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terça-feira, 28 de junho de 2011

Bilhete Único desaparecido

    Hoje, 28/06/11, voltava para casa mais uma vez, algo corriqueiro. O escolhido desse dia foi o 2 2038, um medíocre Apache Vip OF-1417 da linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria), que não hesitei em pegar quando o vi chegando ao ponto alguns segundos depois de mim. Ele é um conhecido. Fixo na linha, passa sempre às 12h30 (em normais condições), com sua mesma dupla de operadores. Logo após ele, vem aquele motorista do post “Motorista da 271C”, que às vezes passa 12h30 também (nesse caso, o outro passaria cerca de 12h15).
     Quando entrei, fui logo em direção à catraca, como sempre faço, a fim de passá-la. Nunca me sento na frente. Passei meu encapado (com um protetor de cartões, é isso?) Bilhete Único umas quatro ou cinco vezes no validador da roleta, e, após duradouros segundos, o único resultado que obtive foi a seguinte fala do cobrador: “Assim não passa, hehe”. Finalmente, percebi que o meu Bilhete Único não estava no local: apenas seu protetor estava. Creio que algumas pessoas tenham me olhado e esboçado um sorriso. Felizmente, havia um banco livre bem a frente do cobrador, onde pude me assentar e procurar dinheiro na minha bolsa (isso seria mais complicado de pé), para finalmente completar a missão de hoje: passar pela catraca.
     No final das contas, meu bilhete estava fora de seu protetor, perdido em algum lugar distante (na minha bolsa não estava). Fiquei levemente indignado, pois, em primeiro lugar, gastar R$ 3,00 com ônibus é supérfluo, tendo um bilhete de estudante que só me faz gastar R$ 1,50 (consideremos que também não é o fim do mundo). Em segundo lugar, sinto-me um completo desligado, ao saber que consegui, incrivelmente, colocar em minha bolsa só uma capa, sem perceber que nela faltava o item mais importante de todos! 
      É para esse tipo de imprevisto nos ônibus que sempre carrego comigo dinheiro reserva (hoje, utilizei uma nota de cinco reais). Ano passado, em um Torino GVII da linha 172T/10 (↕ Brás – Vila Nova Galvão), o validador era falho (deve ser comum nesses carros antigos), e, para ajudar o cobrador e também agilizar a situação, paguei em dinheiro, mesmo tendo um bom saldo no Bilhete Único. Não é o mesmo caso, pois eu tranquilamente tinha o bilhete, mas é um exemplo de onde o dinheiro reserva pode ser útil. Caso algum dia eu embarque num ônibus com meu bilhete tendo a quantia zero, guardado estará meu dinheiro para não ter de enfrentar nenhum problema — nunca tive a oportunidade de descer pela frente devido a isso ou sequer vi isso. Guardar o dinheiro reserva é quase um TOC para mim, pois fico bem intrigado quando não há (fico o tempo todo pensando em o que acontecerá caso não haja saldo, mesmo que meu bilhete contenha um milhão de reais).
     Enfim, outra coisa interessante: o ônibus ficou com sua frente totalmente lotada de idosos, enquanto atrás os assentos eram ocupados, mas ninguém estava de pé, exceto eu. Desci. Logo atrás, vinha o vazio 2 2095, da mesma 271C, com o motorista do post “Motorista da 271C”, carregando apenas moscas, já que o 2 2038 absorveu todos os passageiros. Mais uma coisa interessante: vi uma moça dirigindo um Apache Vip OF-1722M da linha 1778/10 (↕ Santana - Jaçanã), do qual não me recordo o prefixo. Recordo-me, no entanto, de que já a vi há alguns dias, dirigindo um Marcopolo Senior G6 da mesma linha (citei-a no post do dia 20/05). Atualmente, mulheres dirigirem ônibus não é algo tão raro!…

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O motorista da 271C

     Era 14/06/2011, um dia normal. Apenas era, certo… pois acabou terminando em um fato surpreendente e desagradável (nem tanto, vai), e essa é a razão para eu estar agora disposto a contar esta história, que se refere não exatamente ao motorista, mas, sim, ao fato que ele provocou. Tudo começou quando pude voltar para casa às 9h40…
     Era indubitavelmente um horário não rotineiro. Esse horário me traz recordações decentes, no que se refere à “busologia”. Ele contem o motorista da 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria) que passa por volta das 12h30 (ultimamente não o tenho visto nesse horário, na verdade), e, vinte minutos depois, apresenta também o 2 1591, da 172N/10 (↕ Belém – Shopping Center Norte), que é dirigido também por um moço que passa 12h30. Sei disso, pois, no caso do primeiro, já tive a experiência de usá-lo 9h40, e no caso do segundo, já o observei passando pela Avenida Cruzeiro do Sul às 10h00. Fiquei, digamos, ansioso para ver se me depararia com algum “conhecido”, de fato.
      Fui ao ponto, que se encontrava vazio devido ao horário (fato, pois não há quase ninguém voltando para casa às 9h40 de uma terça-feira), e lá esperei, esperei, e esperei. Eu era a todo o momento abordado por várias opções de linhas que eu poderia pegar, mas resisti fortemente. Eu não esperava dar com os burros n’água, de modo algum, pois estava confiante de que o encontraria. Ao fundo, vi um Apache Vip, e pensei: será que é? Imagino isso, pois considero o motorista pontual, e ele logo havia de passar. Não deu outra: acertei na mosca (por sorte, consideremos). Encostou atrás de um Caio Millennium II O500M (novo) de prefixo incognoscível que estava parado no ponto o tal do Apache Vip, que era o 2 2076, um OF-1721. Linha? 271C. Mesmo com a informação necessária, hesitei em dar o sinal, pois nem sabia se era o “conhecido” motorista mesmo (sim, minha inútil missão era encontrá-lo). Por felicidade, ele somente acabou parando no ponto, porque alguém queria desembarcar, isso me deu a chance de observar se era realmente ele. Em outras palavras, se ninguém desembarca, o motorista apenas dá tchau para o ponto, pois, realmente, a demanda da linha deixa a desejar nesse horário. A maior prova disso é que, da vez em que a peguei 9h40, eu era a única alma do ônibus. Depois de passar pelo Metrô Santana, o mais importante de todos os pontos da linha, apenas uma senhora entrou, e ela foi a única remanescente depois que desci do Apache S21 2 2021, na época. Continuando a história: quando ele se preparava para rumar sentido bairro, depois de deixar o passageiro, consegui reparar em sua face e… sinalizei. Sabem por que fiz isso, certo? Era ele. O curioso é que era muito fácil identificá-lo, pois sempre estava no supramencionado S21 de prefixo 2 2021, mas, depois que eles foram aposentados, sempre alternou entre uns Apaches Vips (ficou vários dias com o 2 2095, outro OF-1721, mas também já o peguei com o 2 2798, um OF-1722M, e hoje estava com o 2 2076, que deve ser da linha 271A/51 (↕ Santana - Cangaíba)).
      Minha inútil missão estava completa. Vale ressaltar também que, além de motorista, cobrador também era o mesmo. Nada de especial foi notado durante o trajeto, tirando a MONSTRUOSA demanda que a linha tinha: cinco pessoas dentro do ônibus! Será um recorde do horário? Não sei… mas sei que… enfim… esse era o número.
      Bem, o inútil dos fatos, de dois que ocorreram, é que motorista e cobrador, ao pararem num semáforo, conversaram com a dupla de um Busscar Urbanuss Pluss OF-1721 linha 177C/21 (Shopping Center Norte – Parque Edu Chaves), que estava parado ao nosso lado. Era o 2 2918, que foi aposentado um dia depois. Não sei com qual adjetivo defino ter visto um carro em seu último dia de operação: emocionante? Interessante? Inútil? Nada? Não tenho opinião?
     Certamente, o leitor ainda tem dúvida de qual é o fato desagradável e surpreendente… Como falei logo acima, são dois. Listarei o que falta, que é o realmente desagradável. É o que tem papel importante nesta historieta. Depois da conversa que houve entre as duas duplas lá no farol da Rua Duarte de Azevedo, aprontei-me para apertar o botão de parada solicitada, por motivos óbvios (para brincar não era, odeio quem faz isso a fim de badernar). Obviamente, eu iria descer.
     Acho que ainda não falei sobre isso por aqui, mas posso falar agora. É isso: tenho confiança nos motoristas “conhecidos” quando o assunto é descer do ônibus. Eu acho que, com apenas isso, não dá para entender o que quero dizer. Mas agora sim explico: já fui desrespeitado inúmeras vezes por motoristas que não atenderam ao botão de parada solicitada, sei lá se por desatenção, por não conhecerem o ponto, por estarem de sacanagem ou sei lá o que. Fortaleço os dois primeiros motivos, visto que o ponto onde desembarco é deserto e quase inútil, além de ter outro muito próximo logo adiante. Se o motorista parar no próximo, nem me importo. Minha real preocupação seria ir além… Enfim: quando pego o ônibus com os tais dos motoristas “conhecidos”, sinto-me completamente seguro de que descerei normalmente.
      Vejam bem, não estou comentando isso à toa. Talvez alguns já tenham imaginado o que aconteceu hoje. E os que não imaginaram, provavelmente decifraram a charada com a última frase. Se ainda assim alguém não conseguiu descobrir o que é, basta ler o resto do texto.
      Inesperadamente, o motorista passou do meu ponto. Entrei em um estado de desespero, pois tenho certa vergonha de gritar a famosa frase “Vai descer!”. Acho-a estranha, e tenho a sensação de que todos no ônibus olhar-me-ão depois disso. Para essas e outras, não existe o mastercard, mas existe o cobrador legal: ele avisou o motorista de que eu iria descer naquele ponto. Não sei se simplesmente por ter visto o botão de parada aceso ou por me conhecer (saber que desço ali). Fui veementemente deixado entre o segundo e o último ponto da rua!
      Tudo bem que existem cobradores legais, mas existem, também, os que nem se importam com a situação dos passageiros. Mas que droga, por que diabos eles não se dão ao luxo de fazer isso? Eles não têm tantas funções assim… Alguns ficam mexendo no celular, pô. Uma vez, vi um cobrador legal que ficou batendo na caixa onde são guardadas as moedas para avisar que eu iria descer (antes de chegar ao ponto). Seria tão bom se todos os cobradores fossem atenciosos com os passageiros (por mais que alguns sejam folgados e insatisfeitos com “ônibus”).
       Agora, meu único desejo é encontrar-me novamente com esse motorista da 271C, apenas para ver se ele ficou mais esperto, hehe. Seria interessante, para mim, ver alguém mais, além da cobradora da 107T que passa 12h30, falando comigo. Falando nela: vi-a sexta-feira, dia 17/06/11. Foi interessante. A cada dia que passa… vejamos… socializo-me mais?
       Despeço-me agora. Espero contar uma nova história no dia 25/06/11, quando haverá um legalzón passeio. Com o acontecimento do dia catorze, só digo que não estou mais tão seguro quanto pensava estar em relação aos motoristas que já pararam para que eu descesse em meu ponto…

sábado, 4 de junho de 2011

Ônibus em 03/06/2011

A partir de hoje, abordarei temas mais específicos, não diariamente. Relatos diários deixarão de existir e só serão feitos em ocasiões especiais: rolês e acontecimentos extremamente inusitados.

2 1628: um dos Millennium que apareceram na 1721-10.
Obviamente, precisou sair de sua antiga linha (não sei se era a 172N).
(Créditos a Emil Junior E-218, Revista Portal do Ônibus.)
 03/06/2011: um dia que estava preestabelecido como normal. Pela manhã, uma coisa diferente apareceu: Millennium II. Na verdade, Millennium II na linha 1721/10 ( Carandiru – Vila Ede), por isso diferenciado é. Além disso, havia tanto dos “antigos novos” Millennium (do 2 1558 ao 2 1628) quanto dos “novos novos” Millennium (do 2 1629 ao 2 1686 — estimado — e do 2 1732 ao 2 1755). Havia também um 2 2822, esse surpreendente, pois ninguém imaginava que haveria um Millennium O-500M perdido no lote 22 da Sambaíba. Voltando à linha 1721: sempre foi, constantemente, dominada por vários Urbanuss Pluss OF-1721, principalmente os iniciados em 2 22xx. Ocasionalmente, um Apache Vip ou S21 aparecia para desfazer a cara da linha, além do adaptado para cadeirantes da linha, um Pluss OF-1722M de prefixo, para mim, incognoscível. O adaptado tem uma característica exclusiva: exibe um “Até Vila Sabrina” em seu letreiro, quando escalado na 1721. A linha passa pela Vila Medeiros, Vila Ede e termina na Vila Sabrina, porém apenas este Pluss exibe isso em seu letreiro. Seria uma prova de que a população acostuma-se facilmente com esse tipo de coisa? Bem, o que importa é que a linha sofreu brusca mudança, pois, tratando-se de qualquer Millennium da Sambaíba, seja piso baixo dianteiro, sejam piso baixo centrais, muito raramente deu as caras nessa linha (ou nunca deu, pois eu nunca vi, mas não tenho a “experiência necessária” para dizer que nunca apareceu em quatro anos, pois só acompanho há dois). Não sei se a causa é alguma impossibilidade de itinerário. Valetas são o que não faltam na zona norte… Infelizmente, muitas empresas utilizam este tipo de desculpa para renegar à vontade certas linhas que merecem carros de melhor porte. A 1721/10 foi uma das últimas a receber novos carros, restando agora apenas a sua irmã: 1728/10 ( Carandiru – Jardim Brasil), que será a última a recebê-los. Seus fixos Apaches Vips (2 26xx) serão espalhados por outras linhas ou transferidos para outra garagem da empresa.
    Para voltar a casa: fui ao ponto vinte minutos mais cedo, por uns motivos inúteis. Vi, no ponto, uma outra coisa que me deixa veemente: um caminhão… um maldito caminhão parado no ponto com uma profunda caradura, causando um enorme desarranjo a quem precisava pegar ônibus. Não consigo contar nos dedos a quantidade de ônibus que, simplesmente, cortaram o ponto por causa do caminhão, ignorando os passageiros como se nada estivesse acontecendo — talvez, o pensamento de alguns se baseava em estar feliz por causa do caminhão: assim seria mais fácil não pegar passageiro algum. Para falar a verdade, por mais que o motorista tivesse uma boa vontade, as pessoas não conseguiam enxergar de modo algum o ônibus que vinha ao fundo, perdendo-o. Uma cena caótica instalou-se por alguns momentos, pois alguns ônibus que precisavam desembarcar passageiros paravam muito a frente do ponto, isso fazia com que a pessoa que quisesse pegá-lo tivesse que correr. Ademais, se já havia um parado, era necessário para um possível que vinha atrás parar no meio da Avenida Cruzeiro do Sul, travando um trânsito que deveria ser tranquilo nesse horário. Uma confusão: uma hora era embarque e desembarque no meio da avenida, outrora era num ponto de táxi lá na frente…
Outra foto do 2 2038: desta vez
ele estava dando uma fugida na
linha 271A/51 (Santana - Cangaíba).
(Créditos a Tadeu Ricardo, aqui.)
    Por felicidade, embarquei, correndo para o meio da rua, no Apache Vip 2 2038, um OF-1417. Estava em sua linha rotineira: 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria). Outrossim, seu motorista também era o mesmo de sempre, bem como o cobrador, que ajudou uma mulher com sua filha que acabara de voltar da escola. É a terceira vez que o vejo dando em cima de mulheres (sinceramente, se fosse um homem, ele ajudaria fazendo cara feia), mas como nada tenho a ver com isso, desejo-lhe boa sorte. Foi uma viagem medíocre, sem nada de incomum. É difícil fazer um OF-1417 andar, não posso culpar o motorista… O ônibus estava vazio na medida do possível: uns 20 de 30 assentos ocupados, o que se tornou comum ao extremo na 271C, que ano passado ficava lotada até o Metrô Santana — e lá esvaziava — ao passo que hoje é fácil vê-la vazia meio-dia e até sem ninguém dentro num horário como 10h00. Desci normalmente em meu ponto da Rua Duarte de Azevedo e assim termino meu post

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ônibus em 27/05/2011


    27/05/2011: dia extremamente normal. De manhã, a única coisa que não vejo todos os dias a ver foi o Marcopolo Viale OF-1721 mais famoso da empresa, perdendo apenas para o reencarroçado 2 2996 (queimado)... Falo do 2 1250! O único motivo para designá-lo como especial é o fato de ele ser um presente da Marcopolo para o Sr. Belarmino, dono da Sambaíba (e das empresas do grupo), após uma massiva compra de ônibus da Marcopolo. O que ele traz de diferente consigo é o seu imponente ar-condicionado, além de um diferenciado letreiro eletrônico (a maioria dos Viales possui o obsoleto letreiro de lona). Não identifiquei a linha em que o cigano (seu apelido carinhoso) estava. Linha é o que ele bem conhece, fez desde a 1778/10 ( Santana – Jaçanã) até 107P/10 (Pinheiros – Mandaqui), entretanto as citei aleatoriamente. Em outras palavras, já fez dezenas de linhas, de todas as garagens da empresa. Dá grande impressão de ser um carro reserva (caso não seja), mas não sei... O único fato é que você pode vê-lo até entrando em sua casa algum dia, pois ele não tem lugar para ficar.
    Continuando o meu cotidiano, hoje me atrasei por cinco minutos, devido a fatores insignificantes. Eu estava, pois, desfalcado de alguns bons carros de linhas que pego usualmente, ou pelo menos deveria estar... Fui ao ponto enquanto passava pelos improvisados “TS’s” (pontos finais) das linhas 1721/10 ( Carandiru – Vila Ede) e 1728/10 ( Carandiru – Jardim Brasil), onde o que mais vejo é, sem dúvidas, o 2 2561 (Busscar Urbanuss Pluss OF-1722M adaptado para cadeirantes) na 1728, junto ao 2 2257 (Busscar Urbanuss Pluss OF-1721), este na 1721. Ultimamente também foi possível ver malditas lotações coexistindo com os ônibus, pelo menos na linha 1721, neste horário.
2 2038: não sei se ele já era fixo
na 271C quando esta foto foi tirada.
(Créditos a Rafael http://only-buses.4shared.com)
     Eu, como de praxe, esperei pouco pelo ônibus. Qualquer coisa me deixaria satisfeito, com exceção de ônibus lotados. Veio um Apache Vip OF-1417, o 2 2038, que estava em sua linha de sempre: 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria). O estranho é vê-lo, geralmente, entre 12h15 e 12h20, ou seja: ele não deveria ter aparecido nesse horário, vinte minutos depois de seu habitual. Desconsiderando tudo isso, peguei-o.
    O motorista era o mesmo do dia 20/05/2011, última sexta-feira. Naquela ocasião ele dirigia um Pluss OF-1721 (2 2905), de um modo bem lento. Hoje foi bem mais rápido, certamente suplantando semana passada. Sua velocidade na Rua Duarte de Azevedo fez com que lataria e bancos batessem incessantemente, provocando um barulho irritante e legal ao mesmo tempo. O incomum mesmo foi a porta do Vip ter sido aberta manualmente por uma fresta por causa disso (como se estivesse solta). 
    Quanto ao número de pessoas no ônibus: decreto, quase oficialmente, que os Vips da 271C não lotam mais, como antigamente faziam. Hoje havia só umas dez pessoas dentro do ônibus, algumas desceram no Metrô Santana, e no mesmo lugar só entraram mais duas. A 271C é uma de minhas melhores opções, principalmente no quesito lotação, mas não pode ser considerada perfeita (se é que alguma linha pode), pois tem intervalos ruins, embora eu esteja a pegando constantemente nos últimos dias e tempos. Nada muito especial ocorreu hoje. Para postagens como essa são necessários assuntos adicionais a serem tratados (como o 2 1250...).
    Depois, desembarquei normalmente no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo. Ainda assim, antes de findar essa história, conto algo invulgar: quando eu me aproximava do ponto para pegar o ônibus, vi o Apache Vip OF-1722M na 172T/10 ( Brás – Vila Nova Galvão) 2 2772. Não liguei muito para isso, é algo costumeiro ver um carro da 172T, principalmente o 2 2689. O legal foi o seguinte: após ver o 2 2772, fui ultrapassado pelo 2 2689, Vip OF-1722, na 172T, enquanto estava dentro do 2 2038. Isso já é uma coisa bem unusual, dois 172T's vagando por aí... Mas enquanto andava para casa, vi ainda o 2 2612, um Urbanuss Pluss OF-1721 de letreiro eletrônico, na linha... Três é demais (entre um e outro já demora um belo tempo)! Boa sorte a quem necessitou da linha depois disso. (Será que já conseguiram pegar a linha, uma hora e minutos depois do acontecimento?)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ônibus em 24/05/2011

24/05/11: Mais um dia normal. Nada de especial vi na parte da manhã, além de ônibus onde geralmente não estão, como o Millennium II PBC O500M (Buggy, também chamado) 2 2700 na linha 1726/10 ( Santana – Vila Zilda), ou o Millennium II Piso baixo O500U 2 1326 na linha 271A/10 ( Santana – Terminal Penha), perdido no mar de novos Millennium’s piso alto da empresa, que atualmente dominam a linha 271A/10.
    Hoje voltei para casa normalmente 12h30, por isso não esperava surpresa alguma. Enquanto ia ao ponto, vi na 172N (Belém – Center Norte) o Millennium 2 1630, que não é fixo na linha. Por isso, estava descartada a hipótese de aparecer o 2 1591, o que sempre vejo perambulando por 12h30. Não esperei muito e resolvi ir num Apache Vip OF-1417, que apareceu um minuto após minha chegada ao ponto. Era o 2 2035, na linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria). Ignorei ônibus que passaram pelas linhas 179X/10 (Barra Funda – Jardim Fontális) e 1702/10 (Tietê – Jova Rural), esse horário deixa-as chatas, com a existente superlotação escolar.
    A primeira coisa a ser notada ao embarcar no 2 2035 é que ele, além de não ser fixo da linha, não estava lotado, havia vários assentos disponíveis, isso é bom. A segunda coisa a ser notada é que nunca vi o cobrador e o motorista, pelo menos não 12h30. A terceira coisa a ser notada, mas não menos importante, é que este OF-1417 corria bem, o motorista parecia até estar com pressa. O motor fazia um barulho agradável aos meus ouvidos. Nada como voltar aos velhos tempos de motoristas cortando pontos, o que também pôde ser notado, saindo da monotonia corriqueira da maioria das linhas que pego atualmente.
2 2035 na linha 278A/10 (CEASA - Penha). Ele não é da 271C.
(Créditos a http://shw.machado.fotopages.com/18288288/SAMBAIBA-2-2035-CAIO-APACHE-VIP-MERCEDES.html.)
    Na parada do Metrô Santana, uma senhora ficou desesperada ao ver que o ônibus não parou no ponto número 2, o que é certo, já que as linhas que viram na Rua Duarte de Azevedo param no ponto número 3. Obviamente, ela retornou a um estado normal após saber sobre o ponto número 3. O cobrador foi quem a alertou, inclusive dizendo que “apenas o Pery Alto para no outro”, certamente referindo-se à linha 118C/10 (Santa Cecília – Jardim Pery Alto), e não à 1743/10 (Tietê – Jardim Pery Alto). Digo isso, pois, primeiramente, imagino que a senhora tenha pegado o ônibus na Avenida Duque de Caxias, local onde as pessoas têm como opção as linhas 118C e 271C para deslocar-se até Santana. Em segundo lugar, os próprios dizeres do cobrador denunciam isto... Não é “apenas o Pery Alto” que para no ponto número 2, mas sim várias outras linhas, porém ele disse aquilo provavelmente por causa da Avenida Duque de Caxias, pois lá só passam 118C e 271C (para Santana, Avenida Cruzeiro do Sul).
    O ônibus continuou medíocre após sua passagem pelo Metrô Santana, poucos desceram e poucos entraram. Desci normalmente no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo, e não pude deixar de notar uma coisa... O barulho de ar “sendo liberado” que ocorre quando a porta é aberta funciona similarmente: não importando o quão antes o motorista abra a porta, o barulho de ar “sendo liberado” ocorre, contudo a porta só é aberta quando o ônibus para totalmente, bruscamente, diga-se de passagem. Isso também ocorre/ocorria no Apache S21 2 2021, que também era da 271C (não sei se ainda é, mas tenho certeza de que ainda está na empresa), o qual já peguei muitas vezes 12h30 (sendo que seu motorista, da última vez, estava com o Apache Vip I 2 2798, por isso a dúvida de ele estar ou não na linha).

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ônibus em 20/05/2011

    20/05/2011: Mais um dia frio como outro qualquer. Passavam felizes na rua todos os tipos de veículos, já que ela estava livre de trânsito. Entre eles estavam os Millennium’s 2 1618 e 2 1622, fixos da linha 271M-10 ( Santana - Parque Novo Mundo) protagonistas de algo inusitado que aconteceu no dia 13/05/2011. Hoje eu estava pronto para pegar ônibus vinte minutos mais cedo: 12h10. Mesmo assim, pretendia esperar até 12h30, “enrolar” parado no ponto de ônibus, apenas para observar, e também por ser cedo demais comparado ao horário normal no qual saio (12h30).
    Cheguei ao ponto no referido horário e fiquei em pé, quase apoiado na frágil parada que há por ali. Como planejado, fiquei esperando... Vi vários ônibus passar, desde micro-ônibus remanescentes na linha 1301/10 (Praça do Correio – Term. Casa Verde) aos novos Millennium’s na 174M (Museu do Ipiranga – Jardim Brasil), 172N/10 (↕ Belém - Shopping Center Norte) etc. A coisa mais interessante (e repugnante) que vi foi uma lotação clandestina fazendo uma linha sem número, denominada por eles de "Carandiru - Vila Ede", ou seja, obviamente uma concorrente da 1721/10 ( Carandiru - Vila Ede). Eles param numa rua próxima a Estação Carandiru, esperam um ônibus da 1721 sair e encostam no ponto final dela para roubar passageiros, e então vão embora quando chegam algum ônibus da linha. As pessoas que a pegam são os típicos passageiros "burros", pois pegar essas lotações é algo perigoso, e qual é a diferença se ela só vai sair quando outro ônibus da linha chegar (o qual não demora para partir)?
    Quando já eram aproximadamente 12h20, estava vindo ao fundo um Busscar Urbanuss Pluss OF-1721 (por ter um letreiro de lona), o qual surpreendentemente estava na linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria). Peguei-o, pois quem o dirigia era o motorista que geralmente está com o Apache Vip I OF-1417 de prefixo 2 2038 (que às vezes aparece 12h30, mas geralmente vem antes mesmo, como hoje). É apenas a segunda vez na minha vida que pego um Urbanuss Pluss OF-1721 na 271C, a primeira foi quando fui ao cinema num dia do qual não me lembro agora, ano passado, umas 15h00. É raro vê-los na linha. Eu mesmo só vi uma vez, além das duas em que peguei (sendo uma agora). O ônibus estava razoavelmente cheio, com uns 30 dos 40 assentos presentes num Pluss ocupados. Embora houvesse boa lotação de bancos, os cinco últimos estavam vazios, e foi num deles que me assentei. Aconteceram dois fatos inesperados dentro deste ônibus.
    O primeiro foi achar uma moeda de cinco centavos ao lado do banco onde eu estava (e repito: os cinco últimos bancos estavam vazios até então, só havia eu lá!). É óbvio que cinco centavos é uma quantia quase insignificante, ou ao menos que não faz falta na vida de ninguém (nem das pessoas que não tem dinheiro algum, pois não dá para comprar muita coisa com esta moeda...), até por isso hesitei em pegar a moeda, deixando-a do meu lado, mas após um curto momento de reflexão decidi pegá-la, seria um acréscimo às várias moedas de dez centavos que carrego comigo. O segundo fato que ocorreu foi um homem que embarcou no mesmo ponto que eu perguntar a mim (provavelmente por eu ser a pessoa mais próxima a ele) se este ônibus passaria na Rua Jacuna. A resposta era sim, e foi isso que eu disse a ele, porém ele, de certa forma, duvidou, apenas pelo simples fato de a linha 271C não virar na Av. Gal. Ataliba Leonel, como fazem as linhas 1721/10 e 1728/10 ( Carandiru – Jardim Brasil). Tive que explanar a ele que a 271C passaria no Metrô Santana, e depois seguiria seu caminho para a direita, passando pela Rua Jacuna. Ele não agradeceu, talvez por não confiar tanto em mim, talvez por estar ocupado falando ao celular (ele recebeu umas três ligações em poucos minutos, e pelo que entendi na conversa é um cara com clientes), de qualquer maneira, não posso reclamar disso, pois sou uma pessoa que geralmente também não agradece aos outros em quaisquer atos, por pura vergonha de falar “obrigado” (vai saber se o cara também não era assim). Fico apenas pensando o que ele deve ter pensado quando desci na Rua Duarte de Azevedo, algo como “Como ele sabe que passa na Rua Jacuna se ele desce antes de passar nela?”, considerando que são raras as pessoas que conhecem itinerários de linhas de ônibus por aí.
    No Metrô Santana, praticamente desceram e subiram o mesmo número de pessoas, não mudando nada na quantidade de passageiros do ônibus. Foi uma viagem medíocre, nem muito boa, nem muito ruim, apenas na média. O motorista parecia não estar acostumado com um Pluss OF-1721, ou estava tomando algum cuidado, pois já vi melhores (mais rápidos, e ser rápido não significa necessariamente dirigir perigosamente).
    Para terminar esta história, relato uma outra coisa curiosa que vi enquanto caminhava até minha casa: uma mulher dirigindo o Marcopolo Senior 2 2318 na linha 1778/10 (Metrô Santana – Jaçanã). Deixo então meus parabéns às mulheres, que cada vez mais conquistam suas posições em profissões que são dominadas pelo sexo masculino, onde é raro vê-las. A última vez que eu vira uma foi em 2009, num Millennium O-500U da linha 177H/10 (Butantã USP – Metrô Santana), o que prova que elas também podem dirigir carrões (inclusive já vi gente dizendo que viu mulheres dirigindo articulado)!

22635 - Busscar Urbanuss Pluss - Sambaíba - Fotopages.com
Foto antiga de um Urbanuss Pluss (2 2635) fazendo a linha 271C. Hoje em dia este Urbanuss Pluss tem um letreiro eletrônico branco e está fixo na linha 1782/31 ( Santana - Vila Nova Galvão, via Pq. Vitória).
(Créditos a http://shw.jubern.fotopages.com/11625339/22635-Busscar-Urbanuss-Pluss-Sambaba.html.)

Outro exemplo de Urbanuss Pluss OF-1721 na linha 271C. (Créditos a Rafael de http://only-buses.4shared.com.)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ônibus em 18/05/2011

    18/05/2011: um dia que não se difere muito dos anteriores. Estava frio, mas não chovia, e também não houve trânsito. Assim como ontem, vi de manhã Apaches Vip’s na linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria), o que novamente me fez pensar que os S21’s começaram a ser aposentados.
    Cheguei ao ponto 12h32 para retornar a minha casa, e não vi nada de anormal. Veio-me um Apache Vip I OF-1721 da linha 179X/10 (Metrô Barra Funda – Jd. Fontális), que eu poderia pegar, no entanto deixei ir embora por estar lotado. Encostava atrás dele um Apache Vip I OF-1417 da linha 971D/10 (Shopping Center Norte – Jd. Damasceno), e finalmente atrás dele o ônibus o qual peguei, junto com uma menina de três anos e sua mãe: o Apache Vip OF-1722M de prefixo 2 2798 da linha 271C/10. Estranhei, pois é a primeira vez na minha vida que pego um Vip OF-1722M nesta linha. A primeira coisa que reparei, antes de entrar no ônibus inclusive, foi que o motorista que o dirigia era o que sempre aparecia nesse horário com o Apache S21 OF-1417 2 2021, o que realmente me fez pensar que os S21’s foram/estavam sendo aposentados (com a chegada dos novos Millennium’s O500M) e a 271C/10 estava livre deles (o que não é necessariamente melhor, visto que ainda há nela Apache Vip I OF-1417). Um fato é que alguns S21’s não contam mais no cadastro de prefixos da SMT (o 2 2223, por exemplo, que inclusive era fixo na 271C), outros ainda contam.
    Existe uma espécie de “maldição” relacionada à 271C: sempre que nela vem um Apache Vip (às vezes aparece o 2 2038 naquele horário, com outro motorista), ele está com algumas pessoas em pé (digamos que há umas trinta e pouco pessoas no ônibus), já quando aparece um S21, há pessoas ocupando apenas aproximadamente 20 dos 40 assentos de um S21. Parece que essa maldição foi quebrada, pois os escassos 25 bancos deste Apache Vip OF-1722M com espaço para cadeirantes (e sem elevador!) conseguiam acomodar a todos os passageiros.
    Também tenho a falar sobre esse motorista: ele é bem rápido, e inclusive, como a maioria, não tem a paciência de esperar parar no ponto para abrir a porta, sempre abre antes, mas ele em especial de um jeito mais radical do que os outros (parece até que abre a porta quando vê o ponto e aí para de acelerar para o anjo da guarda interferir, e freia em cima do ponto). Não que isso esteja errado, mas é que odeio OF-1722M's mas ele conseguiu fazer eu gostar da viagem de hoje. No Apache S21 que sempre pilotava, aquele barulho de ar sendo liberado referente à abertura da porta era sempre cedo, porém a porta não abria quando ele ocorria, ficava fazendo apenas um “nhec-nhec”, como se quisesse abrir e não pudesse, e então quando ele parava o ônibus, ela bruscamente abria. Porém, hoje o 2 2798 não teve nada disso, pois a porta abriu quando ele “liberou ar”, diferente do S21 que “liberava ar”, mas cuja porta só abria ao parar totalmente. As portas largas do Vip 1722M também contribuem para os que têm medo, de algum jeito, de cair do ônibus quando ele trafega com as portas abertas.
    Como já dito, 25 assentos foi o suficiente para acomodar a todos os passageiros, inclusive eu, portanto o ônibus estava vazio. Quatro pessoas desceram na estação Santana, ao passo que cerca de dez entraram no ônibus. Apesar do aumento no número de pessoas, o ônibus continuou sem carregar ninguém em pé, a não ser aqueles que se levantavam para descer, coisa que fez um estudante um ponto após o Metrô Santana, e coisa que fiz eu um ponto após ele, onde sempre desço, é claro.
    A história poderia terminar no parágrafo acima, mas uma coisa interessante aconteceu: após descer deste 2 2798, que era rapidamente conduzido, vi aleatoriamente colado, bem aleatoriamente mesmo, na 177C/21 (Center Norte – Pq. Edu Chaves), o S21 2 2021, que era fixo na 271C com o motorista que peguei no 2 2798 hoje! Além do atendimento da 177C ter “roubado” o S21, ainda passou no mesmo horário. É algo que não se vê todos os dias, certamente. 
   Finalizo assim, a história contida nesse post...


Apache Vip OF-1722M no qual andei hoje na linha 271C, fazendo a 175P (Metrô Ana Rosa - Parque Edu Chaves). Ele não é nem um pouco fixo na 271C, e estava no lugar do S21 2 2021. (Créditos a Rafael, criador do http://only-buses.4shared.com.)



Um dos S21 que já foram aposentados. O da foto fazia a 271C e era fixo nela. (Créditos a Leandro Matos em http://sampabussa.blogspot.com/)
Apache S21 OF-1417 2 2022, "parente" do 2 2021, fazendo a linha 271C. (Créditos a Rafael, criador do http://only-buses.4shared.com.)