois assim ele vai notar que eu existo (sabe que desço em tal ponto, e hoje me viu de pé no 2 2142 antes do tal ponto). Isso não é uma coisa importante, mas é interessante, ora. Traçar uns laços de amizade ficcional (ou não) não faz mal. Para findar a história: desci normalmente, como sempre, apesar de uma freada brusca, que facilmente dava a impressão de que o motorista não pararia no ponto (mas parou).

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ônibus em 30/05/2011

30/05/2011: um dia frio, assim como os anteriores, assim como os que estão por vir. É um dia diferenciado dos demais, pois hoje apresentava uma característica atípica: voltar para casa 10h30, duas horas antes de meu horário normal. Voltar para casa neste horário significa que, provavelmente, não verei nenhum ônibus ou motorista “conhecido“. Eu pegaria um aleatório.
    Ir à parada me traz uma cena que está se tornando rotineira durante o trajeto até ele: ver um micro-ônibus (sempre um Busscar Micruss) cobrindo a linha 1721/10 (Carandiru – Vila Ede). O problema é que esse micro-ônibus não é da Sambaíba, da Transcooper, e muito menos da Fênix. Trata-se da Abracov (na verdade não sei se dela, ou da ASSESP), uma espécie de consórcio com liminar para operar algumas linhas, de um jeito que parece até clandestino.
    Aproximadamente 10h40, eu me prontifiquei no ponto. Enquanto pensava em qual ônibus pegaria, com tantas opções randômicas, e enquanto estava ao meu lado um Apache Vip OF-1721 da linha 1760/10 (Center Norte – Cohab Jardim Antártica) junto a um Busscar Urbanuss Pluss OF-1418 da linha 1745/10 (Center Norte – Vila Nova Cachoeirinha), um senhor que acabara de chegar ao ponto fez a mim a seguinte pergunta: “Esse ônibus é o Vista Alegre?”. Respondi negativamente, para os dois. O senhor me contou que tinha dificuldade com sua visão. Eu tinha muito tempo livre (se eu quisesse, ficaria lá até 12h30), portanto resolvi ajudar o senhor, avisando-o quando a 971V/10 (Center Norte – Jardim Vista Alegre) chegasse, porém eu não disse a ele que eu faria isso (fingiria que meu ônibus ainda não passou). Foram-se várias opções que tranquilamente me serviam, mas esperava eu pela 971V, enquanto conversava com o senhor (na verdade, ele sempre perguntava se o ônibus que vinha era o Vista Alegre), além disso ele também perguntou se eu precisava pegar algum ônibus, então respondi que eu estava “enrolando” no ponto (daí não foi mais preciso fingir). Esperei por 15 minutos até que a linha viesse (foi a última a passar, de todas que vem pela Avenida Zaki Narchi, uma agonia tremenda), então, como planejado, eu disse ao senhor sobre a chegada da 971V, e ele me agradeceu. Em seguida, o velho seguiu seu rumo no 2 1225, um Marcopolo Viale OF-1721.
    Atrás deste Viale, estava um Caio Apache S21 OF-1417 de prefixo 2 5071, pertencente à linha 179X/10 ( Barra Funda – Jardim Fontális). Peguei-o. Ele ainda está se acostumando com a linha, porque chegou recentemente à 179X, numa "confusão" de trocas internas na Fênix. Essas trocas envolveram (e ainda podem envolver) as linhas 179X/10, 1206/10 (Praça do Correio - Parque Vila Maria) e 172K/10 (Tatuapé - Jardim Tremembé). 
    
2 5071, em sua antiga linha.
(Créditos a Emil Júnior E-218, da Revista Portal do Ônibus.)
    Lendo postagens por aí na comunidade da Sambaíba no Orkut e baseando-me nelas, deixe-me ver se entendi bem esta história: tudo começou com o desaparecimento do Neobus Mega 2 5124, que era da 179X (mas que já rodou também na 1702). Em seu lugar, apareceu um Apache Vip II de prefixo 2 5124. Nada de anormal até então, pois parecia uma substituição comum. Todavia o Neobus Mega 2 5124 reapareceu, prefixado como 2 5059, na linha 1206. O problema é que 2 5059 era um prefixo ocupado por um Apache Vip da linha 179X. Ou seja: o Vip 2 5059 foi aposentado, e algo faltava na 179X (seu Neobus Mega foi embora, e substituído pelo Vip II 2 5124, mas e o Vip que "foi embora"?). Bem, a linha 1206 ganhou este novo 2 5059 (antigo Neobus Mega 2 5124), e após isso, perdeu o Vip II 2 5135, que foi para a linha 172K. Tudo levava a crer que, para substituir o carro que faltava na 179X, sairia algum da 172K. E foi o que aconteceu, pois o S21 2 5071 é oriundo da 172K, e atualmente está na 179X. Resumindo a situação: 179X perdeu 2 5124 (Neobus Mega) e 2 5059 e ganhou 2 5124 (Vip II) e 2 5071, 1206 ganhou 2 5059 (Neobus Mega ex-2 5124) e perdeu 2 5135, e 172K perdeu 2 5071 e ganhou 2 5135. Mas ainda há um problema: o carro 2 5012, ainda não citado neste texto, que era da 172K, sumiu... Seria isso algum sinal de que há mais trocas bizarras? Não há informações sobre tais, pelo menos por enquanto, então paro por aqui neste assunto.
    Continuando com o ônibus que peguei hoje: o 2 5071 também apareceu, por coincidência, no vídeo que divulguei em minha última postagem no blog. Era bastante barulhento, e no vídeo de minha última postagem fazia um forte barulho principalmente ao frear, barulho que não ouvi hoje (talvez consertado desde o sábado?). Não é extremamente rápido, mas também não é lerdo. Também possui um som suave, bem baixo. O ônibus estava com uns 25 de seus 34 assentos ocupados. No Metrô Santana todos os assentos foram ocupados de vez. Interessante notar que há certo movimento de pessoas neste horário (já eram 11h), achei que todas as linhas, com exceção daquelas superlotadas de terminais capelinhas e varginhas por aí, ficassem vazias de manhã, ou pelo menos não totalmente ocupadas. Quando desci do ônibus, havia ainda três pessoas querendo entrar (ficariam de pé, certamente), no mesmo ponto. Notei que já peguei ônibus com o motorista do 2 5071, mas os motoristas da 179X são uma coisa tão relativa... Na ocasião, ele estava com o Apache Vip 2 5089, 12h30, mas já o vi em aleatórios horários (uma vez, estando no ponto às 11h15, vi-o num Comil Svelto IV da linha). Hoje, apareceu com um S21 às 10h55. A 179X é uma linha onde os motoristas não são escalados sempre no mesmo horário, ao que parece.
    Um fato da Fênix que pôde ser reparado no ônibus é o fato de a cobradora ser uma mulher. Isso é a coisa mais comum do mundo nas linhas 179X/10 e 1702/10 (Tietê – Jova Rural). Já perdi as contas de quantas vezes vi mulheres no papel de cobradoras nestas linhas. O número de cobradoras supera muito o de mulheres motoristas, o qual ainda é escasso (espero que algum dia seja maior). Enfim, para terminar a história: desci do ônibus para ir até minha casa, como sempre faço, sem nada de anormal ocorrer...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ônibus em 27/05/2011


    27/05/2011: dia extremamente normal. De manhã, a única coisa que não vejo todos os dias a ver foi o Marcopolo Viale OF-1721 mais famoso da empresa, perdendo apenas para o reencarroçado 2 2996 (queimado)... Falo do 2 1250! O único motivo para designá-lo como especial é o fato de ele ser um presente da Marcopolo para o Sr. Belarmino, dono da Sambaíba (e das empresas do grupo), após uma massiva compra de ônibus da Marcopolo. O que ele traz de diferente consigo é o seu imponente ar-condicionado, além de um diferenciado letreiro eletrônico (a maioria dos Viales possui o obsoleto letreiro de lona). Não identifiquei a linha em que o cigano (seu apelido carinhoso) estava. Linha é o que ele bem conhece, fez desde a 1778/10 ( Santana – Jaçanã) até 107P/10 (Pinheiros – Mandaqui), entretanto as citei aleatoriamente. Em outras palavras, já fez dezenas de linhas, de todas as garagens da empresa. Dá grande impressão de ser um carro reserva (caso não seja), mas não sei... O único fato é que você pode vê-lo até entrando em sua casa algum dia, pois ele não tem lugar para ficar.
    Continuando o meu cotidiano, hoje me atrasei por cinco minutos, devido a fatores insignificantes. Eu estava, pois, desfalcado de alguns bons carros de linhas que pego usualmente, ou pelo menos deveria estar... Fui ao ponto enquanto passava pelos improvisados “TS’s” (pontos finais) das linhas 1721/10 ( Carandiru – Vila Ede) e 1728/10 ( Carandiru – Jardim Brasil), onde o que mais vejo é, sem dúvidas, o 2 2561 (Busscar Urbanuss Pluss OF-1722M adaptado para cadeirantes) na 1728, junto ao 2 2257 (Busscar Urbanuss Pluss OF-1721), este na 1721. Ultimamente também foi possível ver malditas lotações coexistindo com os ônibus, pelo menos na linha 1721, neste horário.
2 2038: não sei se ele já era fixo
na 271C quando esta foto foi tirada.
(Créditos a Rafael http://only-buses.4shared.com)
     Eu, como de praxe, esperei pouco pelo ônibus. Qualquer coisa me deixaria satisfeito, com exceção de ônibus lotados. Veio um Apache Vip OF-1417, o 2 2038, que estava em sua linha de sempre: 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria). O estranho é vê-lo, geralmente, entre 12h15 e 12h20, ou seja: ele não deveria ter aparecido nesse horário, vinte minutos depois de seu habitual. Desconsiderando tudo isso, peguei-o.
    O motorista era o mesmo do dia 20/05/2011, última sexta-feira. Naquela ocasião ele dirigia um Pluss OF-1721 (2 2905), de um modo bem lento. Hoje foi bem mais rápido, certamente suplantando semana passada. Sua velocidade na Rua Duarte de Azevedo fez com que lataria e bancos batessem incessantemente, provocando um barulho irritante e legal ao mesmo tempo. O incomum mesmo foi a porta do Vip ter sido aberta manualmente por uma fresta por causa disso (como se estivesse solta). 
    Quanto ao número de pessoas no ônibus: decreto, quase oficialmente, que os Vips da 271C não lotam mais, como antigamente faziam. Hoje havia só umas dez pessoas dentro do ônibus, algumas desceram no Metrô Santana, e no mesmo lugar só entraram mais duas. A 271C é uma de minhas melhores opções, principalmente no quesito lotação, mas não pode ser considerada perfeita (se é que alguma linha pode), pois tem intervalos ruins, embora eu esteja a pegando constantemente nos últimos dias e tempos. Nada muito especial ocorreu hoje. Para postagens como essa são necessários assuntos adicionais a serem tratados (como o 2 1250...).
    Depois, desembarquei normalmente no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo. Ainda assim, antes de findar essa história, conto algo invulgar: quando eu me aproximava do ponto para pegar o ônibus, vi o Apache Vip OF-1722M na 172T/10 ( Brás – Vila Nova Galvão) 2 2772. Não liguei muito para isso, é algo costumeiro ver um carro da 172T, principalmente o 2 2689. O legal foi o seguinte: após ver o 2 2772, fui ultrapassado pelo 2 2689, Vip OF-1722, na 172T, enquanto estava dentro do 2 2038. Isso já é uma coisa bem unusual, dois 172T's vagando por aí... Mas enquanto andava para casa, vi ainda o 2 2612, um Urbanuss Pluss OF-1721 de letreiro eletrônico, na linha... Três é demais (entre um e outro já demora um belo tempo)! Boa sorte a quem necessitou da linha depois disso. (Será que já conseguiram pegar a linha, uma hora e minutos depois do acontecimento?)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ônibus em 24/05/2011

24/05/11: Mais um dia normal. Nada de especial vi na parte da manhã, além de ônibus onde geralmente não estão, como o Millennium II PBC O500M (Buggy, também chamado) 2 2700 na linha 1726/10 ( Santana – Vila Zilda), ou o Millennium II Piso baixo O500U 2 1326 na linha 271A/10 ( Santana – Terminal Penha), perdido no mar de novos Millennium’s piso alto da empresa, que atualmente dominam a linha 271A/10.
    Hoje voltei para casa normalmente 12h30, por isso não esperava surpresa alguma. Enquanto ia ao ponto, vi na 172N (Belém – Center Norte) o Millennium 2 1630, que não é fixo na linha. Por isso, estava descartada a hipótese de aparecer o 2 1591, o que sempre vejo perambulando por 12h30. Não esperei muito e resolvi ir num Apache Vip OF-1417, que apareceu um minuto após minha chegada ao ponto. Era o 2 2035, na linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria). Ignorei ônibus que passaram pelas linhas 179X/10 (Barra Funda – Jardim Fontális) e 1702/10 (Tietê – Jova Rural), esse horário deixa-as chatas, com a existente superlotação escolar.
    A primeira coisa a ser notada ao embarcar no 2 2035 é que ele, além de não ser fixo da linha, não estava lotado, havia vários assentos disponíveis, isso é bom. A segunda coisa a ser notada é que nunca vi o cobrador e o motorista, pelo menos não 12h30. A terceira coisa a ser notada, mas não menos importante, é que este OF-1417 corria bem, o motorista parecia até estar com pressa. O motor fazia um barulho agradável aos meus ouvidos. Nada como voltar aos velhos tempos de motoristas cortando pontos, o que também pôde ser notado, saindo da monotonia corriqueira da maioria das linhas que pego atualmente.
2 2035 na linha 278A/10 (CEASA - Penha). Ele não é da 271C.
(Créditos a http://shw.machado.fotopages.com/18288288/SAMBAIBA-2-2035-CAIO-APACHE-VIP-MERCEDES.html.)
    Na parada do Metrô Santana, uma senhora ficou desesperada ao ver que o ônibus não parou no ponto número 2, o que é certo, já que as linhas que viram na Rua Duarte de Azevedo param no ponto número 3. Obviamente, ela retornou a um estado normal após saber sobre o ponto número 3. O cobrador foi quem a alertou, inclusive dizendo que “apenas o Pery Alto para no outro”, certamente referindo-se à linha 118C/10 (Santa Cecília – Jardim Pery Alto), e não à 1743/10 (Tietê – Jardim Pery Alto). Digo isso, pois, primeiramente, imagino que a senhora tenha pegado o ônibus na Avenida Duque de Caxias, local onde as pessoas têm como opção as linhas 118C e 271C para deslocar-se até Santana. Em segundo lugar, os próprios dizeres do cobrador denunciam isto... Não é “apenas o Pery Alto” que para no ponto número 2, mas sim várias outras linhas, porém ele disse aquilo provavelmente por causa da Avenida Duque de Caxias, pois lá só passam 118C e 271C (para Santana, Avenida Cruzeiro do Sul).
    O ônibus continuou medíocre após sua passagem pelo Metrô Santana, poucos desceram e poucos entraram. Desci normalmente no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo, e não pude deixar de notar uma coisa... O barulho de ar “sendo liberado” que ocorre quando a porta é aberta funciona similarmente: não importando o quão antes o motorista abra a porta, o barulho de ar “sendo liberado” ocorre, contudo a porta só é aberta quando o ônibus para totalmente, bruscamente, diga-se de passagem. Isso também ocorre/ocorria no Apache S21 2 2021, que também era da 271C (não sei se ainda é, mas tenho certeza de que ainda está na empresa), o qual já peguei muitas vezes 12h30 (sendo que seu motorista, da última vez, estava com o Apache Vip I 2 2798, por isso a dúvida de ele estar ou não na linha).

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ônibus em 23/05/2011

   23/05/2011: Mais um dia frio em São Paulo. Por sair mais cedo de casa, não enfrentei trânsito na ida à escola, tampouco vi muitos ônibus (no trânsito dá de ver vários). Somente uma coisa interessante na linha 1788/10 (Metrô Santana – Jardim Fontális): em pleno horário de pico da manhã, vi um carro dela indo ao Metrô Santana com ainda assentos disponíveis, mas vi um saindo do Metrô Santana em direção ao bairro com pessoas em pé... Estranho.
    Hoje saí atrasado o suficiente para perder o Millennium II O500M novo 2 1591 da 172N/10 ( Belém – Shopping Center Norte), juntamente com o Urbanuss Pluss OF-1721 2 2255 da 177C/21 (Shopping Center Norte – Pq. Edu Chaves), sendo que estava um atrás do outro enquanto me dirigia ao ponto. Por causa deste acontecimento, achei que “mofaria” no ponto esperando uma boa linha, mas no final das contas não tive que esperar por muito tempo, pois dois minutos após o 2 2255, apareceu o 2 2079, um Apache Vip I OF-1721, surpreendentemente, também pela 177C/21. Não hesitei em dar sinal, e como já havia passado um carro da 177C/21, o que poderia ser esperado aconteceu: apenas eu entrei no ônibus.
    Além de apenas eu ter entrado no ônibus, outra coisa de semelhante nível comparatório veio ao meu conhecimento: não havia NINGUÉM dentro do ônibus. É a segunda vez que isso acontece comigo, pois uma vez ano passado vi um carro da 172T/10 ( Brás – Vila Nova Galvão) enquanto ia ao ponto, e quando cheguei vi outro da 172T, o qual peguei, e o qual tinha apenas duas pessoas dentro (também há outro caso da 271C onde a peguei sem ninguém dentro, mas em tal ocasião não era por causa de outro carro da linha logo a frente). Também reparei que o cobrador era um com o qual já peguei, mas sua dupla era um motorista careca com óculos escuros, diferente do cara de cabelo branco que estava dirigindo o Vip hoje, e não é a primeira vez que presencio duplas alteradas, já vi isso em variadas linhas que pego. E por último, também foi possível notar que este OF-1721 (2 2079) estava fraco, e o motorista demorava a trocar de marcha, o que fez com que a viagem ficasse lenta, e não descarto a possibilidade dele estar forçando a lentidão, devido ao Urbanuss Pluss da mesma linha logo a frente. Sei lá.
    Um ponto depois, ninguém entrou. Durante o trajeto, a lerdeza supracitada fez com que fossemos ultrapassados por um Millennium novo da linha 177C/10 (Vila Madalena – Jd. Brasil), o que aumentava as chances de ninguém mais entrar no ônibus (não que viajar solitariamente seja algo bom). Ao chegar na parada do Metrô Santana, parecia que ninguém entraria mesmo, mas quase saindo do ponto, um homem correndo deu sinal, e por aqui acaba, pois só ele entrou. Como ninguém entrou no primeiro ponto da Rua Duarte de Azevedo, e o meu corriqueiro desembarque ocorreu normalmente no segundo ponto da mesma rua, foi também este homem que entrou que assumiu a tarefa de ficar sozinho no ônibus. Nada me balburdiou hoje.

domingo, 22 de maio de 2011

Ônibus em 22/05/2011 - Vila Nova Galvão

22/05/2011: um dia após o suposto Juízo Final de 21/05/2011, considerado por alguns como fim do mundo, estou eu aqui, “vivinho da silva”, pronto para contar-lhes outra história. Parece que foi apenas mais uma teoria falha, e já tenho o meu ingresso para 2012...
    Hoje meu plano era fazer um passeio curto até a Vila Nova Galvão, a fim de conhecê-la melhor, pegando a linha 172T/10 ( Brás – Vila Nova Galvão), indo até o final, e depois voltando de lá com a 1782/10 ( Santana – Vila Nova Galvão via Av. Nova Cantareira) ou com a 1782/31 ( Santana – Vila Nova Galvão via Av. Guapira), ou até mesmo com a 172T/10 dependendo das circunstâncias. As três têm ponto inicial no mesmo local, este. Parece ser algo fácil, mas há uma grande barreira no caminho: a demora da linha 172T. Caso ela demorasse demais a passar, eu voltaria para casa, pois não posso perder meu dia com estas viagens.
    Prontifiquei-me no último ponto da Rua Duarte de Azevedo 15h45, o qual contava comigo e com mais uma pessoa, e era lá que esperaria a passagem da linha. Nada vinha ao fundo, dando a impressão de que haveria uma longa espera. Vi vários ônibus randômicos pasasrem, e após vinte minutos de espera, fui surpreendido (sim, surpreendido, vinte minutos é pouco para uma 172T) por um Apache Vip I da 172T, para o qual obviamente sinalizei (ainda bem que não havia outro ônibus já parado no ponto, senão eu correria o risco de ver este Vip o cortando, já que não é um ponto tão utilizado). Era o 2 2126, um Apache Vip I OF-1722M, que estava na 172T apenas "de boa", "aleatoriamente colocado", pois não é nem um pouco fixo da linha (aos finais de semana as escalas da maioria das linhas ficam bizarras).

Apache Vip OF-1722M 2 2127,
"irmão" do 2 2126, na linha 107T
(Cidade Universitária - ↕ Tucuruvi).
    O ônibus estava com umas vinte pessoas dentro e era dirigido por um senhor de óculos, com o qual já peguei apenas uma vez, num curto trajeto de minha casa até a Avenida Cruzeiro do Sul. Naquela ocasião, ele conduzia lentamente um Urbanuss Pluss OF-1721 com um prefixo do qual não me lembro. Dessa vez ele foi bem mais rápido com o Vip. Houve um imaginável sobe-e-desce por todo o trajeto, até a Avenida Coronel Sezefredo Fagundes. A partir daí, ninguém mais entrou, pessoas apenas desceram do ônibus na Rua Imbiras, Rua Maria Amália Lopes de Azevedo e na Vila Nova Galvão. Um fato curioso é que quando o motorista chegou ao final da Rua Maria Amália Lopes de Azevedo, perguntou se alguém desceria na Jova Rural. Sendo “não” a resposta dos passageiros do ônibus, ele cortou caminho por uma rua sombria e estreira, para sair quase no final da Rua Gabriel Ribeiro, já na Vila Nova Galvão, perto de um córrego. Apertei sem querer o botão de parada solicitada quase no ponto inicial (TP) da linha, e tive que explicar que não desceria no ponto... Fiz um vídeo deste ônibus, do Metrô Parada Inglesa até a Rua Imbiras:


    Ao chegar no ponto final, estavam lá quatro Apaches Vip’s: 2 2126 (que eu peguei), 2 2128 da 172T, 2 1167 da 1782/10, e um que não consegui identificar, que havia saído pela linha 1782/31 (o que é trágico, pois eu pretendia pegá-la, mas como não posso ficar esperando, agora teria que pegar a 1782/10, a não ser que aparecesse do nada um da 1782/31). Também havia um micro-ônibus Marcopolo Senior, 2 2313, que estava com placas da linha 1726/10 (Metrô Santana – Vila Zilda). Não me pergunte o que ele fazia lá, só sei que depois de alguns minutos saiu sem nenhum passageiro com o letreiro “1726 VILA ZILDA”.
    A Vila Nova Galvão não é o melhor dos lugares para esperar a saída de um ônibus, e isso não é preconceito (também há boas pessoas lá, como sabem...), isso é fato! Ela também não está sozinha numa história dessas, pois assim como vários outros bairros periféricos de todos os cantos de São Paulo, aparenta ser perigoso, mas adianto que não me importo muito com isso, pois se me importasse, não estaria nele hoje, estaria na minha casa tremendo de medo só de ouvir tal nome. Há pessoas más, com certeza, mas não é por causa delas que devem ser ocultadas as pessoas de boa índole. Tirei algumas fotos do local sem ser incomodado por ninguém (apenas um cara olhou, mas vai saber se ela não olhou por curiosidade apenas...).
    
2 1167 na 1782/10, com Vila
Nova Galvão ao fundo...
     Mais vinte minutos de espera, assim como na Rua Duarte de Azevedo, e ordenou o motorista do 2 1167 às 17h04: “Pode subir gente!”. Obedecendo-lhe, assentei-me na parte da frente do Apache Vip em perfeitas condições para gravar outro vídeo (sem temer o lugar, e novamente ninguém me incomodou). Notei que já vi o motorista do 167 numa foto de Orkut, no álbum de um motorista da linha 172T, intitulado de “Galera da Nova Galvão”. Depois conversarei com o motorista para ver se ele o conhece (apenas por curiosidade)...
    No TP da linha subiram apenas eu e mais duas pessoas, e mais umas vinte pela Vila Nova Galvão. O que me surpreendeu foi que várias pessoas desceram ainda na Vila Nova Galvão e Jova Rural... Pensei que as pessoas fossem apenas até o Metrô Santana ou até, no máximo, a Rua Maria Amália Lopes de Azevedo, isso mostra que essas linhas também têm um sobe-e-desce. Pessoas também subiram pela Rua Maria Amália Lopes de Azevedo e Costa Brito, o ônibus chegou a ficar com pessoas em pé em certo momento. Por último, uma última coisa que me surpreendeu: havia um piso baixo central na linha 1782/10 (2 2715) e outro na linha 1782/31 (2 2350), se um já é raro, dois é... Indescritível. Após um trajeto de aproximadamente quarenta minutos, desci na Rua Ezequiel Freire, em Santana, e apenas caminhei até minha casa. Eram 17h55. 

 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ônibus em 19/05/2011

    19/05/2011: apenas mais um dia aleatório em minha vida, e apenas mais um dia frio para a cidade de São Paulo. Não vi absolutamente nada de interessante pela manhã. Hoje eu teria de voltar para casa 12h00, e não 12h30 como faço corriqueiramente, por isso eu provavelmente não encontraria os motoristas que sempre vejo, e não pegaria ônibus com um que eu já tenha visto, com apenas uma exceção: o Caio Apache S21 OF-1417 2 5096 da linha 1702/10 (Tietê – Jova Rural), o qual peguei ano passado ao sair 12h00 (a única vez que eu fizera isso até então, sair 12h00, o que também me deu "coragem" para pegar a 1702, que fica muito lotada 12h30 graças a uma escola próxima a seu TS).
    Minha chegada ao ponto foi às 12h02, e esperei por qualquer uma das oito linhas que me servem, considerando que nenhuma delas estava lotada (o horário de pico escolar ainda não atingira seu auge), e que eu não conhecia motorista algum desse horário. No horizonte eu não via ônibus algum vindo, tirando um micro-ônibus da Transcooper área 2, certamente da linha 1730/10 (Santana – Center Norte), a única da Transcooper 2 que aparece dos confins da Avenida Cruzeiro do Sul. Apesar de nada haver no horizonte, havia ainda os ônibus que curvam da Avenida Zaki Narchi. Foi então que virou de lá um Apache Vip I, sobre o qual eu inicialmente não sabia nada. Poderia estar em qualquer linha, menos na 172N/10 ( Belém – Shopping Center Norte), que tem apenas Millennium’s recentemente adquiridos fixos. Mas não é que o bichano estava de “intruso” na 172N/10? O inesperado aconteceu. Surpreendi-me na hora, e apenas esperei que ele abrisse a porta próximo a mim, visto que outras pessoas já haviam sinalizado. Era o Apache Vip I de prefixo 2 2124, um OF-1722, que antigamente era fixo na linha 174M/10 (Museu do Ipiranga – Jardim Brasil), se eu não estou enganado.
    Como esperado, eu nunca tinha visto o motorista que dirigia nem o cobrador que na hora pagava um mico que o ônibus inteiro via (prefiro não comentar). O motorista foi bem rápido, como muitos têm sido ultimamente. De qualquer forma, os Vip’s OF-1722 da Sambaíba costumam ser bem rápidos, peguei vários até hoje, trafeguei com eles por diversas ruas em altas velocidades, e o único que considerei lerdo foi um que peguei este ano também voltando da escola: o 2 2676, na 172T/10 ( Brás – Vila Nova Galvão), mas ele era pilotado por um motorista que geralmente dirigia o Marcopolo Viale OF-1721 2 2996 (o Viale reencarroçado) ou um Torino G6 OF-1721 qualquer (eu sempre o via no horário de 12h30). Talvez não estivesse acostumado a dirigir um OF-1722.
Exemplar de Apache Vip OF-1722 (2 2118)
na linha 174M. Era fixo nela, assim como o 2 2124.
(Créditos a Rafael de only-buses.4shared.com.)
    Considerando a “lei” de que a 172N sempre recebe cerca de 20 ou 30 passageiros no Metrô Santana, pelo menos nesta faixa horária, fiquei pensativo quanto a uma coisa: se os antigos Urbanuss Pluss da linha, com mais de 40 assentos, aguentavam estourando o número de passageiros sentados e se os novos Millennium’s que atualmente dominam a linha ora aguentam, ora deixam alguns de pé no ônibus, como um Apache Vip faria o trabalho hoje? Imaginei que certamente ficaria, no mínimo, um pouquinho lotado. Hei de considerar também que o Vip já trazia consigo cerca de 15 pessoas oriundas do Center Norte, Av. Zaki Narchi, Metrô Carandiru e um ponto da Avenida Cruzeiro do Sul. Não podia dar outra: o ônibus ficou com algumas pessoas em pé, e havia ainda os que entrariam no primeiro ponto existente na Rua Duarte de Azevedo, o que é típico na 172N. Ignorando tudo isso, pois já vi casos piores, apenas apertei o botão de parada solicitada, é claro, e termina a história com o meu tranquilo desembarque no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo. É interessante citar que atrás do 2 2124 vinha o 2 5096, da linha 1702, que foi citado no primeiro parágrafo desta história, junto a outro carro que também era fixo da 174M: o Apache S21 2 2024, que estava hoje na linha 177C/21 (Shopping Center Norte - Parque Edu Chaves).

  
  

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ônibus em 18/05/2011

    18/05/2011: um dia que não se difere muito dos anteriores. Estava frio, mas não chovia, e também não houve trânsito. Assim como ontem, vi de manhã Apaches Vip’s na linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria), o que novamente me fez pensar que os S21’s começaram a ser aposentados.
    Cheguei ao ponto 12h32 para retornar a minha casa, e não vi nada de anormal. Veio-me um Apache Vip I OF-1721 da linha 179X/10 (Metrô Barra Funda – Jd. Fontális), que eu poderia pegar, no entanto deixei ir embora por estar lotado. Encostava atrás dele um Apache Vip I OF-1417 da linha 971D/10 (Shopping Center Norte – Jd. Damasceno), e finalmente atrás dele o ônibus o qual peguei, junto com uma menina de três anos e sua mãe: o Apache Vip OF-1722M de prefixo 2 2798 da linha 271C/10. Estranhei, pois é a primeira vez na minha vida que pego um Vip OF-1722M nesta linha. A primeira coisa que reparei, antes de entrar no ônibus inclusive, foi que o motorista que o dirigia era o que sempre aparecia nesse horário com o Apache S21 OF-1417 2 2021, o que realmente me fez pensar que os S21’s foram/estavam sendo aposentados (com a chegada dos novos Millennium’s O500M) e a 271C/10 estava livre deles (o que não é necessariamente melhor, visto que ainda há nela Apache Vip I OF-1417). Um fato é que alguns S21’s não contam mais no cadastro de prefixos da SMT (o 2 2223, por exemplo, que inclusive era fixo na 271C), outros ainda contam.
    Existe uma espécie de “maldição” relacionada à 271C: sempre que nela vem um Apache Vip (às vezes aparece o 2 2038 naquele horário, com outro motorista), ele está com algumas pessoas em pé (digamos que há umas trinta e pouco pessoas no ônibus), já quando aparece um S21, há pessoas ocupando apenas aproximadamente 20 dos 40 assentos de um S21. Parece que essa maldição foi quebrada, pois os escassos 25 bancos deste Apache Vip OF-1722M com espaço para cadeirantes (e sem elevador!) conseguiam acomodar a todos os passageiros.
    Também tenho a falar sobre esse motorista: ele é bem rápido, e inclusive, como a maioria, não tem a paciência de esperar parar no ponto para abrir a porta, sempre abre antes, mas ele em especial de um jeito mais radical do que os outros (parece até que abre a porta quando vê o ponto e aí para de acelerar para o anjo da guarda interferir, e freia em cima do ponto). Não que isso esteja errado, mas é que odeio OF-1722M's mas ele conseguiu fazer eu gostar da viagem de hoje. No Apache S21 que sempre pilotava, aquele barulho de ar sendo liberado referente à abertura da porta era sempre cedo, porém a porta não abria quando ele ocorria, ficava fazendo apenas um “nhec-nhec”, como se quisesse abrir e não pudesse, e então quando ele parava o ônibus, ela bruscamente abria. Porém, hoje o 2 2798 não teve nada disso, pois a porta abriu quando ele “liberou ar”, diferente do S21 que “liberava ar”, mas cuja porta só abria ao parar totalmente. As portas largas do Vip 1722M também contribuem para os que têm medo, de algum jeito, de cair do ônibus quando ele trafega com as portas abertas.
    Como já dito, 25 assentos foi o suficiente para acomodar a todos os passageiros, inclusive eu, portanto o ônibus estava vazio. Quatro pessoas desceram na estação Santana, ao passo que cerca de dez entraram no ônibus. Apesar do aumento no número de pessoas, o ônibus continuou sem carregar ninguém em pé, a não ser aqueles que se levantavam para descer, coisa que fez um estudante um ponto após o Metrô Santana, e coisa que fiz eu um ponto após ele, onde sempre desço, é claro.
    A história poderia terminar no parágrafo acima, mas uma coisa interessante aconteceu: após descer deste 2 2798, que era rapidamente conduzido, vi aleatoriamente colado, bem aleatoriamente mesmo, na 177C/21 (Center Norte – Pq. Edu Chaves), o S21 2 2021, que era fixo na 271C com o motorista que peguei no 2 2798 hoje! Além do atendimento da 177C ter “roubado” o S21, ainda passou no mesmo horário. É algo que não se vê todos os dias, certamente. 
   Finalizo assim, a história contida nesse post...


Apache Vip OF-1722M no qual andei hoje na linha 271C, fazendo a 175P (Metrô Ana Rosa - Parque Edu Chaves). Ele não é nem um pouco fixo na 271C, e estava no lugar do S21 2 2021. (Créditos a Rafael, criador do http://only-buses.4shared.com.)



Um dos S21 que já foram aposentados. O da foto fazia a 271C e era fixo nela. (Créditos a Leandro Matos em http://sampabussa.blogspot.com/)
Apache S21 OF-1417 2 2022, "parente" do 2 2021, fazendo a linha 271C. (Créditos a Rafael, criador do http://only-buses.4shared.com.)






sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ônibus em 13/05/2011

    13/05/2011: uma chuvosa sexta-feira 13, a qual recebeu a honra de ter meu primeiro relato de acontecimentos relacionados aos ônibus, ou seja, meus contos, minhas histórias... Ainda aproveito para dizer que costumo apenas contar como foi a minha volta para casa, mas hoje, especialmente, vi um fato interessante na ida (onde não utilizo ônibus pela falta de compensação, tudo passa lotado na minha rua no horário de pico da manhã, além de haver um infernal trânsito... Diferente do horário da volta onde posso tranquilamente pegar ônibus para a pequena distância que percorro). Abaixo, as histórias:
    Estava eu, tranquilamente apreciando o trânsito que impera na minha rua durante as manhãs, no maldito horário de pico paulistano, quando notei dois Caio Millennium’s recentemente (há um mês) adquiridos (2 1618 e 2 1622, para ser mais exato). Na verdade o que notei foi que ambos estavam na linha 271m-10 (Metrô Santana - Parque Novo Mundo). Indo mais a fundo, o que realmente notei é que o da frente estava lotado até o talo, até a porta da frente se preferir, completamente cheio, enquanto o de trás estava mais tranquilamente disposto, até mesmo com dois ou três assentos disponíveis (estávamos no horário de pico, 07h30 da manhã)... Eu pensei: sorte de quem está no de trás. Mas enquanto refletia sobre tal situação do nada algo incomum ocorreu: pessoas (umas vinte), fora do ponto, começaram a descer do Millennium da frente e entraram no de trás! Não faço a mínima ideia de qual era o propósito daquelas pessoas (ficar em pé mais confortavelmente?).
    
177C/21 e sua nova denominação.
(Créditos a Eduardo Sambaíba.) 
    Agora, vamos à história da volta, a qual realmente faz parte de mim (eu a vivencio...)! Fui ao ponto no horário correto, 12h30, e lá esperei por um ônibus. Vi uma situação rara por lá: dois Millennium’s (ambos 2 159 alguma coisa) novos da 177C/10 (Vila Madalena – Jardim Brasil), sendo um cheio e o outro sem ninguém dentro... E dois Apaches Vip’s da 172U/10 (Mooca – Cemitério Parque dos Pinheiros) ambos cheios. Acho que é a segunda vez que vejo isso na minha vida (2x + 2y, sendo “x” e “y” duas linhas quaisquer). Há uns meses vi na minha rua dois carros da linha 179X/10 (Metrô Barra Funda – Jardim Fontális) seguidos de dois carros da linha 172T/10 (Metrô Brás – Vila Nova Galvão)... Continuando minha história, logo depois veio um mais um dos novos Millennium’s, desta vez novo mesmo, visto que havia 70 que chegaram à empresa há um mês que só iam até o 2 1628, e que chegou há poucos dias uma nova remessa do 2 1629 ao 2 16xx (numeração desconhecida). Este novo Millennium que veio era o 2 1631 na 172N/10 (Center Norte – Metrô Belém), mas não quis pegar, pois odeio estes novos Millennium’s quando não conheço o motorista, o sinal de parada deles é muito baixo (sim, sou louco por não gostar disso, fico com uma agonia de que o motorista não ouviu o sinal. Casos em que fui deixado um ponto depois do meu pedido de parada não são raros), e eu nunca tinha visto seu motorista (os que eu já vi eu acho que até sabem que quando entro no ônibus vou descer no meu ponto de sempre). Após ignorá-lo, veio ao fundo um Apache Vip I. Este Vip era o 2 2039, OF-1417, e estava na 177C/21 (antiga Center Norte - Jardim Brasil, agora Center Norte - Parque Edu Chaves), peguei-o para não correr mais riscos de ter que ficar esperando por um longo tempo (o que miseravelmente ocorre com o azar que tenho, considerando que embora eu tenha muitas opções, eu evito algumas), e também porque já havia pegado com esse motorista. Após subir, vi uma cena a qual não tenho um adjetivo para descrever: uma mulher fez a pergunta “este ônibus passa na Vila Galvão?”, e o cobrador ficou irritado do nada e começou a falar depois: “P****, tá escrito Vila Galvão por acaso? Isso é Parque Edu Chaves e Avenida Julio Buono! Que Vila Galvão o que rapaz... Nada a ver...” Havia um clima de descontração no ônibus por parte do cobrador, ao parar do nosso lado o Apache S21 2 2252 da linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria) num semáforo, o cobrador abriu a janela do Vip e começou a gritar para o cobrador ou motorista do 252. Depois disse: “Nossa, esse é o mof-mof (não sei o que é isso), é o 056, eu que dei esse apelido a ele quando fui ao Parque Vila Maria! Ele fica me xingando de filho da p**** quando eu chamo ele disso!”. Achei isso estranho, mas engraçado, situação inusitada, única, interessante e boa de contar num relato como este, que merece acontecimentos pelos quais pessoas não passam diariamente no transporte público, vez ou outra... Prosseguindo a viagem, o ônibus felizmente não lotou ao passar pelo Metrô Santana (talvez por causa dos Millennium’s da 177C/10 que passaram antes), entraram apenas umas sete pessoas. Entre estas pessoas, estavam: uma senhora que perguntou se esse ônibus ia até o Parque Edu Chaves (desta vez o cobrador só não deve ter falado algo por tratar-se de uma idosa...), mas ele ainda disse em tom respeitoso a ela: está no letreiro o Edu Chaves. Ela agradeceu. Também entrou um funcionário da empresa (Sambaíba). Depois a viagem prosseguiu normalmente até o meu desembarque, nada ocorreu, além de pequenas conversas entre cobrador, motorista e o funcionário que embarcou no Metrô Santana.
      Minha opinião sobre o ônibus hoje: foi demasiado lerdo, além de ser OF-1417, parecia até que o motorista forçava para ir lentamente... Mas, sinceramente, o "andar de ônibus" hoje foi compensado pela atuação do cobrador. Eu nunca tinha visto um assim nos ônibus que pego, eu até ri, achei graça das coisas que ele falava... Por mais errada que fosse qualquer coisa que ele fizesse, acho que ele merece uma citação honorária por ter me impressionado. Graças ao cobrador de hoje, pegar o ônibus de volta para casa foi legal. Se tudo fosse normal, diria que odiei o ônibus hoje, devido à lerdeza, o tempo do trajeto foi dobrado comparado a ontem, por exemplo, quando peguei um Urbanuss Pluss OF-1721 (2 2256) na mesma linha. O número de pessoas no “2 2256” era o mesmo e o motorista sentou o pé! Eu gosto é de fortes emoções e afirmo que um Pluss OF-1721 é mil vezes melhor do que um Vip OF-1417 no quesito velocidade, embora haja alguns Pluss’s cansados que não andam nada (é 8 ou 80)... Quanto a primeira e bizarra situação que vi de manhã: achei estranho, certo... Todo aquele povão descendo de um ônibus e entrando em outro no meio da rua, onde não foi possível imaginar um porquê coerente de estarem fazendo isso...