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sábado, 25 de junho de 2011

Passeio surpreendentemente alterado [2/2]

2º passo: desfecho desta história.

          Prontamente num ponto da Avenida Vital Brasil, eu me localizava, pensando mais na situação que eu vivera há pouco tempo na 107T, meio que atordoado. Estar naquele ponto me remeteu do meu primeiro passeio de todos, quando peguei a 107T e fui até o ponto final (TS) da linha, na portaria da USP, visto que, pelo menos aos domingos, a linha não entra no campus. Retornaria para casa com qualquer uma das linhas da área 2 que passam na Rua Alvarenga. São elas: 177P/10 (Butantã USP – Santana | via Rua Cardoso de Almeida), 177H/10 (Butantã USP – Santana | via Avenida Angélica e Parque Peruche) e 701U/10 (Butantã USP – Jaçanã). A primeira coisa que percebi foi que nenhum motorista respeita um ponto localizado na Rua Alvarenga, um totem que quase não existe, literalmente. Eles sempre trafegam nas faixas da esquerda, impossibilitando qualquer sinal. Devido a isso, nesse dia, perdi um Caio Millennium II da linha 701U e fui em outro, da linha 177P, quando já estava no ponto da Vital Brasil. Fui prejudicado, pois minha espera aumentou de quinze para cerca de trinta minutos. Era um domingo.
         Voltando à história atual, quando finalmente me dei conta da situação, quando parei de delirar e cair em indecisão, resolvi que o melhor seria pegar qualquer uma das linhas da área 2 que ali poderiam me atender. Todas passam na Rua Alvarenga, mas lá há um ponto que não é respeitado pelos motoristas, como expliquei acima. Depois de alguns minutos, encostou ao ponto um Millennium da Viação Gato Preto, na linha 702U/10 (Terminal Parque Dom Pedro IIButantã USP), devido ao sinal de uma das pessoas do ponto (eram poucas no ponto, apenas a nível de informação). Quando o vi, pensei comigo mesmo: “Poxa, ainda não tenho nenhum vídeo de Volks traseiro, acho que vou entrar nesse mesmo!”. E o fiz. Fui motivado pelo fato de uma vez ter andado num Urbanuss Pluss Volksbus 17-260EOT da mesma Viação Gato Preto, na linha 875H/10 ( Vila Mariana – Terminal Lapa), que andava hiper bem, além de proporcionar um bonito som. O curioso da história é que eu não sabia se esse Millennium era mesmo Volks, apenas sabia que a Gato Preto tinha uns, mas desconheço informações mais precisas sobre a empresa (por exemplo, se ela tem algum Millennium que não seja 17-260EOT). De modo qualquer: era.
         O motorista não foi tão bom quanto o da 107T, mas deu pro gasto. Nada de interessante aconteceu, nada mesmo. O ônibus não ficou lotado, apenas alguns assentos foram ocupados. Fiz o vídeo normalmente. Meu plano era ir ao centro e, por lá, usar alguma estação do Metrô, a fim de voltar para Santana. Porém, com a integração do Bilhete Único estando ainda ativa, resolvi alterar novamente minha rota: desembarquei na Rua da Consolação.
         No corredor da Rua da Consolação, há três linhas da área 2: a já citada 701U, que passa também na Avenida Vital Brasil, 178L/10 (Hospital das Clínicas – Lauzane Paulista) e 701A/10 ( Vila Madalena – Parque Edu Chaves). A 701A não me serve de modo algum, citei-a apenas por curiosidade.
         Uma coisa me deixou indignado: o feriado me prejudicou novamente. As linhas 701U e 178L contam com vários Millenniums (entre eles, vários O-500U), sendo que a 701U tem até mesmo articulados, mas elas os perdem aos finais de semana e feriados. Os carros de motor traseiro são substituídos por Apaches Vips ou Marcopolos Viales (mais raramente), os únicos dianteiros da empresa que possuem portas à esquerda. Sabe por que isso acontece? Quanto à 178L, não sei ao certo, creio que seus traseiros descansem aos finais de semana ou façam linhas que, para eles, são atípicas, mas quanto à 701U: seus traseiros são deslocados para as linhas que perdem os articulados aos finais de semana, como a 106A aos domingos, por exemplo.
          No painel da parada em frente a Avenida Paulista, via-se a informação de que um carro da 178L viria em dois minutos. Não era mentira: veio o Apache Vip OF-1722M de prefixo 2 1431, um minuto depois. Peguei-o, pois não poderia esperar mais. Sentei-me na frente e fiz um vídeo, pois o ônibus estava vazio naquele momento. O que me chateia é que, além de ser um carro de motor dianteiro, o motorista ainda forçava para que a viagem fosse mais chata do que já estava: falava demais e era lerdo. Depois, passei para trás, e o ônibus lotou na Avenida Braz Leme, o que característica comum da linha, que é realmente demandada.
          Assim termina mais um passeio. Não sei se ainda farei um tão estranho quanto esse, alterado abruptamente pelo itinerário da 107T. Falando em alterações de itinerário, comento o que a linha 179X sofreu: com as alterações determinadas, ela simplesmente trafegou pela Avenida Rudge e pela Avenida Rio Branco, que contêm um corredor de ônibus, mesmo contendo vários carros com portas apenas à direita! Pode isso? Esse é o planejamento estapafúrdio da SPTrans! É, acabou sendo um dia pitoresco, mas essa história não ficou completa, portanto daqui a 1 semana pegarei a linha 106A, num sábado, para ter certeza de que desfrutarei de um articulado.


Passeio surpreendentemente alterado [1/2]

        Esse feriado de Corpus Christi foi surpreendente, posso dizer. No dia 23/06/2011, eu realizaria mais um de meus passeios, no qual pegaria a linha 107T/10 (Cidade Universitária – Tucuruvi), e, após descer na Avenida Cidade Jardim e caminhar alguns minutos até o TP da linha 106A/10 (Itaim Bibi - Santana), voltaria rapidamente para casa com a linha que acabei de citar. Eu imaginava que seria bem tranquilo, já que, aos feriados, o movimento das linhas de ônibus cai bruscamente (pelo menos por aqui). Fazer um vídeo seria a coisa mais fácil do mundo. Contudo, ainda haveria um pequeno prejuízo: eu não encontraria nenhum articulado na linha 106A, que os recebe apenas de segunda a sábado (ou seja, não os recebe aos domingos e feriados). Ainda assim, eu aspiraria a algum Caio Millennium que encontraria pelas linhas 107T e 106A, seja ele algum O500M PBC (piso baixo central) que pode ser encontrado nas duas, ou um O-500U, que eu só conseguiria encontrar, provavelmente, na 106A. Apesar de tudo que eu acabei de falar neste parágrafo, nada saiu exatamente como planejado. Tudo desmoronou depois que peguei a 107T, mas isso não significa que o passeio foi ruim… Abaixo, meu relato:
       
1º passo: pegar a 107T

        Ao chegar no ponto, já esperava uma demora, característica típica da linha 107T, ainda mais num feriado. No entanto, fui surpreendido, pois apenas dois minutos foram necessários para que viesse o PBC 2 2706, que estava na linha nesse dia e que exibia grande velocidade. Tinha apenas cinco pessoas, e como os cincos lugares ao fundo do ônibus estavam vagos, lá me assentei e lá fiz o vídeo. Gostaria de agradecer ao motorista: não faço a mínima ideia de quem seja, mas correu demais! Com isso, fez o vídeo ficar bom e receber elogios, principalmente devido ao barulho do motor, que ostentava um grande giro e um barulho magnífico na correia.
        No final da Avenida Cruzeiro do Sul, o motorista não virou à direita na Rua Luís Pacheco, parte do itinerário. Obviamente, estranhei. Mas depois vi ônibus de linhas como 179X/10 ( Barra Funda – Jardim Fontális) e 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria) fazendo isso também, o que me fez acreditar que era uma alteração decorrente de algum evento. Acertei na mosca. Abaixo, segue um trecho retirado da notícia referente à alteração, no site da SPTrans, a qual vi após chegar em casa:


107T/10 Metrô Tucuruvi – Cid. Universitária
Ida:
Normal até Av. Cruzeiro do Sul, Ponte Cruzeiro do Sul, Av. Cruzeiro do Sul, Rua da Cantareira, Av. Senador Queiroz, Praça Alfredo Issa, prosseguindo normal.
Volta: sem alteração.”
   
         Essa alteração não trouxe nenhuma consequência anormal. Entretanto, vi uma coisa que eu não esperava: passageiros descendo na Rua da Cantareira. Será que eles sabiam da alteração? Uma mulher, quando estávamos na Avenida Senador Queirós, perguntou onde ela iria descer, depois de saber que o ônibus não passaria na Estação da Luz (como faz de praxe, em seu trajeto normal).
         Eu seguia meu rumo, enquanto via todos descendo do ônibus pelo centro e pela Rua Augusta, principalmente. Depois de um ponto da Avenida Europa, já perto da Cidade Jardim, restou no ônibus apenas eu e um homem. Levantei-me para descer, no final desta, quando, de repente, aconteceu o fato que mudou minha rota.
         O motorista entrou à direita na Rua Gumercindo Saraiva. O certo seria continuar reto, no cruzamento das Avenidas Cidade Jardim e Brigadeiro Faria Lima. Eu desceria num ponto localizado após esse cruzamento, onde são utilizadas as portas à esquerda (assim como na Avenida Ipiranga, no centro, nesta linha). Depois disso, o caminho ficou mais bizarro ainda: depois da Rua Gumercindo Saraiva, acessamos a Av. Brigadeiro Faria Lima, Rua Diogo Moreira, Avenida Eusébio Matoso, Rua Gerivatiba, Rua Des. Armando Fairbanks e Avenida Valdemar Ferreira. Finalmente, a linha havia retornado a uma via por onde passa em seu itinerário rotineiro. Não entendi bulhufas. Procurei, no site da SPTrans qualquer notícia que falasse sobre isso e encontrei uma notícia falando sobre uma alteração de itinerário em virtude da Maratona Internacional de São Paulo, com o seguinte trecho:

107T Metrô Tucuruvi – Cidade Universitária
Sentido Único:
Normal até a Av. Cidade Jardim, Rua Gumercindo Saraiva, Av. Brig. Faria Lima, Rua Cristóvão Gonçalves, Rua Sumidoro, Av. Brig. Faria Lima, Rua Cardeal Arcoverde, Av. Euzébio Matoso, Pte. Euzébio Matoso, Av. Dr. Vital Brasil, Rua Catequese, Rua Pirajussara, Av. Dr. Vital Brasil, Pça. Jorge de Lima, Ponte Bernardo Goldfarb, Rua Butantã, Rua Teodoro Sampaio, Av. Brig. Faria Lima, Pça. Luiz Carlos Paraná, Av. Brig. Faria Lima, Rua Gumercindo Saraiva, Av. Europa, prosseguindo normal.

Obs.: Durante a realização do evento a linha deverá operar em sistema circular.”

         Eu resolvi não descer na Avenida Brigadeiro Faria Lima e regredir para o TP da 106A, pois eu quis ver aonde o insano itinerário da 107T me levaria. Eu não fazia a mínima ideia do que acontecia e só vi a notícia quando cheguei a minha casa, que nem na outra alteração. Enfim: levou-me até a portaria do campus da USP, e foi lá mesmo que desci, junto com o homem que também continuou no ônibus até o final. É possível, facilmente, notar que o itinerário feito pelo motorista e o itinerário proposto na notícia não coincidem. Onde será que está o erro? Na notícia do site? No motorista? Será que a empresa não repassou a informação a seus motoristas corretamente? Outra coisa: a notícia dizia que a maratona ocorreria nos dias 18 e 19, então por que diabos esse itinerário foi executado dia 23? Um fato que me chocou foi a informação (da notícia) de que a 107T estava operando em sistema circular. Imagino como seria isso num dia de trânsito daqueles, com o motorista passando umas cinco horas seguidas ao volante… Agradeça ele por ser um feriado e também por ele mesmo ser veloz. Isso é loucura da SPTrans. E, falando em loucuras da SPTrans, você pode ver a mais bizarra delas, no post seguinte, onde falo sobre o caminho que a linha 179X fez (as consequências do caminho realizado por ela foram absurdas).
         Sem pensar duas vezes, estava eu solitariamente caminhando pela Rua Alvarenga, a caminho de um ponto localizado na Avenida Vital Brasil, sem saber o que faria depois, porém. Na verdade, havia muitas opções, eu não saberia exatamente em qual linha embarcar, essa é a causa de minha dúvida. O fim dessa história está no post que vem a seguir (parte 2). Abaixo, o vídeo do Caio Millennium II que peguei na 107T: