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sábado, 25 de junho de 2011

Passeio surpreendentemente alterado [1/2]

        Esse feriado de Corpus Christi foi surpreendente, posso dizer. No dia 23/06/2011, eu realizaria mais um de meus passeios, no qual pegaria a linha 107T/10 (Cidade Universitária – Tucuruvi), e, após descer na Avenida Cidade Jardim e caminhar alguns minutos até o TP da linha 106A/10 (Itaim Bibi - Santana), voltaria rapidamente para casa com a linha que acabei de citar. Eu imaginava que seria bem tranquilo, já que, aos feriados, o movimento das linhas de ônibus cai bruscamente (pelo menos por aqui). Fazer um vídeo seria a coisa mais fácil do mundo. Contudo, ainda haveria um pequeno prejuízo: eu não encontraria nenhum articulado na linha 106A, que os recebe apenas de segunda a sábado (ou seja, não os recebe aos domingos e feriados). Ainda assim, eu aspiraria a algum Caio Millennium que encontraria pelas linhas 107T e 106A, seja ele algum O500M PBC (piso baixo central) que pode ser encontrado nas duas, ou um O-500U, que eu só conseguiria encontrar, provavelmente, na 106A. Apesar de tudo que eu acabei de falar neste parágrafo, nada saiu exatamente como planejado. Tudo desmoronou depois que peguei a 107T, mas isso não significa que o passeio foi ruim… Abaixo, meu relato:
       
1º passo: pegar a 107T

        Ao chegar no ponto, já esperava uma demora, característica típica da linha 107T, ainda mais num feriado. No entanto, fui surpreendido, pois apenas dois minutos foram necessários para que viesse o PBC 2 2706, que estava na linha nesse dia e que exibia grande velocidade. Tinha apenas cinco pessoas, e como os cincos lugares ao fundo do ônibus estavam vagos, lá me assentei e lá fiz o vídeo. Gostaria de agradecer ao motorista: não faço a mínima ideia de quem seja, mas correu demais! Com isso, fez o vídeo ficar bom e receber elogios, principalmente devido ao barulho do motor, que ostentava um grande giro e um barulho magnífico na correia.
        No final da Avenida Cruzeiro do Sul, o motorista não virou à direita na Rua Luís Pacheco, parte do itinerário. Obviamente, estranhei. Mas depois vi ônibus de linhas como 179X/10 ( Barra Funda – Jardim Fontális) e 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria) fazendo isso também, o que me fez acreditar que era uma alteração decorrente de algum evento. Acertei na mosca. Abaixo, segue um trecho retirado da notícia referente à alteração, no site da SPTrans, a qual vi após chegar em casa:


107T/10 Metrô Tucuruvi – Cid. Universitária
Ida:
Normal até Av. Cruzeiro do Sul, Ponte Cruzeiro do Sul, Av. Cruzeiro do Sul, Rua da Cantareira, Av. Senador Queiroz, Praça Alfredo Issa, prosseguindo normal.
Volta: sem alteração.”
   
         Essa alteração não trouxe nenhuma consequência anormal. Entretanto, vi uma coisa que eu não esperava: passageiros descendo na Rua da Cantareira. Será que eles sabiam da alteração? Uma mulher, quando estávamos na Avenida Senador Queirós, perguntou onde ela iria descer, depois de saber que o ônibus não passaria na Estação da Luz (como faz de praxe, em seu trajeto normal).
         Eu seguia meu rumo, enquanto via todos descendo do ônibus pelo centro e pela Rua Augusta, principalmente. Depois de um ponto da Avenida Europa, já perto da Cidade Jardim, restou no ônibus apenas eu e um homem. Levantei-me para descer, no final desta, quando, de repente, aconteceu o fato que mudou minha rota.
         O motorista entrou à direita na Rua Gumercindo Saraiva. O certo seria continuar reto, no cruzamento das Avenidas Cidade Jardim e Brigadeiro Faria Lima. Eu desceria num ponto localizado após esse cruzamento, onde são utilizadas as portas à esquerda (assim como na Avenida Ipiranga, no centro, nesta linha). Depois disso, o caminho ficou mais bizarro ainda: depois da Rua Gumercindo Saraiva, acessamos a Av. Brigadeiro Faria Lima, Rua Diogo Moreira, Avenida Eusébio Matoso, Rua Gerivatiba, Rua Des. Armando Fairbanks e Avenida Valdemar Ferreira. Finalmente, a linha havia retornado a uma via por onde passa em seu itinerário rotineiro. Não entendi bulhufas. Procurei, no site da SPTrans qualquer notícia que falasse sobre isso e encontrei uma notícia falando sobre uma alteração de itinerário em virtude da Maratona Internacional de São Paulo, com o seguinte trecho:

107T Metrô Tucuruvi – Cidade Universitária
Sentido Único:
Normal até a Av. Cidade Jardim, Rua Gumercindo Saraiva, Av. Brig. Faria Lima, Rua Cristóvão Gonçalves, Rua Sumidoro, Av. Brig. Faria Lima, Rua Cardeal Arcoverde, Av. Euzébio Matoso, Pte. Euzébio Matoso, Av. Dr. Vital Brasil, Rua Catequese, Rua Pirajussara, Av. Dr. Vital Brasil, Pça. Jorge de Lima, Ponte Bernardo Goldfarb, Rua Butantã, Rua Teodoro Sampaio, Av. Brig. Faria Lima, Pça. Luiz Carlos Paraná, Av. Brig. Faria Lima, Rua Gumercindo Saraiva, Av. Europa, prosseguindo normal.

Obs.: Durante a realização do evento a linha deverá operar em sistema circular.”

         Eu resolvi não descer na Avenida Brigadeiro Faria Lima e regredir para o TP da 106A, pois eu quis ver aonde o insano itinerário da 107T me levaria. Eu não fazia a mínima ideia do que acontecia e só vi a notícia quando cheguei a minha casa, que nem na outra alteração. Enfim: levou-me até a portaria do campus da USP, e foi lá mesmo que desci, junto com o homem que também continuou no ônibus até o final. É possível, facilmente, notar que o itinerário feito pelo motorista e o itinerário proposto na notícia não coincidem. Onde será que está o erro? Na notícia do site? No motorista? Será que a empresa não repassou a informação a seus motoristas corretamente? Outra coisa: a notícia dizia que a maratona ocorreria nos dias 18 e 19, então por que diabos esse itinerário foi executado dia 23? Um fato que me chocou foi a informação (da notícia) de que a 107T estava operando em sistema circular. Imagino como seria isso num dia de trânsito daqueles, com o motorista passando umas cinco horas seguidas ao volante… Agradeça ele por ser um feriado e também por ele mesmo ser veloz. Isso é loucura da SPTrans. E, falando em loucuras da SPTrans, você pode ver a mais bizarra delas, no post seguinte, onde falo sobre o caminho que a linha 179X fez (as consequências do caminho realizado por ela foram absurdas).
         Sem pensar duas vezes, estava eu solitariamente caminhando pela Rua Alvarenga, a caminho de um ponto localizado na Avenida Vital Brasil, sem saber o que faria depois, porém. Na verdade, havia muitas opções, eu não saberia exatamente em qual linha embarcar, essa é a causa de minha dúvida. O fim dessa história está no post que vem a seguir (parte 2). Abaixo, o vídeo do Caio Millennium II que peguei na 107T:


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ônibus em 10/06/2011 - 107T de novo


Hoje, vi algumas coisas que não são típicas a mim. Era necessário fazer uma coisa que não faz parte de meu cotidiano: ir à Avenida Paulista, perto da estação Trianon-Masp do Metrô de São Paulo (a Rua Augusta fica próxima à estação Consolação). Como você pôde notar na frase anterior, há uma linha de metrô cortando um dos mais badalados points paulistanos, mas, sem me importar muito com isso, não hesitei em utilizar uma linha de ônibus que bem conheço para chegar até lá: 107T/10 (Cidade Universitária – Tucuruvi). Impressiono-me com como tanto utilizo essa linha para vários fins… Ela não trafega pela Avenida Paulista, mas bastou cruzá-la — na Rua Augusta — para chamar minha atenção, que é facilmente iludida por um ônibus. Para falar a verdade, eu não havia “estudado” a região: eu não havia visto o ponto de ônibus onde eu iria descer, eu não chequei o Google Street View, o qual sempre vejo antes de andar a ônibus em locais desconhecidos ou incomuns. Eu apenas seguiria o fluxo de pessoas, imaginando que grande quantidade descesse no cruzamento já mencionado.
       Vou pular a parte onde vou ao local citado. Sendo sucinto: peguei o 2 2472, um Caio Millennium II PBC (piso baixo central), montado sobre chassi O-500M. Ele, apesar de demorar trinta minutos, pouco acima do previsto, estava com alguns lugares disponíveis, para me acomodar. Após cinquenta minutos, cheguei tranquilamente ao destino.
       A história mais atípica ocorreu na volta… Eram, aproximadamente, 16h00, quando estava pronto para voltar a minha casa, num ponto no cruzamento da Rua Augusta com a Avenida Paulista. Sinceramente, eu esperava uma viagem tranquila, mas isso foi rapidamente oculto. Com quase dez minutos de espera, atendeu-me um PBC de prefixo 2 2707, na linha 107T.
       Uma coisa muito interessante ocorreu, pelo menos a meu ver. Enquanto estávamos parados no demorado farol do cruzamento, pouco depois de deixar o ponto, todas as pessoas aguardavam antes da catraca. O primeiro da fila (primeiro a entrar) não passava e estava parado como se nada estivesse acontecendo — cerca de dez pessoas querendo passar, sem entender o porquê de estar travado. Após um grupo de curiosos perguntar, uma informação que, provavelmente, já era sabida pelo primeiro integrante da fila foi divulgada a todos que desejavam passar: não era possível no momento. O motivo, felizmente, não era nenhuma falha no validador. O que impedia a passagem das pessoas era uma torre presente na Avenida Paulista. O cobrador disse que ela alterava o comportamento do validador diante de um bilhete único… mas também confirmou que tudo voltaria ao normal após cruzar a avenida mais importante da cidade. Não sei, ao certo, que interferência e que tipo de relação negativa ocorria entre o validador e a falada torre, que desconheço (não sou mor nisto). Como eu já disse, foi interessante para mim, porque vi pela primeira vez. No entanto, se ocorre sempre, os cobradores de todas as linhas que passam por ali devem estar acostumados com isso — e os novatos ou indevidamente escalados em linhas que não conhecem devem tratar o fato com espanto.
        Enquanto eu estava em pé no meio do ônibus, outra coisa interessante resolveu atacar. Dois pontos depois da Avenida Paulista, um deficiente físico embarcou no ônibus. O cobrador, muito legal, o ajudou, mesmo aos dizeres do cadeirante: “Pode ser no próximo, se o senhor quiser”. Não sei o porquê de ele dizer isso, mas que deva ser algo relacionado ao fato de o motorista ter tardiamente avisado que havia um querendo subir. Acomodou-se no local reservado, após subir a rampa, presente em todos os ônibus de piso baixo, depois de passar pelas pessoas, que foram obrigadas a ceder um espaço que estava se tornando escasso. Também foi avisado que o moço desceria apenas em Santana (creio que os cadeirantes sempre avisam antecipadamente onde vão descer, com a ajuda do cobrador).
        A cada dia que passa, vejo como realmente é a vida de alguém que precisa pegar ônibus todos os dias no horário de pico da manhã e da tarde, ao invés de apenas ler, ver e imaginar sobre. Lugares? Certamente não seriam cedidos com o tempo. Minha única alternativa era ficar em pé até meu destino. E fiquei. Fiquei uma hora e quinze minutos em pé, com sono (poucas horas dormidas), das 16h10 às 17h25, segundo o validador da catraca e imagino que existam situações piores do que essa, a qual já beira o caos. De tão lotado que estava, o ônibus era estranhamente conduzido. O motorista trocava de marcha de um modo mais “devagar” e colocava, às vezes, um giro alto. O PBC não parava de apitar e balançar. Não costumo ver isso em ônibus vazios, ora, mas é claro que não achei perigoso — porque não é —, foi até divertido, apesar de cansativo…
        O ápice do horário de pico ainda nem havia sido atingido (considerando 16h00 como horário de partida), e as coisas já andavam desse modo! Outro problema que me assombrava era o trânsito, existente em todas as ruas do itinerário possíveis. Todas mesmo, embora ainda não fosse o pior horário. Se não houvesse trânsito, eu provavelmente chegaria pelas 17h00.
        Pessoas não paravam de subir e entrar, subir e entrar… subir e entrar! Assim foi a viagem, que creio ser estressante aos motoristas da linha. Rua Augusta, Rua da Consolação, Praça Ramos de Azevedo, Largo do Paissandu, Praça Pedro Lessa/Praça do Correio, Avenida Prestes Maia, Avenida Tiradentes, Avenida Cruzeiro do Sul e finalmente a tranquilidade foi, inutilmente, alcançada. De que adianta ter um ônibus vazio se o meu objetivo era descer dois pontos depois? Agora Inês já era morta. Sem nenhum imprevisto, aqui termina minha cansativa aventura de hoje.