Tive que mudar de casa, e, para chegar a meu novo lar, restaram apenas duas linhas: 179X/10 (↨ Barra Funda – Jardim Fontális) e 172T/10 (↨ Brás – Vila Nova Galvão). A 172T tem carros melhores e é praticamente a linha mais vazia da avenida, o que me levaria a escolhê-la. Mas não é isso que ocorre, pois a 172T também ostenta o título de mais demorada da avenida. Quarta-feira, um dia antes, esperei quase cinquenta minutos pela linha. Passaram todas as linhas possíveis até que ela viesse (passou até mesmo um 179X com o letreiro “Metrô Barra Funda, no sentido bairro). A péssima situação pela qual passa a linha me faz migrar para a 179X, que geralmente anda lotada neste horário onde muitos estudantes saem de seus esconderijos, a não ser que haja dois ou três carros um atrás do outro. Outra vantagem da 172T é que ela também para mais perto de minha casa (não é muita diferença, mas já é alguma coisa).
Nos meus primeiros dois dias tendo apenas estas linhas como opção, não fui completamente bem sucedido. Tive um grande azar nos dois dias (e só uma sortezinha no final).
Quinta-feira, 01/09 (ontem), eu estava no ponto pela primeira vez. Estava quase convicto de que pegaria uma 179X logo de cara, uma vez que a 172T se faz de rara. Três Apaches Vips pararam (um da linha 971V/10, outro da 1301/10 e outro da 1772/51). De repente, vejo um Marcopolo Viale de prefixo 2 2996 passando voando atrás destes três carros com a seguinte placa em sua traseira: “172T”. É uma situação que me deixa extremamente entristecido, para não dizer outra coisa, e não é a primeira vez que esse maldito motorista faz isso: já o denunciei duas vezes na central de atendimento do site da SPTrans (espero que isso sirva para algo). Eu já fui desrespeitado dessa forma dezenas de vezes, então não liguei tanto para mais uma. Continuando a história: já que a linha demora muito, eu, obrigatoriamente, precisei esperar pela 179X, pois sabe-se lá quando o próximo carro da 172T passará…
Logo mais, veio o Apache Vip 2 5106 pela 179X. Ele é bem antigo: possui bancos Urban 90, o ronco de seu motor é estranho para um OF-1721 e ele está sujo/destruído por dentro. Talvez seja o pior carro da linha, mas, adiante, apresentarei outro. Para piorar a situação, ele foi lotando pelo caminho. Como sou azarado, poucos pontos antes de eu descer, fomos ultrapassados pelo Vip 2 5067, da mesma linha, que estava com apenas umas cinco pessoas dentro. Aqui acaba um dia de azar.
Hoje, dia 02/09, além de voltar de ônibus, também fui. Para ir, tenho as mesmas linhas como opção, mas a 172T vira prioridade, pois, apesar da triste situação dos intervalos, ela é vazia, mesmo nos horários de pico (enquanto a 179X entope de gente, dependendo da ocasião). Fui ao ponto e, temendo chegar atrasado, por ter sido o primeiro a passar, embarquei num Apache Vip da 179X: o 2 5061. Assim como o 2 5106, possui bancos Urban 90, está ruinzinho de motor (é OF-1417), mas tem uma IMPORTANTÍSSIMA diferença: por incrível que pareça, não estava lotado! Tinha só uma pessoa de pé, e alguns assentos livres! Sentei num deles feliz da vida. Entretanto, felicidade de pobre dura pouco: além de enfrentar um chato trânsito, ao chegar no Metrô Santana, aconteceram duas tragédias: o ônibus lotou de pessoas provavelmente querendo ir ao Bom Retiro, e, ainda por cima, foi ultrapassado pelo 2 2216 da 172T. E pensar que mais poucos minutos a mais e eu poderia estar dentro dele…
Ainda não acabou: na hora de voltar para casa, dois ônibus parados no ponto e um desgraçado carro descarregando um passageiro folgado (ponto de ônibus não é lugar para fazer isso!). Sabe o que isso ocasionou? O 2 2216 PASSANDO RETO E ÀS ESCONDIDAS PELO PONTO! Sim, o carro da 172T que passa nesse horário sentido bairro é o mesmo do horário da manhã sentido centro. Enfim… fui atacado pela mesma droga de ontem! Mas que malditos motoristas sem paciência…! Eu até já tive a oportunidade de usar o 2 2216 e seu operador não parecia ser malvado. Eu teria que me submeter à 179X de novo… O que há de errado comigo para receber isso dois dias consecutivos? Esperei uns quinze minutos e nada. Isso praticamente significava algum Vip aleatório da 179X lotado.
Para salvar um dia, e finalmente algo bom acontecer, eis que aparece o 2 2536 pela 172T, um Busscar Urbanuss Pluss OF-1722M com elevador, contra todas as minhas expectativas. Foi uma coisa bem randômica, pois o carro que vem depois do 2 2216 não deveria aparecer nesse horário. Inclusive, estava só com uma pessoa dentro (e as outras três, contando comigo, que entraram no ônibus). Aí sim consegui ir para casa tranquilamente.
No sábado, dia 02/07/11, fui ao Itaim Bibi. Meu único objetivo era andar (e fazer um vídeo) num articulado (qualquer que fosse) da linha 106A/10 (Itaim Bibi – ↕ Santana). Isso, na verdade, deveria ter ocorrido semana passada, mas não foi possível devido ao estrambótico e inesperado itinerário realizado pela linha 107T/10 (Cid. Universitária – ↕ Tucuruvi) no dia, que havia sido alterado, nas imediações do Itaim Bibi, em virtude de uma maratona (no mesmo dia, também foi alterado perto da Avenida Cruzeiro do Sul, contudo isso não fez nenhuma diferença). Voltando ao que eu fiz 02/07, bem, considero chato ir e voltar com a mesma linha (106A, neste caso). Só faço isso quando não há mais de uma opção para ir a certo lugar. Portanto, fui ao ponto mais próximo de minha casa esperar pela linha 107T, umas das opções disponíveis para chegar ao Itaim Bibi (ou perto dele). Na minha sincera e humilde opinião, o passeio foi ruim.
Em 2007, 2 2203 na linha 177P
(Butantã USP - Pedra Branca), que,
hoje, parte do Metrô Santana.
Ele era fixo na linha 177P e,
atualmente, parece estar fixo
na 2740/10 (↕ Santana - Pedra Branca),
linha que surgiu depois do
encurtamento da 177P.
Estava de penetra na 107T.
(Créditos a Rafael [Only Buses],
em http://only-buses.4shared.com.)
Tudo começou a ficar ruim quando a espera pela linha foi longa: trinta minutos. Não é lá tanto tempo, considerando que, em passeios, já esperei até mesmo quase duas horas, então tudo ainda estava bem. Depois dos mencionados trinta minutos, mais uma má notícia me atacou: o carro da linha 107T que apareceu (e para o qual sinalizei) foi o 2 2203, um temido Apache Vip OF-1417. Na verdade, eu não poderia dizer que é ruim só de vê-lo, pois existem alguns bons por aí. Não era o caso deste, porém. Percebi sua ruindade ao ficar poucos minutos dentro dele. Ele estava extremamente lento, para minha infelicidade. A única coisa boa é que, apesar da demora, ele não estava lotado. Subiam e desciam pessoas por todo o trajeto. Enfim… foram infindáveis minutos dentro dessa coisa até a Avenida Cidade Jardim, onde pude, pela pouca utilizada porta esquerda, desembarcar, como previsto em minha rota. Apesar da entediante viagem, fiz um (curto) vídeo.
Saindo da parada e caminhando pela Rua Dr. Mário Ferraz, depois pela Rua Tabapuã, e logo após pela Rua Brigadeiro Haroldo Veloso, cheguei à Avenida Henrique Chamma, onde está localizado o TS (ponto final) da linha 106A. Lá, havia dois Caio Mondegos O-500UA parados, um dos três tipos de articulados presentes na empresa. Além deles, é possível encontrar também Urbanuss Pluss e Millennium articulado, ambos O-500MA. Estes dois últimos têm piso normal, enquanto os Mondegos têm piso baixo.
Um dos vários Mondegos da Sambaíba.
Que estranho estar escrito
apenas “Itaim” no letreiro.
Normalmente, vejo “Itaim Bibi”.
(Créditos a Cosme Oliveira [busManíaCo].)
Voltando à história, quem saiu foi o de trás, dois minutos após minha chegada ao local, e nele eu estava, lá no fundão. Concluí meu desejo de andar num articulado, só faltava o de fazer um vídeo, pois. Depois de alguns minutos, ele estava feito. Decepcionei-me com a lerdeza do Mondego ou falta de vontade do motorista de pisar fundo. Não dava nem para ouvir direito o som do motor. Foi outra viagem cercada de tédio. Outro problema foi a superlotação, entretanto ela já era esperada, senão nem haveria articulados na linha aos finais de semana (infelizmente, aos domingos eles somem e dão lugares a Millenniums, mas a demanda continua a mesma). Uma prova de que o trajeto foi feito devagar, é que, ao desembarcar desse Mondego, na Rua Voluntários da Pátria, em Santana, logo atrás estava um outro Mondego da mesma 106A, que nos alcançara. De tão chato que foi, nem me lembro de qual era o prefixo do Mondego em que andei. Onde está a motivação para vê-lo (o prefixo)? Em condições normais, caso eu não soubesse o prefixo do ônibus em que estou, eu ficaria lutando comigo mesmo dizendo: “Tenho que ver o prefixo desse ônibus quando eu descer, tenho que ver”. Mas hoje? Sem condições.
Resumindo: hoje foi ruim por causa da excessiva lerdeza por parte dos operadores com os quais me deparei hoje. Espero ver-me em melhor situação daqui a uma semana, quando, se nada der errado, farei uma vagarosa visita ao Parque Vila Maria, com as linhas 1206/10 (Praça do Correio – Parque Vila Maria), na ida, e 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria), na volta. Para pegar a 1206, precisarei ir até a Rua Paula Sousa, no centro, e, para isso, basta pegar a 107T ou a própria 271C, descer na Rua Brigadeiro Tobias e andar um pouco.
Hoje, 28/06/11, voltava para casa mais uma vez, algo corriqueiro. O escolhido desse dia foi o 2 2038, um medíocre Apache Vip OF-1417 da linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria),que não hesitei em pegar quando o vi chegando ao ponto alguns segundos depois de mim. Ele é um conhecido. Fixo na linha, passa sempre às 12h30 (em normais condições), com sua mesma dupla de operadores. Logo após ele, vem aquele motorista do post “Motorista da 271C”, que às vezes passa 12h30 também (nesse caso, o outro passaria cerca de 12h15).
Quando entrei, fui logo em direção à catraca, como sempre faço, a fim de passá-la. Nunca me sento na frente. Passei meu encapado (com um protetor de cartões, é isso?) Bilhete Único umas quatro ou cinco vezes no validador da roleta, e, após duradouros segundos, o único resultado que obtive foi a seguinte fala do cobrador: “Assim não passa, hehe”. Finalmente, percebi que o meu Bilhete Único não estava no local: apenas seu protetor estava. Creio que algumas pessoas tenham me olhado e esboçado um sorriso. Felizmente, havia um banco livre bem a frente do cobrador, onde pude me assentar e procurar dinheiro na minha bolsa (isso seria mais complicado de pé), para finalmente completar a missão de hoje: passar pela catraca.
No final das contas, meu bilhete estava fora de seu protetor, perdido em algum lugar distante (na minha bolsa não estava). Fiquei levemente indignado, pois, em primeiro lugar, gastar R$ 3,00 com ônibus é supérfluo, tendo um bilhete de estudante que só me faz gastar R$ 1,50 (consideremos que também não é o fim do mundo). Em segundo lugar, sinto-me um completo desligado, ao saber que consegui, incrivelmente, colocar em minha bolsa só uma capa, sem perceber que nela faltava o item mais importante de todos! É para esse tipo de imprevisto nos ônibus que sempre carrego comigo dinheiro reserva (hoje, utilizei uma nota de cinco reais). Ano passado, em um Torino GVII da linha 172T/10 (↕ Brás – Vila Nova Galvão), o validador era falho (deve ser comum nesses carros antigos), e, para ajudar o cobrador e também agilizar a situação, paguei em dinheiro, mesmo tendo um bom saldo no Bilhete Único. Não é o mesmo caso, pois eu tranquilamente tinha o bilhete, mas é um exemplo de onde o dinheiro reserva pode ser útil. Caso algum dia eu embarque num ônibus com meu bilhete tendo a quantia zero, guardado estará meu dinheiro para não ter de enfrentar nenhum problema — nunca tive a oportunidade de descer pela frente devido a isso ou sequer vi isso. Guardar o dinheiro reserva é quase um TOC para mim, pois fico bem intrigado quando não há (fico o tempo todo pensando em o que acontecerá caso não haja saldo, mesmo que meu bilhete contenha um milhão de reais).
Enfim, outra coisa interessante: o ônibus ficou com sua frente totalmente lotada de idosos, enquanto atrás os assentos eram ocupados, mas ninguém estava de pé, exceto eu. Desci. Logo atrás, vinha o vazio 2 2095, da mesma 271C, com o motorista do post “Motorista da 271C”, carregando apenas moscas, já que o 2 2038 absorveu todos os passageiros. Mais uma coisa interessante: vi uma moça dirigindo um Apache Vip OF-1722M da linha 1778/10 (↕ Santana - Jaçanã), do qual não me recordo o prefixo. Recordo-me, no entanto, de que já a vi há alguns dias, dirigindo um Marcopolo Senior G6 da mesma linha (citei-a no post do dia 20/05). Atualmente, mulheres dirigirem ônibus não é algo tão raro!…
A partir de hoje, abordarei temas mais específicos, não diariamente. Relatos diários deixarão de existir e só serão feitos em ocasiões especiais: rolês e acontecimentos extremamente inusitados.
2 1628: um dos Millennium que apareceram na 1721-10.
Obviamente, precisou sair de sua antiga linha (não sei se era a 172N).
(Créditos a Emil Junior E-218, Revista Portal do Ônibus.)
03/06/2011: um dia que estava preestabelecido como normal. Pela manhã, uma coisa diferente apareceu: Millennium II. Na verdade, Millennium II na linha 1721/10 (↨ Carandiru – Vila Ede), por isso diferenciado é. Além disso, havia tanto dos “antigos novos” Millennium (do 2 1558 ao 2 1628) quanto dos “novos novos” Millennium (do 2 1629 ao 2 1686 — estimado — e do 2 1732 ao 2 1755). Havia também um 2 2822, esse surpreendente, pois ninguém imaginava que haveria um Millennium O-500M perdido no lote 22 da Sambaíba. Voltando à linha 1721: sempre foi, constantemente, dominada por vários Urbanuss Pluss OF-1721, principalmente os iniciados em 2 22xx. Ocasionalmente, um Apache Vip ou S21 aparecia para desfazer a cara da linha, além do adaptado para cadeirantes da linha, um Pluss OF-1722M de prefixo, para mim, incognoscível. O adaptado tem uma característica exclusiva: exibe um “Até Vila Sabrina” em seu letreiro, quando escalado na 1721. A linha passa pela Vila Medeiros, Vila Ede e termina na Vila Sabrina, porém apenas este Pluss exibe isso em seu letreiro. Seria uma prova de que a população acostuma-se facilmente com esse tipo de coisa? Bem, o que importa é que a linha sofreu brusca mudança, pois, tratando-se de qualquer Millennium da Sambaíba, seja piso baixo dianteiro, sejam piso baixo centrais, muito raramente deu as caras nessa linha (ou nunca deu, pois eu nunca vi, mas não tenho a “experiência necessária” para dizer que nunca apareceu em quatro anos, pois só acompanho há dois). Não sei se a causa é alguma impossibilidade de itinerário. Valetas são o que não faltam na zona norte… Infelizmente, muitas empresas utilizam este tipo de desculpa para renegar à vontade certas linhas que merecem carros de melhor porte. A 1721/10 foi uma das últimas a receber novos carros, restando agora apenas a sua irmã: 1728/10 (↨ Carandiru – Jardim Brasil), que será a última a recebê-los. Seus fixos Apaches Vips (2 26xx) serão espalhados por outras linhas ou transferidos para outra garagem da empresa.
Para voltar a casa: fui ao ponto vinte minutos mais cedo, por uns motivos inúteis. Vi, no ponto, uma outra coisa que me deixa veemente: um caminhão… um maldito caminhão parado no ponto com uma profunda caradura, causando um enorme desarranjo a quem precisava pegar ônibus. Não consigo contar nos dedos a quantidade de ônibus que, simplesmente, cortaram o ponto por causa do caminhão, ignorando os passageiros como se nada estivesse acontecendo — talvez, o pensamento de alguns se baseava em estar feliz por causa do caminhão: assim seria mais fácil não pegar passageiro algum. Para falar a verdade, por mais que o motorista tivesse uma boa vontade, as pessoas não conseguiam enxergar de modo algum o ônibus que vinha ao fundo, perdendo-o. Uma cena caótica instalou-se por alguns momentos, pois alguns ônibus que precisavam desembarcar passageiros paravam muito a frente do ponto, isso fazia com que a pessoa que quisesse pegá-lo tivesse que correr. Ademais, se já havia um parado, era necessário para um possível que vinha atrás parar no meio da Avenida Cruzeiro do Sul, travando um trânsito que deveria ser tranquilo nesse horário. Uma confusão: uma hora era embarque e desembarque no meio da avenida, outrora era num ponto de táxi lá na frente…
Outra foto do 2 2038: desta vez
ele estava dando uma fugida na
linha 271A/51 (Santana - Cangaíba).
(Créditos a Tadeu Ricardo, aqui.)
Por felicidade, embarquei, correndo para o meio da rua, no Apache Vip 2 2038, um OF-1417. Estava em sua linha rotineira: 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria). Outrossim, seu motorista também era o mesmo de sempre, bem como o cobrador, que ajudou uma mulher com sua filha que acabara de voltar da escola. É a terceira vez que o vejo dando em cima de mulheres (sinceramente, se fosse um homem, ele ajudaria fazendo cara feia), mas como nada tenho a ver com isso, desejo-lhe boa sorte. Foi uma viagem medíocre, sem nada de incomum. É difícil fazer um OF-1417 andar, não posso culpar o motorista… O ônibus estava vazio na medida do possível: uns 20 de 30 assentos ocupados, o que se tornou comum ao extremo na 271C, que ano passado ficava lotada até o Metrô Santana — e lá esvaziava — ao passo que hoje é fácil vê-la vazia meio-dia e até sem ninguém dentro num horário como 10h00. Desci normalmente em meu ponto da Rua Duarte de Azevedo e assim termino meu post…
31/05/2011:outro dia frio para a cidade de São Paulo, como de praxe. Hoje, apenas uma coisa não era rotineira: sair de casa uma hora antes do normal, o que me livrava do trânsito que reina pela região de Santana.
Estava pronto para voltar para casa às 12h30. Vi, na caminhada até o ponto de ônibus, uma cena já relatada aqui algumas vezes: o micro-ônibus da linha 1721/10 (↕ Carandiru – Vila Ede), um destemido Busscar Micruss. Não sei ao certo se são da ABRACOV ou da ASSESP, na verdade nem sei o que significam estas siglas. Estão com liminar para continuar sua operação até que a SPTrans tome alguma atitude (vamos ver quantos séculos isso há de levar). O poder de persuasão nisso não é um pouco grande, se a decisão estivesse em minhas mãos, esses micro-ônibus aleatórios, que nem número da linha têm, já estáriam extinguidos.
Chegando ao ponto num horário normal e não esperando nada de absurdo, apenas arranjei meu lugar, visto que, em certas ocasiões, aquele ponto é bem lotado. Precaução é sempre importante, por mais que o ponto esvazie quando qualquer linha que não seja fantasma encosta-se a ele, e sempre sobre um lugar próximo à rua, mas ainda na calçada (às vezes ficar no meio da rua é uma opção, a faixa da direita é utilizada, praticamente, apenas pelos ônibus, mas de qualquer forma, não é opção tão segura quanto parece ou não parece). Nada de especial vi, e apenas entrei num Apache Vip I OF-1417 da linha 177C/21 (Center Norte – Parque Edu Chaves), cujo prefixo era 2 2142. Caso eu não esteja enganado, ele era fixo na linha 177C/10 (Vila Madalena – Jardim Brasil), antes da chegada de novos Millennium’s.
2 2142 na linha 177H/10 da época (Butantã USP - Horto Florestal) .
Hoje, essa linha sai do Metrô Santana para a USP (foi encurtada) e
é recheada de Millennium's II. O 2 2142 saiu dela (há muito tempo),
e posteriormente foi à Garagem Fernão Dias, fazer linhas como a
177C/10 (depois da 177H), ou a 177C/21 (recentemente).
(Créditos a Rafael, em http://only-buses.4shared.com.)
O Vip encontrava-se vazio (uma pessoa dentro), e mais três, incluindo eu, entraram. Tive a impressão de já ter visto seu motorista, principalmente por causa da certeza de já ter visto o cobrador, um senhor moreno de bigode (duplas de motoristas e cobradores não costumam ser alteradas, mas já vi casos onde foram). Era um carro bem lento, característica quase que inevitável de um OF-1417 (alguns motoristas conseguem fazê-lo correr), mas para amenizar a situação entediante, vi algo que não vejo todos os dias.
Saía de seu TS (terminal secundário ou ponto final) o carro 2 2561, um Busscar Urbanuss Pluss OF-1722M, pela linha 1728/10 (↕ Carandiru – Jardim Brasil). Quando o mesmo parou num semáforo ao nosso lado, o cobrador do 2 2142 (onde eu estava) começou a “gritar” para o motorista do 2 2561 (não lembro exatamente o quê). Talvez, auxiliando o fazer do cobrador, o motorista não hesitou em abrir a porta para também conversar com o velho que dirigia o Pluss. Depois, houve separação entre os dois, visto que, para cumprir itinerário, o 2 2561 precisava curvar à direita na Avenida General Ataliba Leonel, ao passo que seguiríamos reto pela Avenida Cruzeiro do Sul. Não obstante, uma conversa de pequenos gritos entre o motorista e o cobrador ainda continuou, sobre assuntos internos (vá lá saber se motoristas de 1728 e 177C não possuem amizade entre si? ambas passam pelo Jardim Brasil, ora), e, se ouvi direito, também falaram sobre tal de “Camila Sambaíba”. Não faço a mínima ideia de quem seja, obviamente, mas é fácil deduzir que, provavelmente, é uma funcionária da empresa.
No principal ponto de Santana, a querida estação do sistema metroviário, duas pessoas desceram do Vip, deixando-o mais vazio ainda, mas isso pouco importa, visto que uma quantidade de pessoas que chegava perto de trinta entrou no Apache, acabando com o vazio dos assentos. Agitado que estava, o cobrador continuava a falar coisas aleatórias. No fundo do ônibus, uma passageira dizia ao celular: "Já estou na cento e setenta e sete". São vários os nomes que os passageiros arrumam para as linhas de ônibus…
Levantei-me e me preparei para descer do ônibus. Quando ele estava no último semáforo existente antes do ponto onde desço (tive o privilégio de levantar apenas nas proximidades de meu ponto, e sempre tenho tal privilégio quando o ônibus não possui pessoas em pé). Foi quando notei que, atrás do 2 2142, apareceu o 2 2095, que estava na linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria). Dei uma olhada para seu motorista, com o qual já peguei muitas vezes no Apache S21 2 2021 e pela última vez no Apache Vip OF-1722M 2 2798 (o 2 2021, pelo jeito, deixou a linha 271C de vez e até agora não foi substituído por algum carro em definitivo, pois sempre aparecem diferentes na linha), e ele retribuiu, afinal, se uma pessoa x olha para uma pessoa y, é inevitável que a resposta da pessoa y seja um olhar para a pessoa x. Graças a isso, espero pegar a 271C com ele nos próximos dias, pois assim ele vai notar que eu existo (sabe que desço em tal ponto, e hoje me viu de pé no 2 2142 antes do tal ponto). Isso não é uma coisa importante, mas é interessante, ora. Traçar uns laços de amizade ficcional (ou não) não faz mal. Para findar a história: desci normalmente, como sempre, apesar de uma freada brusca, que facilmente dava a impressão de que o motorista não pararia no ponto (mas parou).
30/05/2011: um dia frio, assim como os anteriores, assim como os que estão por vir. É um dia diferenciado dos demais, pois hoje apresentava uma característica atípica: voltar para casa 10h30, duas horas antes de meu horário normal. Voltar para casa neste horário significa que, provavelmente, não verei nenhum ônibus ou motorista “conhecido“. Eu pegaria um aleatório.
Ir à parada me traz uma cena que está se tornando rotineira durante o trajeto até ele: ver um micro-ônibus (sempre um Busscar Micruss) cobrindo a linha 1721/10 (↨ Carandiru – Vila Ede). O problema é que esse micro-ônibus não é da Sambaíba, da Transcooper, e muito menos da Fênix. Trata-se da Abracov (na verdade não sei se dela, ou da ASSESP), uma espécie de consórcio com liminar para operar algumas linhas, de um jeito que parece até clandestino.
Aproximadamente 10h40, eu me prontifiquei no ponto. Enquanto pensava em qual ônibus pegaria, com tantas opções randômicas, e enquanto estava ao meu lado um Apache Vip OF-1721 da linha 1760/10 (Center Norte – Cohab Jardim Antártica) junto a um Busscar Urbanuss Pluss OF-1418 da linha 1745/10 (Center Norte – Vila Nova Cachoeirinha), um senhor que acabara de chegar ao ponto fez a mim a seguinte pergunta: “Esse ônibus é o Vista Alegre?”. Respondi negativamente, para os dois. O senhor me contou que tinha dificuldade com sua visão. Eu tinha muito tempo livre (se eu quisesse, ficaria lá até 12h30), portanto resolvi ajudar o senhor, avisando-o quando a 971V/10 (Center Norte – Jardim Vista Alegre) chegasse, porém eu não disse a ele que eu faria isso (fingiria que meu ônibus ainda não passou). Foram-se várias opções que tranquilamente me serviam, mas esperava eu pela 971V, enquanto conversava com o senhor (na verdade, ele sempre perguntava se o ônibus que vinha era o Vista Alegre), além disso ele também perguntou se eu precisava pegar algum ônibus, então respondi que eu estava “enrolando” no ponto (daí não foi mais preciso fingir). Esperei por 15 minutos até que a linha viesse (foi a última a passar, de todas que vem pela Avenida Zaki Narchi, uma agonia tremenda), então, como planejado, eu disse ao senhor sobre a chegada da 971V, e ele me agradeceu. Em seguida, o velho seguiu seu rumo no 2 1225, um Marcopolo Viale OF-1721.
Atrás deste Viale, estava um Caio Apache S21 OF-1417 de prefixo 2 5071, pertencente à linha 179X/10 (↨ Barra Funda – Jardim Fontális). Peguei-o. Ele ainda está se acostumando com a linha, porque chegou recentemente à 179X, numa "confusão" de trocas internas na Fênix. Essas trocas envolveram (e ainda podem envolver) as linhas 179X/10, 1206/10 (Praça do Correio - Parque Vila Maria) e 172K/10 (↨ Tatuapé - Jardim Tremembé).
Lendo postagens por aí na comunidade da Sambaíba no Orkut e baseando-me nelas, deixe-me ver se entendi bem esta história: tudo começou com o desaparecimento do Neobus Mega 2 5124, que era da 179X (mas que já rodou também na 1702). Em seu lugar, apareceu um Apache Vip II de prefixo 2 5124. Nada de anormal até então, pois parecia uma substituição comum. Todavia o Neobus Mega 2 5124 reapareceu, prefixado como 2 5059, na linha 1206. O problema é que 2 5059 era um prefixo ocupado por um Apache Vip da linha 179X. Ou seja: o Vip 2 5059 foi aposentado, e algo faltava na 179X (seu Neobus Mega foi embora, e substituído pelo Vip II 2 5124, mas e o Vip que "foi embora"?). Bem, a linha 1206 ganhou este novo 2 5059 (antigo Neobus Mega 2 5124), e após isso, perdeu o Vip II 2 5135, que foi para a linha 172K. Tudo levava a crer que, para substituir o carro que faltava na 179X, sairia algum da 172K. E foi o que aconteceu, pois o S21 2 5071 é oriundo da 172K, e atualmente está na 179X. Resumindo a situação: 179X perdeu 2 5124 (Neobus Mega) e 2 5059 e ganhou 2 5124 (Vip II) e 2 5071, 1206 ganhou 2 5059 (Neobus Mega ex-2 5124) e perdeu 2 5135, e 172K perdeu 2 5071 e ganhou 2 5135. Mas ainda há um problema: o carro 2 5012, ainda não citado neste texto, que era da 172K, sumiu... Seria isso algum sinal de que há mais trocas bizarras? Não há informações sobre tais, pelo menos por enquanto, então paro por aqui neste assunto.
Continuando com o ônibus que peguei hoje: o 2 5071 também apareceu, por coincidência, no vídeo que divulguei em minha última postagem no blog. Era bastante barulhento, e no vídeo de minha última postagem fazia um forte barulho principalmente ao frear, barulho que não ouvi hoje (talvez consertado desde o sábado?). Não é extremamente rápido, mas também não é lerdo. Também possui um som suave, bem baixo. O ônibus estava com uns 25 de seus 34 assentos ocupados. No Metrô Santana todos os assentos foram ocupados de vez. Interessante notar que há certo movimento de pessoas neste horário (já eram 11h), achei que todas as linhas, com exceção daquelas superlotadas de terminais capelinhas e varginhas por aí, ficassem vazias de manhã, ou pelo menos não totalmente ocupadas. Quando desci do ônibus, havia ainda três pessoas querendo entrar (ficariam de pé, certamente), no mesmo ponto. Notei que já peguei ônibus com o motorista do 2 5071, mas os motoristas da 179X são uma coisa tão relativa... Na ocasião, ele estava com o Apache Vip 2 5089, 12h30, mas já o vi em aleatórios horários (uma vez, estando no ponto às 11h15, vi-o num Comil Svelto IV da linha). Hoje, apareceu com um S21 às 10h55. A 179X é uma linha onde os motoristas não são escalados sempre no mesmo horário, ao que parece.
Um fato da Fênix que pôde ser reparado no ônibus é o fato de a cobradora ser uma mulher. Isso é a coisa mais comum do mundo nas linhas 179X/10 e 1702/10 (Tietê – Jova Rural). Já perdi as contas de quantas vezes vi mulheres no papel de cobradoras nestas linhas. O número de cobradoras supera muito o de mulheres motoristas, o qual ainda é escasso (espero que algum dia seja maior). Enfim, para terminar a história: desci do ônibus para ir até minha casa, como sempre faço, sem nada de anormal ocorrer...
27/05/2011: dia extremamente normal. De manhã, a única coisa que não vejo todos os dias a ver foi o Marcopolo Viale OF-1721 mais famoso da empresa, perdendo apenas para o reencarroçado 2 2996 (queimado)... Falo do 2 1250! O único motivo para designá-lo como especial é o fato de ele ser um presente da Marcopolo para o Sr. Belarmino, dono da Sambaíba (e das empresas do grupo), após uma massiva compra de ônibus da Marcopolo. O que ele traz de diferente consigo é o seu imponente ar-condicionado, além de um diferenciado letreiro eletrônico (a maioria dos Viales possui o obsoleto letreiro de lona). Não identifiquei a linha em que o cigano (seu apelido carinhoso) estava. Linha é o que ele bem conhece, fez desde a 1778/10 (↨ Santana – Jaçanã) até 107P/10 (Pinheiros – Mandaqui), entretanto as citei aleatoriamente. Em outras palavras, já fez dezenas de linhas, de todas as garagens da empresa. Dá grande impressão de ser um carro reserva (caso não seja), mas não sei... O único fato é que você pode vê-lo até entrando em sua casa algum dia, pois ele não tem lugar para ficar.
Continuando o meu cotidiano, hoje me atrasei por cinco minutos, devido a fatores insignificantes. Eu estava, pois, desfalcado de alguns bons carros de linhas que pego usualmente, ou pelo menos deveria estar... Fui ao ponto enquanto passava pelos improvisados “TS’s” (pontos finais) das linhas 1721/10 (↨ Carandiru – Vila Ede) e 1728/10 (↨ Carandiru – Jardim Brasil), onde o que mais vejo é, sem dúvidas, o 2 2561 (Busscar Urbanuss Pluss OF-1722M adaptado para cadeirantes) na 1728, junto ao 2 2257 (Busscar Urbanuss Pluss OF-1721), este na 1721. Ultimamente também foi possível ver malditas lotações coexistindo com os ônibus, pelo menos na linha 1721, neste horário.
2 2038: não sei se ele já era fixo
na 271C quando esta foto foi tirada.
(Créditos a Rafael http://only-buses.4shared.com)
Eu, como de praxe, esperei pouco pelo ônibus. Qualquer coisa me deixaria satisfeito, com exceção de ônibus lotados. Veio um Apache Vip OF-1417, o 2 2038, que estava em sua linha de sempre: 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria). O estranho é vê-lo, geralmente, entre 12h15 e 12h20, ou seja: ele não deveria ter aparecido nesse horário, vinte minutos depois de seu habitual. Desconsiderando tudo isso, peguei-o.
O motorista era o mesmo do dia 20/05/2011, última sexta-feira. Naquela ocasião ele dirigia um Pluss OF-1721 (2 2905), de um modo bem lento. Hoje foi bem mais rápido, certamente suplantando semana passada. Sua velocidade na Rua Duarte de Azevedo fez com que lataria e bancos batessem incessantemente, provocando um barulho irritante e legal ao mesmo tempo. O incomum mesmo foi a porta do Vip ter sido aberta manualmente por uma fresta por causa disso (como se estivesse solta).
Quanto ao número de pessoas no ônibus: decreto, quase oficialmente, que os Vips da 271C não lotam mais, como antigamente faziam. Hoje havia só umas dez pessoas dentro do ônibus, algumas desceram no Metrô Santana, e no mesmo lugar só entraram mais duas. A 271C é uma de minhas melhores opções, principalmente no quesito lotação, mas não pode ser considerada perfeita (se é que alguma linha pode), pois tem intervalos ruins, embora eu esteja a pegando constantemente nos últimos dias e tempos. Nada muito especial ocorreu hoje. Para postagens como essa são necessários assuntos adicionais a serem tratados (como o 2 1250...).
Depois, desembarquei normalmente no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo. Ainda assim, antes de findar essa história, conto algo invulgar: quando eu me aproximava do ponto para pegar o ônibus, vi o Apache Vip OF-1722M na 172T/10 (↨ Brás – Vila Nova Galvão) 2 2772. Não liguei muito para isso, é algo costumeiro ver um carro da 172T, principalmente o 2 2689. O legal foi o seguinte: após ver o 2 2772, fui ultrapassado pelo 2 2689, Vip OF-1722, na 172T, enquanto estava dentro do 2 2038. Isso já é uma coisa bem unusual, dois 172T's vagando por aí... Mas enquanto andava para casa, vi ainda o 2 2612, um Urbanuss Pluss OF-1721 de letreiro eletrônico, na linha... Três é demais (entre um e outro já demora um belo tempo)! Boa sorte a quem necessitou da linha depois disso. (Será que já conseguiram pegar a linha, uma hora e minutos depois do acontecimento?)
Este é o primeiro passeio que relato (de muitos, espero). Aproveito logo para dizer que esta postagem é, digamos, grande. Passeios são giros (literalmente, se preferir são triângulos, quadrados, etc.) que faço pela cidade de São Paulo ou talvez por outras (mas voltando para São Paulo depois), geralmente usando três linhas de ônibus (às vezes uso quatro sendo um para curta distância, ou também uso dois para ir e voltar a um lugar quando quero passeios simples, curtos e rápidos), partindo de um lugar e voltando para o mesmo lugar. Existem também alguns extremos os quais raramente faço, quando por exemplo, fui até a Ilha do Bororé, deslocando-me de Santana até o extremo da Zona Sul (já na zona ambiental), o que me roubou sete horas de vida. Ao fazê-los, desejo conhecer a demanda das linhas, seu trajeto, seu ponto final e inicial (TP's e TS's), talvez, bem como relatar fatos curiosos.
14/05/2011: um sábado com sol e frio simultaneamente, na minha visão, e um sábado nublado de temperaturas amenas, na visão do site da SMT, que aleatoriamente consultei, mas nada capaz de impedir um “rolê” por São Paulo. Este passeio estava planejado há um tempo e tinha como principal objetivo pegar a linha 172T/10 (Metrô Brás – Vila Nova Galvão) até seu TS (ponto final) no Brás, apenas com a finalidade de conhecer, já que fiquei por várias vezes lá dando com os burros n’água, graças aos seus longos intervalos e irregularidades por parte de alguns motoristas. Depois, eu pensaria no que fazer para voltar para casa usando linhas diferentes. Uma das opções era ir até Guarulhos, mas é algo que se tornou inviável graças aos longos intervalos das linhas guarulhenses no Metrô Brás. Decidi, então, achar uma opção para sair de lá que não fosse 172T/10 e 5630/10 (Metrô Brás – Terminal Grajaú), que são as únicas com ponto final no Metrô Brás, pois já peguei as duas recentemente (não que esse seja o motivo, mas eu não quero voltar de 172T e nem enfrentar a superlotação/trajeto demorado da 5630/10 de novo). A alternativa que achei foi: caminhar do Terminal do Metrô Brás até a Avenida Rangel Pestana, pois é aqui que entra a segunda missão que surgiu depois do planejamento deste passeio (ainda bem, senão eu perderia a chance): andar nos novos Millennium’s O-500U que estão em peso na linha 175P/10 (Metrô Ana Rosa – Pq. Edu Chaves). Uni o útil ao agradável, visto que a Avenida Rangel Pestana era minha única opção próxima e lá eu poderia pegar a linha 2175/10 (Praça da Sé – Jardim Guançã), que tem seu TP (ponto inicial) ao lado das linhas 175P/10 e 1721/10 (Metrô Carandiru – Vila Ede)! Em último caso, poderia ainda pegar as linhas 2161/10 (Praça do Correio – Pq. Edu Chaves), 2127/10 (Metrô Liberdade – Jd. Brasil) e 2182/10 (Praça do Correio - Jd. Brasil), para depois pegar a 175P/10 no meio de seu itinerário. Foi então formado: 172T/10 -> 2175/10 -> 175P/10.
Esse é só um de meus vários passeios, é demonstrada então a grande variedade que tenho partindo de Santana... São linhas que não acabam, e ainda tem metrô pra conhecer linhas de outras áreas! Agora, sem mais delongas, vamos ao que ocorreu hoje...
1º passo: pegar a 172T/10.
Pegar a 172T/10 é um grande desafio. Um problema são os longos e irregulares intervalos tanto nos dias de semana como nos finais de semana, além de adversidades que podem ocorrer como por exemplo: imagine um motorista passando reto pelo ponto, devido a um ou outro ônibus parado, depois de uns... 25 minutos de espera? Seria chato...
Muitíssimo felizmente, não ocorreu problema algum! Dirigi-me ao ponto 15:11 , e cerca de 5 minutos depois, apareceu com seu diferenciado letreiro, onde lia-se facilmente “1 7 2 T ↕ B R Á S”, o Caio Apache Vip 2 2994, um OF-1417 queimado há uns anos por vândalos do PCC, que foi reencarroçado pela Sambaíba. A primeira coisa que percebi ao entrar no ônibus foi que, por muita coincidência, o motorista do ônibus era um cara que eu havia visto no Orkut, na comunidade da empresa (Sambaíba), e que se apresentou como motorista da linha (172T/10) em um tópico e inclusive me ajudado quando perguntei onde ficava o TS dela! Fiquei boquiaberto na minha mente com esta situação. Quando entrei no ônibus, ele estava razoavelmente vazio, com lugares na parte da frente inclusive, portanto aproveitei para gravar (e colocar no Youtube). Tudo correu normalmente. Quando eu terminara de gravar, o ônibus começou a lotar perto da Avenida Carlos de Campos (não de idosos, então pude ficar sentado), mas estou comentando isso, porque nunca imaginei que a 172T/10 fosse uma linha capaz de lotar um ônibus do jeito que vi. Como imaginei, quase todos os passageiros desceram no Largo da Concórdia, restando apenas umas poucas almas que seguiram para o vazio e vazio terminal do Metrô Brás.
Foto recente do 2 2994 operando a linha 1782/31. (Créditos a Victor Vieira do ÔnibusBrasil.)
Agora vem o fim da história 172T/10: cheguei ao Metrô Brás normalmente 16:00 (aproximadamente), e o que achei do ônibus? Nada de mais. Foi rápido até para um OF-1417, o que atrasou a viagem foi o constante sobe-e-desce durante o trajeto que presenciei, em quase todos os pontos subia ou descia alguém (e geralmente só uma pessoa). Como eu disse, gravei, e aí está para quem desejar:
2º passo: pegar a 2175/10.
Após uma caminhada de 5 minutos do Terminal da Estação Brás até a “Parada Piratininga” da Avenida Rangel Pestana, eu estava pronto para apanhar a 2175/10, na parada número 1 (ali existem três paradas, sendo que todas as linhas da área 2 utilizam a número 1, com exceção da 172T/10 que utiliza a número 2). Na verdade achei que seria de certa forma entediante, pois já conhecia o trajeto desta linha (usei-a num passeio há dois meses), e na verdade só preciso pegar ela para chegar até o TP da linha 175P/10, mas andar de ônibus é andar de ônibus. No tempo em que fiquei ali, o que mais passava, obviamente, eram ônibus da área 3 e 4, nos quais não prestei muita atenção, a não ser em um motorista de um Apache S21 da linha 4120/10 que parecia mais um “cantor” de funk, com seu boné virado, agasalho mal vestido e “cara de mau” (nunca vi um motorista de ônibus assim, que eu saiba todos devem usar uniforme, e mesmo os que usam camisas comuns são aceitáveis e têm de monte em qualquer empresa, mas esse estava bizarramente trajado).
Então, depois de 15 minutos de mais ônibus, da área 2 inclusive, atendeu-me o Busscar Urbanuss Pluss OF-1418 de prefixo 2 2730 da 2175/10, no qual embarquei umas 16h15. Caramba... Notei outra coisa quanto ao motorista: há uns dois meses, no passeio em que peguei essa linha, utilizei o Caio Millennium II PBC 2 2474, onde o motorista era um careca e o cobrador um cara moreno que aparentava ser jovem. E hoje, o que vi? Não, não foi um cobrador moreno e um motorista careca, foi ao contrário! E tenho quase certeza de que eram os mesmos, mas com posições trocadas... Achei estranho, mas deixa pra lá já que não tenho total certeza. Eu já achava que seria entediante e as forças para isso aumentaram após saber que eu andaria num Pluss OF-1418, mas o motorista foi bem! Esse OF-1418 parecia até um OF-1722M com o barulho que fazia na troca de marchas, e o giro era alto. Cheguei ao TP da linha na Vila Sabrina em um instante! Não houve muita coisa a ser notada no trajeto, no máximo os gritos de torcedor santista que dava o motorista “é o peixe, é o peixe amanhã, etc.”, o sobe-e-desce na Avenida Guilherme Cotching, entre outros.
Foto antiga do 2 2730, operando na linha 177C/10. (Créditos a Rafael do site http://only-buses.4shared.com.)
3º passo: pegar a 175P/10.
Meu objetivo: andar num dos novos millennium's. O 2 1767 foi meu alvo. (Créditos a Eduardo Sambaíba.)
Estava lançado mais um desafio relacionado à minha missão (andar de Millennium novo). Desta vez o problema não era com a linha, mas sim com a sorte: será que eu conseguiria encontrar um dos novos Caio Millenium’s da Sambaíba parado no TP? Apesar de ser uma linha queridinha, ainda recebe ônibus de motor dianteiro (famosos cabritos) e também outros traseiros que não são novos (mas que não deixam de ser bons carros).
Indo direto ao ponto, notei ainda dentro do Pluss da 2175/10 a presença de um Millennium O-500U novíssimo (2 1767), e também um outro O-500U antigo, de 2008 (2 1323) parados no TP, na Vila Sabrina. Eu pretendia seguir viagem na linha até o seu ponto final, porém há uma coisa a ser dita: ela passa por seu ponto inicial dá voltas pelo Jardim Guançã, e finalmente regressa ao ponto inicial. Como eu disse, eu apenas pretendia fazer isso, pois ao ver o Millennium parado lá, desci da 2175/10 num ponto na Av. João Simão de Castro poucos metros depois, ao invés de ir até o ponto final, e fui andando até o TP com o seguinte pensamento: vou pegar um dos cobiçados Millennium's novos, yea! Tais palavras trouxeram felicidade por curto tempo, felicidade que foi abaixo quando vi tal Millennium novo partindo, quando eu ainda estava distante o suficiente para não poder tomar nenhuma atitude. Parecia que tudo estava arruinado para minha segunda missão, mas num momento de glória, lembrei-me de que a 175P/10 faz uma pequena volta para sair no começo da Avenida João Simão de Castro, ou seja, passaria ali de novo... Isso me fez voltar rapidamente para o mesmo ponto de onde desembarquei da 2175/10, e três minutos depois consegui completar minha segunda missão, com a chegada do brilhante e novo millennium, para o qual com certeza não hesitei em sinalizar cerca de 16h55.
No 2 1767 tudo brilhava, até o retrovisor, o carro tinha cheiro de carro novo, e um dos mais bonitos sons de motor: o do O-500U. Outra coisa interessante a ser reparada é que as portas, tanto de embarque como de desembarque, abriam normalmente “em movimento”, não em movimento de 40km/h por exemplo do nada, é claro, mas abriam quando o motorista ainda estava encostando no ponto e não havia freado totalmente, diferente dos novos Millennium’s O-500M, que param totalmente antes de abrir suas portas (talvez seja ordem da empresa), graças ao Anjo da Guarda, presente em toda a frota (na verdade uma vez vi um Marcopolo Torino circulando normalmente com a porta aberta, sei não esses carros antigos de 1999, 2001...), é um aparelho que tem como função bloqueia certas atitudes no ônibus, como por exemplo, acelerar com a porta aberta. Aproveitei para gravar também, são poucos os que têm a oportunidade de fazer isso (mas muitos os que podem). Até agora, são escassos até mesmo vídeos de Millennium’s O-500M, dos novos O-500U então não deve ter, certamente, portanto acho que serei o primeiro a divulgar um no Youtube. Aí está o vídeo:
Tirando uma mulher que ficou me encarando por eu a ter filmado na hora em que desceria (enquanto eu a ignorava), a viagem correu normalmente, e meu plano era descer em Santana. Porém deu-me uma vontade de chegar mais rapidamente e evitar a volta pela Avenida Nova Cantareira e o sobe-e-desce de passageiros que há na 175P/10. Já que a integração do bilhete único ainda estava em jogo, desci na Avenida Guapira, após o Parque Vitória, onde eu tinha três opções que iriam pela Avenida Luiz Dumont Villares (onde eu desceria em seu último ponto): 1782/31 (Metrô Santana – Vila Nova Galvão), 1703/10 (Shopping Center Norte – Jardim Fontális) e 1701/10 (Metrô Santana – Jova Rural). Eu disse três, porque citaria três, mas na verdade só esperaria por duas mesmo. Excluo a 1701/10, pois odeio as lotações da Transcooper.
Foto mal tirada do 2 2635.
Quando os relógios marcavam umas 17h25, veio o Urbanuss Pluss OF-1721 de prefixo 2 2635, com seu belo letreiro eletrônico branco, sendo um dos únicos Pluss de 2001 contendo um, na linha 1782/31. Foi assim que cheguei em casa hoje, tranquilamente (já que dentro do ônibus só havia umas 5 pessoas), 17h55, após curto um curto andar da Avenida "nova" à minha já citada casa, pronto para redigir esta história...
13/05/2011: uma chuvosa sexta-feira 13, a qual recebeu a honra de ter meu primeiro relato de acontecimentos relacionados aos ônibus, ou seja, meus contos, minhas histórias... Ainda aproveito para dizer que costumo apenas contar como foi a minha volta para casa, mas hoje, especialmente, vi um fato interessante na ida (onde não utilizo ônibus pela falta de compensação, tudo passa lotado na minha rua no horário de pico da manhã, além de haver um infernal trânsito... Diferente do horário da volta onde posso tranquilamente pegar ônibus para a pequena distância que percorro). Abaixo, as histórias:
Estava eu, tranquilamente apreciando o trânsito que impera na minha rua durante as manhãs, no maldito horário de pico paulistano, quando notei dois Caio Millennium’s recentemente (há um mês) adquiridos (2 1618 e 2 1622, para ser mais exato). Na verdade o que notei foi que ambos estavam na linha 271m-10 (Metrô Santana - Parque Novo Mundo). Indo mais a fundo, o que realmente notei é que o da frente estava lotado até o talo, até a porta da frente se preferir, completamente cheio, enquanto o de trás estava mais tranquilamente disposto, até mesmo com dois ou três assentos disponíveis (estávamos no horário de pico, 07h30 da manhã)... Eu pensei: sorte de quem está no de trás. Mas enquanto refletia sobre tal situação do nada algo incomum ocorreu: pessoas (umas vinte), fora do ponto, começaram a descer do Millennium da frente e entraram no de trás! Não faço a mínima ideia de qual era o propósito daquelas pessoas (ficar em pé mais confortavelmente?).
177C/21 e sua nova denominação. (Créditos a Eduardo Sambaíba.)
Agora, vamos à história da volta, a qual realmente faz parte de mim (eu a vivencio...)! Fui ao ponto no horário correto, 12h30, e lá esperei por um ônibus. Vi uma situação rara por lá: dois Millennium’s (ambos 2 159 alguma coisa) novos da 177C/10 (Vila Madalena – Jardim Brasil), sendo um cheio e o outro sem ninguém dentro... E dois Apaches Vip’s da 172U/10 (Mooca – Cemitério Parque dos Pinheiros) ambos cheios. Acho que é a segunda vez que vejo isso na minha vida (2x + 2y, sendo “x” e “y” duas linhas quaisquer). Há uns meses vi na minha rua dois carros da linha 179X/10 (Metrô Barra Funda – Jardim Fontális) seguidos de dois carros da linha 172T/10 (Metrô Brás – Vila Nova Galvão)... Continuando minha história, logo depois veio um mais um dos novos Millennium’s, desta vez novo mesmo, visto que havia 70 que chegaram à empresa há um mês que só iam até o 2 1628, e que chegou há poucos dias uma nova remessa do 2 1629 ao 2 16xx (numeração desconhecida). Este novo Millennium que veio era o 2 1631 na 172N/10 (Center Norte – Metrô Belém), mas não quis pegar, pois odeio estes novos Millennium’s quando não conheço o motorista, o sinal de parada deles é muito baixo (sim, sou louco por não gostar disso, fico com uma agonia de que o motorista não ouviu o sinal. Casos em que fui deixado um ponto depois do meu pedido de parada não são raros), e eu nunca tinha visto seu motorista (os que eu já vi eu acho que até sabem que quando entro no ônibus vou descer no meu ponto de sempre). Após ignorá-lo, veio ao fundo um Apache Vip I. Este Vip era o 2 2039, OF-1417, e estava na 177C/21 (antiga Center Norte - Jardim Brasil, agora Center Norte - Parque Edu Chaves), peguei-o para não correr mais riscos de ter que ficar esperando por um longo tempo (o que miseravelmente ocorre com o azar que tenho, considerando que embora eu tenha muitas opções, eu evito algumas), e também porque já havia pegado com esse motorista. Após subir, vi uma cena a qual não tenho um adjetivo para descrever: uma mulher fez a pergunta “este ônibus passa na Vila Galvão?”, e o cobrador ficou irritado do nada e começou a falar depois: “P****, tá escrito Vila Galvão por acaso? Isso é Parque Edu Chaves e Avenida Julio Buono! Que Vila Galvão o que rapaz... Nada a ver...” Havia um clima de descontração no ônibus por parte do cobrador, ao parar do nosso lado o Apache S21 2 2252 da linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria) num semáforo, o cobrador abriu a janela do Vip e começou a gritar para o cobrador ou motorista do 252. Depois disse: “Nossa, esse é o mof-mof (não sei o que é isso), é o 056, eu que dei esse apelido a ele quando fui ao Parque Vila Maria! Ele fica me xingando de filho da p**** quando eu chamo ele disso!”. Achei isso estranho, mas engraçado, situação inusitada, única, interessante e boa de contar num relato como este, que merece acontecimentos pelos quais pessoas não passam diariamente no transporte público, vez ou outra... Prosseguindo a viagem, o ônibus felizmente não lotou ao passar pelo Metrô Santana (talvez por causa dos Millennium’s da 177C/10 que passaram antes), entraram apenas umas sete pessoas. Entre estas pessoas, estavam: uma senhora que perguntou se esse ônibus ia até o Parque Edu Chaves (desta vez o cobrador só não deve ter falado algo por tratar-se de uma idosa...), mas ele ainda disse em tom respeitoso a ela: está no letreiro o Edu Chaves. Ela agradeceu. Também entrou um funcionário da empresa (Sambaíba). Depois a viagem prosseguiu normalmente até o meu desembarque, nada ocorreu, além de pequenas conversas entre cobrador, motorista e o funcionário que embarcou no Metrô Santana.
Minha opinião sobre o ônibus hoje: foi demasiado lerdo, além de ser OF-1417, parecia até que o motorista forçava para ir lentamente... Mas, sinceramente, o "andar de ônibus" hoje foi compensado pela atuação do cobrador. Eu nunca tinha visto um assim nos ônibus que pego, eu até ri, achei graça das coisas que ele falava... Por mais errada que fosse qualquer coisa que ele fizesse, acho que ele merece uma citação honorária por ter me impressionado. Graças ao cobrador de hoje, pegar o ônibus de volta para casa foi legal. Se tudo fosse normal, diria que odiei o ônibus hoje, devido à lerdeza, o tempo do trajeto foi dobrado comparado a ontem, por exemplo, quando peguei um Urbanuss Pluss OF-1721 (2 2256) na mesma linha. O número de pessoas no “2 2256” era o mesmo e o motorista sentou o pé! Eu gosto é de fortes emoções e afirmo que um Pluss OF-1721 é mil vezes melhor do que um Vip OF-1417 no quesito velocidade, embora haja alguns Pluss’s cansados que não andam nada (é 8 ou 80)... Quanto a primeira e bizarra situação que vi de manhã: achei estranho, certo... Todo aquele povão descendo de um ônibus e entrando em outro no meio da rua, onde não foi possível imaginar um porquê coerente de estarem fazendo isso...