Tive que mudar de casa, e, para chegar a meu novo lar, restaram apenas duas linhas: 179X/10 (↨ Barra Funda – Jardim Fontális) e 172T/10 (↨ Brás – Vila Nova Galvão). A 172T tem carros melhores e é praticamente a linha mais vazia da avenida, o que me levaria a escolhê-la. Mas não é isso que ocorre, pois a 172T também ostenta o título de mais demorada da avenida. Quarta-feira, um dia antes, esperei quase cinquenta minutos pela linha. Passaram todas as linhas possíveis até que ela viesse (passou até mesmo um 179X com o letreiro “Metrô Barra Funda, no sentido bairro). A péssima situação pela qual passa a linha me faz migrar para a 179X, que geralmente anda lotada neste horário onde muitos estudantes saem de seus esconderijos, a não ser que haja dois ou três carros um atrás do outro. Outra vantagem da 172T é que ela também para mais perto de minha casa (não é muita diferença, mas já é alguma coisa).
Nos meus primeiros dois dias tendo apenas estas linhas como opção, não fui completamente bem sucedido. Tive um grande azar nos dois dias (e só uma sortezinha no final).
Quinta-feira, 01/09 (ontem), eu estava no ponto pela primeira vez. Estava quase convicto de que pegaria uma 179X logo de cara, uma vez que a 172T se faz de rara. Três Apaches Vips pararam (um da linha 971V/10, outro da 1301/10 e outro da 1772/51). De repente, vejo um Marcopolo Viale de prefixo 2 2996 passando voando atrás destes três carros com a seguinte placa em sua traseira: “172T”. É uma situação que me deixa extremamente entristecido, para não dizer outra coisa, e não é a primeira vez que esse maldito motorista faz isso: já o denunciei duas vezes na central de atendimento do site da SPTrans (espero que isso sirva para algo). Eu já fui desrespeitado dessa forma dezenas de vezes, então não liguei tanto para mais uma. Continuando a história: já que a linha demora muito, eu, obrigatoriamente, precisei esperar pela 179X, pois sabe-se lá quando o próximo carro da 172T passará…
Logo mais, veio o Apache Vip 2 5106 pela 179X. Ele é bem antigo: possui bancos Urban 90, o ronco de seu motor é estranho para um OF-1721 e ele está sujo/destruído por dentro. Talvez seja o pior carro da linha, mas, adiante, apresentarei outro. Para piorar a situação, ele foi lotando pelo caminho. Como sou azarado, poucos pontos antes de eu descer, fomos ultrapassados pelo Vip 2 5067, da mesma linha, que estava com apenas umas cinco pessoas dentro. Aqui acaba um dia de azar.
Hoje, dia 02/09, além de voltar de ônibus, também fui. Para ir, tenho as mesmas linhas como opção, mas a 172T vira prioridade, pois, apesar da triste situação dos intervalos, ela é vazia, mesmo nos horários de pico (enquanto a 179X entope de gente, dependendo da ocasião). Fui ao ponto e, temendo chegar atrasado, por ter sido o primeiro a passar, embarquei num Apache Vip da 179X: o 2 5061. Assim como o 2 5106, possui bancos Urban 90, está ruinzinho de motor (é OF-1417), mas tem uma IMPORTANTÍSSIMA diferença: por incrível que pareça, não estava lotado! Tinha só uma pessoa de pé, e alguns assentos livres! Sentei num deles feliz da vida. Entretanto, felicidade de pobre dura pouco: além de enfrentar um chato trânsito, ao chegar no Metrô Santana, aconteceram duas tragédias: o ônibus lotou de pessoas provavelmente querendo ir ao Bom Retiro, e, ainda por cima, foi ultrapassado pelo 2 2216 da 172T. E pensar que mais poucos minutos a mais e eu poderia estar dentro dele…
Ainda não acabou: na hora de voltar para casa, dois ônibus parados no ponto e um desgraçado carro descarregando um passageiro folgado (ponto de ônibus não é lugar para fazer isso!). Sabe o que isso ocasionou? O 2 2216 PASSANDO RETO E ÀS ESCONDIDAS PELO PONTO! Sim, o carro da 172T que passa nesse horário sentido bairro é o mesmo do horário da manhã sentido centro. Enfim… fui atacado pela mesma droga de ontem! Mas que malditos motoristas sem paciência…! Eu até já tive a oportunidade de usar o 2 2216 e seu operador não parecia ser malvado. Eu teria que me submeter à 179X de novo… O que há de errado comigo para receber isso dois dias consecutivos? Esperei uns quinze minutos e nada. Isso praticamente significava algum Vip aleatório da 179X lotado.
Para salvar um dia, e finalmente algo bom acontecer, eis que aparece o 2 2536 pela 172T, um Busscar Urbanuss Pluss OF-1722M com elevador, contra todas as minhas expectativas. Foi uma coisa bem randômica, pois o carro que vem depois do 2 2216 não deveria aparecer nesse horário. Inclusive, estava só com uma pessoa dentro (e as outras três, contando comigo, que entraram no ônibus). Aí sim consegui ir para casa tranquilamente.
Pegar um ônibus sem ninguém dentro é uma tarefa extremamente improvável. Sempre imaginei que houvesse essa possibilidade. Utilizo algumas linhas que têm uma demanda que deixa a desejar, mas, mesmo assim, o desafio de ser o único passageiro era dificultoso. Certo dia, tive a oportunidade de completar esta missão. Não era um desafio, mas era algo que seria interessante (e foi!). Tenho dois casos.
Um deles aconteceu em 2010: eu estava voltando para casa, como sempre. Quando eu me dirigia ao ponto de ônibus, passou por mim um carro da linha 172T/10 (↨ Brás – Vila Nova Galvão): um Busscar Urbanuss Pluss OF-1721, o 2 2573 (atualmente aposentado). Ignorei-o e continuei a seguir meu rumo. Logo que cheguei ao ponto, também a ele chegava um outro Busscar Urbanuss Pluss OF-1721 (também aposentado). Desta vez, era o 2 2572 que, incrivelmente, fazia a mesma linha, e eu o peguei.
Diferentemente de seu irmão, o 2 2572 tem letreiro eletrônico laranja e é um dos poucos Pluss do ano de 2001 que recebeu esse presente (que não é muito bom, pois é difícil de ler). A 172T é uma linha com intervalos geralmente longos e que costuma andar vazia. Um ônibus atrás do outro ocasionou o inevitável: havia somente eu e mais duas pessoas no cansado Pluss. O da frente roubou a maioria das pessoas que necessitavam da linha e eu acabei pegando o de trás por questão de segundos. Além de já ter roubado, ele ainda roubaria: ao chegar na parada do Metrô Santana, essas duas pessoas que estavam comigo no Pluss mórbido desembarcaram e apenas eu sobrei, e ninguém entrou, visto que o Pluss que ganhava a “corrida” (não duvido de que fosse uma) roubou os passageiros.
Completei minha missão: fiquei sozinho. Mas este não era o único fato estranho: depois que estas pessoas desceram, o cobrador ficou louco para ver se ainda restara alguém no ônibus. Até levantei para mostrar a cara. Na hora de descer, apertei o botão de parada solicitada e o cobrador gritou: ”É o último!” Acho que estavam desesperados para se livrarem de mim (em outras palavras, para não terem nenhuma pessoa no ônibus). A maior prova disso é que, ao parar no semáforo de um cruzamento antes do ponto em que desço, o cobrador soltou: “Ei… você pode descer aí?” Como a distância não era tão grande (uns dois minutos a pé?) e eu quis colaborar com eles (haja visto o visível desespero), aceitei. O cobrador mandou e o motorista abriu a porta traseira. O Pluss prosseguiu com sua viagem sem ninguém dentro, provavelmente ultrapassando o amigo e recebendo mais passageiros ao longo do grande trajeto da linha 172T.
Como eles não fizeram nada de grave, não havia um porquê para denunciá-los (é errado parar fora do ponto e eles quase me “obrigaram” a descer), a não ser que eu quisesse denunciar a porcaria do tempo que você fica no ponto esperando essa linha (o intervalo pode ter sido maior depois destes dois carros). Atravessei duas ruas a mais do que o esperado e essa foi a última mudança do dia.
Em 2011 (esse ano!), há alguns meses, aconteceu o contrário: eu fui o primeiro a entrar num ônibus que não tinha ninguém, e depois entrou alguém. Em um dia aleatório como qualquer outro, estava esperando uma linha “legal” (para ser uma linha legal, a principal característica que a linha deve apresentar é ser vazia). Entre as legais, destacam-se 271C/10(Praça da República – Parque Vila Maria), 172T/10 (↨ Brás – Vila Nova Galvão), 107T/10 (Cidade Universitária– ↨ Tucuruvi)e 177C/21 (Shopping Center Norte – Parque Edu Chaves). Elas sempre foram as mais vazias, todavia as outras linhas que serviam não listadas aí em cima, às vezes, também tinham seus momentos de glória, carregando poucos passageiros, não importando o motivo.
Voltando à história, lembro-me de que peguei um Apache Vip OF-1721 na linha 177C/21 (o prefixo eu não lembro). Se não me engano, havia passado um outro carro da linha 177C/21 logo a frente, e adivinha o que aconteceu? Ora, é só pegar o assunto desse texto. Simples: entrei no ônibus e não havia ninguém dentro. No ponto do Metrô Santana, apenas um homem embarca, o que não é comum nessa linha — já fiquei em pé nela em Apache S21, que tem quarenta lugares para sentar. Quando desci, como costumeira e obrigatoriamente faço, apenas o tal do homem acomodava-se dentro do Vip.
Há alguns dias, foi sugerido por um amigo que eu fizesse um vídeo em algum Busscar Urbanuss ou Busscar Urbanuss Pluss da Viação Transdutra, ambos OF-1721. Após excluir as linhas 167PR1 (↕ Armênia – Parque Residencial Bambi) e 525TRO (↕ Armênia – Jardim Santa Paula), devido a seus “baixíssimos” intervalos de duas horas aos finais de semana, restaram-me as linhas 167TRO (↕ Armênia – Vila Carmela) e 354TRO (↕ Armênia – Bairro dos Lavras). Optei pela última, já que meu amigo disse que ela possui mais OF-1721 do que as outras. Ela possui uma irmã, que tem seu ponto inicial no mesmo local que ela (Rua Ibitiba): a 408TRO, de mesma denominação. A diferença é que a primeira — 354TRO — passa por Bonsucesso, enquanto a restante vai até o Metrô Armênia passando pela região de Cumbica. Devo, também, dizer que a Viação Transdutra possui outras linhas além das supramencionadas, mas coloquei em pauta apenas as suas linhas que saem de Guarulhos, pois se por lá já é cansativo — levei uma hora e vinte minutos até o Bairro dos Lavras —, não quero nem imaginar como é ir até Itaquaquecetuba ou Arujá (de qualquer forma, algum dia irei, porque quero conhecer essas cidades longínquas com linhas partindo do Metrô Armênia).
O destino!
(Créditos a Adrianno Sakamoto.)
(http://fotolog.terra.com.br/desbravandoarmsp:415.)
Irmãos do Busscar Urbanuss Pluss utilizado.
(http://fotolog.terra.com.br/busmaniaco3:165.)
(Créditos a Cosme Oliveira — busManíaCo.)
Hoje, fui à luta, em mais um passeio. Às 14h10, estava preparado para pegar esta linha na Estação Armênia. Segundo o site da EMTU, haveria uma partida 14h00 e outra 14h30, mas o que vi ao chegar foi uma fila gigante e, logo depois, um Urbanuss Pluss OF-1722M de prefixo 32.517, pela linha 354TRO. Seria ele o das 14h, atrasado? Não há como saber ao certo (será que o site da EMTU é confiável no quesito informações de horários?), mas a lógica diz que sim, devido ao tamanho da fila que se estendia, e devido à volta ter sido vazia (se teve vinte pessoas já era demais para minhas contas, ao passo que a ida contou com umas oitenta dentro do Pluss). Desisti de fazer o vídeo na ida, e o joguei para a volta, pois as condições do ônibus não permitiriam. Passei a catraca e me confortei num assento pouco atrás do cobrador.
Para ser sincero, o ônibus não saiu tão cheio como esperado da Estação Armênia, mas após sair da Marginal Tietê, estando na Dutra, começou a se ver numa situação de emergência. Fui atingido por cerca de três bolsas durante o trajeto, que se apoiavam em cima de minha cabeça pelas pessoas, que às vezes, nem tinham culpa disso, de tão lotado que o ônibus ficou. Aceitei as desculpas, tranquilamente. Na região de Cumbica, o ônibus já quase atingira sua capacidade máxima. Foi necessário que o cobrador mandasse as pessoas darem um passinho para trás, para que algumas outras conseguissem embarcar. Sei que esta frase é comum nas lotações de São Paulo, talvez seja nas de Guarulhos, com a ânsia dos operadores para conseguir mais passageiros (ou conseguir mais lucro). Contudo, nunca pensei que ouviria num ônibus de uma empresa, que não precisa disso — ter mais passageiros… Vai ver era só motorista/cobrador querendo ser bondoso mesmo.
Em meio a um calor humano, era possível notar diversas situações do cotidiano de um ônibus lotado: pessoas esbarrando umas na outras, pequenas confusões, pessoas falando ao celular ao mesmo tempo que irritavam outras com o fazer, pessoas que riram com a frase do "passinho para trás", pessoas não conseguindo descer em seus pontos (o que gerou a ideia de entrar por trás e descer pela frente, a qual o motorista deixou rolar). Embora sentado, posso me considerar uma vítima, pois como eu disse lá para cima, fui atingido três vezes por bolsas aleatórias. Além disso, duas pessoas colocaram suas sacolas em meus joelhos acidentalmente, visto que se nem para pessoas havia espaço, que privilégio teriam sacolas nesse ônibus?
Abarrotadamente, o ônibus seguia seu rumo. Poucos conseguiam embarcar, e os que conseguiam, entravam pela porta traseira, de tão lotado que realmente estava. Os que desciam, optavam pela porta dianteira, caso estivessem próximo a ela. Na BR-116, na região de Pimentas, o motorista cortou os pontos onde ninguém desceria, pois não era possível fazer nada para que mais alguém conseguisse entrar no ônibus.
Somente depois do trevo de Bonsucesso os passageiros começaram a desembarcar, tornando o ar menos escasso. Foram deixados, a maioria, na Avenida José Rangel Filho, Jardim Ponte Alta, mas ao chegar no ponto inicial da linha, no Bairro dos Lavras, ainda havia umas quinze pessoas no ônibus. Fato quase inédito, pois quase sempre sobra apenas eu indo ao ponto inicial, que geralmente é deserto em linhas alheias.
No ponto inicial, no famigerado e guarulhense Bairro dos Lavras, além do recém-chegado 32.517, havia já, apreciando os ventos do norte, um outro Urbanuss Pluss OF-1722M: 32.518. Apesar disso, foi o 32.517 quem saiu primeiro: fui ao Lavras e estava voltando a São Paulo no mesmo carro, com a mesma dupla. Não obstante, embora quinze pessoas tenham desembarcado no ponto inicial, apenas eu mais três esperavam a partida da linha sentido Armênia. Essas três sumiram de vez, quando uma (maldita) lotação, ou van, que ia à Estação Armênia, oriunda de não sei onde (por já conter passageiros) os chamou. Eles, de modo não inteligente, aceitaram. A única coisa que pude fazer de coerente foi agradecer à situação, pois, devido a isso, apenas eu subi no Urbanuss Pluss 32.517 rumo a São Paulo, três minutos depois, às 15h40. Isso tornou o vídeo mais tranquilo. O cobrador espantou-se ao ver eu entrando no ônibus novamente. O motorista, nem tanto, pois nem reparou minha entrada há horas, na Praça Armênia. Porém, enquanto eu gravava, ele pediu para que eu tirasse uma foto dele… Bem, foto não pude tirar, mas espero que se contente com um vídeo, se é que irá vê-lo algum dia…
Coisa curiosa que ocorreu na volta foi o motorista comentando a estressante ida, chamando os passageiros de folgados: “Se você corria, era louco. Se você andava lentamente, era ruim. Se você parava para alguém subir com o ônibus lotado, você era retardado. Mas se é a tal da pessoa que reclama querendo subir? Xinga o motora à vontade”, desabafava o motorista (como pode ser visto no vídeo), não exatamente com estas palavras. Concordo plenamente com ele, pois a maioria dos passageiros nunca está satisfeito, mesmo que as coisas estejam perfeitamente normais.
Feito o vídeo, apenas observava o movimento da linha, que era fraco. Cerca de um décimo do total de passageiros da ida encontrava-se na volta. É verdade, é por aí mesmo: se havia uns oitenta passageiros na ida, e a volta contava com apenas uns oito por vez (e vinte no total?)! Apenas observava… Até chegar na Marginal Tietê, na altura do Metrô Tietê, onde desembarquei e fui para casa num Apache S21 OF-1721 da linha 1702/10 (Tietê – Jova Rural) — o 2 5093 —, que ficou com os assentos razoavelmente ocupados durante o trajeto.
20/05/2011: Mais um dia frio como outro qualquer. Passavam felizes na rua todos os tipos de veículos, já que ela estava livre de trânsito. Entre eles estavam os Millennium’s 2 1618 e 2 1622, fixos da linha 271M-10 (↕ Santana - Parque Novo Mundo) protagonistas de algo inusitado que aconteceu no dia 13/05/2011. Hoje eu estava pronto para pegar ônibus vinte minutos mais cedo: 12h10. Mesmo assim, pretendia esperar até 12h30, “enrolar” parado no ponto de ônibus, apenas para observar, e também por ser cedo demais comparado ao horário normal no qual saio (12h30).
Cheguei ao ponto no referido horário e fiquei em pé, quase apoiado na frágil parada que há por ali. Como planejado, fiquei esperando... Vi vários ônibus passar, desde micro-ônibus remanescentes na linha 1301/10 (Praça do Correio – Term. Casa Verde) aos novos Millennium’s na 174M (Museu do Ipiranga – Jardim Brasil), 172N/10 (↕ Belém - Shopping Center Norte) etc. A coisa mais interessante (e repugnante) que vi foi uma lotação clandestina fazendo uma linha sem número, denominada por eles de "Carandiru - Vila Ede", ou seja, obviamente uma concorrente da 1721/10 (↕ Carandiru - Vila Ede). Eles param numa rua próxima a Estação Carandiru, esperam um ônibus da 1721 sair e encostam no ponto final dela para roubar passageiros, e então vão embora quando chegam algum ônibus da linha. As pessoas que a pegam são os típicos passageiros "burros", pois pegar essas lotações é algo perigoso, e qual é a diferença se ela só vai sair quando outro ônibus da linha chegar (o qual não demora para partir)? Quando já eram aproximadamente 12h20, estava vindo ao fundo um Busscar Urbanuss Pluss OF-1721 (por ter um letreiro de lona), o qual surpreendentemente estava na linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria). Peguei-o, pois quem o dirigia era o motorista que geralmente está com o Apache Vip I OF-1417 de prefixo 2 2038 (que às vezes aparece 12h30, mas geralmente vem antes mesmo, como hoje). É apenas a segunda vez na minha vida que pego um Urbanuss Pluss OF-1721 na 271C, a primeira foi quando fui ao cinema num dia do qual não me lembro agora, ano passado, umas 15h00. É raro vê-los na linha. Eu mesmo só vi uma vez, além das duas em que peguei (sendo uma agora). O ônibus estava razoavelmente cheio, com uns 30 dos 40 assentos presentes num Pluss ocupados. Embora houvesse boa lotação de bancos, os cinco últimos estavam vazios, e foi num deles que me assentei. Aconteceram dois fatos inesperados dentro deste ônibus.
O primeiro foi achar uma moeda de cinco centavos ao lado do banco onde eu estava (e repito: os cinco últimos bancos estavam vazios até então, só havia eu lá!). É óbvio que cinco centavos é uma quantia quase insignificante, ou ao menos que não faz falta na vida de ninguém (nem das pessoas que não tem dinheiro algum, pois não dá para comprar muita coisa com esta moeda...), até por isso hesitei em pegar a moeda, deixando-a do meu lado, mas após um curto momento de reflexão decidi pegá-la, seria um acréscimo às várias moedas de dez centavos que carrego comigo. O segundo fato que ocorreu foi um homem que embarcou no mesmo ponto que eu perguntar a mim (provavelmente por eu ser a pessoa mais próxima a ele) se este ônibus passaria na Rua Jacuna. A resposta era sim, e foi isso que eu disse a ele, porém ele, de certa forma, duvidou, apenas pelo simples fato de a linha 271C não virar na Av. Gal. Ataliba Leonel, como fazem as linhas 1721/10 e 1728/10 (↕ Carandiru – Jardim Brasil). Tive que explanar a ele que a 271C passaria no Metrô Santana, e depois seguiria seu caminho para a direita, passando pela Rua Jacuna. Ele não agradeceu, talvez por não confiar tanto em mim, talvez por estar ocupado falando ao celular (ele recebeu umas três ligações em poucos minutos, e pelo que entendi na conversa é um cara com clientes), de qualquer maneira, não posso reclamar disso, pois sou uma pessoa que geralmente também não agradece aos outros em quaisquer atos, por pura vergonha de falar “obrigado” (vai saber se o cara também não era assim). Fico apenas pensando o que ele deve ter pensado quando desci na Rua Duarte de Azevedo, algo como “Como ele sabe que passa na Rua Jacuna se ele desce antes de passar nela?”, considerando que são raras as pessoas que conhecem itinerários de linhas de ônibus por aí.
No Metrô Santana, praticamente desceram e subiram o mesmo número de pessoas, não mudando nada na quantidade de passageiros do ônibus. Foi uma viagem medíocre, nem muito boa, nem muito ruim, apenas na média. O motorista parecia não estar acostumado com um Pluss OF-1721, ou estava tomando algum cuidado, pois já vi melhores (mais rápidos, e ser rápido não significa necessariamente dirigir perigosamente).
Para terminar esta história, relato uma outra coisa curiosa que vi enquanto caminhava até minha casa: uma mulher dirigindo o Marcopolo Senior 2 2318 na linha 1778/10 (Metrô Santana – Jaçanã). Deixo então meus parabéns às mulheres, que cada vez mais conquistam suas posições em profissões que são dominadas pelo sexo masculino, onde é raro vê-las. A última vez que eu vira uma foi em 2009, num Millennium O-500U da linha 177H/10 (Butantã USP – Metrô Santana), o que prova que elas também podem dirigir carrões (inclusive já vi gente dizendo que viu mulheres dirigindo articulado)!
Foto antiga de um Urbanuss Pluss (2 2635) fazendo a linha 271C. Hoje em dia este Urbanuss Pluss tem um letreiro eletrônico branco e está fixo na linha 1782/31 (↨ Santana - Vila Nova Galvão, via Pq. Vitória).
(Créditos a http://shw.jubern.fotopages.com/11625339/22635-Busscar-Urbanuss-Pluss-Sambaba.html.)
Outro exemplo de Urbanuss Pluss OF-1721 na linha 271C. (Créditos a Rafael de http://only-buses.4shared.com.)
Este é o primeiro passeio que relato (de muitos, espero). Aproveito logo para dizer que esta postagem é, digamos, grande. Passeios são giros (literalmente, se preferir são triângulos, quadrados, etc.) que faço pela cidade de São Paulo ou talvez por outras (mas voltando para São Paulo depois), geralmente usando três linhas de ônibus (às vezes uso quatro sendo um para curta distância, ou também uso dois para ir e voltar a um lugar quando quero passeios simples, curtos e rápidos), partindo de um lugar e voltando para o mesmo lugar. Existem também alguns extremos os quais raramente faço, quando por exemplo, fui até a Ilha do Bororé, deslocando-me de Santana até o extremo da Zona Sul (já na zona ambiental), o que me roubou sete horas de vida. Ao fazê-los, desejo conhecer a demanda das linhas, seu trajeto, seu ponto final e inicial (TP's e TS's), talvez, bem como relatar fatos curiosos.
14/05/2011: um sábado com sol e frio simultaneamente, na minha visão, e um sábado nublado de temperaturas amenas, na visão do site da SMT, que aleatoriamente consultei, mas nada capaz de impedir um “rolê” por São Paulo. Este passeio estava planejado há um tempo e tinha como principal objetivo pegar a linha 172T/10 (Metrô Brás – Vila Nova Galvão) até seu TS (ponto final) no Brás, apenas com a finalidade de conhecer, já que fiquei por várias vezes lá dando com os burros n’água, graças aos seus longos intervalos e irregularidades por parte de alguns motoristas. Depois, eu pensaria no que fazer para voltar para casa usando linhas diferentes. Uma das opções era ir até Guarulhos, mas é algo que se tornou inviável graças aos longos intervalos das linhas guarulhenses no Metrô Brás. Decidi, então, achar uma opção para sair de lá que não fosse 172T/10 e 5630/10 (Metrô Brás – Terminal Grajaú), que são as únicas com ponto final no Metrô Brás, pois já peguei as duas recentemente (não que esse seja o motivo, mas eu não quero voltar de 172T e nem enfrentar a superlotação/trajeto demorado da 5630/10 de novo). A alternativa que achei foi: caminhar do Terminal do Metrô Brás até a Avenida Rangel Pestana, pois é aqui que entra a segunda missão que surgiu depois do planejamento deste passeio (ainda bem, senão eu perderia a chance): andar nos novos Millennium’s O-500U que estão em peso na linha 175P/10 (Metrô Ana Rosa – Pq. Edu Chaves). Uni o útil ao agradável, visto que a Avenida Rangel Pestana era minha única opção próxima e lá eu poderia pegar a linha 2175/10 (Praça da Sé – Jardim Guançã), que tem seu TP (ponto inicial) ao lado das linhas 175P/10 e 1721/10 (Metrô Carandiru – Vila Ede)! Em último caso, poderia ainda pegar as linhas 2161/10 (Praça do Correio – Pq. Edu Chaves), 2127/10 (Metrô Liberdade – Jd. Brasil) e 2182/10 (Praça do Correio - Jd. Brasil), para depois pegar a 175P/10 no meio de seu itinerário. Foi então formado: 172T/10 -> 2175/10 -> 175P/10.
Esse é só um de meus vários passeios, é demonstrada então a grande variedade que tenho partindo de Santana... São linhas que não acabam, e ainda tem metrô pra conhecer linhas de outras áreas! Agora, sem mais delongas, vamos ao que ocorreu hoje...
1º passo: pegar a 172T/10.
Pegar a 172T/10 é um grande desafio. Um problema são os longos e irregulares intervalos tanto nos dias de semana como nos finais de semana, além de adversidades que podem ocorrer como por exemplo: imagine um motorista passando reto pelo ponto, devido a um ou outro ônibus parado, depois de uns... 25 minutos de espera? Seria chato...
Muitíssimo felizmente, não ocorreu problema algum! Dirigi-me ao ponto 15:11 , e cerca de 5 minutos depois, apareceu com seu diferenciado letreiro, onde lia-se facilmente “1 7 2 T ↕ B R Á S”, o Caio Apache Vip 2 2994, um OF-1417 queimado há uns anos por vândalos do PCC, que foi reencarroçado pela Sambaíba. A primeira coisa que percebi ao entrar no ônibus foi que, por muita coincidência, o motorista do ônibus era um cara que eu havia visto no Orkut, na comunidade da empresa (Sambaíba), e que se apresentou como motorista da linha (172T/10) em um tópico e inclusive me ajudado quando perguntei onde ficava o TS dela! Fiquei boquiaberto na minha mente com esta situação. Quando entrei no ônibus, ele estava razoavelmente vazio, com lugares na parte da frente inclusive, portanto aproveitei para gravar (e colocar no Youtube). Tudo correu normalmente. Quando eu terminara de gravar, o ônibus começou a lotar perto da Avenida Carlos de Campos (não de idosos, então pude ficar sentado), mas estou comentando isso, porque nunca imaginei que a 172T/10 fosse uma linha capaz de lotar um ônibus do jeito que vi. Como imaginei, quase todos os passageiros desceram no Largo da Concórdia, restando apenas umas poucas almas que seguiram para o vazio e vazio terminal do Metrô Brás.
Foto recente do 2 2994 operando a linha 1782/31. (Créditos a Victor Vieira do ÔnibusBrasil.)
Agora vem o fim da história 172T/10: cheguei ao Metrô Brás normalmente 16:00 (aproximadamente), e o que achei do ônibus? Nada de mais. Foi rápido até para um OF-1417, o que atrasou a viagem foi o constante sobe-e-desce durante o trajeto que presenciei, em quase todos os pontos subia ou descia alguém (e geralmente só uma pessoa). Como eu disse, gravei, e aí está para quem desejar:
2º passo: pegar a 2175/10.
Após uma caminhada de 5 minutos do Terminal da Estação Brás até a “Parada Piratininga” da Avenida Rangel Pestana, eu estava pronto para apanhar a 2175/10, na parada número 1 (ali existem três paradas, sendo que todas as linhas da área 2 utilizam a número 1, com exceção da 172T/10 que utiliza a número 2). Na verdade achei que seria de certa forma entediante, pois já conhecia o trajeto desta linha (usei-a num passeio há dois meses), e na verdade só preciso pegar ela para chegar até o TP da linha 175P/10, mas andar de ônibus é andar de ônibus. No tempo em que fiquei ali, o que mais passava, obviamente, eram ônibus da área 3 e 4, nos quais não prestei muita atenção, a não ser em um motorista de um Apache S21 da linha 4120/10 que parecia mais um “cantor” de funk, com seu boné virado, agasalho mal vestido e “cara de mau” (nunca vi um motorista de ônibus assim, que eu saiba todos devem usar uniforme, e mesmo os que usam camisas comuns são aceitáveis e têm de monte em qualquer empresa, mas esse estava bizarramente trajado).
Então, depois de 15 minutos de mais ônibus, da área 2 inclusive, atendeu-me o Busscar Urbanuss Pluss OF-1418 de prefixo 2 2730 da 2175/10, no qual embarquei umas 16h15. Caramba... Notei outra coisa quanto ao motorista: há uns dois meses, no passeio em que peguei essa linha, utilizei o Caio Millennium II PBC 2 2474, onde o motorista era um careca e o cobrador um cara moreno que aparentava ser jovem. E hoje, o que vi? Não, não foi um cobrador moreno e um motorista careca, foi ao contrário! E tenho quase certeza de que eram os mesmos, mas com posições trocadas... Achei estranho, mas deixa pra lá já que não tenho total certeza. Eu já achava que seria entediante e as forças para isso aumentaram após saber que eu andaria num Pluss OF-1418, mas o motorista foi bem! Esse OF-1418 parecia até um OF-1722M com o barulho que fazia na troca de marchas, e o giro era alto. Cheguei ao TP da linha na Vila Sabrina em um instante! Não houve muita coisa a ser notada no trajeto, no máximo os gritos de torcedor santista que dava o motorista “é o peixe, é o peixe amanhã, etc.”, o sobe-e-desce na Avenida Guilherme Cotching, entre outros.
Foto antiga do 2 2730, operando na linha 177C/10. (Créditos a Rafael do site http://only-buses.4shared.com.)
3º passo: pegar a 175P/10.
Meu objetivo: andar num dos novos millennium's. O 2 1767 foi meu alvo. (Créditos a Eduardo Sambaíba.)
Estava lançado mais um desafio relacionado à minha missão (andar de Millennium novo). Desta vez o problema não era com a linha, mas sim com a sorte: será que eu conseguiria encontrar um dos novos Caio Millenium’s da Sambaíba parado no TP? Apesar de ser uma linha queridinha, ainda recebe ônibus de motor dianteiro (famosos cabritos) e também outros traseiros que não são novos (mas que não deixam de ser bons carros).
Indo direto ao ponto, notei ainda dentro do Pluss da 2175/10 a presença de um Millennium O-500U novíssimo (2 1767), e também um outro O-500U antigo, de 2008 (2 1323) parados no TP, na Vila Sabrina. Eu pretendia seguir viagem na linha até o seu ponto final, porém há uma coisa a ser dita: ela passa por seu ponto inicial dá voltas pelo Jardim Guançã, e finalmente regressa ao ponto inicial. Como eu disse, eu apenas pretendia fazer isso, pois ao ver o Millennium parado lá, desci da 2175/10 num ponto na Av. João Simão de Castro poucos metros depois, ao invés de ir até o ponto final, e fui andando até o TP com o seguinte pensamento: vou pegar um dos cobiçados Millennium's novos, yea! Tais palavras trouxeram felicidade por curto tempo, felicidade que foi abaixo quando vi tal Millennium novo partindo, quando eu ainda estava distante o suficiente para não poder tomar nenhuma atitude. Parecia que tudo estava arruinado para minha segunda missão, mas num momento de glória, lembrei-me de que a 175P/10 faz uma pequena volta para sair no começo da Avenida João Simão de Castro, ou seja, passaria ali de novo... Isso me fez voltar rapidamente para o mesmo ponto de onde desembarquei da 2175/10, e três minutos depois consegui completar minha segunda missão, com a chegada do brilhante e novo millennium, para o qual com certeza não hesitei em sinalizar cerca de 16h55.
No 2 1767 tudo brilhava, até o retrovisor, o carro tinha cheiro de carro novo, e um dos mais bonitos sons de motor: o do O-500U. Outra coisa interessante a ser reparada é que as portas, tanto de embarque como de desembarque, abriam normalmente “em movimento”, não em movimento de 40km/h por exemplo do nada, é claro, mas abriam quando o motorista ainda estava encostando no ponto e não havia freado totalmente, diferente dos novos Millennium’s O-500M, que param totalmente antes de abrir suas portas (talvez seja ordem da empresa), graças ao Anjo da Guarda, presente em toda a frota (na verdade uma vez vi um Marcopolo Torino circulando normalmente com a porta aberta, sei não esses carros antigos de 1999, 2001...), é um aparelho que tem como função bloqueia certas atitudes no ônibus, como por exemplo, acelerar com a porta aberta. Aproveitei para gravar também, são poucos os que têm a oportunidade de fazer isso (mas muitos os que podem). Até agora, são escassos até mesmo vídeos de Millennium’s O-500M, dos novos O-500U então não deve ter, certamente, portanto acho que serei o primeiro a divulgar um no Youtube. Aí está o vídeo:
Tirando uma mulher que ficou me encarando por eu a ter filmado na hora em que desceria (enquanto eu a ignorava), a viagem correu normalmente, e meu plano era descer em Santana. Porém deu-me uma vontade de chegar mais rapidamente e evitar a volta pela Avenida Nova Cantareira e o sobe-e-desce de passageiros que há na 175P/10. Já que a integração do bilhete único ainda estava em jogo, desci na Avenida Guapira, após o Parque Vitória, onde eu tinha três opções que iriam pela Avenida Luiz Dumont Villares (onde eu desceria em seu último ponto): 1782/31 (Metrô Santana – Vila Nova Galvão), 1703/10 (Shopping Center Norte – Jardim Fontális) e 1701/10 (Metrô Santana – Jova Rural). Eu disse três, porque citaria três, mas na verdade só esperaria por duas mesmo. Excluo a 1701/10, pois odeio as lotações da Transcooper.
Foto mal tirada do 2 2635.
Quando os relógios marcavam umas 17h25, veio o Urbanuss Pluss OF-1721 de prefixo 2 2635, com seu belo letreiro eletrônico branco, sendo um dos únicos Pluss de 2001 contendo um, na linha 1782/31. Foi assim que cheguei em casa hoje, tranquilamente (já que dentro do ônibus só havia umas 5 pessoas), 17h55, após curto um curto andar da Avenida "nova" à minha já citada casa, pronto para redigir esta história...