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terça-feira, 17 de maio de 2011

Ônibus em 17/05/2011

    17/05/2011: novamente deparo-me com o mesmo dia que vi ontem: chuva e frio, além do inevitável trânsito nos horários de pico. Nada de especial foi notado de manhã, fora um Apache Vip I OF-1417 (2 2145) que estava na linha 271C/10 (Praça da República - Parque Vila Maria), pois depois eu veria meio-dia outro Apache Vip nessa linha, em horários (7h30 e 12h30) onde costumo ver os S21’s “2 2252” e “2 2021”, o que me leva a crer que os Apaches S21 estão dando adeus com a chegada dos novos Millennium’s. Agora, abaixo a história:
    Andava tranquilamente até o ponto, pois estava no horário certo (12h29), e de longe vi que acabara de perder um Apache Vip OF-1722M (2 2801) da linha 172T/10 (Metrô Brás - Vila Nova Galvão), porém não me importei nem um pouco, pois odeio estes Vips (que por sinal estão dominando a linha, após a saída dos Torinos de 99, infelizmente). Esperei, esperei, esperei, e nada vi. Passou-se dez minutos desde a minha chegada ao ponto e a única coisa interessante que vi foi o Urbanuss Pluss OF-1418 (2 1462) da linha 1745/10 (Center Norte – Vila Nova Cachoeirinha), parece que o motorista se esqueceu de mudar o letreiro, pois ele ainda marcava “Center Norte”, e ali a linha passa sentido bairro. Em dez minutos de espera, das oito opções que tenho, a única que apareceu foi um lotado Apache Vip I OF-1417 (2 5098) da linha 1702/10 (Tietê – Jova Rural), o qual ignorei sem hesitar. Estando atrasado, não tive outra escolha: pegaria o primeiro ônibus que passasse a partir daquele momento. Felizmente, não veio nada muito pesado... Dos confins da Avenida Cruzeiro do Sul, aproximava-se o Millennium Piso Baixo Central (2 2715), na linha 107T/10 (Cidade Universitária – Metrô Tucuruvi), que chegou ao ponto de portas abertas pronto para me receber, atendendo à minha sinalização.
    Fui o único a embarcar, o que não é de se assustar, já que a demanda da linha é composta principalmente por pessoas que a pegam principalmente antes da Ponte Cidade Jardim, na Avenida Cidade Jardim, na Avenida Europa, na Rua Colômbia, na Rua Augusta e no centro, para desembarcar principalmente em Santana. Graças a isso, é comum ver ônibus da linha vazios em minha rua, 7 da manhã, antes da Estação Santana. Repetindo, não veio algo muito pesado, mesmo assim, não me agrada andar de 107T, pois sua frota é composta principalmente de PBC’s (piso baixo central), e eu, louco que sou, não gosto de ficar pertíssimo do chão na hora de descer do ônibus, considerando que suas portas abrirão ainda em velocidade considerável.
    Nada de interessante ocorreu, apenas aproveitei um assento livre logo após a “cratera” no meio do ônibus e lá fiquei até o Metrô Santana, onde o ônibus esvaziou razoavelmente. Tudo caminhava para uma ida normal até o ponto onde desço, mas então, percebi o motorista, que era um senhor de óculos escuros, que havia os retirado de seus olhos, manobrando o ônibus para trás e para os lados, fiquei com uma cara de “what the f*** is that?”, e para reforçar tal expressão facial, o cobrador ainda ficou dizendo: “Eu é que não vou botar minha mão nisso, se vira aí!”. O motorista desceu e subiu no ônibus duas vezes, eu continuava a não entender nada, pensei até na hipótese do ônibus ter quebrado, foi então que numa terceira vez o mistério foi esclarecido: havia um cadeirante querendo embarcar no ônibus! Então, a única coisa que consegui raciocinar foi: ele estava alinhando o ônibus com o cadeirante. Antes dele embarcar, foi necessário que o senhor que conduzia o Millennium pedisse licença a mim, pois eu, naquele momento, estava em pé em frente à porta, e um de meus pés estava em cima da rampa que é utilizada para “conectar” ônibus com calçada, o que facilita o embarque de um cadeirante, sendo muito mais rápido do que um elevador, comum nos ônibus de piso alto. Dada tal licença, foi posta sobre a calçada a rampa, pela qual o cadeirante subiu no ônibus. Provavelmente tinha alguma deficicência mental, pois tentava falar algo ao motorista que não era possível entender, a única coisa que ficou clara é que queria ir à Avenida Nova Cantareira (pelo menos pela reação do motorista).
    E então, após toda esta embolação, a viagem seguiu, com apenas um porém: se entrei neste ônibus, de certa forma, atrasado (para chegar a minha casa), imagine como eu horrorosamente atrasado estava depois do tempo que foi gasto alinhando o ônibus naquela movimentada parada que o Metrô Santana possui, para que o cadeirante subisse... Desembarquei normalmente no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo, segurando-me com força em um dos poucos balaustres que possuem os PBC’s, pois naquele buraco no meio do ônibus havia três estudantes “atrapalhando” o meu desembarque e “roubando” espaço, o qual é escasso por ali. As portas abriram-se no número 686 da Rua Duarte de Azevedo e apenas fui para casa pensando: caramba... Todo dia um fato curioso acontece comigo, e hoje foi um exclusivo! É a primeira vez que vejo um deficiente físico entrando num ônibus ao vivo! Foi interessante, mas sobretudo: inédito e exclusivo...

Exemplo de cadeirante embarcando num ônibus piso baixo (total, central ou dianteiro) por meio da rampa.


2 2715 fazendo a linha 701U/10 (Butantã USP - Jaçanã). Mudanças operacionais relacionadas a chegada de novos ônibus na empresa fizeram com que os Millennium's piso baixo centrais da linha 701U fossem remanejados para a linha 107T recentemente.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ônibus em 16/05/2011


    16/05/2011: um dos dias mais frios do ano em São Paulo, mas por questão de lógica não deixei de ir à escola por causa dele. Além do frio, contribuía para a desgraça também uma chata chuva, que junto com um caminhão tombado, foram responsáveis pelo insuportável trânsito que encontro na minha rua na metade dos dias em que saio de casa.
    De qualquer forma, pulemos logo para 12h30, a parte da história onde volto para casa de ônibus. Para falar a verdade, hoje saí tive a oportunidade de sair três minutos mais cedo, não que isso fizesse alguma diferença, mas às vezes perco bons ônibus (de motoristas que conheço/com os quais já peguei) por questão de segundos (vejo-os quando ainda estou chegando ao ponto). Dirigi-me, pois, ao ponto onde não encontrei nada de novo. Deixei ir embora o Apache Vip OF-1721 (2 2218) da 174M/10 (Museu do Ipiranga – Jd. Brasil) por ainda ter tempo e por estar lotado, e também deixei passar um Millennium recente (de abril de 2011)., do qual não me recordo o prefixo, na 177C/10 (Vila Madalena – Jd. Brasil). Então, pouquíssimos minutos depois, veio o conhecido (apenas por mim, por enquanto) 2 1591 na 172N/10 (Metrô Belém – Center Norte), também um dos novos Caio Millennium O-500M. Ele e o 2 1581 são dois Millennium’s que conheço bem, que já peguei muitas vezes voltando da escola, e conheço seus operadores. Estão fixos na 172N/10 e substituem os antigos fixos Urbanuss Pluss OF-1721 da linha (2 2911 e 2 2612) que estavam no lugar deles até março desse ano (antes da chegada desses novos Millennium’s), isso é fácil de ser percebido, porque o motorista do 2 2911, por exemplo, agora dirige o 2 1591. Com a chegada dos novos Millennium’s, esses dois Urbanuss Pluss e outros carros foram transferidos para a garagem da empresa situada na Rua Maria Amália Lopes de Azevedo (antiga garagem central), para suprir a aposentadoria de alguns ônibus de lá, e os que substituiriam eles seriam os novos Millennium’s, que chegaram para a garagem “Fernão Dias” (onde eles estavam), localizada na Av. João Simão de Castro ao pé da rodovia Fernão Dias).
    Indo direto ao que aconteceu no ônibus: nada especial. Pegar a 172N/10 nunca me traz nada de novo, é algo monótono, mas muito bom pela garantia de que vou parar no meu ponto normalmente, por exemplo, já que o motorista deve até saber que quando entro no ônibus, “alguém” vai descer no segundo ponto da Rua Duarte de Azevedo (o último ponto da rua é mais perto de minha casa, mas é cheio de estudantes baderneiros às 12h30, e ainda por cima, caso algum motorista não pare no segundo, seja por desatenção, ou sacanagem, ou qualquer motivo, ele poderá parar no terceiro, terá tempo de perceber que “alguém” quer descer). O motorista foi rápido, parece que pegou o jeito com o Caio Millennium, e também notei que agora não é necessário parar totalmente para abrir as portas, como ocorria, o novo Millennium deu seu primeiro passo para deixar de ser um carro “novinho”, agora abre as portas um segundo antes de parar totalmente!
    Existe uma coisa que é regra na 172N: no ponto do metrô Santana, sempre sobem, no mínimo, umas vinte pessoas (lembre-se de que eu disse “no mínimo”), raramente fiquei sentado após esse ponto, quase sempre levanto prevendo o inevitável (raramente não enche). É a parada mais importante da 172N, geralmente muita gente sobe lá pra descer na Vila Maria (e o resto sobe antes, no Metrô Carandiru, Center Norte, etc.). Hoje já havia poucos assentos disponíveis no ônibus, portanto, para uma pessoa experiente em voltar da escola de “ Belém”, era fácil imaginar que o ônibus ficaria lotado, com o número de pessoas que já havia dentro juntado com o número de pessoas que entraria na parada seguinte. Experiente que sou, levantei-me e fiquem em frente à porta, para evitar transtornos na hora de desembarcar (eu desceria dois pontos depois, oras).
    Parado defronte à porta, e preso num pequeno espaço graças à quantidade de pessoas do ônibus, minha missão agora era apenas esperar o meu ponto, mas notei uma coisa curiosa: no primeiro ponto da Rua Duarte de Azevedo, um antes do meu, desceu uma moça que entrara no Metrô Santana. Ou é muito preguiçosa ou pegou o ônibus errado (o mais provável), pois a distância de um ponto pro outro é pouco mais do que um minuto a pé. Então finalmente pude apertar o “P” para indicar que queria descer, e assim foi meu dia, não tão monótono como geralmente é a 172N (pegar um Millennium vazio e ver ele lotando no Metrô Santana), graças a um acontecimento ali ou aqui. Para terminar esta postagem: vi o Apache Vip 2 2993 na linha 1788/10 (Metrô Santana – Jd. Fontális), após descer do ônibus, e o letreiro dele mostrava tranquilamente “1788 JD FONTALIS”, mas piscava rapidamente e mostrava algo como “PARTIDA: 10:05”, mas num intervalo de tempo que não durava nem um segundo! Achei isso bem estranho..


Foto do 2 1591 na 172N/10 entrando na Rua Duarte de Azevedo (TIRADA HOJE!), inclusive com o motorista com o qual sempre pego na 172N (dá para ver na foto que é ele). Se essa foto foi tirada pelo Eduardo Sambaíba 12h40, significa que estou dentro do ônibus da foto. Interessante, não? Um busólogo fotografando o ônibus em que eu estava... Ultimamente tenho me deparado com muitas coincidências. Mas de qualquer forma, existe ainda a chance de a foto ter sido tirada em outro horário em que o motorista trabalhava. É uma foto que retrata perfeitamente o post de hoje. (Créditos a Eduardo Sambaíba.)


2 1581 na 172N/10. (Créditos a Eduardo Sambaíba.)

domingo, 15 de maio de 2011

Ônibus em 15/05/2011 - Pequena ida a Guarulhos



    15/05/2011: um dia que eu não recomendaria para pegar ônibus, pois estava frio, choveu (no meio do trajeto), e era um domingo. Nada que me incomodasse, no entanto. Na verdade, no que se refere ao último item (ser domingo), pessoalmente, não me importo de esperar ônibus aos finais de semana, mas o pensamento da maioria das pessoas é o seguinte: "Busão de domingo é f***...". Só os problemas "bons mesmo", ou seja, muito incomodantes, conseguem fazer com que eu ache andar de ônibus muito chato, e bons exemplos destes problemas são: superlotação, trânsito, adolescentes fazendo baderna, indivíduos sem fone de ouvido ouvindo lixos musicais (funk e outros) pelo ônibus, motorista extremamente lerdo/forçando lentidão etc. Na verdade, talvez nem estes conseguem me abater!
    De qualquer forma, não era um dia onde iria pegar ônibus. Para falar a verdade, eu achava que ficaria em casa sem história para contar por aqui hoje, mas fui convidado a ir à casa da minha vó de ônibus visitar parentes, e é lógico que não hesitei em aceitar. Em 90% das vezes em que vou até lá, o trajeto é feito de carro, a oportunidade de ir de ônibus surgiu repentinamente, e eu a adorei. 
    A casa de minha avó é servida por duas linhas de ônibus: 111TRO (Metrô Tucuruvi – Jardim Leda) e 249TRO (Metrô Penha – Jardim Paulista), bem próximas, mas sendo a 249 inviável por dar muitas voltas antes de passar pelo Parque Santo Antônio, onde reside minha avó. As linhas 003TRO (Metrô Tucuruvi – Taboão) e 110TRO (Metrô Tucuruvi – Jardim Bela Vista) também servem, porém mais longinquamente, descendo num lugar que fica a 15 minutos à pé. Sendo assim, meu plano era ir até o Metrô Tucuruvi, onde eu teria três opções (mas me focaria em somente uma, 111, por passar mais perto).
    Para ir de onde moro, em Santana, ao Metrô Tucuruvi, bastaria simplesmente pegar um “metrôzin” na estação Santana, mas se você acha que vou trocar uma viagem de ônibus por uma de metrô, está completamente enganado. Por melhor que o metrô seja para todas as pessoas que não gostam de ônibus, eu só o pego quando realmente não há outra opção ou quando preciso chegar rapidamente a um lugar. Restam-me então as cinco linhas de ônibus da Rua Duarte de Azevedo que passam pela estação Tucuruvi ou próximas a ela: 1702/10 (Tietê – Jova Rural), 1732/10 (Metrô Santa Cecília - Vila Sabrina) 174M/10 (Museu do Ipiranga – Jardim Brasil), 179X/10 (Metrô Barra Funda – Jardim Fontális), 172T/10 (Metrô Brás - Vila Nova Galvão) e 107T/10 (Cidade Universitária – Metrô Tucuruvi). Também tem a 1701 (Metrô Santana - Jova Rural), mas essa não pego nem ferrando, pois é da Transcooper, nisso nem minha mãe me obriga a entrar, havendo tantas opções melhores. Listei as seis linhas da pior para a melhor no quesito “lotação”. A 107T/10 é, indubitavelmente, a melhor de todas, pois humilha completamente as outras cinco: é mais vazia, conta com seus Millennium’s (traseiros sempre são ótimos) mesmo aos finais de semana, e não menos importante, tem seu TP (ponto inicial) exatamente no Metrô Tucuruvi, pouco atrás das linhas intermunicipais guarulhenses, enquanto as outras linhas servem-no apenas com paradas onde eu ainda teria que fazer uma caminhada de 5 minutos (174M/10 e 172T/10) ou 10 minutos (179X/10, 1732/10 e 1702/10) até a estação. Infelizmente, contrariava-me um duro "inimigo" da busologia: minha mãe, que comigo estava. Ela basicamente está atrapalhando meus planos, porque não suporta nem um pouco ficar esperando qualquer ônibus, e certamente pegaria o primeiro que passasse, não o que eu queria (107T/10).
    Tentei fazer uma macumba aqui, outra ali, para que fosse abençoado com a vinda de um ônibus da 107T/10, mas não deu outra: o esperado aconteceu (eram três linhas contra a 107T/10), e o que eu não queria veio. Segundos após a nossa chegada ao último ponto da Rua Duarte de Azevedo, apareceu ao fundo um Apache Vip de pintura “local” (aquela onde o azul da área 2 na frente do ônibus fica apenas pela metade, dividido com o branco), isso significa que era um Apache Vip da Fênix. Em outras palavras, meu destino seria pegar 179X/10 ou 1702/10... Felizmente, o azar não quis mais fazer gracinhas comigo e me deu até um pouquinho de sorte: o Apache Vip, de prefixo 2 5038, era da 179X/10 (melhor do que a 1702/10), e ainda era um OF-1721, melhor chassi dianteiro que já existiu, sem sombra de dúvidas, e vale ressaltar também que a 179X/10 é a melhor depois da 107T/10 (em minha opinião), pois a 172T/10, segunda colocada naquela lista, quase nunca passa... Mas não é só isso, agora vêm os dois melhores benefícios dessa história: o ônibus não estava lotado e achamos assentos disponíveis, e o motorista era um velhinho magro com cara de 60 anos. Esses velhos no volante são sempre 8 ou 80, ou sempre tomam cuidado demais na direção ou são uns verdadeiros malucos do trânsito, mas não vejo problema nisso! É assim que deixo explícito o segundo benefício: este motorista velhinho dirigiu esse Apache Vip de um jeito que me fez esquecer totalmente da 107T/10, adorei ver o som de um OF-1721 correndo loucamente pela Avenida Luiz Dumont Villares e ruas da Parada Inglesa/Tucuruvi (referindo-me às ruas Paulo de Avelar e Cruz-de-malta).     
Foto do 2 5038 na 179X/10 em 2007. Ele é fixo nela, por se tratar de uma cooperativa, a Fênix. (Créditos a Rafael de http://only-buses.4shared.com)

    Chegamos em poucos minutos ao último ponto da Avenida General Ataliba Leonel, o mais próximo do Metrô Tucuruvi (pelo menos para nós). Caminhamos então, até o Metrô Tucuruvi, e sua estreita calçada (que deve ser um problema daqueles no horário de pico), passando pelo TP de várias linhas, até chegar aonde queríamos, na cobertura do ponto existente para a 111TRO, que era bem localizado para nós, que poderíamos observar se havia algum carro da linha 003TRO e 110TRO, que também serviam, mas não do jeito que eu queria (mais uma vez minha mãe ataca com sua impaciência, na hora achei que ela pegaria o primeiro que passar). Como de praxe, não havia ônibus algum parado lá, essa linha tem intervalos irregulares mesmo aos dias de semana, imagine então num sábado, o que eu mais temia era a chegada das 003TRO e 110TRO, que também não contavam com nenhum carro em seus pontos.
    Esperava eu então, vendo coisas aleatórias, ônibus da área 2, ônibus da E.O. Vila Galvão, empresa que opera na área 3 da EMTU (engloba as cidades de Guarulhos, Arujá, Mairiporã e Santa Isabel), inclusive um Apache Vip II dela que me desejava “boa noite” no letreiro (não eram nem 16h00 ainda), mas tudo isso foi em apenas cinco minutos. Depois que eles passaram, recebi uma triste notícia de meus olhos: eles viram um Apache Vip vindo, e nele havia o número 003. Isso me desapontou fortemente, mas logo fui consolado: após pedir a minha mãe que esperasse, ela estranhamente aceitou, apesar da chuva que caía. Mais cinco minutos e outra desgraça aconteceu: um recente Comil Svelto (foi recebido há meses) da linha 110TRO chegou. Agora sim era o suficiente para minha mãe dizer: vamos nesse! Para falar a verdade, eu pensei: não é tão ruim, pelo menos vou matar a curiosidade de como são esses Sveltos, os quais nunca tive a chance de experimentar. Quando nos preparávamos para ir ao ponto da linha 110TRO, chegou do outro lado da Avenida Dr. Antônio Maria de Laet um Apache Vip da 111TRO, fui salvo pelo gongo...

Um dos Comil Svelto novos que não peguei, inclusive nesta foto está na 110TRO. (Créditos a Wellington Everton em http://fotolog.terra.com.br/regione:182.)
   Embarquei neste Apache Vip, de prefixo 30.725, e não tenho o conhecimento necessário para determinar seu chassi, mas pelo barulho parecia ser um OF-1418. Antes de embarcar vi seu motorista com um maço, tive então certeza de que caso ele cometesse algum erro, eu poderia tranquilamente falar: “Esse daí fumou antes de dirigir”. Isso me lembra a vez em que fui até o TP (ponto inicial) da linha 1721/10 (Metrô Carandiru – Vila Ede) e vi o motorista do Pluss OF-1721 que peguei (2 2256) bebendo uma cerveja tranquilamente perto da cabine de fiscais. Fora isso, não houve nenhuma ocorrência fora do normal: alguns jovens não fazendo baderna, mas gritando, falando alto, pessoas quietas ouvindo suas músicas, etc. O ônibus recebeu um bom número de pessoas no Metrô Tucuruvi, mas ainda sobrou um número considerável de assentos, os quais foram aproveitados por pessoas que subiram na Rua Benjamin Pereira e “em” Jaçanã. Depois, foi começando o desce-desce por variados pontos por onde a linha passa em Guarulhos. Desembarcamos na Rua Central, no Parque Santo Antônio, quando havia ainda um número considerável de pessoas ainda dentro do ônibus rumando aos seus destinos. Infelizmente, a volta para casa foi de carro, por mim seria de ônibus, na verdade deveria ser, mas minha mãe fez força para que não fosse, pois ela alega que a 111TRO tem intervalos horríveis sentido Tucuruvi à noite.

Apache Vip OF-1418 da E.O. Guarulhos operando na linha 011TRO (Metrô Armênia - Pq. Continental II), semelhante ao da E.O. Vila Galvão no qual andei. (Créditos a Peterson Fernandes em http://fotolog.terra.com.br/regione:118.)

sábado, 14 de maio de 2011

Ônibus em 14/05/2011 - Novos Millennium's O500U

Este é o primeiro passeio que relato (de muitos, espero). Aproveito logo para dizer que esta postagem é, digamos, grande. Passeios são giros (literalmente, se preferir são triângulos, quadrados, etc.) que faço pela cidade de São Paulo ou talvez por outras (mas voltando para São Paulo depois), geralmente usando três linhas de ônibus (às vezes uso quatro sendo um para curta distância, ou também uso dois para ir e voltar a um lugar quando quero passeios simples, curtos e rápidos), partindo de um lugar e voltando para o mesmo lugar. Existem também alguns extremos os quais raramente faço, quando por exemplo, fui até a Ilha do Bororé, deslocando-me de Santana até o extremo da Zona Sul (já na zona ambiental), o que me roubou sete horas de vida. Ao fazê-los, desejo conhecer a demanda das linhas, seu trajeto, seu ponto final e inicial (TP's e TS's), talvez, bem como relatar fatos curiosos.

14/05/2011: um sábado com sol e frio simultaneamente, na minha visão,  e um sábado nublado de temperaturas amenas, na visão do site da SMT, que aleatoriamente consultei, mas nada capaz de impedir um “rolê” por São Paulo. Este passeio estava planejado há um tempo e tinha como principal objetivo pegar a linha 172T/10 (Metrô Brás – Vila Nova Galvão) até seu TS (ponto final) no Brás, apenas com a finalidade de conhecer, já que fiquei por várias vezes lá dando com os burros n’água, graças aos seus longos intervalos e irregularidades por parte de alguns motoristas. Depois, eu pensaria no que fazer para voltar para casa usando linhas diferentes. Uma das opções era ir até Guarulhos, mas é algo que se tornou inviável graças aos longos intervalos das linhas guarulhenses no Metrô Brás. Decidi, então, achar uma opção para sair de lá que não fosse 172T/10 e 5630/10 (Metrô Brás – Terminal Grajaú), que são as únicas com ponto final no Metrô Brás, pois já peguei as duas recentemente (não que esse seja o motivo, mas eu não quero voltar de 172T e nem enfrentar a superlotação/trajeto demorado da 5630/10 de novo). A alternativa que achei foi: caminhar do Terminal do Metrô Brás até a Avenida Rangel Pestana, pois é aqui que entra a segunda missão que surgiu depois do planejamento deste passeio (ainda bem, senão eu perderia a chance): andar nos novos Millennium’s O-500U que estão em peso na linha 175P/10 (Metrô Ana Rosa – Pq. Edu Chaves). Uni o útil ao agradável, visto que a Avenida Rangel Pestana era minha única opção próxima e lá eu poderia pegar a linha 2175/10 (Praça da Sé – Jardim Guançã), que tem seu TP (ponto inicial) ao lado das linhas 175P/10 e 1721/10 (Metrô Carandiru – Vila Ede)! Em último caso, poderia ainda pegar as linhas 2161/10 (Praça do Correio – Pq. Edu Chaves), 2127/10 (Metrô Liberdade – Jd. Brasil) e 2182/10 (Praça do Correio - Jd. Brasil), para depois pegar a 175P/10 no meio de seu itinerário. Foi então formado: 172T/10 -> 2175/10 -> 175P/10.
   Esse é só um de meus vários passeios, é demonstrada então a grande variedade que tenho partindo de Santana... São linhas que não acabam, e ainda tem metrô pra conhecer linhas de outras áreas! Agora, sem mais delongas, vamos ao que ocorreu hoje...

1º passo: pegar a 172T/10.

    Pegar a 172T/10 é um grande desafio. Um problema são os longos e irregulares intervalos tanto nos dias de semana como nos finais de semana, além de adversidades que podem ocorrer como por exemplo: imagine um motorista passando reto pelo ponto, devido a um ou outro ônibus parado, depois de uns... 25 minutos de espera? Seria chato...
Muitíssimo felizmente, não ocorreu problema algum! Dirigi-me ao ponto 15:11 , e cerca de 5 minutos depois, apareceu com seu diferenciado letreiro, onde lia-se facilmente “1 7 2 T   ↕ B  R  Á  S”, o Caio Apache Vip 2 2994, um OF-1417 queimado há uns anos por vândalos do PCC, que foi reencarroçado pela Sambaíba.  A primeira coisa que percebi ao entrar no ônibus foi que, por muita coincidência, o motorista do ônibus era um cara que eu havia visto no Orkut, na comunidade da empresa (Sambaíba), e que se apresentou como motorista da linha (172T/10) em um tópico e inclusive me ajudado quando perguntei onde ficava o TS dela! Fiquei boquiaberto na minha mente com esta situação. Quando entrei no ônibus, ele estava razoavelmente vazio, com lugares na parte da frente inclusive, portanto aproveitei para gravar (e colocar no Youtube). Tudo correu normalmente. Quando eu terminara de gravar, o ônibus começou a lotar perto da Avenida Carlos de Campos (não de idosos, então pude ficar sentado), mas estou comentando isso, porque nunca imaginei que a 172T/10 fosse uma linha capaz de lotar um ônibus do jeito que vi. Como imaginei, quase todos os passageiros desceram no Largo da Concórdia, restando apenas umas poucas almas que seguiram para o vazio e vazio terminal do Metrô Brás.
 Foto recente do 2 2994 operando a linha 1782/31. (Créditos a Victor Vieira do ÔnibusBrasil.)
    Agora vem o fim da história 172T/10: cheguei ao Metrô Brás normalmente 16:00 (aproximadamente), e o que achei do ônibus? Nada de mais. Foi rápido até para um OF-1417, o que atrasou a viagem foi o constante sobe-e-desce durante o trajeto que presenciei, em quase todos os pontos subia ou descia alguém (e geralmente só uma pessoa). Como eu disse, gravei, e aí está para quem desejar:



2º passo: pegar a 2175/10.

   Após uma caminhada de 5 minutos do Terminal da Estação Brás até a “Parada Piratininga” da Avenida Rangel Pestana, eu estava pronto para apanhar a 2175/10, na parada número 1 (ali existem três paradas, sendo que todas as linhas da área 2 utilizam a número 1, com exceção da 172T/10 que utiliza a número 2). Na verdade achei que seria de certa forma entediante, pois já conhecia o trajeto desta linha (usei-a num passeio há dois meses), e na verdade só preciso pegar ela para chegar até o TP da linha 175P/10, mas andar de ônibus é andar de ônibus. No tempo em que fiquei ali, o que mais passava, obviamente, eram ônibus da área 3 e 4, nos quais não prestei muita atenção, a não ser em um motorista de um Apache S21 da linha 4120/10 que parecia mais um “cantor” de funk, com seu boné virado, agasalho mal vestido e “cara de mau” (nunca vi um motorista de ônibus assim, que eu saiba todos devem usar uniforme, e mesmo os que usam camisas comuns são aceitáveis e têm de monte em qualquer empresa, mas esse estava bizarramente trajado).




    Então, depois de 15 minutos de mais ônibus, da área 2 inclusive, atendeu-me o Busscar Urbanuss Pluss OF-1418 de prefixo 2 2730 da 2175/10, no qual embarquei umas 16h15. Caramba... Notei outra coisa quanto ao motorista: há uns dois meses, no passeio em que peguei essa linha, utilizei o Caio Millennium II PBC 2 2474, onde o motorista era um careca e o cobrador um cara moreno que aparentava ser jovem. E hoje, o que vi? Não, não foi um cobrador moreno e um motorista careca, foi ao contrário! E tenho quase certeza de que eram os mesmos, mas com posições trocadas... Achei estranho, mas deixa pra lá já que não tenho total certeza. Eu já achava que seria entediante e as forças para isso aumentaram após saber que eu andaria num Pluss OF-1418, mas o motorista foi bem! Esse OF-1418 parecia até um OF-1722M com o barulho que fazia na troca de marchas, e o giro era alto. Cheguei ao TP da linha na Vila Sabrina em um instante! Não houve muita coisa a ser notada no trajeto, no máximo os gritos de torcedor santista que dava o motorista “é o peixe, é o peixe amanhã, etc.”, o sobe-e-desce na Avenida Guilherme Cotching, entre outros.

Foto antiga do 2 2730, operando na linha 177C/10. (Créditos a Rafael do site http://only-buses.4shared.com.)



3º passo: pegar a 175P/10.


Meu objetivo: andar num dos novos millennium's. O 2 1767 foi meu alvo. (Créditos a Eduardo Sambaíba.)
  Estava lançado mais um desafio relacionado à minha missão (andar de Millennium novo). Desta vez o problema não era com a linha, mas sim com a sorte: será que eu conseguiria encontrar um dos novos Caio Millenium’s da Sambaíba parado no TP? Apesar de ser uma linha queridinha, ainda recebe ônibus de motor dianteiro (famosos cabritos) e também outros traseiros que não são novos (mas que não deixam de ser bons carros). 
  Indo direto ao ponto, notei ainda dentro do Pluss da 2175/10 a presença de um Millennium O-500U novíssimo (2 1767), e também um outro O-500U antigo, de 2008 (2 1323) parados no TP, na Vila Sabrina. Eu pretendia seguir viagem na linha até o seu ponto final, porém há uma coisa a ser dita: ela passa por seu ponto inicial dá voltas pelo Jardim Guançã, e finalmente regressa ao ponto inicial. Como eu disse, eu apenas pretendia fazer isso, pois ao ver o Millennium parado lá, desci da 2175/10 num ponto na Av. João Simão de Castro poucos metros depois, ao invés de ir até o ponto final, e fui andando até o TP com o seguinte pensamento: vou pegar um dos cobiçados Millennium's novos, yea! Tais palavras trouxeram felicidade por curto tempo, felicidade que foi abaixo quando vi tal Millennium novo partindo, quando eu ainda estava distante o suficiente para não poder tomar nenhuma atitude. Parecia que tudo estava arruinado para minha segunda missão, mas num momento de glória, lembrei-me de que a 175P/10 faz uma pequena volta para sair no começo da Avenida João Simão de Castro, ou seja, passaria ali de novo... Isso me fez voltar rapidamente para o mesmo ponto de onde desembarquei da 2175/10, e três minutos depois consegui completar minha segunda missão, com a chegada do brilhante e novo millennium, para o qual com certeza não hesitei em sinalizar cerca de 16h55.
    No 2 1767 tudo brilhava, até o retrovisor, o carro tinha cheiro de carro novo, e um dos mais bonitos sons de motor: o do O-500U. Outra coisa interessante a ser reparada é que as portas, tanto de embarque como de desembarque, abriam normalmente “em movimento”, não em movimento de 40km/h por exemplo do nada, é claro, mas abriam quando o motorista ainda estava encostando no ponto e não havia freado totalmente, diferente dos novos Millennium’s O-500M, que param totalmente antes de abrir suas portas (talvez seja ordem da empresa), graças ao Anjo da Guarda, presente em toda a frota (na verdade uma vez vi um Marcopolo Torino circulando normalmente com a porta aberta, sei não esses carros antigos de 1999, 2001...), é um aparelho que tem como função bloqueia certas atitudes no ônibus, como por exemplo, acelerar com a porta aberta. Aproveitei para gravar também, são poucos os que têm a oportunidade de fazer isso (mas muitos os que podem). Até agora, são escassos até mesmo vídeos de Millennium’s O-500M, dos novos O-500U então não deve ter, certamente, portanto acho que serei o primeiro a divulgar um no Youtube. Aí está o vídeo:
    

    Tirando uma mulher que ficou me encarando por eu a ter filmado na hora em que desceria (enquanto eu a ignorava), a viagem correu normalmente, e meu plano era descer em Santana. Porém deu-me uma vontade de chegar mais rapidamente e evitar a volta pela Avenida Nova Cantareira e o sobe-e-desce de passageiros que há na 175P/10. Já que a integração do bilhete único ainda estava em jogo, desci na Avenida Guapira, após o Parque Vitória, onde eu tinha três opções que iriam pela Avenida Luiz Dumont Villares (onde eu desceria em seu último ponto): 1782/31 (Metrô Santana – Vila Nova Galvão), 1703/10 (Shopping Center Norte – Jardim Fontális) e 1701/10 (Metrô Santana – Jova Rural). Eu disse três, porque citaria três, mas na verdade só esperaria por duas mesmo. Excluo a 1701/10, pois odeio as lotações da Transcooper. 
Foto mal tirada do 2 2635.
   Quando os relógios marcavam umas 17h25, veio o Urbanuss Pluss OF-1721 de prefixo 2 2635, com seu belo letreiro eletrônico branco, sendo um dos únicos Pluss de 2001 contendo um, na linha 1782/31. Foi assim que cheguei em casa hoje, tranquilamente (já que dentro do ônibus só havia umas 5 pessoas), 17h55, após curto um curto andar da Avenida "nova" à minha já citada casa, pronto para redigir esta história... 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ônibus em 13/05/2011

    13/05/2011: uma chuvosa sexta-feira 13, a qual recebeu a honra de ter meu primeiro relato de acontecimentos relacionados aos ônibus, ou seja, meus contos, minhas histórias... Ainda aproveito para dizer que costumo apenas contar como foi a minha volta para casa, mas hoje, especialmente, vi um fato interessante na ida (onde não utilizo ônibus pela falta de compensação, tudo passa lotado na minha rua no horário de pico da manhã, além de haver um infernal trânsito... Diferente do horário da volta onde posso tranquilamente pegar ônibus para a pequena distância que percorro). Abaixo, as histórias:
    Estava eu, tranquilamente apreciando o trânsito que impera na minha rua durante as manhãs, no maldito horário de pico paulistano, quando notei dois Caio Millennium’s recentemente (há um mês) adquiridos (2 1618 e 2 1622, para ser mais exato). Na verdade o que notei foi que ambos estavam na linha 271m-10 (Metrô Santana - Parque Novo Mundo). Indo mais a fundo, o que realmente notei é que o da frente estava lotado até o talo, até a porta da frente se preferir, completamente cheio, enquanto o de trás estava mais tranquilamente disposto, até mesmo com dois ou três assentos disponíveis (estávamos no horário de pico, 07h30 da manhã)... Eu pensei: sorte de quem está no de trás. Mas enquanto refletia sobre tal situação do nada algo incomum ocorreu: pessoas (umas vinte), fora do ponto, começaram a descer do Millennium da frente e entraram no de trás! Não faço a mínima ideia de qual era o propósito daquelas pessoas (ficar em pé mais confortavelmente?).
    
177C/21 e sua nova denominação.
(Créditos a Eduardo Sambaíba.) 
    Agora, vamos à história da volta, a qual realmente faz parte de mim (eu a vivencio...)! Fui ao ponto no horário correto, 12h30, e lá esperei por um ônibus. Vi uma situação rara por lá: dois Millennium’s (ambos 2 159 alguma coisa) novos da 177C/10 (Vila Madalena – Jardim Brasil), sendo um cheio e o outro sem ninguém dentro... E dois Apaches Vip’s da 172U/10 (Mooca – Cemitério Parque dos Pinheiros) ambos cheios. Acho que é a segunda vez que vejo isso na minha vida (2x + 2y, sendo “x” e “y” duas linhas quaisquer). Há uns meses vi na minha rua dois carros da linha 179X/10 (Metrô Barra Funda – Jardim Fontális) seguidos de dois carros da linha 172T/10 (Metrô Brás – Vila Nova Galvão)... Continuando minha história, logo depois veio um mais um dos novos Millennium’s, desta vez novo mesmo, visto que havia 70 que chegaram à empresa há um mês que só iam até o 2 1628, e que chegou há poucos dias uma nova remessa do 2 1629 ao 2 16xx (numeração desconhecida). Este novo Millennium que veio era o 2 1631 na 172N/10 (Center Norte – Metrô Belém), mas não quis pegar, pois odeio estes novos Millennium’s quando não conheço o motorista, o sinal de parada deles é muito baixo (sim, sou louco por não gostar disso, fico com uma agonia de que o motorista não ouviu o sinal. Casos em que fui deixado um ponto depois do meu pedido de parada não são raros), e eu nunca tinha visto seu motorista (os que eu já vi eu acho que até sabem que quando entro no ônibus vou descer no meu ponto de sempre). Após ignorá-lo, veio ao fundo um Apache Vip I. Este Vip era o 2 2039, OF-1417, e estava na 177C/21 (antiga Center Norte - Jardim Brasil, agora Center Norte - Parque Edu Chaves), peguei-o para não correr mais riscos de ter que ficar esperando por um longo tempo (o que miseravelmente ocorre com o azar que tenho, considerando que embora eu tenha muitas opções, eu evito algumas), e também porque já havia pegado com esse motorista. Após subir, vi uma cena a qual não tenho um adjetivo para descrever: uma mulher fez a pergunta “este ônibus passa na Vila Galvão?”, e o cobrador ficou irritado do nada e começou a falar depois: “P****, tá escrito Vila Galvão por acaso? Isso é Parque Edu Chaves e Avenida Julio Buono! Que Vila Galvão o que rapaz... Nada a ver...” Havia um clima de descontração no ônibus por parte do cobrador, ao parar do nosso lado o Apache S21 2 2252 da linha 271C/10 (Praça da República – Parque Vila Maria) num semáforo, o cobrador abriu a janela do Vip e começou a gritar para o cobrador ou motorista do 252. Depois disse: “Nossa, esse é o mof-mof (não sei o que é isso), é o 056, eu que dei esse apelido a ele quando fui ao Parque Vila Maria! Ele fica me xingando de filho da p**** quando eu chamo ele disso!”. Achei isso estranho, mas engraçado, situação inusitada, única, interessante e boa de contar num relato como este, que merece acontecimentos pelos quais pessoas não passam diariamente no transporte público, vez ou outra... Prosseguindo a viagem, o ônibus felizmente não lotou ao passar pelo Metrô Santana (talvez por causa dos Millennium’s da 177C/10 que passaram antes), entraram apenas umas sete pessoas. Entre estas pessoas, estavam: uma senhora que perguntou se esse ônibus ia até o Parque Edu Chaves (desta vez o cobrador só não deve ter falado algo por tratar-se de uma idosa...), mas ele ainda disse em tom respeitoso a ela: está no letreiro o Edu Chaves. Ela agradeceu. Também entrou um funcionário da empresa (Sambaíba). Depois a viagem prosseguiu normalmente até o meu desembarque, nada ocorreu, além de pequenas conversas entre cobrador, motorista e o funcionário que embarcou no Metrô Santana.
      Minha opinião sobre o ônibus hoje: foi demasiado lerdo, além de ser OF-1417, parecia até que o motorista forçava para ir lentamente... Mas, sinceramente, o "andar de ônibus" hoje foi compensado pela atuação do cobrador. Eu nunca tinha visto um assim nos ônibus que pego, eu até ri, achei graça das coisas que ele falava... Por mais errada que fosse qualquer coisa que ele fizesse, acho que ele merece uma citação honorária por ter me impressionado. Graças ao cobrador de hoje, pegar o ônibus de volta para casa foi legal. Se tudo fosse normal, diria que odiei o ônibus hoje, devido à lerdeza, o tempo do trajeto foi dobrado comparado a ontem, por exemplo, quando peguei um Urbanuss Pluss OF-1721 (2 2256) na mesma linha. O número de pessoas no “2 2256” era o mesmo e o motorista sentou o pé! Eu gosto é de fortes emoções e afirmo que um Pluss OF-1721 é mil vezes melhor do que um Vip OF-1417 no quesito velocidade, embora haja alguns Pluss’s cansados que não andam nada (é 8 ou 80)... Quanto a primeira e bizarra situação que vi de manhã: achei estranho, certo... Todo aquele povão descendo de um ônibus e entrando em outro no meio da rua, onde não foi possível imaginar um porquê coerente de estarem fazendo isso...

quinta-feira, 12 de maio de 2011

O primeiro post do blog

    É hoje, 12/05/2011, o dia em que começo a divulgar histórias as quais eu só contava para uma ou duas pessoas que apreciavam o assunto, sobre a minha agitada vida busológica na cidade em São Paulo, seja voltando da escola ou fazendo passeios dignos pela região metropolitana de São Paulo e pela cidade. Senti imensa vontade de sair contando estas histórias aleatoriamente por aqui, mesmo que ninguém leia, gosto de digitar... Infelizmente deixarei de citar muitas histórias que comigo ocorreram em dias anteriores a hoje: os condutores de certas histórias acontecidas há um ano ou há cinco meses, etc. merecem um respeito superior ao dos outros, devido à emoção (gosto de ônibus rápidos, sou louco mesmo, são emocionantes) que ofereceram enquanto me conduziram respeitosamente pelas ruas de São Paulo, talvez hajam outros melhores ainda até mesmo pelas outras áreas de São Paulo ou outras cidades brasileiras, mas citei apenas os quais tive a chance de experimentar, no caso acima, voltando da escola (em passeios houve poucos dos quais não me lembro). Todos os motoristas são bem treinados e merecem ser elogiados, mas apenas alguns têm o dom de emocionar àqueles que gostam de aventuras (eu). Novamente, ressalto que deixarei de contar muitas boas histórias pelas quais passei antes de 12/05/2011, mas começarei a relatar as minhas aventuras, sejam elas emocionantes, chatas, desastrosas, normais ou surpreendentes, a partir de hoje, 13/05/2011 (com o ônibus que peguei hoje). Na verdade, é um processo cansativo, portanto posso acabar não relatando tudo que realmente ocorre, deixando passar as viagens mais insignificantes. Enfim: contarei todas as coisas que não acontecem todos os dias.