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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ônibus em 26/05/2011 - Pequena greve de manhã

    26/05/2011: tudo caminhava para um mais um dia frio e normal em São Paulo, mas no final das contas ele foi movimentado (inclusive, isso gerou dois posts, algo inédito no blog, até agora). De manhã, notei algo que, certamente, é atípico. Refiro-me a uma fila de ônibus vermelhos, ou seja, da área 4, com prefixos iniciando em 4 1xxx (da E.T.C. Novo Horizonte?), passando pela Avenida Cruzeiro do Sul, em Santana. Entre eles: Millennium’s, Torinos e Apaches Vips. Vi um dos Torinos de frente, mas ao mesmo tempo de longe. Seu letreiro registrava o conhecido “Reservado”, ao passo que no vidro dianteiro estava escrito em um papel “alguma coisa Santana”. Afinal, se um ônibus de outra área já é algo que não é visto todos os dias por aqui, o que dizer de uma fila de vários? Ainda assim, por enquanto, não havia como eu saber com exatidão o que era aquilo, mas não imaginei nada de especial na hora. Isso só veio à tona depois, quando soube o que havia acontecido (os únicos métodos de eu saber eram: alguém me contar, eu ver alguma notícia sobre isso num telejornal de manhã, ou eu observar mais detalhadamente qualquer um dos ônibus que participaram do Paese, para perceber que eles faziam alguma linha da área 2, coisa que não fiz com o Torino, por estar longe dele).
    No decorrer do dia, fiquei sabendo que um de meus amigos teve de usar um ônibus da Santa Brígida (área 1), quando ele comentou sobre um "ônibus verde-claro" na linha 118C/10 (Santa Cecília – Jardim Pery Alto). A partir disso, foi possível concluir que houve (havia) uma greve. Também deduzi que a paralisação foi feita apenas na Garagem 1 da Sambaíba, Garagem Jardim Pery, pois eu vira ônibus de linhas, como o Vip 2 2647 na 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria), passando normalmente pela minha rua, além de várias outras linhas operando no Terminal Santana (na verdade, lá há um bom número de linhas afetadas, mas isso foi ofuscado graças a grande quantidade de ônibus presentes ali das linhas das outras três garagens da empresa). 

Operação PAESE na linha 118C.  Na foto, um Busscar Urbanuss da  Santa Brígida faz a linha. Na época  A garagem 1 também estava em greve!  (Créditos a Felipe Paixão em  http://fotolog.terra.com.br/lip1723:119.)
    No momento, já identifiquei algumas informações sobre a greve... Em primeiro lugar, às 8h00 quase tudo estava normalizado: restavam nas ruas da zona norte, quanto aos carros de outras áreas, apenas os que estavam terminando de fazer certas linhas ou voltando para suas respectivas garagens. Participaram da operação PAESE (plano de apoio entre empresas em situações de emergência), além dos já citados ônibus da área 1 (1 1xxx) e 4 (4 1xxx e 4 4xxx), também ônibus da área 3 e 6, da VIP Transportes Urbano (3 1xxx, 3 2xxx e 3 3xxx) e da Viação Metropolitana (6 3xxx), além de ônibus da própria área 2, oriundos da CooperFênix (2 5xxx) e também das outras garagens da Sambaíba (que não estavam em greve). O motivo desta greve foi uma paralisação por parte dos motoristas e cobradores, graças às multas que eles vem recebendo por parte da SPTrans, considerada por eles como injustas.
    Esta paralisação é o assunto mais importante deste post, com certeza, mas não é por causa dela que deixarei de contar as historinhas de sempre. Fui ao ponto 12h31, sem pensar muito na greve, pois ela não mudaria nada nas linhas que utilizo, mesmo que ainda estivesse em vigor. Pouco tempo de espera, e veio o Caio Millennium II PBC 2 2471, na linha 107T/10 (Cidade Universitária - Tucuruvi), o qual peguei, com certa dificuldade, e com certa sorte também. Isso, primeiramente, porque seu letreiro estava horrível, e graças a isso, demorei a sinalizar. Em segundo lugar, apenas eu entrei no ônibus, e ninguém mais iria descer. Isso significa que se houvesse dois, ou até mesmo apenas um ônibus já parados no ponto, as chances de este PBC cortar o ponto (passar reto por ele, passar por fora) seriam altíssimas, mas não uma certeza (isso não é exclusividade dessa linha, mas é um ato mau praticado por muitos motoristas).
     Millennium O500M é Millennium O500M. Seu motor traseiro não deixa dúvidas de que ele é veloz, apesar de sua limitação de 50 km/h. O 2 2471 pertencia à Garagem Fernão Dias (GFD) da empresa, mas com a chegada dos novos Millenniums O500M e O500U, exclusivos de lá por possuirem etanol, muitos carros foram transferidos de lá para outras garagens, e o 2 2471 foi um deles, pois atualmente encontra-se na Garagem Maria Amália (antiga garagem central da empresa), fazendo linhas como a 107T, e outras recheadas de traseiros (talvez apareça, em raras ocasiões, em alguma linha mais esquecida).
2 2471 fazendo a linha 701A/10
( Vila Madalena - Parque Edu Chaves),
linha que é da GFD (hoje o 2 2471 não está mais lá).
(Créditos a Rafael, de http://only-buses.4shared.com)
     Não me lembrava da cara do motorista desse PBC, mas muito provavelmente já peguei com ele, pois a cobradora eu já havia visto algumas vezes ano passado, e ela era inconfundível. Aconteceu algo surpreendente (para mim) quando entrei no ônibus, ou melhor, quando já estava dentro dele perto de passar pela catraca: a cobradora, inesperadamente, soltou para mim o seguinte dizer: "Apareceu, hein?". Provavelmente disse isso, porque fazia tempo que eu não pegava um ônibus da 107T com ela (peguei outros no mesmo horário e não foram com ela). Eu não esperava nem um pouco por isso, pois nem peguei a 107T tantas vezes ano passado, aliás, já peguei mais vezes ainda com outros cobradores de outras linhas e eles não falam nada. Então, além de se lembrar de mim, por que ela falaria isso para eu, que nunca falei com ela? Bem, ignorando toda essa minha "reflexão", a qual obviamente não fiz naquela hora, respondi positivamente. 
    Depois, tudo ia como esperado. No Metrô Santana o ônibus esvaziou, descendo do ônibus um número de pessoas que era o quintúplo do número de passageiros que entrou. Na hora de descer do ônibus, achei que teria minha primeira ocorrência do ano no que se refere a "passar do ponto onde desço". Isso, pois o motorista parou no meio da rua, alguns metros depois de onde realmente é o ponto, algo que também foi acompanhado de uma freada brusca com as portas abrindo quase que "do nada". Tenho agora a curiosidade de pegar novamente a 107T, para ver se a cobradora diz algo... Ou não.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ônibus em 25/05/2011

    25/05/2011: São Paulo, como sempre fria. Ruas sem trânsito, mas sem fazer diferença alguma, pois iria a pé. Continuo não vendo nada de especial, hoje vi, no máximo, outro Millennium O500U piso baixo na linha 271A/10 ( Santana – Terminal Penha). Ontem vi o 2 1326, já hoje me deparei com o 2 1327.
   Em horário normal, fui normalmente ao ponto. Hoje vi, assim como na última Sexta-feira, dia 20/05/2011, outra “lotação clandestina”, um Busscar Micruss, parado no TS (ponto final) da linha 1721/10 ( Carandiru – Vila Ede), que na verdade é circular mas tem sim um TS, apenas esperando um ônibus da linha chegar para sair. O interessante é o “Carandiru” escrito na placa lateral do micro-ônibus estar grafado em laranja, como se fosse da área 8, e ali perto também a presença do logotipo de um consórcio do qual nunca ouvi falar. Também, o letreiro indicar apenas “Vila Ede”, nada mais (em outras palavras, onde está o número da linha?).
   Depois de um breve e insignificante momento de raiva, andei até o ponto. Logo que cheguei a ele, vi o Millennium O500M piso alto 2 1638, um dos mais recentes. Estava na linha 177C/10 (Vila Madalena – Jardim Brasil) e era dirigido por um motorista com o qual já peguei muitas vezes, inclusive ano passado, mas em tais ocasiões ele conduzia o Busscar Urbanuss Pluss OF-1722M de prefixo 2 2536. Não quis pegar, por não gostar desses novos Millennium’s (um dia tomo coragem), porém não sei se eu deveria mesmo ter o evitado, visto que o motorista era “confiável” ou “conhecido”. Só sai mesmo do ponto quando, após um mar de vazio na Avenida Cruzeiro do Sul, veio a mim um outro Millennium O500M novo de piso alto, mas desta vez um mês mais antigo do que o 2 1638, e mais conhecido, com certeza: o 2 1591 pela 172N/10 (Belém – Center Norte), com seu motorista de sempre.
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2 1591 - 172N.
(Créditos a Eduardo Sambaíba.)
   Ontem, dia 24/05/2011, vi passando pela 172N, enquanto me dirigia ao ponto, o Millennium 2 1630. Estava no lugar do 2 1591 (não consegui visualizar se com o mesmo motorista de sempre). Segundo um post que vi no Orkut, o 2 1591 estava na linha 175P/10 (Ana Rosa – Parque Edu Chaves), o que é uma coisa justa, mas, infelizmente, rara. A 175P sempre foi a linha queridinha, recebendo os melhores ônibus da empresa, apenas por um motivo interesseiro: passar na Avenida Paulista. Malditos empresários... Espero que algum dia a linha 175P seja padronizada por ônibus com portas somente à direita, e que algum dia os Millennium’s O500U com portas à esquerda sejam escalados onde merecem ser (a 175P sequer usa portas à esquerda... Antigamente recebia até os Torinos de 1999!). A linha 178L/10 (Hospital das Clínicas – Lauzane Paulista) é um exemplo, ela tem alguns e merece ter. Mas para que os Millennium’s fossem colocados nela, constantes reclamações no Blog do Ônibus foram necessárias. Ainda assim, muitos carros de motor dianteiro aparecem na linha, principalmente aos finais de semana (isso começou depois que as reclamações foram “esquecidas”). Isso mostra o quão ruim é a vontade da empresa em espalhar direito os bons ônibus.
   Quanto à viagem de hoje, decidi comentar tudo isso acima, porque nada de especial aconteceu. Peguei a 172N, mesmo motorista, mesmo 2 1591. Todos os Millennium’s O500m piso alto recentes, pelo menos os que vi até agora, correm bem, desci normalmente etc. A coisa mais anormal que vi, mas não tão anormal assim, visto que vi ocorrer com frequência, é que enquanto a “manada” de pessoas que sobe em Santana passava pela catraca, alguém apertou sem querer o botão de parada solicitada. Vi essa cena três vezes nos últimos seis dias, é uma boa média. Além dessas três vezes, no dia 22/05/2011, estava eu num passeio pela linha 172T ( Brás – Vila Nova Galvão), quando o botão disparou sozinho (e ninguém desceu).

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ônibus em 24/05/2011

24/05/11: Mais um dia normal. Nada de especial vi na parte da manhã, além de ônibus onde geralmente não estão, como o Millennium II PBC O500M (Buggy, também chamado) 2 2700 na linha 1726/10 ( Santana – Vila Zilda), ou o Millennium II Piso baixo O500U 2 1326 na linha 271A/10 ( Santana – Terminal Penha), perdido no mar de novos Millennium’s piso alto da empresa, que atualmente dominam a linha 271A/10.
    Hoje voltei para casa normalmente 12h30, por isso não esperava surpresa alguma. Enquanto ia ao ponto, vi na 172N (Belém – Center Norte) o Millennium 2 1630, que não é fixo na linha. Por isso, estava descartada a hipótese de aparecer o 2 1591, o que sempre vejo perambulando por 12h30. Não esperei muito e resolvi ir num Apache Vip OF-1417, que apareceu um minuto após minha chegada ao ponto. Era o 2 2035, na linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria). Ignorei ônibus que passaram pelas linhas 179X/10 (Barra Funda – Jardim Fontális) e 1702/10 (Tietê – Jova Rural), esse horário deixa-as chatas, com a existente superlotação escolar.
    A primeira coisa a ser notada ao embarcar no 2 2035 é que ele, além de não ser fixo da linha, não estava lotado, havia vários assentos disponíveis, isso é bom. A segunda coisa a ser notada é que nunca vi o cobrador e o motorista, pelo menos não 12h30. A terceira coisa a ser notada, mas não menos importante, é que este OF-1417 corria bem, o motorista parecia até estar com pressa. O motor fazia um barulho agradável aos meus ouvidos. Nada como voltar aos velhos tempos de motoristas cortando pontos, o que também pôde ser notado, saindo da monotonia corriqueira da maioria das linhas que pego atualmente.
2 2035 na linha 278A/10 (CEASA - Penha). Ele não é da 271C.
(Créditos a http://shw.machado.fotopages.com/18288288/SAMBAIBA-2-2035-CAIO-APACHE-VIP-MERCEDES.html.)
    Na parada do Metrô Santana, uma senhora ficou desesperada ao ver que o ônibus não parou no ponto número 2, o que é certo, já que as linhas que viram na Rua Duarte de Azevedo param no ponto número 3. Obviamente, ela retornou a um estado normal após saber sobre o ponto número 3. O cobrador foi quem a alertou, inclusive dizendo que “apenas o Pery Alto para no outro”, certamente referindo-se à linha 118C/10 (Santa Cecília – Jardim Pery Alto), e não à 1743/10 (Tietê – Jardim Pery Alto). Digo isso, pois, primeiramente, imagino que a senhora tenha pegado o ônibus na Avenida Duque de Caxias, local onde as pessoas têm como opção as linhas 118C e 271C para deslocar-se até Santana. Em segundo lugar, os próprios dizeres do cobrador denunciam isto... Não é “apenas o Pery Alto” que para no ponto número 2, mas sim várias outras linhas, porém ele disse aquilo provavelmente por causa da Avenida Duque de Caxias, pois lá só passam 118C e 271C (para Santana, Avenida Cruzeiro do Sul).
    O ônibus continuou medíocre após sua passagem pelo Metrô Santana, poucos desceram e poucos entraram. Desci normalmente no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo, e não pude deixar de notar uma coisa... O barulho de ar “sendo liberado” que ocorre quando a porta é aberta funciona similarmente: não importando o quão antes o motorista abra a porta, o barulho de ar “sendo liberado” ocorre, contudo a porta só é aberta quando o ônibus para totalmente, bruscamente, diga-se de passagem. Isso também ocorre/ocorria no Apache S21 2 2021, que também era da 271C (não sei se ainda é, mas tenho certeza de que ainda está na empresa), o qual já peguei muitas vezes 12h30 (sendo que seu motorista, da última vez, estava com o Apache Vip I 2 2798, por isso a dúvida de ele estar ou não na linha).

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ônibus em 23/05/2011

   23/05/2011: Mais um dia frio em São Paulo. Por sair mais cedo de casa, não enfrentei trânsito na ida à escola, tampouco vi muitos ônibus (no trânsito dá de ver vários). Somente uma coisa interessante na linha 1788/10 (Metrô Santana – Jardim Fontális): em pleno horário de pico da manhã, vi um carro dela indo ao Metrô Santana com ainda assentos disponíveis, mas vi um saindo do Metrô Santana em direção ao bairro com pessoas em pé... Estranho.
    Hoje saí atrasado o suficiente para perder o Millennium II O500M novo 2 1591 da 172N/10 ( Belém – Shopping Center Norte), juntamente com o Urbanuss Pluss OF-1721 2 2255 da 177C/21 (Shopping Center Norte – Pq. Edu Chaves), sendo que estava um atrás do outro enquanto me dirigia ao ponto. Por causa deste acontecimento, achei que “mofaria” no ponto esperando uma boa linha, mas no final das contas não tive que esperar por muito tempo, pois dois minutos após o 2 2255, apareceu o 2 2079, um Apache Vip I OF-1721, surpreendentemente, também pela 177C/21. Não hesitei em dar sinal, e como já havia passado um carro da 177C/21, o que poderia ser esperado aconteceu: apenas eu entrei no ônibus.
    Além de apenas eu ter entrado no ônibus, outra coisa de semelhante nível comparatório veio ao meu conhecimento: não havia NINGUÉM dentro do ônibus. É a segunda vez que isso acontece comigo, pois uma vez ano passado vi um carro da 172T/10 ( Brás – Vila Nova Galvão) enquanto ia ao ponto, e quando cheguei vi outro da 172T, o qual peguei, e o qual tinha apenas duas pessoas dentro (também há outro caso da 271C onde a peguei sem ninguém dentro, mas em tal ocasião não era por causa de outro carro da linha logo a frente). Também reparei que o cobrador era um com o qual já peguei, mas sua dupla era um motorista careca com óculos escuros, diferente do cara de cabelo branco que estava dirigindo o Vip hoje, e não é a primeira vez que presencio duplas alteradas, já vi isso em variadas linhas que pego. E por último, também foi possível notar que este OF-1721 (2 2079) estava fraco, e o motorista demorava a trocar de marcha, o que fez com que a viagem ficasse lenta, e não descarto a possibilidade dele estar forçando a lentidão, devido ao Urbanuss Pluss da mesma linha logo a frente. Sei lá.
    Um ponto depois, ninguém entrou. Durante o trajeto, a lerdeza supracitada fez com que fossemos ultrapassados por um Millennium novo da linha 177C/10 (Vila Madalena – Jd. Brasil), o que aumentava as chances de ninguém mais entrar no ônibus (não que viajar solitariamente seja algo bom). Ao chegar na parada do Metrô Santana, parecia que ninguém entraria mesmo, mas quase saindo do ponto, um homem correndo deu sinal, e por aqui acaba, pois só ele entrou. Como ninguém entrou no primeiro ponto da Rua Duarte de Azevedo, e o meu corriqueiro desembarque ocorreu normalmente no segundo ponto da mesma rua, foi também este homem que entrou que assumiu a tarefa de ficar sozinho no ônibus. Nada me balburdiou hoje.

domingo, 22 de maio de 2011

Ônibus em 22/05/2011 - Vila Nova Galvão

22/05/2011: um dia após o suposto Juízo Final de 21/05/2011, considerado por alguns como fim do mundo, estou eu aqui, “vivinho da silva”, pronto para contar-lhes outra história. Parece que foi apenas mais uma teoria falha, e já tenho o meu ingresso para 2012...
    Hoje meu plano era fazer um passeio curto até a Vila Nova Galvão, a fim de conhecê-la melhor, pegando a linha 172T/10 ( Brás – Vila Nova Galvão), indo até o final, e depois voltando de lá com a 1782/10 ( Santana – Vila Nova Galvão via Av. Nova Cantareira) ou com a 1782/31 ( Santana – Vila Nova Galvão via Av. Guapira), ou até mesmo com a 172T/10 dependendo das circunstâncias. As três têm ponto inicial no mesmo local, este. Parece ser algo fácil, mas há uma grande barreira no caminho: a demora da linha 172T. Caso ela demorasse demais a passar, eu voltaria para casa, pois não posso perder meu dia com estas viagens.
    Prontifiquei-me no último ponto da Rua Duarte de Azevedo 15h45, o qual contava comigo e com mais uma pessoa, e era lá que esperaria a passagem da linha. Nada vinha ao fundo, dando a impressão de que haveria uma longa espera. Vi vários ônibus randômicos pasasrem, e após vinte minutos de espera, fui surpreendido (sim, surpreendido, vinte minutos é pouco para uma 172T) por um Apache Vip I da 172T, para o qual obviamente sinalizei (ainda bem que não havia outro ônibus já parado no ponto, senão eu correria o risco de ver este Vip o cortando, já que não é um ponto tão utilizado). Era o 2 2126, um Apache Vip I OF-1722M, que estava na 172T apenas "de boa", "aleatoriamente colocado", pois não é nem um pouco fixo da linha (aos finais de semana as escalas da maioria das linhas ficam bizarras).

Apache Vip OF-1722M 2 2127,
"irmão" do 2 2126, na linha 107T
(Cidade Universitária - ↕ Tucuruvi).
    O ônibus estava com umas vinte pessoas dentro e era dirigido por um senhor de óculos, com o qual já peguei apenas uma vez, num curto trajeto de minha casa até a Avenida Cruzeiro do Sul. Naquela ocasião, ele conduzia lentamente um Urbanuss Pluss OF-1721 com um prefixo do qual não me lembro. Dessa vez ele foi bem mais rápido com o Vip. Houve um imaginável sobe-e-desce por todo o trajeto, até a Avenida Coronel Sezefredo Fagundes. A partir daí, ninguém mais entrou, pessoas apenas desceram do ônibus na Rua Imbiras, Rua Maria Amália Lopes de Azevedo e na Vila Nova Galvão. Um fato curioso é que quando o motorista chegou ao final da Rua Maria Amália Lopes de Azevedo, perguntou se alguém desceria na Jova Rural. Sendo “não” a resposta dos passageiros do ônibus, ele cortou caminho por uma rua sombria e estreira, para sair quase no final da Rua Gabriel Ribeiro, já na Vila Nova Galvão, perto de um córrego. Apertei sem querer o botão de parada solicitada quase no ponto inicial (TP) da linha, e tive que explicar que não desceria no ponto... Fiz um vídeo deste ônibus, do Metrô Parada Inglesa até a Rua Imbiras:


    Ao chegar no ponto final, estavam lá quatro Apaches Vip’s: 2 2126 (que eu peguei), 2 2128 da 172T, 2 1167 da 1782/10, e um que não consegui identificar, que havia saído pela linha 1782/31 (o que é trágico, pois eu pretendia pegá-la, mas como não posso ficar esperando, agora teria que pegar a 1782/10, a não ser que aparecesse do nada um da 1782/31). Também havia um micro-ônibus Marcopolo Senior, 2 2313, que estava com placas da linha 1726/10 (Metrô Santana – Vila Zilda). Não me pergunte o que ele fazia lá, só sei que depois de alguns minutos saiu sem nenhum passageiro com o letreiro “1726 VILA ZILDA”.
    A Vila Nova Galvão não é o melhor dos lugares para esperar a saída de um ônibus, e isso não é preconceito (também há boas pessoas lá, como sabem...), isso é fato! Ela também não está sozinha numa história dessas, pois assim como vários outros bairros periféricos de todos os cantos de São Paulo, aparenta ser perigoso, mas adianto que não me importo muito com isso, pois se me importasse, não estaria nele hoje, estaria na minha casa tremendo de medo só de ouvir tal nome. Há pessoas más, com certeza, mas não é por causa delas que devem ser ocultadas as pessoas de boa índole. Tirei algumas fotos do local sem ser incomodado por ninguém (apenas um cara olhou, mas vai saber se ela não olhou por curiosidade apenas...).
    
2 1167 na 1782/10, com Vila
Nova Galvão ao fundo...
     Mais vinte minutos de espera, assim como na Rua Duarte de Azevedo, e ordenou o motorista do 2 1167 às 17h04: “Pode subir gente!”. Obedecendo-lhe, assentei-me na parte da frente do Apache Vip em perfeitas condições para gravar outro vídeo (sem temer o lugar, e novamente ninguém me incomodou). Notei que já vi o motorista do 167 numa foto de Orkut, no álbum de um motorista da linha 172T, intitulado de “Galera da Nova Galvão”. Depois conversarei com o motorista para ver se ele o conhece (apenas por curiosidade)...
    No TP da linha subiram apenas eu e mais duas pessoas, e mais umas vinte pela Vila Nova Galvão. O que me surpreendeu foi que várias pessoas desceram ainda na Vila Nova Galvão e Jova Rural... Pensei que as pessoas fossem apenas até o Metrô Santana ou até, no máximo, a Rua Maria Amália Lopes de Azevedo, isso mostra que essas linhas também têm um sobe-e-desce. Pessoas também subiram pela Rua Maria Amália Lopes de Azevedo e Costa Brito, o ônibus chegou a ficar com pessoas em pé em certo momento. Por último, uma última coisa que me surpreendeu: havia um piso baixo central na linha 1782/10 (2 2715) e outro na linha 1782/31 (2 2350), se um já é raro, dois é... Indescritível. Após um trajeto de aproximadamente quarenta minutos, desci na Rua Ezequiel Freire, em Santana, e apenas caminhei até minha casa. Eram 17h55. 

 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ônibus em 20/05/2011

    20/05/2011: Mais um dia frio como outro qualquer. Passavam felizes na rua todos os tipos de veículos, já que ela estava livre de trânsito. Entre eles estavam os Millennium’s 2 1618 e 2 1622, fixos da linha 271M-10 ( Santana - Parque Novo Mundo) protagonistas de algo inusitado que aconteceu no dia 13/05/2011. Hoje eu estava pronto para pegar ônibus vinte minutos mais cedo: 12h10. Mesmo assim, pretendia esperar até 12h30, “enrolar” parado no ponto de ônibus, apenas para observar, e também por ser cedo demais comparado ao horário normal no qual saio (12h30).
    Cheguei ao ponto no referido horário e fiquei em pé, quase apoiado na frágil parada que há por ali. Como planejado, fiquei esperando... Vi vários ônibus passar, desde micro-ônibus remanescentes na linha 1301/10 (Praça do Correio – Term. Casa Verde) aos novos Millennium’s na 174M (Museu do Ipiranga – Jardim Brasil), 172N/10 (↕ Belém - Shopping Center Norte) etc. A coisa mais interessante (e repugnante) que vi foi uma lotação clandestina fazendo uma linha sem número, denominada por eles de "Carandiru - Vila Ede", ou seja, obviamente uma concorrente da 1721/10 ( Carandiru - Vila Ede). Eles param numa rua próxima a Estação Carandiru, esperam um ônibus da 1721 sair e encostam no ponto final dela para roubar passageiros, e então vão embora quando chegam algum ônibus da linha. As pessoas que a pegam são os típicos passageiros "burros", pois pegar essas lotações é algo perigoso, e qual é a diferença se ela só vai sair quando outro ônibus da linha chegar (o qual não demora para partir)?
    Quando já eram aproximadamente 12h20, estava vindo ao fundo um Busscar Urbanuss Pluss OF-1721 (por ter um letreiro de lona), o qual surpreendentemente estava na linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria). Peguei-o, pois quem o dirigia era o motorista que geralmente está com o Apache Vip I OF-1417 de prefixo 2 2038 (que às vezes aparece 12h30, mas geralmente vem antes mesmo, como hoje). É apenas a segunda vez na minha vida que pego um Urbanuss Pluss OF-1721 na 271C, a primeira foi quando fui ao cinema num dia do qual não me lembro agora, ano passado, umas 15h00. É raro vê-los na linha. Eu mesmo só vi uma vez, além das duas em que peguei (sendo uma agora). O ônibus estava razoavelmente cheio, com uns 30 dos 40 assentos presentes num Pluss ocupados. Embora houvesse boa lotação de bancos, os cinco últimos estavam vazios, e foi num deles que me assentei. Aconteceram dois fatos inesperados dentro deste ônibus.
    O primeiro foi achar uma moeda de cinco centavos ao lado do banco onde eu estava (e repito: os cinco últimos bancos estavam vazios até então, só havia eu lá!). É óbvio que cinco centavos é uma quantia quase insignificante, ou ao menos que não faz falta na vida de ninguém (nem das pessoas que não tem dinheiro algum, pois não dá para comprar muita coisa com esta moeda...), até por isso hesitei em pegar a moeda, deixando-a do meu lado, mas após um curto momento de reflexão decidi pegá-la, seria um acréscimo às várias moedas de dez centavos que carrego comigo. O segundo fato que ocorreu foi um homem que embarcou no mesmo ponto que eu perguntar a mim (provavelmente por eu ser a pessoa mais próxima a ele) se este ônibus passaria na Rua Jacuna. A resposta era sim, e foi isso que eu disse a ele, porém ele, de certa forma, duvidou, apenas pelo simples fato de a linha 271C não virar na Av. Gal. Ataliba Leonel, como fazem as linhas 1721/10 e 1728/10 ( Carandiru – Jardim Brasil). Tive que explanar a ele que a 271C passaria no Metrô Santana, e depois seguiria seu caminho para a direita, passando pela Rua Jacuna. Ele não agradeceu, talvez por não confiar tanto em mim, talvez por estar ocupado falando ao celular (ele recebeu umas três ligações em poucos minutos, e pelo que entendi na conversa é um cara com clientes), de qualquer maneira, não posso reclamar disso, pois sou uma pessoa que geralmente também não agradece aos outros em quaisquer atos, por pura vergonha de falar “obrigado” (vai saber se o cara também não era assim). Fico apenas pensando o que ele deve ter pensado quando desci na Rua Duarte de Azevedo, algo como “Como ele sabe que passa na Rua Jacuna se ele desce antes de passar nela?”, considerando que são raras as pessoas que conhecem itinerários de linhas de ônibus por aí.
    No Metrô Santana, praticamente desceram e subiram o mesmo número de pessoas, não mudando nada na quantidade de passageiros do ônibus. Foi uma viagem medíocre, nem muito boa, nem muito ruim, apenas na média. O motorista parecia não estar acostumado com um Pluss OF-1721, ou estava tomando algum cuidado, pois já vi melhores (mais rápidos, e ser rápido não significa necessariamente dirigir perigosamente).
    Para terminar esta história, relato uma outra coisa curiosa que vi enquanto caminhava até minha casa: uma mulher dirigindo o Marcopolo Senior 2 2318 na linha 1778/10 (Metrô Santana – Jaçanã). Deixo então meus parabéns às mulheres, que cada vez mais conquistam suas posições em profissões que são dominadas pelo sexo masculino, onde é raro vê-las. A última vez que eu vira uma foi em 2009, num Millennium O-500U da linha 177H/10 (Butantã USP – Metrô Santana), o que prova que elas também podem dirigir carrões (inclusive já vi gente dizendo que viu mulheres dirigindo articulado)!

22635 - Busscar Urbanuss Pluss - Sambaíba - Fotopages.com
Foto antiga de um Urbanuss Pluss (2 2635) fazendo a linha 271C. Hoje em dia este Urbanuss Pluss tem um letreiro eletrônico branco e está fixo na linha 1782/31 ( Santana - Vila Nova Galvão, via Pq. Vitória).
(Créditos a http://shw.jubern.fotopages.com/11625339/22635-Busscar-Urbanuss-Pluss-Sambaba.html.)

Outro exemplo de Urbanuss Pluss OF-1721 na linha 271C. (Créditos a Rafael de http://only-buses.4shared.com.)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ônibus em 19/05/2011

    19/05/2011: apenas mais um dia aleatório em minha vida, e apenas mais um dia frio para a cidade de São Paulo. Não vi absolutamente nada de interessante pela manhã. Hoje eu teria de voltar para casa 12h00, e não 12h30 como faço corriqueiramente, por isso eu provavelmente não encontraria os motoristas que sempre vejo, e não pegaria ônibus com um que eu já tenha visto, com apenas uma exceção: o Caio Apache S21 OF-1417 2 5096 da linha 1702/10 (Tietê – Jova Rural), o qual peguei ano passado ao sair 12h00 (a única vez que eu fizera isso até então, sair 12h00, o que também me deu "coragem" para pegar a 1702, que fica muito lotada 12h30 graças a uma escola próxima a seu TS).
    Minha chegada ao ponto foi às 12h02, e esperei por qualquer uma das oito linhas que me servem, considerando que nenhuma delas estava lotada (o horário de pico escolar ainda não atingira seu auge), e que eu não conhecia motorista algum desse horário. No horizonte eu não via ônibus algum vindo, tirando um micro-ônibus da Transcooper área 2, certamente da linha 1730/10 (Santana – Center Norte), a única da Transcooper 2 que aparece dos confins da Avenida Cruzeiro do Sul. Apesar de nada haver no horizonte, havia ainda os ônibus que curvam da Avenida Zaki Narchi. Foi então que virou de lá um Apache Vip I, sobre o qual eu inicialmente não sabia nada. Poderia estar em qualquer linha, menos na 172N/10 ( Belém – Shopping Center Norte), que tem apenas Millennium’s recentemente adquiridos fixos. Mas não é que o bichano estava de “intruso” na 172N/10? O inesperado aconteceu. Surpreendi-me na hora, e apenas esperei que ele abrisse a porta próximo a mim, visto que outras pessoas já haviam sinalizado. Era o Apache Vip I de prefixo 2 2124, um OF-1722, que antigamente era fixo na linha 174M/10 (Museu do Ipiranga – Jardim Brasil), se eu não estou enganado.
    Como esperado, eu nunca tinha visto o motorista que dirigia nem o cobrador que na hora pagava um mico que o ônibus inteiro via (prefiro não comentar). O motorista foi bem rápido, como muitos têm sido ultimamente. De qualquer forma, os Vip’s OF-1722 da Sambaíba costumam ser bem rápidos, peguei vários até hoje, trafeguei com eles por diversas ruas em altas velocidades, e o único que considerei lerdo foi um que peguei este ano também voltando da escola: o 2 2676, na 172T/10 ( Brás – Vila Nova Galvão), mas ele era pilotado por um motorista que geralmente dirigia o Marcopolo Viale OF-1721 2 2996 (o Viale reencarroçado) ou um Torino G6 OF-1721 qualquer (eu sempre o via no horário de 12h30). Talvez não estivesse acostumado a dirigir um OF-1722.
Exemplar de Apache Vip OF-1722 (2 2118)
na linha 174M. Era fixo nela, assim como o 2 2124.
(Créditos a Rafael de only-buses.4shared.com.)
    Considerando a “lei” de que a 172N sempre recebe cerca de 20 ou 30 passageiros no Metrô Santana, pelo menos nesta faixa horária, fiquei pensativo quanto a uma coisa: se os antigos Urbanuss Pluss da linha, com mais de 40 assentos, aguentavam estourando o número de passageiros sentados e se os novos Millennium’s que atualmente dominam a linha ora aguentam, ora deixam alguns de pé no ônibus, como um Apache Vip faria o trabalho hoje? Imaginei que certamente ficaria, no mínimo, um pouquinho lotado. Hei de considerar também que o Vip já trazia consigo cerca de 15 pessoas oriundas do Center Norte, Av. Zaki Narchi, Metrô Carandiru e um ponto da Avenida Cruzeiro do Sul. Não podia dar outra: o ônibus ficou com algumas pessoas em pé, e havia ainda os que entrariam no primeiro ponto existente na Rua Duarte de Azevedo, o que é típico na 172N. Ignorando tudo isso, pois já vi casos piores, apenas apertei o botão de parada solicitada, é claro, e termina a história com o meu tranquilo desembarque no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo. É interessante citar que atrás do 2 2124 vinha o 2 5096, da linha 1702, que foi citado no primeiro parágrafo desta história, junto a outro carro que também era fixo da 174M: o Apache S21 2 2024, que estava hoje na linha 177C/21 (Shopping Center Norte - Parque Edu Chaves).

  
  

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ônibus em 18/05/2011

    18/05/2011: um dia que não se difere muito dos anteriores. Estava frio, mas não chovia, e também não houve trânsito. Assim como ontem, vi de manhã Apaches Vip’s na linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria), o que novamente me fez pensar que os S21’s começaram a ser aposentados.
    Cheguei ao ponto 12h32 para retornar a minha casa, e não vi nada de anormal. Veio-me um Apache Vip I OF-1721 da linha 179X/10 (Metrô Barra Funda – Jd. Fontális), que eu poderia pegar, no entanto deixei ir embora por estar lotado. Encostava atrás dele um Apache Vip I OF-1417 da linha 971D/10 (Shopping Center Norte – Jd. Damasceno), e finalmente atrás dele o ônibus o qual peguei, junto com uma menina de três anos e sua mãe: o Apache Vip OF-1722M de prefixo 2 2798 da linha 271C/10. Estranhei, pois é a primeira vez na minha vida que pego um Vip OF-1722M nesta linha. A primeira coisa que reparei, antes de entrar no ônibus inclusive, foi que o motorista que o dirigia era o que sempre aparecia nesse horário com o Apache S21 OF-1417 2 2021, o que realmente me fez pensar que os S21’s foram/estavam sendo aposentados (com a chegada dos novos Millennium’s O500M) e a 271C/10 estava livre deles (o que não é necessariamente melhor, visto que ainda há nela Apache Vip I OF-1417). Um fato é que alguns S21’s não contam mais no cadastro de prefixos da SMT (o 2 2223, por exemplo, que inclusive era fixo na 271C), outros ainda contam.
    Existe uma espécie de “maldição” relacionada à 271C: sempre que nela vem um Apache Vip (às vezes aparece o 2 2038 naquele horário, com outro motorista), ele está com algumas pessoas em pé (digamos que há umas trinta e pouco pessoas no ônibus), já quando aparece um S21, há pessoas ocupando apenas aproximadamente 20 dos 40 assentos de um S21. Parece que essa maldição foi quebrada, pois os escassos 25 bancos deste Apache Vip OF-1722M com espaço para cadeirantes (e sem elevador!) conseguiam acomodar a todos os passageiros.
    Também tenho a falar sobre esse motorista: ele é bem rápido, e inclusive, como a maioria, não tem a paciência de esperar parar no ponto para abrir a porta, sempre abre antes, mas ele em especial de um jeito mais radical do que os outros (parece até que abre a porta quando vê o ponto e aí para de acelerar para o anjo da guarda interferir, e freia em cima do ponto). Não que isso esteja errado, mas é que odeio OF-1722M's mas ele conseguiu fazer eu gostar da viagem de hoje. No Apache S21 que sempre pilotava, aquele barulho de ar sendo liberado referente à abertura da porta era sempre cedo, porém a porta não abria quando ele ocorria, ficava fazendo apenas um “nhec-nhec”, como se quisesse abrir e não pudesse, e então quando ele parava o ônibus, ela bruscamente abria. Porém, hoje o 2 2798 não teve nada disso, pois a porta abriu quando ele “liberou ar”, diferente do S21 que “liberava ar”, mas cuja porta só abria ao parar totalmente. As portas largas do Vip 1722M também contribuem para os que têm medo, de algum jeito, de cair do ônibus quando ele trafega com as portas abertas.
    Como já dito, 25 assentos foi o suficiente para acomodar a todos os passageiros, inclusive eu, portanto o ônibus estava vazio. Quatro pessoas desceram na estação Santana, ao passo que cerca de dez entraram no ônibus. Apesar do aumento no número de pessoas, o ônibus continuou sem carregar ninguém em pé, a não ser aqueles que se levantavam para descer, coisa que fez um estudante um ponto após o Metrô Santana, e coisa que fiz eu um ponto após ele, onde sempre desço, é claro.
    A história poderia terminar no parágrafo acima, mas uma coisa interessante aconteceu: após descer deste 2 2798, que era rapidamente conduzido, vi aleatoriamente colado, bem aleatoriamente mesmo, na 177C/21 (Center Norte – Pq. Edu Chaves), o S21 2 2021, que era fixo na 271C com o motorista que peguei no 2 2798 hoje! Além do atendimento da 177C ter “roubado” o S21, ainda passou no mesmo horário. É algo que não se vê todos os dias, certamente. 
   Finalizo assim, a história contida nesse post...


Apache Vip OF-1722M no qual andei hoje na linha 271C, fazendo a 175P (Metrô Ana Rosa - Parque Edu Chaves). Ele não é nem um pouco fixo na 271C, e estava no lugar do S21 2 2021. (Créditos a Rafael, criador do http://only-buses.4shared.com.)



Um dos S21 que já foram aposentados. O da foto fazia a 271C e era fixo nela. (Créditos a Leandro Matos em http://sampabussa.blogspot.com/)
Apache S21 OF-1417 2 2022, "parente" do 2 2021, fazendo a linha 271C. (Créditos a Rafael, criador do http://only-buses.4shared.com.)






terça-feira, 17 de maio de 2011

Ônibus em 17/05/2011

    17/05/2011: novamente deparo-me com o mesmo dia que vi ontem: chuva e frio, além do inevitável trânsito nos horários de pico. Nada de especial foi notado de manhã, fora um Apache Vip I OF-1417 (2 2145) que estava na linha 271C/10 (Praça da República - Parque Vila Maria), pois depois eu veria meio-dia outro Apache Vip nessa linha, em horários (7h30 e 12h30) onde costumo ver os S21’s “2 2252” e “2 2021”, o que me leva a crer que os Apaches S21 estão dando adeus com a chegada dos novos Millennium’s. Agora, abaixo a história:
    Andava tranquilamente até o ponto, pois estava no horário certo (12h29), e de longe vi que acabara de perder um Apache Vip OF-1722M (2 2801) da linha 172T/10 (Metrô Brás - Vila Nova Galvão), porém não me importei nem um pouco, pois odeio estes Vips (que por sinal estão dominando a linha, após a saída dos Torinos de 99, infelizmente). Esperei, esperei, esperei, e nada vi. Passou-se dez minutos desde a minha chegada ao ponto e a única coisa interessante que vi foi o Urbanuss Pluss OF-1418 (2 1462) da linha 1745/10 (Center Norte – Vila Nova Cachoeirinha), parece que o motorista se esqueceu de mudar o letreiro, pois ele ainda marcava “Center Norte”, e ali a linha passa sentido bairro. Em dez minutos de espera, das oito opções que tenho, a única que apareceu foi um lotado Apache Vip I OF-1417 (2 5098) da linha 1702/10 (Tietê – Jova Rural), o qual ignorei sem hesitar. Estando atrasado, não tive outra escolha: pegaria o primeiro ônibus que passasse a partir daquele momento. Felizmente, não veio nada muito pesado... Dos confins da Avenida Cruzeiro do Sul, aproximava-se o Millennium Piso Baixo Central (2 2715), na linha 107T/10 (Cidade Universitária – Metrô Tucuruvi), que chegou ao ponto de portas abertas pronto para me receber, atendendo à minha sinalização.
    Fui o único a embarcar, o que não é de se assustar, já que a demanda da linha é composta principalmente por pessoas que a pegam principalmente antes da Ponte Cidade Jardim, na Avenida Cidade Jardim, na Avenida Europa, na Rua Colômbia, na Rua Augusta e no centro, para desembarcar principalmente em Santana. Graças a isso, é comum ver ônibus da linha vazios em minha rua, 7 da manhã, antes da Estação Santana. Repetindo, não veio algo muito pesado, mesmo assim, não me agrada andar de 107T, pois sua frota é composta principalmente de PBC’s (piso baixo central), e eu, louco que sou, não gosto de ficar pertíssimo do chão na hora de descer do ônibus, considerando que suas portas abrirão ainda em velocidade considerável.
    Nada de interessante ocorreu, apenas aproveitei um assento livre logo após a “cratera” no meio do ônibus e lá fiquei até o Metrô Santana, onde o ônibus esvaziou razoavelmente. Tudo caminhava para uma ida normal até o ponto onde desço, mas então, percebi o motorista, que era um senhor de óculos escuros, que havia os retirado de seus olhos, manobrando o ônibus para trás e para os lados, fiquei com uma cara de “what the f*** is that?”, e para reforçar tal expressão facial, o cobrador ainda ficou dizendo: “Eu é que não vou botar minha mão nisso, se vira aí!”. O motorista desceu e subiu no ônibus duas vezes, eu continuava a não entender nada, pensei até na hipótese do ônibus ter quebrado, foi então que numa terceira vez o mistério foi esclarecido: havia um cadeirante querendo embarcar no ônibus! Então, a única coisa que consegui raciocinar foi: ele estava alinhando o ônibus com o cadeirante. Antes dele embarcar, foi necessário que o senhor que conduzia o Millennium pedisse licença a mim, pois eu, naquele momento, estava em pé em frente à porta, e um de meus pés estava em cima da rampa que é utilizada para “conectar” ônibus com calçada, o que facilita o embarque de um cadeirante, sendo muito mais rápido do que um elevador, comum nos ônibus de piso alto. Dada tal licença, foi posta sobre a calçada a rampa, pela qual o cadeirante subiu no ônibus. Provavelmente tinha alguma deficicência mental, pois tentava falar algo ao motorista que não era possível entender, a única coisa que ficou clara é que queria ir à Avenida Nova Cantareira (pelo menos pela reação do motorista).
    E então, após toda esta embolação, a viagem seguiu, com apenas um porém: se entrei neste ônibus, de certa forma, atrasado (para chegar a minha casa), imagine como eu horrorosamente atrasado estava depois do tempo que foi gasto alinhando o ônibus naquela movimentada parada que o Metrô Santana possui, para que o cadeirante subisse... Desembarquei normalmente no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo, segurando-me com força em um dos poucos balaustres que possuem os PBC’s, pois naquele buraco no meio do ônibus havia três estudantes “atrapalhando” o meu desembarque e “roubando” espaço, o qual é escasso por ali. As portas abriram-se no número 686 da Rua Duarte de Azevedo e apenas fui para casa pensando: caramba... Todo dia um fato curioso acontece comigo, e hoje foi um exclusivo! É a primeira vez que vejo um deficiente físico entrando num ônibus ao vivo! Foi interessante, mas sobretudo: inédito e exclusivo...

Exemplo de cadeirante embarcando num ônibus piso baixo (total, central ou dianteiro) por meio da rampa.


2 2715 fazendo a linha 701U/10 (Butantã USP - Jaçanã). Mudanças operacionais relacionadas a chegada de novos ônibus na empresa fizeram com que os Millennium's piso baixo centrais da linha 701U fossem remanejados para a linha 107T recentemente.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ônibus em 16/05/2011


    16/05/2011: um dos dias mais frios do ano em São Paulo, mas por questão de lógica não deixei de ir à escola por causa dele. Além do frio, contribuía para a desgraça também uma chata chuva, que junto com um caminhão tombado, foram responsáveis pelo insuportável trânsito que encontro na minha rua na metade dos dias em que saio de casa.
    De qualquer forma, pulemos logo para 12h30, a parte da história onde volto para casa de ônibus. Para falar a verdade, hoje saí tive a oportunidade de sair três minutos mais cedo, não que isso fizesse alguma diferença, mas às vezes perco bons ônibus (de motoristas que conheço/com os quais já peguei) por questão de segundos (vejo-os quando ainda estou chegando ao ponto). Dirigi-me, pois, ao ponto onde não encontrei nada de novo. Deixei ir embora o Apache Vip OF-1721 (2 2218) da 174M/10 (Museu do Ipiranga – Jd. Brasil) por ainda ter tempo e por estar lotado, e também deixei passar um Millennium recente (de abril de 2011)., do qual não me recordo o prefixo, na 177C/10 (Vila Madalena – Jd. Brasil). Então, pouquíssimos minutos depois, veio o conhecido (apenas por mim, por enquanto) 2 1591 na 172N/10 (Metrô Belém – Center Norte), também um dos novos Caio Millennium O-500M. Ele e o 2 1581 são dois Millennium’s que conheço bem, que já peguei muitas vezes voltando da escola, e conheço seus operadores. Estão fixos na 172N/10 e substituem os antigos fixos Urbanuss Pluss OF-1721 da linha (2 2911 e 2 2612) que estavam no lugar deles até março desse ano (antes da chegada desses novos Millennium’s), isso é fácil de ser percebido, porque o motorista do 2 2911, por exemplo, agora dirige o 2 1591. Com a chegada dos novos Millennium’s, esses dois Urbanuss Pluss e outros carros foram transferidos para a garagem da empresa situada na Rua Maria Amália Lopes de Azevedo (antiga garagem central), para suprir a aposentadoria de alguns ônibus de lá, e os que substituiriam eles seriam os novos Millennium’s, que chegaram para a garagem “Fernão Dias” (onde eles estavam), localizada na Av. João Simão de Castro ao pé da rodovia Fernão Dias).
    Indo direto ao que aconteceu no ônibus: nada especial. Pegar a 172N/10 nunca me traz nada de novo, é algo monótono, mas muito bom pela garantia de que vou parar no meu ponto normalmente, por exemplo, já que o motorista deve até saber que quando entro no ônibus, “alguém” vai descer no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo (o último ponto da rua é mais perto de minha casa, mas é cheio de estudantes baderneiros às 12h30, e ainda por cima, caso algum motorista não pare no segundo, seja por desatenção, ou sacanagem, ou qualquer motivo, ele poderá parar no terceiro, terá tempo de perceber que “alguém” quer descer). O motorista foi rápido, parece que pegou o jeito com o Caio Millennium, e também notei que agora não é necessário parar totalmente para abrir as portas, como ocorria, o novo Millennium deu seu primeiro passo para deixar de ser um carro “novinho”, agora abre as portas um segundo antes de parar totalmente!
    Existe uma coisa que é regra na 172N: no ponto do metrô Santana, sempre sobem, no mínimo, umas vinte pessoas (lembre-se de que eu disse “no mínimo”), raramente fiquei sentado após esse ponto, quase sempre levanto prevendo o inevitável (raramente não enche). É a parada mais importante da 172N, geralmente muita gente sobe lá pra descer na Vila Maria (e o resto sobe antes, no Metrô Carandiru, Center Norte, etc.). Hoje já havia poucos assentos disponíveis no ônibus, portanto, para uma pessoa experiente em voltar da escola de “ Belém”, era fácil imaginar que o ônibus ficaria lotado, com o número de pessoas que já havia dentro juntado com o número de pessoas que entraria na parada seguinte. Experiente que sou, levantei-me e fiquem em frente à porta, para evitar transtornos na hora de desembarcar (eu desceria dois pontos depois, oras).
    Parado defronte à porta, e preso num pequeno espaço graças à quantidade de pessoas do ônibus, minha missão agora era apenas esperar o meu ponto, mas notei uma coisa curiosa: no primeiro ponto da Rua Duarte de Azevedo, um antes do meu, desceu uma moça que entrara no Metrô Santana. Ou é muito preguiçosa ou pegou o ônibus errado (o mais provável), pois a distância de um ponto pro outro é pouco mais do que um minuto a pé. Então finalmente pude apertar o “P” para indicar que queria descer, e assim foi meu dia, não tão monótono como geralmente é a 172N (pegar um Millennium vazio e ver ele lotando no Metrô Santana), graças a um acontecimento ali ou aqui. Para terminar esta postagem: vi o Apache Vip 2 2993 na linha 1788/10 (Metrô Santana – Jd. Fontális), após descer do ônibus, e o letreiro dele mostrava tranquilamente “1788 JD FONTALIS”, mas piscava rapidamente e mostrava algo como “PARTIDA: 10:05”, mas num intervalo de tempo que não durava nem um segundo! Achei isso bem estranho..


Foto do 2 1591 na 172N/10 entrando na Rua Duarte de Azevedo (TIRADA HOJE!), inclusive com o motorista com o qual sempre pego na 172N (dá para ver na foto que é ele). Se essa foto foi tirada pelo Eduardo Sambaíba 12h40, significa que estou dentro do ônibus da foto. Interessante, não? Um busólogo fotografando o ônibus em que eu estava... Ultimamente tenho me deparado com muitas coincidências. Mas de qualquer forma, existe ainda a chance de a foto ter sido tirada em outro horário em que o motorista trabalhava. É uma foto que retrata perfeitamente o post de hoje. (Créditos a Eduardo Sambaíba.)


2 1581 na 172N/10. (Créditos a Eduardo Sambaíba.)